HISTÓRIA DE PARACATU

Paracatu é um termo de origem tupi que significa "rio bom", tendo em vista a junção dos termos "Para" (rio) e "Katu" (bom).

A região do Noroeste de Minas já era conhecida desde o século XVI, vejamos:


A região Noroeste de Minas Gerais foi visitada, conhecida e perscrutada desde o final do século XVI. Ele reuniu indícios de que as bandeiras de Domingos Luis Grau (1586-1587), Antônio Macedo (1590), Domingos Rodrigues (1596), Domingos Fernandes (1599) e Nicolau Barreto (1602-1604), palmilharam esta região. (MELLO, 2002. p.48).

O mesmo autor ainda afirma que a criação de Paracatu teve início em 1744, quando os bandeirantes Felisberto Caldeira Brant e José Rodrigues Fróis comunicaram à coroa o descobrimento das minas do vale do Paracatu. (MELO, 2002. p.49 e 81).

Paracatu em 1745 constituía-se de 85% (oitenta e cinco por cento) de escravos, com predominância de negros oriundos da Costa da Mina (África).

Diversamente Pimentel (1998, p.23) discordando da data de fundação de Paracatu afirma que:

Existem indícios de que o arraial já havia sido fundado muitos anos antes, pois a essa época já se tem conhecimento da existência de casas de morada e igrejas no local. Após essa descoberta, não surgiu no cenário das Gerais nenhuma nova região aurífera de importância. Portanto, “A última grande descoberta aurífera das Minas Gerais ocorreu no Vale do Rio Paracatu no início do século XVIII”. (PIMENTEL, 1998. p.23, grifo nosso

Em 20 de outubro de 1798, foi criada a Vila de Paracatu do Príncipe, por alvará de D. Maria I (a Louca), e em 1840, a Vila foi elevada a cidade, sendo o maior município da então província de Minas Gerais. Observa-se que na época já existia casas de morada e igreja, sendo que o crescimento se alavancou com a descoberta do ouro dando origem a Vila Paracatu do Príncipe.

Descoberto o ouro, a atração exercida pela abundância com que este fluía de seus veios d‟água contribuiu para o rápido crescimento do Arraial de São Luiz e Sant‟Anna das Minas do Paracatu. Após período de grande crescimento, o arraial foi elevado à vila com o nome de Paracatu do Príncipe, em 1798, por um alvará de D. Maria (a louca). (CARVALHO, 1995-Início da página).


Segundo Pimentel(2014) a riqueza dissipou pelo declínio produtivo do ouro aluvial e provocou a decadência econômica da vila, que, mais tarde, retomou o crescimento com base na agropecuária e viveu uma efervescência cultural no século XIX, da qual ainda hoje se orgulha.

Não obstante a diminuição do ouro, a localização estratégica da cidade levou a cogitação da transferência da Capital Federal para Paracatu.

Corroborando Pimentel (2014) colaciona: “A transferência da capital federal para o interior do país já havia sido sugerida durante o período monárquico por José Bonifácio de Andrada, que apontou como ideal a localização da comarca de Paracatu”.

Apesar da cogitada transferência não ter sido efetivada para o município, Paracatu, ficou às margens da BR 040, e manteve-se como local favorável para o crescimento, de forma que “Em meados do século XX, com a construção de Brasília, a região tomou novo impulso e Paracatu beneficiou-se da sua situação às margens da BR 040”. (Pimentel, 2014).

Paracatu é maior cidade da região, com uma população de 84.687 habitantes, e estimativa de crescimento populacional para 90.294 pessoas até ao final de 2014, conforme informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2014), a cidade destaca-se amplamente como centro econômico e cultural.

A cidade possui uma região central histórica situada no entorno da BR 040 (a 220 km de Brasília e 503 km de Belo Horizonte) e recebe, cada vez mais, viajantes, profissionais a trabalho, turistas e estudantes de todas as regiões do Brasil.

