1 FACULDADE DE SÃO BENTO DO RIO DE JANEIRO PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA ANTIGA E MEDIEVAL – RELIGIÃO E CULTURA O HELENISMO E SUAS MAIS SIGNIFICATIVAS VERTENTES: O ESTOICISMO, O EPIRUCISMO E O CETICISMO Disciplina: Cultura, Filosofia e Religião no Mundo Clássico Professora: Maria Eichler Aluno: Leôncio de Aguiar Vasconcellos Filho Rio de Janeiro Setembro de 2019 2 ÍNDICE 1.INTRODUÇÃO..................................................................................................................03 2. As Raízes do Helenismo....................................................................................................03 3. A Doutrina Helenística......................................................................................................05 4. O Estoicismo......................................................................................................................07 5. O Epicurismo.....................................................................................................................08 6. O Ceticismo.......................................................................................................................08 7.CONCLUSÃO....................................................................................................................10 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..............................................................................11 3 1. INTRODUÇÃO A filosofia não é uma ciência exata. Intimamente ligada à História, seu estudo suscita muitas controvérsias e acalorados debates. Quando se trata da filosofia grega, então, percebe-se que as celeumas se originam em seus primórdios, passando por mestres como Sócrates, Platão e Aristóteles, chegando à Idade Contemporânea. Esse é o cerne do tema tratado nesta dissertação, isto é, o Helenismo e suas mais influentes correntes, que são o Estoicismo, o Epicurismo e o Ceticismo, em um contexto que nos remete às ideias formadoras do que conhecemos por Antiguidade. Tal período se estendeu por vários séculos, num longo lapso temporal duradouro até o encontro do mundo greco-romano com sua subsequente civilização judaico-cristã ocidental. Abaixo, uma síntese expositiva dos referidos temas. 2. AS RAÍZES DO HELENISMO Por volta do século IV a.C., o mais notório discípulo de Aristóteles, por ele tutelado até os 16 anos de idade, foi o soberano macedônio Alexandre Magno (356 a.C.- 323 a.C.), dominador da Grécia e também conhecido como Alexandre, o Grande, que lançou um projeto de expansão pan-helênica sem precedentes. Desejoso de criar um Império que viesse a universalizar a cultura, a filosofia e a língua gregas em todo o mundo conhecido, iniciou uma série de conquistas militares e consequentes anexações que viriam a resultar na pretendida universalização, desde a região do Mar Mediterrâneo Oriental até o Noroeste da Índia. Houve uma das maiores e mais conhecidas expansões culturais da História humana, incluído o estabelecimento da língua grega como idioma-padrão internacional, semelhante ao inglês dos dias de hoje, e a aceitação da moeda helênica em todo o Império alexandrino. Foi, como se pode dizer, o embrião do sistema de globalização, que viria a se estender até os dias atuais. A expansão grega promovida por Alexandre produziu o contato com as culturas dos territórios anexados, resultando num previsível sincretismo, especialmente em Alexandria, capital do Império por ele fundada em 332 a.C. no Egito conquistado. A existência de Alexandria tinha por objetivo torná-la o principal centro irradiador da identidade nacional grega, sendo, portanto, uma metrópole multicultural. 