São causas e efeitos que se confundem, interligando-se a uma mesma maneira de ser e fazer. Profissionais com visão pequena geram a todo instante pensamento mediano, refletindo diretamente nas suas relações diárias com todos os colaboradores da organização empresarial a qual estão ligados.

            A causa pode ser simples ou complexa, mas o efeito é desagradável e desastroso para o bom funcionamento das atividades.

            Para exemplificar melhor o que uma visão pequena é capaz de fazer com as pessoas, veja o que acontece com pessoas que migram ou mudam dentro de uma organização.

            Uma situação comum que deveria ser encarada e vista como um processo normal, mas que ainda gera conflitos e se reveste de resistência, esta em decorrência de uma visão limitada.

            Quando um profissional consegue crescer, ou mesmo mudar de setor, desenvolvendo outras atividades o faz por merecimento próprio, por reconhecimento do bom trabalho que desenvolveu ou porque necessita de mudança para ter mais “entusiasmo”. Mas em todos os casos mencionados pode ocorrer à falta de percepção dos colaboradores, independente do lugar que ocupam na hierarquia da organização.

            Por exemplo, o simples fato de passarem uma tarefa que a pessoa desenvolvia em determinado setor, sendo que o profissional já não está ligado diretamente (muitas vezes nem indiretamente). Seria aceitável se não houvesse outro profissional desenvolvendo aquela atividade.

            Pode parecer banal, mas isso no fundo denota e dá uma conotação do quanto a pessoa que passa essas tarefas não percebeu a mudança que já ocorreu. Talvez por ter perdido a oportunidade de ser o agente ativo dessa mudança, ou mesmo de participar desse processo.

            E por quê?

            Visão pequena e pensamento mediano.

            O profissional que busca seu espaço e tenta crescer ou mesmo migrar dentro de uma organização empresarial não deveria se importar com essa atitude imprópria de alguém que estagnou e se recusou a aceitar a mudança, assim como a pessoa que agora faz a tarefa outrora desenvolvida por quem cresceu e evoluiu.

            Mas ambas, quem cresceu e quem chegou, acabam se tornando vítimas passivas de um profissional retrógrado, que não vê o quanto uma mudança faz diferença, o quanto o crescimento profissional dos outros é bom para a organização.

            Simplesmente porque a organização somente vai crescer na medida em que todos os colaboradores tiverem a oportunidade de junto com a empresa evoluir também.