Agraciada em 2010 como título de Patrimônio Histórico Nacional, Paracatu pertence ao seleto grupo das dez cidades nacionalmente tombadas em Minas Gerais, integrante também da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais.

Sendo a única cidade histórica da região Noroeste de Minas Gerais, a cidade possui uma atividade comercial ativa que contribui para um crescimento maior que das outras regiões.


Conta hoje com uma agricultura altamente tecnificada, implantada em larga escala; com uma pecuária intensiva; uma exploração mineral das mais modernas do mundo; convivendo com uma exploração agrícola rudimentar de subsistência e uma pecuária extensiva. No campo da mineração, o antigo método do garimpo foi interditado. (PARACATU, 2014).


São dois séculos de história que refletem a cultura barroca em casarios, igrejas, sobrados, becos e ruas. A diversidade ecológica também está presente nas grutas, cachoeiras, flora e fauna.

O ecoturismo da cidade atrai turistas que encontram cachoeiras, grutas centenárias, trilhas e montanhas, em uma aventura natural. [...] Paracatu é destaque em Minas Gerais e no Brasil, pela sua moderna e expressiva produção de grãos e de ouro, [...]. A agricultura, a pecuária e a mineração, aliadas ao comércio, mudam a face de Paracatu e preparam um futuro bastante promissor para a Comunidade, para os investidores e para os visitantes. (PARACATU, 2014).


A cidade também se destaca a produção de soja, milho, feijão e a criação de gado nelore. Quanto à extração de minérios não é permitido de modo artesanal, uma vez que a concessão para explorar é de propriedade da Empresa Canadense Mineradora Kinross e Votorantim Metais, outra empresa que deixa sua marca na história é a Usina de álcool e açúcar instalado na região do Entre Ribeiros.

O desenvolvimento do turismo está num nível muito aquém das suas potencialidades, diante da localização de Paracatu, distante 200 km de Brasília, dos atrativos localizados no meio rural –o Município dispõe de várias cachoeiras e grutas, que embora representem um grande atrativo turístico, não contam com uma infra-estrutura minimamente adequada para receber os visitantes, da hospitalidade da população e do grau de urbanização atingido. A isso se soma a oferta de espaços atrativos para a formação de condomínios (chácaras e habitações) e construções residenciais para usos em fins de semana e feriados, assim como ocorrem nos municípios com as características do lugar. (PARACATU, 2010).
Como bem explicado, no site de Paracatu, não existe um serviço destinado ao seguimento turístico que realmente se importe com as potencialidades do município.

Paracatu é uma cidade hospitaleira, mas precisa de políticas públicas especificas ao turismo de busca, preservação e divulgação, com ações voltadas para preservação do patrimônio e segurança ao turista.

Segundo Yazigi (1999) é importante preservar o patrimônio histórico e pouco adianta criar pacotes turísticos, se turismo e miséria-violência são incompatíveis.

É imprescindível a conscientização de que de nada servirá a excelência do setor hoteleiro local se ao sair às ruas os hóspedes se depararem com a paisagem urbana e natural degradadas e elevados índices de violência e criminalidade, sem a segurança de saírem por temor de serem assaltados do outro lado rua.

Outro aspecto importante são informações turísticas, atualizadas e essenciais, aos visitantes porque os turistas não dispõem de tempo para procurar lugares a serem visitados mais indicados a seus perfis.
É necessário que a cidade oferte aos turistas informações atualizadas para ele desfrute dos locais histórico se curta bons momentos junto a sua família ou amigos, avaliando aonde ir com base nas atracações disponíveis.
SILVA, Roseni de Jesus Gonçalves da Silva. A qualidade no atendimento como fator de crescimento empresarial: Um estudo de caso na Empresa Lord Hotel Ltda -ME. Paracatu- MG, p.50-54, Dez 2014. Disponível em: Acesso em 14 Jun. 2019.
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