José Luiz MARQUES.

Mestre em educação. 

Entre as aquisições do conhecimento pela via científica, pela via filosófica e pela via artística, nenhuma delas pode ser mais natural do que a advinda pela arte e, por extensão, pela arte literária, porque além de intuitiva, tem a  sua função social.

O cientista caminha entre as lacunas do saber: o móvel de sua iniciativa é o não sabido, o não  comprovado. O filósofo, mais modestamente, não aspira a alcançar o saber, mas empenha-se, pela razão, na comprovação de alcançado. O artista-literato não precisa ter compromissos com a verdade factual, pode não lhe competir investigar as lacunas do saber, tampouco explorar verdades objetivas. Ainda, armado de mero conhecimento de primeiro grau – a intuição – que se tem ou não se tem - o artista pode arrimar sua criação até na inverdade, até na ignorância.

Paradoxalmente, a vitalidade e a influência social da Literatura muito tem a ver com a perda de sua própria identidade elitista ao se aproximar do público leitor comum, mas nem por isso contribui para que a ciência literária perca o seu sentido de  caráter  social e , ao mesmo tempo,  de obra de arte.

Essa aproximação confirma de maneira concreta que a Literatura também é um produto social, do qual emerge e o qual espelha em suas representações e para ele  muitas vezes, se volta como necessidade de  (re)  interpretá-lo e/ou , se possível,  transformá-lo.

Sobre essa dicotomia, expressa-se  Castanho (1989, p.p. 176–177 ) : 

(...) se a arte, no âmbito escolar, inserir-se nas preocupações contemporâneas, nos problemas humanos de hoje, se a arte-educação constituir-se como uma tentativa de informar o real, terá condições para auxiliar os estudantes a tomarem uma posição diante da vida. (...) se se faz a ligação direta da arte com os demais aspectos da vida, é preciso ensinar os estudantes a decodificarem as mensagens, a terem a chave do mecanismo – único caminho para que ele se defenda e se posicione sem ingenuidade diante da cultura de massa.

            Nesse sentido e acrescentando a ele o valor social da Literatura também explicita  Gonçalves Filho (2000, p. 128) :

A literatura, parafraseando Nietzsche, serve para tudo e para nada, e talvez, para uma sociedade que parece tomar conta de todos os nossos sentidos e prazeres, para nada. A literatura se apresenta como uma instancia cultural que facilita a configuração, por parte de seu usuário, de variados tipos de reação, desde à alienação escandalosa, o refinamento intelectual à grosseria pedagógica em síntese , o mergulho na loucura ou ao repouso na sabedoria (...) isso é literatura enquanto sociedade, enquanto social, enquanto produção social. 

 Exemplificando, se as questões existenciais exigem respostas interdisciplinares, se a identificação do sujeito leitor com os textos literários pode suscitar nele possibilidades, inclusive, de se autoanalisar e analisar melhor a sociedade em que vive, podemos encontrar, então, nessa metodologia e/ou  nessa dicotomia , o que pode ser educável em Literatura.

  E aí fazemos de novo a mesma pergunta : está em desuso o ensino de Literatura? Não receamos em dizer que sim, ao menos em alguns aspectos particulares:

- como forma de entretenimento do grande público, auge alcançado com os folhetins do século XIX, tão ansiosamente aguardados, deglutidos e discutidos à maneira das telenovelas de hoje;

- como forma de aperfeiçoamento cultural , dada a funcionalidade, a automatização e a hiperespecialização de outros meios de conhecimentos postos à disposição do homem comum; 

- como forma de constituição de uma visão particular do mundo, porque as outras manifestações artístico-científicas que trabalham com a palavra tomada como matéria prima culturalmente simbólica têm discursos que atingem mais aprimoradamente aspectos científicos das ansiedades humanas: a Filosofia, o Teatro, a Cultura de Massa, a Psicanálise, as Ciências Sociais, a Religião.                                                                                                                                             

É de se perguntar, portanto, se o objetivo, por assim dizer, deste nosso trabalho também não seria o de provar a pulverização do campo literário, a ineficácia de seus métodos,  a inocuidade de suas mensagens nesse mundo tão departamentalizado na reflexão e no saber.

Aceitamos o risco da indagação, mas desejamos provar o contrário, que a Literatura está viva e sobreviverá, porque vem formando com seus contrapontos um conceito grosso  de inesperados efeitos, quer para os ouvidos mais  comuns, quer para os ouvidos aguçados.

Tendo como fonte insubstituível a imaginação, ao escritor é dada a tarefa de espelhar o espírito humano ou o universo físico em seus aspectos comprováveis, desmontáveis. Não tendo apoio compulsório na verdade, tomada essa verdade entre identificação do objeto e do conceito, pode o artista apegar-se, querendo, à verossimilhança.

