Visão docente do Ensino Remoto da Matemática em tempos de pandemia (covid-19) no Estado do Amapá.

                                                                                                ¹Angélica Pereira Nunes

                                                                               ¹Marcelo Eduardo Gomes Almeida

                                                                          ¹Marco Antônio Rocha Campos

                                                            ²Orientador: Carlos Alberto Ferreira da Silva

 

RESUMO

Esta pesquisa tem como temática a: Visão docente do ensino remoto da Matemática em tempos de pandemia (covid-19) no Estado do Amapá”. Neste cunho, considerou-se como o principal objetivo: fazer com que os docentes revejam suas práticas didáticas e busquem a formação continuada. E os objetivos específicos foram: mostrar as principais dificuldades enfrentadas pelo professor ao lecionar via sistema remoto, uma vez considerando o Estado do Amapá e apresentar algumas estratégias que o professor pode utilizar para seu aprimoramento profissional, a fim de minimizar as possíveis lacunas na carreira docente. Diante disso, constatamos que é possível e viável o ensino - aprendizagem por intermédio da estratégia remota, uma vez considerando as problemáticas da realidade, pois há a troca de conhecimento que é bastante importante na relação e interação aluno, professor e sociedade. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica e de base qualitativa. Infere-se que este estudo contribui para os professores pois permite que organizem com mais eficiência o planejamento das aulas, estabeleçam maior interatividade com o corpo docente e administrativo, percebam a necessidade de aprimorar o conhecimento que já possuem e executem novos fluxos de aulas.

 

PALAVRAS-CHAVE: Ensino remoto. Matemática. Pandemia. Aprendizagem

 

1 INTRODUÇÃO

Esta pesquisa tem como tema o: “Ensino remoto da Matemática em tempos de pandemia (COVID 19) ” e se justifica pela necessidade de se discutir os desafios que aulas remotas geraram aos professores que estiverem à frente de disciplinas relacio-

Nadas a área de conhecimento da Matemática, neste período de afastamento social

imposto pela pandemia do Covid 19.

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1Graduandos em Licenciatura Plena em Matemática (Faculdade Madre Tereza - FAMAT). E-mail: [email protected].[email protected] [email protected]

 

2 Mestre em Matemática pelo Mestrado Profissional em Matemática (Universidade Federal do Amapá - UNIFAP). Pós-graduado em Planejamento, Gestão e Implementação da EAD, com ênfase na produção de Material Didático (Faculdade Metropolitana São Carlos – FAMESC). Pós-graduado em Metodologia no Ensino da Matemática e Física (Centro Universitário Internacional – UNINTER). Pós-graduado em Gestão e Docência no Ensino Superior (Faculdade de Teologia e Ciências Humanas- FATECH). Graduado em Licenciatura Plena em Matemática (Universidade Federal do Pará - UFPA). E-mail: [email protected]       

Segundo Pires (2020) “a Covid-19 constitui uma patologia que tem origem pelo coronavírus (SARS-CoV-2,) que foi detectada pela primeira vez no ano de 2019, na cidade de Wuhan na China. Uma das características mais marcantes da COVID 19 é a velocidade com que ocorre a transmissibilidade e proliferação rápida propagação. Isso é comprovado pelo fato de que no ano de 2020 a COVID 19 passou a ser considerada uma questão de saúde e emergência que tem mobilizado autoridades, profissionais de saúde e sociedade”.  

Apenas como forma de se observar a letalidade desta patologia os dados do ano de 2020 da Organização Mundial da Saúde (OMS)

 

Em maio de 2020, haviam sido registrados 4.618.821 casos, com 311.847 mortes. A fim de retardar/interromper a cadeia de transmissão da doença, as autoridades de saúde recomendam medidas para distanciamento social e adoção de hábitos de proteção individual, como higienização de mãos/utensílios e cuidados ao tossir ou espirrar, além da busca pelo serviço de saúde apenas em casos de agravamento de sintomas relacionados à Covid-19.

 

Nessa perspectiva, é cada vez mais necessário que a população seja orientada em relação as medidas de proteção e o comportamento mais adequado diante da proliferação de um vírus com potencial de causar sofrimento e levar milhões de pessoas ao óbito.

