Nora Ney Sabino de Oliveira[1]

Renata Rodrigues de Arruda[2]

Resumo:

A escola, como espaço de comprometimento com a aprendizagem tornou-se nos últimos anos um ambiente, que ocorre o bullyng entre os alunos acontece quase que cotidianamente.

Este se caracteriza pelos apelidos, adjetivos pejorativos, desprezo, indiferença e até agressão, sem um motivo aparente, resultando em conseqüências que vão desde o âmbito emocional até a aprendizagem, fazendo com que alguns educandos saiam da escola.

Palavras Chaves: Bullyng. Violência. Respeito

Introdução

A escola, como espaço de comprometimento com a aprendizagem tornou-se nos últimos anos um ambiente, que ocorre o bullyng entre os alunos acontece quase que cotidianamente.

Este se caracteriza pelos apelidos, adjetivos pejorativos, desprezo, indiferença e até agressão, sem um motivo aparente, resultando em conseqüências que vão desde o âmbito emocional até a aprendizagem, fazendo com que alguns educandos saiam da escola.

Essa prática se apresenta de forma repetitiva e mesmo intencional, podendo ocorrer durante muito tempo, onde são adotadas atitudes de intimidação, humilhação, crueldade, acarretando danos físicos, psíquicos, emocionais ou até a morte, caracterizando-se pela necessidade que certos tipos de indivíduos têm de sobrepor-se aos outros.

O bullyng é hoje uma das principais preocupações da sociedade. Ela atinge a vida e a integridade física das pessoas. É um produto de modelos de desenvolvimento que tem suas raízes na história.

A definição de violência  se faz necessária para uma maior compreensão da violência escolar. É uma transgressão da ordem e das regras da vida em sociedade. É o atentado direto, físico contra a pessoa cuja vida, saúde e integridade física ou liberdade individual correm perigo a partir da ação de outros. 

É importante refletirmos a diferença entre agressividade, crime e violência.

"ABRAMOVAY ; RUA ( 2002)   A construção da paz vem se apresentando em diversas áreas e mostra que o impulso agressivo é tão inerente à natureza humana quanto o impulso amoroso; portanto é necessária a canalização daquele para fins construtivos, ou seja, a indignação é aceita porém deve ser utilizada de uma maneira produtiva.

O crime é uma tipificação social e, portanto definido socialmente é uma rotulação atribuída a alguém que fez o que reprovamos. "Não reprovamos o ato porque é criminoso. É criminoso porque o reprovamos"(Émile Durkheim).

Podemos entender que a violência é uma forma de chamar atenção dos pais e da escola, ou por não conseguir lidar com as pressões psicológicas a que esta submetido.

O bullyng na escola se apresenta de duas formas:  física ou mental, que podem agravar problemas preexistentes ou pode contribuir para desenvolver quadros de transtornos psíquicos e/ou comportamentais, conseqüentemente a perda do interesse pela escola e até gerar fobia da escola levando a casos de evasão escolar, e queda do aprendizado do aluno. Então, como o educador atua nesta situação?

Nesse sentindo e de suma importância envolver toda equipe escolar iniciando através do diálogo, uma ferramenta importante no combate a violência. Discutir os assuntos conflitantes existentes no interior da escola é tão importante quanto discutir o planejamento das aulas, e programas escolares; promover a troca de experiências vivenciadas por aqueles envolvidos no processo de formação do indivíduo, significa a valorização do trabalho em equipe, em oposição às formas fragmentadas de resolução que, muitas vezes, não produzem efeitos positivos.

  

Considerações Finais

A discussão do tema no contexto escolar proporcionara a alguns alunos uma nova forma de pensar sobre o bullyng, tanto no âmbito da escola quanto na comunidade local, mostrando a visão de que a integração entre disciplina, a transversalidade, e a troca de experiência ajuda muito na formação do indivíduo como ser humano.

Como vemos, ações positivas existem de diversas formas e podem ser usadas no contexto escolar de modo que os alunos aprendam a conviver com respeito e ética para o exercício pleno da cidadania.

Sabemos que será apenas uma gotinha d’água no oceano, mas com persistência e paciência poderemos junto combater eficazmente a violência, bem como os demais preconceitos.

Referências Bibliográficas

ABRAMOVAY, Miriam e RUA, Maria das Graças. Violências nas escolas. Brasília: UNESCO, Coordenação DST/AIDS do Ministério da Saúde, Secretaria de Estado dos Direitos Humanos do Ministério da Justiça, cnpq, Instituto Ayrton Senna, UNAIDS, Banco Mundial, USAID, Fundação Ford, CONSED, UNDIME, 2002.

DURKHEIM, E. A regra do método sociológico. Martin Claret:São Paulo, 2001

[1]Graduada em Pedagogia e Especialista em Administração Escolar, Didática e Práticas de Ensino, pela FAFICLE. Email: noraneyrodrigues@hotmail.com.

[2]Graduada em Administração - R.H pela UNIC - Campus Rondonópolis, Pedagogia pela UNOPAR e Especialista em Educação Infantil - PROFEREEDUC. Email: reroarruda@hotmail.com