4 Em 323 a.C. Alexandre faleceu. Como não deixou descendentes, o Império foi repartido entre seus mais notórios generais, que assumiram o papel de seus sucessores, mas ainda assim mantendo a hegemonia helênica. Tanto que no século III a.C. o rei Ptolomeu Filadelfo II funda o Museum, que continha, dentre outros centros de excelência intelectual, a Biblioteca de Alexandria. Esta, em sua fase áurea, possuía mais de 500 mil rolos de papiros, muitos provenientes do próprio Aristóteles, sendo até meados do século I a.C. a principal fonte da ciência grega, influenciando a pesquisa e conhecimento científico desde então, apesar de ter sido incendiada por Júlio César quando da conquista do Egito, em 47 a.C. Tecidas essas considerações, pode-se dizer que o Helenismo foi, certamente, o período da comentada expansão da identidade nacional grega em todo o mundo até aquele momento conhecido, por meio das referidas conquistas de Alexandre (MARCONDES, 2010, p. 84-101). Alguns historiadores defendem que tal período de influência vai da morte de Alexandre, em 323 a.C. até anexação da península grega e respectivas ilhas por Roma, em 146 a.C. Dita visão é, destarte, equivocada. Primeiro, porque Alexandre, difusor do Helenismo, já havia conquistado grande parte de seu Império por volta dos 25 anos de idade, e, desta forma, não é razoável afirmar que a influência grega tenha se dado somente após seu falecimento, quando já havia toda uma uniformização da cultura, da filosofia, da língua e mesmo da moeda gregas. Isso não ocorreria se mencionada expansão, pretensamente, fosse tentada entre alguns generais após o comentado óbito, já que a heterogeneidade de suas mentalidades geraria guerras internas, e não coesão. Em relação ao período-limite da mencionada influência, “Embora houvesse uma filosofia desenvolvida em Roma e escrita em latim, ela resultava em grande parte de desdobramentos das escolas filosóficas gregas, sobretudo o estoicismo e o epicurismo” (MARCONDES, 2010, p. 84-101). Além do mais, a destruição definitiva da Biblioteca de Alexandria somente se deu “quando os árabes conquistaram o Egito em 642” (MARCONDES, 2010, p. 84-101), o que resultou no fato de que “a filosofia do helenismo tem sido pouco estudada, sendo esse período talvez um dos menos pesquisados da história da filosofia, embora cobrindo mais de dez séculos” (MARCONDES, 2010, p. 84-101). 5 3. A DOUTRINA HELENÍSTICA Estabelecidos os períodos temporais de difusão do Helenismo, cabe perguntar em que consistia esta doutrina territorialmente expansionista e fascinante, cujo nome se originou da obra do historiador J. G. Droysen (1836-1843), chamada Hellenismus. Muitas correntes do pensamento filosófico atual tendem a considerar o Helenismo uma ideologia de mera vinculação acadêmica, na qual mais relevante que a originalidade do pensamento individual seria a filiação do formulador a determinada corrente de pensamento, cuja reprodução de ideias pretéritas é sua mais importante característica, com a eliminação de seus cânones argumentativos e dialéticos em prol de uma pretensa dogmatização, repetição e consequente uniformização. Novamente, deve-se discordar. Como já dito, a doutrina helenística iniciou sua expansão territorial com as conquistas de Alexandre Magno, no século IV a.C. Sua principal fonte de saber foi a Biblioteca de Alexandria, em que estava reunido todo o conhecimento cultural, filosófico, linguístico, artístico, científico e das demais áreas do saber grego, tendo sido seu período de glória o lapso temporal decorrido até 47 a.C., quando do incêndio ocasionado pela conquista do Egito por Júlio César. Terminava ali o período áureo da Biblioteca, mas não sua produção intelectual, pois, se assim não o fosse, a mesma não teria sobrevivido por vários séculos até sua definitiva destruição pelos árabes, em 642 d.C. De certo, os avanços nos campos do conhecimento decresceram, mas não cessaram, e a maior evidência é o fato de que “Muitas das obras da intensa produção filosófica dessa época se perderam ou subsistiram apenas em fragmentos” (MARCONDES, 2010, p. 84-101). Se obras