Diante desse cenário que assusta e leva à reflexão milhares de profissionais no contexto educacional, surge o que se denomina de ensino remoto, que tem se tornado uma modalidade de ensino e aprendizagem que busca reduzir os impactos na aprendizagem dos estudantes advindos do sistema de ensino que antes era presencial, e utilizado nesse período de crise pandêmica resultante da COVID 19.

Assim, em termos objetivos, Alves (2011, p. 32) informa que o ensino remoto pode ser classificado como

 

 A transmissão em tempo real das aulas por meio de um recurso tecnológico. A natureza do ensino remoto é que o professor e alunos de uma turma tenham interações nos mesmos horários em que as aulas das disciplinas ocorreriam no modelo presencial, utilizando-se para isso, um computador, um celular, tablet ou qualquer outra tecnologia áudio visual.

  

      Em suma, o principal objetivo desta pesquisa foi: fazer com que os docentes revejam suas práticas didáticas e busquem a formação continuada. E os objetivos específicos foram: mostrar as principais dificuldades enfrentadas pelo professor ao lecionar via sistema remoto, uma vez considerando o Estado do Amapá e apresentar algumas estratégias para que ele possa utilizar em seu aprimoramento profissional, a fim de minimizar as possíveis lacunas na sua carreira docente.                                        Neste sentido, as discussões sobre as aulas remotas começaram a ser mais exploradas devido à necessidade atual de manter as atividades curriculares, mesmo com as exigências do isolamento social. Assim, uma reflexão fundamental dentro desse contexto do ensino remoto e de uso mais intenso das tecnologias diz respeito ao papel do professor nesse cenário.                                                                                          Pois, a implementação das atividades não presenciais na rede demandou o desenvolvimento de ações voltadas não só para o letramento digital dos docentes, mas também para mobilizá-los para o uso dessas ferramentas. Diaz (2020, p. 24) explica

Fazemos uma sensibilização para que eles não se sintam pressionados e entendam que o fato de ele aprender a usar essas ferramentas de mediação tecnológica para o exercício da docência não substituirá o professor. Também deixamos claro que esses artefatos todos já estavam aqui, podem ser utilizados para dinamizar as aulas e vão ser úteis no momento posterior a essa crise sanitária que estamos vivendo.

 

           

            Trazendo essa realidade para o norte do Brasil mais especificamente para o Estado Amapá, vimos que algumas escolas correram contra o tempo e conseguiram colocar em funcionamento uma plataforma gigantesca digital, desenvolvida para que os alunos e professores pudessem se conectar. Porém, essa iniciativa conta com algumas dificuldades e fatores que não a permite ser considerada um sucesso, como por exemplo: levar em consideração que nem todos os estudantes têm acesso à internet ou a estrutura familiar para que possam receber esse tipo de ensino em casa.            Logo, essa abordagem desencadeará uma grande reflexão a formação continuada dos professores, e também ao manuseio da plataforma de ensino apresentada na atualidade, seja por necessitar de aprimoramentos ou por se buscar o ensino – aprendizagem que abarque as situações problemas de maneira a favorecer tanto o educando quanto o educador nesse processo de construção do conhecimento.

            Refletindo sobre as assertivas da especialista em metodologias ativas, Martins (2020), informa que, seja a aula presencial ou remota, a Matemática exige um momento prático, para que os números ganhem sentido e estejam relacionados a vivência dos estudantes. Nesse cenário, as metodologias de aprendizagem ativas permitem muitas vantagens para a aprendizagem dos estudantes, oferecendo diferentes estratégias para a compreensão dos conceitos matemáticos, além de estarem relacionada a desafios, para que os participantes se motivem e resolvam situações-problema.                                                                                                                Os professores tiveram que se reinventar, adaptar e estar em constante leitura e acompanhamento do que está sendo proposto para a Educação. O ensino remoto foi uma alternativa encontrada para atender uma demanda emergencial e certamente muitas experiências deste momento serão levadas para quando acontecer o retorno do ensino presencial. Diante disso, chegamos ao seguinte questionamento: Quais as estratégias didáticas emergenciais que os professores estão utilizando para suprir as necessidades e dificuldades dos alunos nesse período de pandemia do covid-19?

            Desta forma, esta pesquisa encontra-se dividida em 6 partes: a primeira trata-se da introdução, já a segunda aborda o referencial teórico, a terceira evidencia principais dificuldades enfrentadas pelo professor ao lecionar matemática via sistema remoto no Estado do Amapá, já a quarta parte focaliza as estratégias que o educador pode utilizar para seu aprimoramento profissional, a fim de minimizar as possíveis lacunas na carreira docente; a quinta parte trata da metodologia e a sexta das considerações finais.

