Ser esquecido e não ter reconhecimento das pessoas por mera “ausência” pode até doer, mas sofrimento mesmo é você olhar no espelho e não se reconhecer mais. É quando você sente que alguma coisa não vai bem, mesmo “parecendo que tá tudo bem”. Em tempos onde aparecer e ser se confundem e muitas vezes se fundem, é bom poder passar pela ponte de algumas incertezas pessoais. Sim, porque o amor só é amor se já provou alguma dor. É no limite dos pensamentos que a vida encontra espaço para crescer. Quando todos te aplaudem é porque está na hora de prestar atenção mais no silêncio. Há algum significado nisso. Não é à toa. A busca não pode ser em vão. Você pode ter identificado com tua sensibilidade e sabedoria que vai adoecendo à medida que vai jogando para depois as mudanças que precisa fazer para melhorar tua qualidade de vida. Por isso que ao olhar-se profundamente você vê mais fortes tuas raízes e por isso também que tem um grande anseio, o de voltar para tua origem. Encontra lá o que te motivou para chegar até aqui. Recolhe no teu coração as sensações que sentiu pelo caminho e renova tua energia, alimenta mais tua luz. Afinal, ser Luz não é sobre brilhar, ser Luz é sobre iluminar a vida daqueles que passam por você. A enorme maioria nunca ficou, mas certamente passaram a ser pessoas melhores após você tocar elas de alguma forma. Tua missão, teu dom da alma, tua predileção ao olhar além do que os olhos humanos podem ver... São tantos motivos, foram tantos momentos... Por isso que essa dor invisível vai ser curada (de novo). E você vai ressignificar o sentido de tudo que viveu e por tudo que passou, refazendo os planos a partir da tua origem e não pelo caminho inverso. O destino não pode ser mapeado. Ninguém chega a algum lugar sem antes ter deixado as raízes da origem.