se perderam, subsistindo apenas fragmentos, significa que foram produzidas e publicadas, em uma quantidade muito superior à usualmente considerada por algumas correntes. Assim, deve ter havido dezenas, centenas de filósofos de elevado nível cujas obras não chegaram até nós em virtude dos sucessivos ataques à Biblioteca, da passagem do tempo ou simplesmente pelo fato de não terem sido conhecidos em sua época de maior efervescência intelectual, sendo o mais relevante exemplo o filósofo Plotino (século III d.C.), tão original quanto Sócrates, Platão e Aristóteles, mas, comparativamente, pouco conhecido. 6 Por tudo isso, deve-se discordar de que o Helenismo seja uma doutrina uniformizada. Durou muitos séculos e ditou o modo de vida da Bacia do Mediterrâneo e dos demais povos conquistados, e possuía como uma de suas mais marcantes características o seu Ecletismo, especialmente na época romana (século I a.C. ao século IV d.C.). O Ecletismo fez com que ao Helenismo se mesclassem diferentes pensamentos doutrinários, filosóficos e até mesmo cristãos, delatando, novamente, seu caráter nãoestático. Fora isso, não custa afirmar que o Helenismo foi uma doutrina muito centrada no estudo da ética, o que foi decorrente das próprias campanhas militares de Alexandre Magno, com suas imensas conquistas territoriais, aí incluídas as pólis gregas. “Ética” significa “arte de viver”. Afirma-se isso porque a absorção das pólis pelo novo Império, somador de novas culturas, em uma estrutura basicamente cosmopolita, fez que com os cidadãos gregos ficassem psicologicamente sem referências, desgarrados de seus valores políticos, cujas práticas, como a participação na democracia direta e na vida em comunidade, já não eram mais possíveis. Posto que a existência de uma inovadora ordem multicultural, muito mais ampla, num imenso Império altamente centralizado e unificador, fez surgir a necessidade da agregação de novos valores que se inserissem naquele novíssimo espectro político, ainda que o mundo se afirmasse como majoritariamente grego. Tornava-se, virtualmente, impossível viver como outrora. Houve a inserção de novas práticas na busca pela autoafirmação e felicidade dentro daquele novo Estado, de dimensões infinitamente superiores, não só em território, mas também em população e níveis de produção, quando comparado às anteriores e pontuais pólis. Em todo esse diapasão, começa-se a dar muito valor a eventuais escritos pitagóricos, cujo núcleo filosofal dá bastante ênfase a temas metafísicos, como a cosmogonia, a cosmologia, a reencarnação e o desejo de imortalidade. E, simultânea e contraditoriamente, também houve muita valorização do materialismo de estoicos e epicuristas, que, juntamente aos ceticistas, desdobraram o Helenismo nas três respectivas e máximas vertentes, o que, por si só, já é uma outra e incontestável evidência de que a doutrina helenística foi uma ideologia maleável, uma enorme agregadora de novas correntes filosóficas, e, como nos prova seu Ecletismo, não segregadora e não centralizadora. 7 Nos próximos tópicos, um estudo do Estoicismo, do Epicurismo e do Ceticismo. 4. O ESTOICISMO Primeira vertente filosófica do Helenismo, o Estoicismo teve sua teoria inicialmente concebida por Cleantes (330 a.C.-232 a.C.) e Crisipo (280 a.C.-206 a.C.), ambos discípulos do fundador da escola estoica na Atenas de 300 a.C., Zenão de Cítio (344 a.C.