Sem essas aberturas no entendimento entre as relações da Literatura e seus contrapontos, fica muito difícil apreciarmos e valorizarmos muitos dos aspectos artísticos contemporâneos que ainda causam certas repulsas em públicos tradicionalistas extremos e presos à concepção de que a Literatura é uma arte mais semiológica e estética do que uma manifestação social.

Tais incompreensões, em face da natural dinâmica que preside a arte, chegam a desmerecer a capacidade humana de buscar novas formas de expressão, de imaginar, de ousar, de repensar e transformar a prática.

No caminho inverso ao da análise semiológica, no caminho da ousadia, que pressupõe a interpretação textual como prática promotora de relações humanas  e para uma clareza maior do objetivo de nosso trabalho, discutimos a intertextualidade literária como possível nuance interdisciplinar , utilizando-nos de três cenas literárias, extraídas de três obras diferentes, de diferentes autores, escritas em épocas diferentes e em diferentes contextos e  que nos deram  um instrumental mínimo de acesso para análises que  elegem  determinadas categorias sociais e as decompõem  em interpretações que se utilizam de referenciais explícitos e implícitos nos textos, numa perspectiva de abertura de entendimentos entre a concepção do  texto literário-estético e a concepção do texto literário como um mosaico interdisciplinar , capaz de suscitar no sujeito leitor a sua própria identificação cultural.

Começamos por um cenário de Graciliano Ramos, em  Vidas Secas (2001,p.32-33 ), escrito em tempos de ditadura , na década de 1930 e que produz ainda uma vivacidade perene entre nós: 

“Fabiano caiu de joelhos, repentinamente uma lâmina de facão bateu-lhe no peito, outra nas costas. Em seguida, abriram a porta, deram-lhe um safanão que o arremessou para as trevas do cárcere.A chave tilintou na fechadura, e Fabiano ergueu-se atordoado,  cambaleou,  sentou-se  num  canto, rosnando (...) Por que tinham feito aquilo? Era o que não podia saber. Pessoa de  bons costumes, nunca fora preso (...) Tinham-no realmente surrado e prendido. Mas era um caso tão esquisito que depois balançava a cabeça, não acreditando no acontecido, duvidando, apesar das machucaduras.  (...) Se lhe tivessem dado um tempo, ele explicaria tudo direitinho (...) Não queria capacitar-se  de que a malvadeza teria sido para ele. Havia engano, provavelmente o amarelo o confundira  com  outro. Não era senão isso”. 

Nessa cena, episódio em que o sertanejo Fabiano é preso por enfrentar o soldado amarelo, representação metafórica da ditadura de Getulio Vargas da década de 1930 em que, por falta de orientação e de conhecimento da realidade que o circunda se sujeita à repressão física e psicológica, repressões essas que o fazem acreditar ainda mais em sua pequenez como homem e como cidadão diante da arbitrariedade ocorrida em nome do poder e do respaldo da condição do soldado: a farda amarela.

Percebe-se, pela dramaticidade da cena, que o paradigma de Fabiano é o da acomodação, do consenso e o da resignação diante dos obstáculos que a vida lhe impõe, obstáculos que representam desafios a serem enfrentados, porém, por questões de hierarquia social, questões estruturais da sociedade e por questões de sua ignorância em relação a sua história e a sua cultura, a personagem se recolhe em sua insignificância.

Na Literatura, Fabiano é analisado à luz da ditadura dos anos de 1930: um tipo afastado da civilização, confuso, entrecortado, sem complementação, um tipo de homem     quase selvagem, bastante forte e capaz de vencer os obstáculos que o meio lhe impõe. Essa análise nos remonta a um sujeito de raça inferior, submisso ao meio , potente diante da força bruta, mas impotente diante de si mesmo, porque não se reconhece como  sujeito, não reconhece a sua liberdade de ser diferente e a sua liberdade para superar as contradições e os desafios da sua própria vida.

Ser forte, ser bruto, são traços positivos para ele, um homem sertanejo, e esses traços foram encontrados também em um representante do mundo urbano, o soldado amarelo  que, além de salvaguardar a autoridade que a farda lhe impõe, traz consigo esses mesmos traços: a força, a brutalidade e que, portanto, merece, na  visão de Fabiano, o respeito e  a consideração.

Fabiano adquire uma universalidade própria quando reduz a sua concepção de sujeito às forças que o meio ambiente lhe impõe e, resignado, adapta-se a esse meio, pois lhe é um obstáculo novo, do qual, acomodadamente , foge.

É nessa perspectiva de análise que nos remetemos a outra cena de outra obra literária, escrita na década de 1940, pós-ditadura, época de grandes transformações sociais, época de democratização política. 