 

2 REFERENCIAL TEÓRICO

 

A relação ensino e aprendizagem não é fácil de ser entendida, no entanto, a metodologia de ensino para as aulas de Matemática proposta pela escola precisa explorar mais o trabalho com projetos de aprendizagem; desenvolver atividades diversificadas integradoras e socializadoras (MENEZES, 2002).

Essa relação do professor com o aluno, poderia ter mais congruência através de atividades desenvolvidas pelas escolas visando o aprimoramento da educação, sendo facultado o melhor desempenho do aluno.

 

Há uma certa confusão entre informação e conhecimento. Temos muitos dados, muitas informações disponíveis. Na informação, os dados estão organizados dentro de uma lógica, de um código, de uma estrutura determinada. Conhecer é integrar a informação no nosso referencial, no nosso paradigma, apropriando-a, tornando-a significativa para nós. O conhecimento não se passa, o conhecimento cria-se, constrói-se.

 

Atualmente as escolas enfrentam grandes desafios, haja vista que necessitam implantar uma educação matemática para a compreensão e adaptação à mudança. Deste modo, envolvendo o desenvolvimento de capacidades de inovação, no sentido de transformar os cidadãos sujeitos ativos, criativos e participativos capazes de construir sua própria história neste mundo globalizado. Tal realidade obriga a escola, enquanto agente corresponsável pela formação social do indivíduo, a rever seu currículo e transformá-lo, na verdade, adaptá-lo a esta nova sociedade.                                Portanto, o papel da escola será cada vez mais o de ensinar a pensar criticamente, mas para isso, será preciso aplicar metodologias diferenciadas tais como: definição de novos objetivos pedagógicos, elaboração e adequação dos currículos, definição apropriada dos conteúdos e situações de ensino (PALANGANA, 2011).

Muitos alunos têm dificuldades em relação a matemática, os respectivos docentes deveriam criar metodologias avanças para melhor atender todos os alunos e não apenas 60% da turma, visando sempre o desenvolvimento coletivo.

Esse estado de desestímulo mostra que existem contrapontos a serem enfrentados, tais como: a necessidade de rever um ensino centrado em procedimentos mecânicos; necessidade em reformular objetivos; rever/reorganizar conteúdos; utilizar metodologias específicas e implementar ações voltadas para a formação continuada e cooperativa do professor. Segundo Almeida (2009, p. 55)

 

Diante desse quadro é importante não deixar de lado o fato de que a Matemática faz parte do cotidiano das pessoas, em situações que é preciso, por exemplo, quantificar, calcular, localizar um objeto no espaço, ler gráficos e mapas, fazer previsões, fazer estimativas, e outras tarefas. Isso revela que muitos professores limitam sua prática pedagógica, focando numa aprendizagem, que se mostra mais um treinamento apoiado na repetição

 

 

Acima de tudo não se deve esquecer que a Matemática existe como parte intrínseca da vida de todos os indivíduos principalmente porque ajuda a oferecer respostas as necessidades e preocupações de diferentes pessoas em diferentes segmentos sociais e em momentos históricos específicos. Todos esses fatos juntos mostram o quanto é importante a aprendizagem e o ensino efetivo da disciplina, especialmente no Ensino Fundamental.

             A matemática ensinada nas escolas é geralmente muito mecânica e exata, um conjunto de fórmulas e pessoas que se repetidos corretamente levam a solução de um problema. Os professores continuam mostrando exemplos no quadro, e esperando que os alunos sejam capazes de resolver uma lista de exercícios exatamente igual.

Os professores deveriam está em constante evolução, sempre buscando técnicas novas para repassar conhecimento e uma delas seria evoluir junto com tecnologia que hoje vem sendo muita utilizada por todos.

 

3 PRINCIPAIS DIFICULDADES ENFRENTADAS PELO PROFESSOR AO LECIONAR MATEMÁTICA VIA SISTEMA REMOTO NO ESTADO DO AMAPÁ: VANTAGENS E DESVANTAGENS.