-262 a.C.). O Estoicismo, mais profundamente, consiste em uma série de ações pautadas e guiadas pela física, pela lógica e pela ética. Por meio da compreensão da física, ou seja, das leis que regem o universo, devese agir com a lógica para, utilizando a inteligência, a coragem e a justiça, atingir os objetivos destinados ao bem próprio e comum, o que configura, depois da física e da lógica, a terceira subvertente do Estoicismo, que é a ética. Não obstante os mandamentos logo acima descritos, para a prática do Estoicismo deve-se exercitar a resignação diante do inevitável. Um exemplo desse fatalismo é a própria morte, constante universal que, mais cedo ou mais tarde, acaba atingindo a todos, indiscriminadamente. Tal premissa não significa que não se deve agir de acordo com os preceitos acima expressos a fim de adiá-la ao máximo, eis que, guiados pela física e pela lógica, e com a inteligência, a coragem e a justiça, se atinge a ética no moralizante dever de ajudar alguém cuja iminência de falecimento se avizinha, visando salvá-lo. Mas, se isso não for possível, não há que se martirizar, uma vez que, naquela específica circunstância, chegou a hora do inevitável. E o encarar da morte é apenas o exemplo mais evidente do exercício da resignação pelos estoicos. Há muitas outras situações mundo afora que se deve aceitar, apesar do incontido esforço de modificação. Historicamente, podem ser considerados como os exemplos mais edificantes de estoicismo o Cristo, cuja doutrina, reformulada pelos teólogos que o sucederam, foi imensamente influenciada pelos estoicos, e que, independentemente disso e depois de cumprir sua missão, não pestanejou diante de seu sacrifício da Cruz, e Buda, que, mais de dois séculos antes da elaboração estoica, já fazia seguidores Índia afora com sua filosofia de desapego, inclusive à vida, por meio da meditação e do humanismo, fornecedores do que os próprios estoicos, em sua maioria sem contato algum com o 8 Extremo Oriente, viriam a chamar de tranquilidade (ataraxia) e consequente felicidade (eudaimonia), tão perseguidas por eles. 5. O EPICURISMO Doutrina contemporânea ao Estoicismo, o Epicurismo obteve início prático com a fundação de sua escola por Epicuro (341 a.C.-271 a.C.), em 306 a.C. Epicuro tornou-se conhecido não somente por ser o fundador de tal instituição, mas em especial por sua principal obra, “Da Natureza”, que, junto às Epístolas e embora se saiba que dessas últimas quase nada restou, constitui o cerne de tal teoria. Assim como os estoicos, os epicuristas endossavam a tese de que à tranquilidade se seguiria a felicidade. A divergência, em relação ao Estoicismo, residia no modus operandi necessário à obtenção dessa felicidade. Para os epicuristas, deveria haver o seguimento de uma ética diferente da pregada pelos estoicos. Tal ética consistia no fato de não haver, segundo eles, qualquer distinção entre a razão austera, que levaria à tranquilidade, seguindo-se daí a felicidade, e a paixão. Isso significa que a tranquilidade e felicidade não seriam obtidas com a supressão dos desejos naturais dos seres-humanos, resignando-se os mesmos com sua insatisfação, como era a característica dominante do Estoicismo. A tranquilidade e a felicidade viriam naturalmente com a satisfação daqueles desejos, mas de forma moderada. Afinal, como diziam os próprios estoicos relativamente ao autocontrole e à contenção própria, típicos da resignação, “só o sábio perfeito é capaz disso, tal perfeição é dificílima de se atingir, embora devamos almejá-la e buscá-la” (MARCONDES, 2010, p. 84-101). Poucas pessoas são capazes de se tornarem sábias, como, pela própria transcrição do pensamento estoico, se acaba de vislumbrar pelos já expressos exemplos de Cristo e Buda. Então, seguindo preceitos da lógica numérica, à maioria resta o caminho do Epicurismo, e não do Estoicismo, na árdua jornada em busca da tranquilidade e posterior felicidade. 6. O CETICISMO Ao se verificar o verdadeiro significado de ceticismo, constata-se que não há apenas uma forma, mas várias formas doutrinárias, não sendo, por isso, um conceito uniformizado. 