Essa outra cena foi extraída do livro de João Cabral de Melo Neto, Morte e vida Severina (1999, p.201-202 ): 

“ Severino retirante/ deixe agora que lhe diga/ eu não sei bem a resposta/ da pergunta que fazia/ se não vale mais saltar/ fora da ponte da vida;/ nem conheço essa resposta/ se quer mesmo que lhe diga /É  difícil defender/ só com palavras a vida / ainda mais quando ela é/ essa que se vê, severina/ mas se responder não pude/ à pergunta que fazia/ ela , a vida , a respondeu/ com sua presença viva/ E  não há  melhor resposta/ que o espetáculo da vida/ vê-la desfiar seu fio/ que também se chama vida/ ver a   fábrica que ela mesmo / teimosamente fabrica / vê-la brotar como a pouco/ em nossa vida explodida  ,  /mesmo quando assim pequena/ a explosão como a ocorrida,/ mesmo quando é uma explosão/ como  a de a pouco, franzinza,/ mesmo quando é uma explosão/ de uma vida severina”.     

Nessa outra cena, percebe-se uma situação semelhante a de Fabiano em Vidas Secas: um homem também sertanejo, “ Severino de Maria “  encontra-se em uma situação de desesperança com a vida e consigo mesmo, não consegue enfrentar a si mesmo para que possa enfrentar a vida e pensa em se suicidar atirando-se da ponte do rio Capibaribe, em Recife.

Evidentemente, essa análise pode nos remontar, mais uma vez, àquele indivíduo sujeito, preso ao consenso, à acomodação, mas há a grande diferença que emerge de uma concepção externa desse paradigma: o mestre Carpina. Essa personagem assim conhecida consegue impedir o suicídio de Severino, apresentando-lhe o seu recém-nascido filho: a explosão da vida, ainda que severina também, ainda que pequena, uma vida que se submeterá aos desafios da civilização, uma vida que nasce num contexto de miséria e de pobreza material, mas que nasce com persistência, coragem e determinação, mostrando a Severino o único recurso possível, o único fundamento para  explicar o sentido da vida: a própria vida.

Esse texto traz em sua essência marcas sociais presentes também na cena de Vidas Secas : as categorias de esperança no futuro, no porvir e os questionamentos das personagens em relação às contradições de sua vida. A vida parece ser a explicação para as questões existenciais de ambas as personagens, questões essas que suscitam  estudos que permitem descortinar melhor o porquê dessa vida severa.

De certa forma, a fala final do mestre Carpina é a resposta que Severino e Fabiano buscam, isto é, a afirmação vital das possibilidades de o homem superar os seus maiores problemas. Severino encontra nessa resposta: a fábrica que teimosamente fabrica a possibilidade de perceber que, mesmo sujeita a múltiplas opressões externas, a vida encontra em si própria a dinâmica e a razão que a fazem prosseguir. A implosão da vida, representada nessa cena pela acomodação de Severino e pela sua tentativa de suicídio, transforma-se agora na explosão da vida por meio de um recém-nascido que lhe salta aos olhos como uma espécie de superação de suas próprias contradições existenciais.

A resposta de mestre Carpina a Severino e a sua reação diante dela também nos remete à concepção de emancipação.Entendemos que a emancipação a ser conquistada pela leitura é aquela do individuo, aquela que elege, de um lado, a subjetividade individual como ponto de partida para se considerar o homem cidadão livre e, de outro lado, a subjetividade coletiva (13) como ponto

de chegada, ou seja , aquela em que o sujeito possa ser capaz de se emancipar e buscar a emancipação do conjunto da humanidade por meio da passagem do senso comum para o senso filosófico.

Severino, um homem motivado por sua condição social, por sua origem, por seu tempo, de repente, como em um momento de epifania, emerge da concepção de uma subjetividade coletiva que o aprisiona, o coletivo de um cotidiano que o prende intimamente, a partir do seu interior , como o peso da vida, como a dificuldade de viver, ou “de viver nesta ou noutra condição, com esta fadiga, com este desejo” (14) e rompe com a mediocridade do princípio de um sujeito determinado pelas condições sociais.

