Hoje, nossa maior doença é a incapacidade de pensar e refletir sobre tudo que nos cerca. Estamos cada vez mais reativos e raramente temos sido reflexivos nas questões que requerem mais tempo para serem absorvidas pela mente. Há alimentos que requerem tempo maior para ser digerido, e assim é na vida. Não temos dado o tempo necessário para as coisas ficarem ou irem embora.

Está tudo atrapalhado. Não temos mais aquele recuo e reclusão. O mundo nos provoca a sermos reativos e a nos posicionarmos a todo instante, mesmo que não tenhamos opinião formada sobre os temas. Precisamos mesmos falar sobre tudo? Essas palavras nos refletem que não, creio eu... Precisamos de uma cura para nossos pensamentos, pois é através deles que nascem nossas enfermidades diárias... Nem tudo tem resposta, às vezes temos que aprender a conviver com as perguntas. É tão estranho isso. Tudo tão mecânico, tudo tão no automático.

Perdemos a liberdade em nome de um mundo condicionado pelas ações de terceiros. Não somos nós quem determinamos todas as escolhas. Está difícil se desprender desse ciclo, desligar o botão mais cedo, ligar-se um pouco mais tarde... Talvez nossa cura passe por esse desafio diário de ficarmos mais reclusos, de recuarmos alguns passos nas nossas definições e projeções, para quem sabe tentarmos reiniciar a partir de uma outra perspectiva de maturidade.