 

O domínio dos recursos e instrumentos para o ensino da Matemática constitui um dos fatores que, frequentemente, cria obstáculos para a aprendizagem efetiva dos alunos. Quando se trata de métodos e técnicas associadas as tecnologias essa questão se torna um contraponto de dimensões preocupantes, principalmente porque, com a situação de pandemia, o ensino remoto exige cada vez mais dos professores habilidades e iniciativas que tornem as aulas atrativas e dinâmicas (MOREIRA; SCHLEMMER, 2020).

O cerne discutido nesse tópico é justamente a questão relacionada as dificuldades enfrentadas pelo professor ao lecionar matemática via sistema remoto como recurso metodológico no processo de ensino e aprendizagem. Ao utilizar o ensino remoto na educação, o docente está contribuindo para o conhecimento e a autonomia do pensamento crítico e reflexivo do aluno, principalmente quando se trata do ensino/aprendizagem da Matemática.

 No contexto atual da educação os professores se deparam com inúmeros desafios ao se adaptar com recursos tecnológicos no ensino remoto. A inclusão de recursos metodológicos online no currículo do docente possibilita que eles estejam aptos a nova realidade pandêmica na educação.

Existe, portanto, a necessidade de o professor superar os desafios que surgem com o ensino remoto, exigindo-se cada vez mais do professor o conhecimento sobre a importância da tecnologia e das ferramentas como recursos metodológicos no ensino remoto, pois docente e discente podem estabelecer novas formas de aprendizagem intermediada por instrumentos tecnológicos.

Percebe-se vantagens e desvantagens que se colocam para o professor ao lecionar matemática mediante o ensino remoto. Por exemplo, com o advento da pandemia o ensino online se disseminou a ponto de se recriar estratégias e plataformas específicas para trabalhar com aulas mediadas pela tecnologia. Isso se tornou uma vantagem e uma desvantagem ao mesmo tempo, pois por um lado exigiu dos professores maior conhecimento e eficiência no momento de utilizar esses recursos remotos. Mas também criou uma desvantagem que é a de não ter a interação presencial que muitas vezes é importante no momento de avaliar a aprendizagem (AVELINO, MENDES, 2020).

Desta forma, com tantos desafios, os professores de Matemática precisam se adequar diante dos avanços tecnológicos do ensino remoto, crescendo profissionalmente, possibilitando para que ele seja o agente transformador da educação e desenvolva estratégias na utilização de ferramenta para evidenciar possível melhorias na qualidade da educação, mesmo diante da situação de pandemia que se vivencia na atualidade.                                                                                 Essa é uma vantagem explícita pois através do uso de instrumentos remotos a favor do professor de Matemática o conhecimento do profissional poderá ser potencializado em um ambiente online colaborativo de aprendizagem. Dessa forma o papel do professor de matemática no ensino remoto deve ser não mais o de ensinar, mas o de facilitar/orientar/mediar a aprendizagem, instigando a curiosidade do aluno.

É necessário que os professores passem por um treinamento de capacitação para que eles possam utilizar os recursos tecnológicos característicos do ensino remoto que promovam a aquisição do conhecimento. Deve-se lembrar que a capacitação reduz a insegurança do professor, entretanto essa sensação só será superada após uma prática constante da utilização do ensino remoto (TAJRA, 2012).       

                                              

4 ESTRATÉGIAS QUE O EDUCADOR PODE UTILIZAR PARA SEU APRIMORAMENTO PROFISSIONAL, AFIM DE MINIMIZAR AS POSSÍVEIS LACUNAS NA CARREIRA DOCENTE.

 

As estratégias adotadas pelo educador para aprimorar sua prática pedagógica no ensino da Matemática têm sido consideradas de fundamental importância para o desenvolvimento de competências ao lidar com as tecnologias voltadas para facilitar o manuseio dos dispositivos que tornem seu fazer pedagógico mais acessível aos alunos. Basicamente, isso é possível mediante a combinação entre trabalho e formação técnica contínuas, buscando o aperfeiçoamento do seu ensino on line no contexto da pandemia provocada pelo Covid 19 (PIMENTEL; CARVALHO, 2020).   

Nesse quesito, ao se abordar principalmente a relação entre formação e trabalho docente para o ensino remoto da Matemática em tempos de pandemia, o interesse maior é fazer uma reflexão a respeito do modo como esse educador tem atuado no cotidiano de um panorama na qual o isolamento social tem exigido criatividade do professor de Matemática, especialmente quando se pretende entender e conduzir o ensino remoto.