Essa cena literária, extraída do conto  Miguilim , de João Guimarães Rosa (2001, p.152) complementa a discussão sobre a identificação do sujeito com os textos que lê e,  a partir dela, podem-se-nos abrir mais horizontes de possibilidades de construções de novos conhecimentos sobre o que entendemos como sujeito histórico capaz de enxergar sua realidade e de superá-la na perspectiva de transformá-la :    

                                                                                                                                       

“ (...) O doutor entendeu e achou graça. Tirou os óculos, pôs na cara de Miguilim. E Miguilim olhou para todos de cima do morro, aqui a casa, a cerca de feijão bravo,o céu, o curral, o quintal,; os olhos redondos e os vidros altos da manhã.  Olhou mais longe, o gado pastando  perto do brejo,florido de são-josés, como um algodão. O verde dos buritis, na primeira vereda. O Mutum era bonito. Olhou Mãitina que gostava de o ver de óculos, batia palmas-de-mão e gritava: Cena corinta! Olhou o redondo de pedrinhas debaixo do genipapeiro. Olhava mais era para mãe. Drelina era bonita. A Chica, o Tomezinho.    Sorriu para o Tio Terêz...Tio Terêz, o senhor parece com o pai...Todos choravam  O doutor limpou a goela e disse :  - Não sei, mas quando tiro esses óculos, tão fortes, até meus olhos se enchem d ‘ água...  Miguilim entregou os óculos a ele outra vez. Um soluçozinho veio.Dito e a Cuca-Pingo-de-Ouro. E o pai. Sempre alegre, Miguilim. Sempre alegre, Miguilim. Nem sabia o que era alegria e tristeza  Mãe o beijava. A Rosa punha-lhe doces de leites nas algibeiras, para a viagem. Papaco-o-paco falava, alto,  falava” . 

Essa terceira cena assume um caráter metafórico o qual procuramos desvelar no sentido de relacioná-la à nossa concepção de nuance interdisciplinar.

Nesse cenário, Miguilim, uma criança criada no sertão de Minas Gerais, no Mutum, passa um grande período de tempo de sua infância sem entender o porquê das coisas da vida,porque nunca as distinguiu muito bem. Elas sempre lhe pareceram obscuras e confusas, de pouca compreensão e, principalmente, de difícil interpretação. Perdeu seu irmão Dito a quem ele mais amava e que sempre lhe ensinara muitas coisas. Sozinho, precisou se entender melhor, se conhecer e conhecer os outros também. Miguilim se constrói a partir do exemplo de seu irmão Dito que, embora mais novo que ele, tinha uma visão mais crítica e racional da realidade. Sente que é hora de agir, que é hora de partir. Sozinho não consegue definir seu caminho, mas surge a personagem que vai conduzi-lo a sua auto-análise e a sua descoberta: o doutor que lhe coloca os óculos. Miguilim, de uma hora para outra, passa a enxergar sua casa, seus campos de infância, seus irmãos, sua mãe, seu tio, o Papaco-o-Paco, enfim, enxerga quem é ele mesmo, quem ele representa nessa sua história e na história daqueles que o rodeiam.

Num relance de magnífica sensibilidade, Miguilim relembra quando Dito dizia: “Sempre alegre, Miguilim. Sempre alegre, Miguilim”,  como se aquelas visões tão límpidas e tão claras de sua realidade estivessem lhe reproduzindo a fala do pai e  do Dito, como se elas estivessem repetindo que mesmo que tudo pareça triste lá fora, a gente precisa estar sempre alegre “ aqui   por dentro ”.

Essa cena nos mostra que Miguilim nunca enxergou direito a realidade porque era míope e não sabia. Miopia essa que o prejudicava em entender e interpretar a vida, uma miopia que foi analisada também como metafórica: a miopia da ignorância, da mediocridade e da submissão.

Miguilim, mais do que Severino e muito mais do que Fabiano, em um movimento de autoanálise, acaba enxergando mais limpidamente o mundo que o cerca e de maneira sensível, consegue se perceber porque passa a perceber  a mãe, os irmãos e até mesmo, a sua origem social.

Não há dúvidas de que essa terceira cena literária nos remeteu novamente ao conceito de emancipação do sujeito, porque suscitou-nos a possibilidade de interpretar  Miguilim por meio de uma ponte de análise :  “ Severino de Maria” . Essa ponte é um elo, uma espécie de sujeito que se metamorfoseia a partir das características de Fabiano, o contraponto entre ambos, e vai-se tecendo numa espécie de mosaico do sujeito histórico que  resulta em Miguilim.

 Observações. 

           Entendemos subjetividade individual como a capacidade do sujeito de se perceber em construção íntima e subjetividade coletiva, a inserção do pensamento individual em um pensamento universalizante Segundo Sousa Santos (2000, p. 242 ) “ Se o liberalismo capitalista pretendeu expurgar a subjetividade e a cidadania ao seu potencial emancipatório (...) o marxismo , ao contrário, procurou construir a emancipação à custa da subjetividade e da cidadania.”

           Em A invenção do cotidiano, 2. morar, cozinhar, Michel de Certeau (1996,p.371) afirma que o cotidiano é “ uma história a meio caminho de nós mesmos, quase em retirada, às vezes velada”.

 Referências. 

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