Tornar a opinião de terceiros como preponderante para a tomada de decisões é como pular em um abismo de olhos fechados, é como se jogar na frente de um carro em velocidade, é como cavar um buraco debaixo dos próprios pés.

            Em ambientes cada vez profissionalizados, não cabe o amadorismo de tomar emprestado uma forma de pensar, agir e de tecer o trabalho e fazer as coisas sem responsabilidade.

            O outro é responsável pela forma dele pensar, por aquilo que ele acha, julga, defende. A cada profissional cabe sim responsabilizar-se pelo que faz, não querendo que o outro carregue uma responsabilidade que não é devida. Caso alguém emita uma opinião ou dê uma informação sem poder suportá-la deve resignar-se.

            Por isso, não se deve acreditar nas opiniões de terceiros, sem que se tenha um entendimento completo da situação. Isso vale para um artigo publicado, uma notícia veiculada, uma forma de pensar difundida, uma opinião expressa, um sonho imensurável, ou aquelas “conversas afiadas” espalhadas por aí.

            Não crer em tudo que se vê sem antes conhecer. Não acreditar naquilo que falam sem primeiro perguntar.

            Não opinar sobre algum assunto (ainda que este seja sobre pessoas) pelo simples fato de precisar falar algo. O silêncio serve para isso, inclusive: filtrar “mediocridades” fazendo com que elas não se tornem fatores preponderantes nas escolhas e nos julgamentos precipitados. Nos pré-conceitos que também andam espalhados por aí.

            Se a opinião de terceiros for preponderante nas decisões de um profissional sem que ele ao menos tenha a responsabilidade de apurar e separar o que é e o que não é, estar-se-á caindo em amadorismo, algo que beira margem de erro grave, e que não deve passar perto de ambientes profissionais.

            As tais “mediocridades” estão espalhadas por ambientes, muitas vezes, “ditos profissionais” nas questões mais simples do cotidiano, mas não menos importantes. É no empréstimo gratuito e desajustado do que o outro pensa em detrimento da “lei do menor esforço”. É na opinião de um, levada adiante como em um “telefone sem fio” (que em certas situações se torna “telefone com fio desencapado”).

            Aquilo que “mandam fazer” deve sempre ser questionado, antes de ser feito. Não se pode acreditar em “verdades absolutas”, até porque de absoluto mesmo ficam os resultados. Ou são positivos, ou são negativos. “Ninguém ganha três pontos ao empatar um jogo”.

            Portanto, é na vontade de quem recebe as notícias cruas, as informações distorcidas, as opiniões totalmente pessoais e na veracidade dos fatos que a opinião de terceiros se torna relevante, mas jamais poderá se tornar preponderante.