É nessa perspectiva que se compreende o quanto, a formação, os saberes e o trabalho docente influenciam estrategicamente a postura e a prática do educador no ensino remoto da Matemática, o que envolve a necessidade de conhecer o público atendido nesse segmento educacional, a expressão da afetividade, mesmo à distância, e a competência técnica. 

Ao se enfatizar as estratégias que o educador pode utilizar para seu aprimoramento profissional com o intuito de diminuir as possíveis lacunas na carreira docente é necessário, prioritariamente, que sua formação esteja à serviço da prática pedagógica no ensino remoto. Considera-se então fundamental que durante sua capacitação docente o professor de matemática tenha a disposição aulas teóricas e prática que destaquem o modo adequado de acessar as tecnologias.

 

5 METODOLOGIA

 

A pesquisa utilizada foi bibliográfica, realizada a partir de consulta a obras, assuntos relacionados com o tema central, artigos de periódicos sendo feito esboços e resumos das principais ideias dos autores lidos que versam sobre o ensino remoto da matemática em tempos de pandemia (COVID-19).

O estudo foi de natureza qualitativa, no qual buscou-se o levantamento das principais fontes referências que venham a dar suporte para o tema. De acordo com Minayo (2009, p. 25)

 

Na fase inicial de um desenvolvimento de investigação é preciso fazer a pesquisa bibliográfica com o intuito de saber: saber se alguém já publicou as respostas às questões propostas e decidir se é interessante repetir a investigação com os mesmos objetivos; saber quais os métodos utilizados em investigações similares e averiguar o melhor para ser aplicado; enquadrar o nosso estudo em um modelo de casualidade.

 

 

As informações obtidas através das leituras foram submetidas à análise de conteúdo com os seguintes desdobramentos: organização, ordenação, interpretação e análise dos dados para compreensão do objeto de pesquisa com o intuito de uma maior aproximação do material pesquisado com aquilo que possui relevância para o estudo e assim contribuir para a aprendizagem, a ponto da presente pesquisa servir de referência para outros estudos sobre o tema em questão.

A principal vantagem deste tipo de estudo residiu no fato de permitir investigar uma ampla gama de fenômenos por meio da técnica de pesquisa em materiais já elaborados (documentação indireta), possibilitando o aprimoramento de ideias e conceitos, sendo constituídos de obras acadêmicas, artigos científicos, revistas, periódicos de indexação e anais de encontros científicos no campo de Farmácia (MINAYO, 2009).

A partir disso, o texto final foi elaborado buscando objetividade, consistência, clareza e coerência, observando, em cada seção e na organização geral, a estrutura padrão de trabalhos de conclusão de curso composta de: introdução, desenvolvimento e conclusão.

 

6 RESULTADOS E DISCUSSÃO 

a)Ensino Presencial versus Ensino Remoto de Matemática no contexto da pandemia

 

            No contexto do ensino e aprendizagem no Amapá, a literatura científica especifica que trabalhar remotamente com o ensino da Matemática constitui uma atividade muito importante. Mas no ensino on line muitos professores se ressentem do fato de que existem desvantagens, posto que ensinar Matemática envolve também explicar presencialmente o passo a passo, envolvendo ensinar as regras básicas das operações ou resoluções de problemas.

            Então, antes da pandemia era muito mais fácil, pois os professores estavam dentro da sala de aula, com a pandemia ficou muito difícil, posto que muitos alunos não possuem ferramentas para acompanhar as aulas e o distanciamento dos professores geram dúvidas e incertezas, não sendo possível tirar dúvidas com os professores no instante em que surgirem questionamentos matemáticos importantes, por causa das horas programadas para assistir as aulas remotamente.

            Concordando com isso, percebe-se que muitos outros professores de Matemática, posto que desenvolver a ação docente na Pandemia na educação amapaense tem exigido muito. O trabalho triplicou, pois é necessário planejar, produzir materiais, gravar e editar vídeos e fotos, construir formulários de atividades, "dar" aula através do WhatsApp, elaborar apostilas e avaliações para alunos que não têm acesso à internet, assim como para os que acompanham as aulas online, fazer registro da participação dos discentes e ainda, atender a demanda "burocrática" solicitada pela coordenação pedagógica.

