A melhor viagem que você pode fazer é para onde ficaram tuas origens mais humanas e mais simples. Não é voltar para o passado, mas é quando você pode estar em um lugar que te remete ao que realmente faz a diferença no coração. É sentir o cheiro da terra, do campo, é comer fruta do pé, etc. É não se importar com a poeira da terra vermelha que não pesa nada, bem diferente da poeira que você vai acumulando por tantos e tantos dias, aquela que o cotidiano e suas agruras vão fazendo desanimar e vergar as costas, até dobrar os joelhos algumas vezes... O pó do campo não! É uma camada que te reveste de coisas simples da vida. E nessa viagem, até os olhares que no dia a dia te parecem tão selvagens e vorazes, tão carregados de mágoas e ódio, nos lugares mais tranquilos eles te enchem de acolhimento, afeto, carinho e são desejosos de esperança, ingenuidade e inocência presumida. “Foi o olhar mais bonito do final de semana”. Um olhar assim, que entende quem é. Que não rejeitou sua condição e que compreendeu a beleza de ser à sua maneira, sem forçar a estadia e a passagem em lugares, sem forçar sentimentos, tornando-se completamente aceitável e simples. Voltar-se ao simples nada mais é que um chamado/convite de Deus. Sim, porque Ele entende a hora que você precisa tomar novo fôlego, respirar novos ares, mais limpos e menos ressecados, onde pessoas de corações ressecados insistem em direcionar a tua vida, porque na tristeza de suas amarguras ainda não saíram desse labirinto espiritual em que estão. Viajar para dentro é livrar-se de tantas coisas pesadas, é antes de tudo um ato de liberdade, é sentir o vento no rosto, é como se Deus te desse esse “toque” na vida. Que é nas origens mais humanas e mais simples que você poderá se reencontrar, sem precisar esperar chegar o próximo final de semana.