9 Além disso, pelos exames históricos se tem a noção de que, ao revés do Estoicismo do Epicurismo, o surgimento da doutrina cética não pode ser atribuído a apenas um filósofo específico, mas a um conjunto de circunstâncias que faz com que o Ceticismo tenha de ser historiograficamente recomposto. Para iniciar sua análise, deve-se recorrer à obra Hipotiposes Pirrônicas, de Sexto Empírico, e segundo a qual “há três tipos de filosofia: a dogmática, a acadêmica e a cética” (Hipotiposes Pirrônicas, citadas por MARCONDES, 2010, p. 84-101). A dogmática seria aquela na qual os discípulos afirmam ter achado a verdade, a acadêmica tem para si que a realidade objetiva é inalcançável e a cética afirma ser a verdade objeto de contínua e irrefreável busca. Ou, como diz MARCONDES, “A posição cética (...) caracterizar-se-ia pela suspensão de juízo (époche) quanto à possibilidade ou não de algo ser verdadeiro ou falso” (vide comentário no parágrafo de conclusão), sendo o chamado Ceticismo Efético, cuja maior parte é de autoria, provavelmente, de Pìrro de Élis (360 a.C.-270 a.C.). Independentemente disso, como já dito, há vários ramos do Ceticismo, mas os principais são dois, a saber: (a) Protoceticismo, que se caracterizava pela existência de narrativas céticas por volta do século VI a.C., na época dos pré-socráticos; (b) O já referido Ceticismo Efético, com origem em Pirro de Élis, que somente chegou ao nosso saber por meio dos fragmentos da obra de seu mais famoso discípulo, Tímon de Flios (325 a.C.-235 a.C.). Desta forma, é bem provável que Pirro não tenha escrito qualquer obra de maior vulto, mas, sim e como Sócrates, transmitido o seu conhecimento apenas oralmente, pois é nos escritos fragmentários de Tímon que este “relata as respostas dadas por Pirro a três questões fundamentais: 1) Qual a natureza das coisas? Nem os sentidos nem a razão nos permitem conhecer as coisas tais como são, todas as tentativas resultam em fracasso. 2) Como devemos agir em relação à realidade que nos cerca? Mais exatamente: porque não podemos conhecer a natureza das coisas, devemos evitar assumir posições acerca disto. 3) Quais as consequências dessa nossa atitude? O distanciamento que mantemos à tranquilidade” (MARCONDES, 2010, p. 84- 101). Seguindo tais preceitos, permeados pela ética prática, vez que o próprio Pirro “teria vivido como cidadão exemplar, bastante respeitado” (MARCONDES, 2010, p. 10 84-101), de modo que “O ceticismo não implicaria uma ruptura com a vida prática, mas apenas vivê-la com moderação (metriopatheia) e tranquilidade” (MARCONDES, 2010, p. 84-101), se atingiria a felicidade. Percebe-se, aqui, uma semelhança com caminho proposto pelo Epicurismo. De acordo com outra hipótese, Pirro teria ido com o Exército de Alexandre Magno até a Índia, onde manteve contato com mestres yogues que o teriam doutrinado, “sobretudo quanto à prática do distanciamento e da indiferença às sensações. Esta seria uma possível origem das noções céticas de aphatia (a ausência de sensação) e apraxia (a inação), que caracterizariam a tranquilidade” (MARCONDES, 2010, p. 84-101). Aqui, pode-se notar uma similaridade com o Estoicismo. 7. CONCLUSÃO O que diferenciaria basilarmente o Ceticismo, de um lado, do Estoicismo e do Epicurismo, do outro, é que os céticos acreditavam na impossibilidade de se formular hipóteses ou teorias imunes a qualquer senso crítico, utilizando, para isso, a já referida suspensão do juízo. Haveria uma multiplicidade de opções teóricas e consequente conflito entre todas, sem, obviamente, um critério objetivo de qual a melhor e não sendo, desta maneira, nenhuma superior às demais, havendo então a dita suspensão. Daí advém a tranquilidade e posterior felicidade, embora tal fosse uma prática, inicialmente, estoica e posteriormente incorporada de forma estendida e generalista ao Ceticismo por Arcesilau, de forma que, com os céticos, aplica-se a todo o pretenso conhecimento humano, e não apenas ao que é inapreensível, como faziam os estoicos. 11 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MARCONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia – Dos Pré-Socráticos a Wittgenstein. Editora Zahar. 2010.