 

  1. As ferramentas disponíveis para as aulas remotas:

No trabalho com alunos no contexto da Matemática em tempos de pandemia, decorrente da proliferação da Covid 19, os professores no sistema de ensino amapaense utilizam com regularidade aplicativos como o play games para gravar vídeos e mandar atividades mais bem explicadas e detalhadas. Além disso, a maioria dos professores lançam mão de recursos como o WhatsApp para estabelecer a comunicação com os pais e enviar vídeos, atividades e cronogramas de atividades.

Além disso, recebem os vídeos dos alunos realizando as atividades e tirando dúvidas. Utilizam também o YouTube para enviar link de vídeos que enriquecem as aulas de Matemática. A cada quinzena marcam com os pais para ir até a escola pegar material impresso para as crianças e aqueles pais que não tem acesso a internet utilizam o WhatsApp.

Assim, no ensino remoto muitos professores adotam iniciativas pessoais para o uso de ferramentas digitais no ensino on line ocorreram em nível pessoal, o que significa que os próprios professores buscam formas de ensino e aprendizagem que potencializem o interesse e a aprendizagem dos alunos. Na realidade, não existe planejamento e tampouco a disponibilidade de recursos tecnológicos da Secretaria de Educação, motivando o professor a ter autonomia para escolher e aplicar os recursos e mídias aos quais tenha acesso.

 

  1. Dificuldades docentes durante o ensino remoto de Matemática

 

A maioria dos professores no sistema de ensino amapaense tem como principal desafio a questão tecnológica mesmo, trabalhar o ensino remoto exige muito trabalho, pois os docentes que ministram a disciplina de Matemática precisam estar junto aos alunos para corrigir erros, ensinar o básico, como pegar no lápis, esse distanciamento foi muito ruim para os alunos, os pais não conseguem dá o retorno adequado.

Além disso, a dificuldade de acompanhamento presencial tem sido visível, visto que os alunos ao aprenderem Matemática necessitam de atenção maior por parte dos professores para realizarem as suas atividades pedagógicas, nas questões de rotina do aluno, também influenciam a qualidade do ensino remoto.

 

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Após o estudo compreendeu-se que a visão docente do Ensino Remoto da Matemática em tempos de pandemia (covid-19) no Estado do Amapá ainda é caracterizada pela dificuldade de formação especifica para lidar com essas ferramentas tecnológicas e, simultaneamente, a ausência de contato presencial ainda constituem obstáculos para um ensino remoto de matemática que seja produtivo. .

Em relação ao papel do professor e condições de trabalho no contexto da pandemia no Estado do Amapá, são caracterizadas pela necessidade de enfrentamento da atual situação de isolamento social que provou mudanças na forma de ensinar e aprender de maneira remota.

Assim, a pesquisa trouxe à tona evidências na literatura científica sobre a qualidade do ensino de Matemática online, incluindo-se aspectos pedagógicos e didáticos, com ênfase nas dificuldades da oferta de uma educação de resultados através do ensino remoto, com instrumentos tecnológicos para ministrar as aulas

Em relação ao trabalho docente em si com o ensino remoto no contexto amapaense convém ressaltar que os professores possuem a experiência necessária, devido ao tempo que já possuem no ensino, embora exista a necessidade de profissionalização/qualificação contínua diante do cenário de pandemia que perdura. Porém, sua atuação poderia basear-se mais na ampliação do conhecimento relacionado as tecnologias, uma vez que muitos professores apesar de admitir a importância do ensino remoto, dos saberes e da formação não tem tido a oportunidade de participar de cursos de capacitação que o habilitem a aprimorar a atuação efetiva durante a pandemia.

 

 

 

REFERÊNCIAS 

 

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AVELINO, W. F.; MENDES, J. G. A realidade da educação brasileira a partir da COVID-19. Boletim de Conjuntura (BOCA), Boa Vista, v. 2, n. 5, p. 56-62, apr. 2020. ISSN 2675-1488. Disponível em: https://editorarealize.com.br/. Acesso em: 13 mar 2020.

 

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PIMENTEL, M.; CARVALHO, F. S. P. Princípios da Educação Online: para sua aula não ficar massiva nemmaçante! SBC Horizontes, 2020. Disponível em: http://horizontes.sbc.org.br/index.php/2020/05/principios-educacao-online/. Acesso em: 22 jun. 2020.

 

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TAJRA, S. F. Informática na educação: novas ferramentas pedagógicas para o professor na atualidade. 9. ed., rev., atual. e ampl. São Paulo (SP): Érica, 2012.