PROPOSTA DE ENSINO E APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL.

 

                                                                                   1Felipe Azevedo Barbosa                                                                                                           1Maiara Pereira                                                                                              1Marcelo Ferreira Correa                                            

2 Orientador: Carlos Alberto Ferreira da Silva

                                                

   RESUMO                                      

Este trabalho é intitulado: “Proposta de ensino e aprendizagem da matemática para alunos com deficiência visual”. O objetivo geral foi analisar as principais dificuldades do professor e apresentar instrumentos a fim de minimizar os desafios ao lecionar para alunos deficientes visuais no processo de ensino e aprendizagem da matemática.  Já os objetivos específicos foram: identificar as dificuldades e os desafios enfrentados pelos professores no processo de aprendizagem de Matemática e propor alternativas/caminhos para contribuir com a aprendizagem matemática de discentes com deficiência visual. Diante disso, a metodologia utilizada foi bibliográfica e de base qualitativa, e concluiu-se que esta pesquisa é de notória valia aos professores interessados em aprimorar suas práticas educacionais.

 

PALAVRAS-CHAVE: Matemática. Proposta de ensino. Deficiência visual.

   

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1Graduandos em Licenciatura Plena em Matemática (Faculdade Madre Tereza - FAMAT). E-mail: [email protected], [email protected], [email protected]

2 Mestre em Matemática pelo Mestrado Profissional em Matemática (Universidade Federal do Amapá - UNIFAP). Pós-graduado em Planejamento, Gestão e Implementação da EAD, com ênfase na produção de Material Didático (Faculdade Metropolitana São Carlos – FAMESC). Pós-graduado em Metodologia no Ensino da Matemática e Física (Centro Universitário Internacional – UNINTER). Pós-graduado em Gestão e Docência no Ensino Superior (Faculdade de Teologia e Ciências Humanas- FATECH). Graduado em Licenciatura Plena em Matemática (Universidade Federal do Pará - UFPA). E-mail: [email protected]

 

 

1 INTRODUÇÃO 

 

Esta pesquisa tem como temática: “Proposta de ensino e aprendizagem da matemática para alunos com deficiência visual” e se justifica pela notória relevância de se incluir em turma em regular de ensino os alunos que possuem a deficiência supracitada.

O objetivo geral consistiu em analisar as principais dificuldades do professor e apresentar instrumentos a fim de minimizar os desafios ao lecionar para alunos deficientes visuais no processo de ensino e aprendizagem da matemática. E os Objetivos específicos foram: identificar as dificuldades e os desafios enfrentados pelos professores no processo de aprendizagem da Matemática e propor alternativas/caminhos para contribuir com a aprendizagem Matemática de alunos com Deficiência Visual.    

Partindo então da hipótese que a Educação Inclusiva (EI) se torne mais evidente e ativa no meio acadêmico e social. O papel da escola é o de fornecer qualidade de ensino, e deve procurar superar necessidades educacionais dos alunos que propriamente necessitam de atendimento especial independentemente de suas limitações seja cognitiva, física ou visual.             Considerando que, alguns profissionais da educação especial possuem dificuldades para atender aos alunos que possuem necessidades educacionais, principalmente na questão do ensino de matemática para os alunos com Deficiências Visuais (DV), o que pode acarretar a uma condição de exclusão deles. Assim, a problemática do trabalho concentrou-se em como o professor buscará e se caso encontrará ferramentas práticas e acessíveis que possam ajudá-lo na mera inclusão desse público alvo na turma regular de ensino.                       Portanto, a escola e os profissionais que nela atuam devem exercer de forma ativa e não exclusiva, fortificando a capacidade de aprendizagem e de forma que edifique a qualidade de vida desses alunos com Deficiências Visuais fazendo com que esse processo ocorra de forma eficaz.

A metodologia empregada no trabalho é bibliográfica e de base qualitativa. Salienta-se que, a pesquisa se encontra estruturada nas seguintes partes: a primeira trata da introdução, a segunda parte aborda o referencial teórico, o terceiro capítulo trata da deficiência visual, o quarto capítulo trata das dificuldades e dos desafios encontrados pelos professores no processo de inclusão de alunos com deficiência visual, já o quinto capítulo focaliza as propostas de ensino para solucionar as dificuldades enfrentadas pelo educador, o sexto tópico enfatiza a metodologia da pesquisa, em seguida aborda-se as considerações finais do presente trabalho.

 

2 REFERÊNCIAL TEÓRICO

 

A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho, de acordo com o Capítulo 3, da sessão 1. Art. 205 da Constituição Federal de 1988 (CF/88). Para que a pessoa como cidadão reconheça   seus direitos e deveres e que o indivíduo deve ser respeitado tanto nos direitos como nos deveres dentro e fora do ambiente escolar.

 Segundo a Lei de Diretrizes e Base (LDB) de 1996 afirma que "educação é dever de todos" justamente de acordo com a constituição de 1988, nos relata da preocupação acentuada com a proteção igualitária de todas as pessoas e à minoração ou supressão das desigualdades – ou seja, a necessidade de se promover a inclusão social –, é a de que constituem objetivos fundamentais do Estado brasileiro  construir uma sociedade livre, justa e solidária bem como  erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais, além de promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, cor, sexo, idade, condição social ou física ou quaisquer outras formas de discriminação, passando a ser um desafio, que vai além da criação, análise e aplicação das leis e decretos criados para atender e proteger os educandos. 

As Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica criada pelo parecer de n°17/2001 descreve que "todas crianças sempre que possível possam aprender juntas, independentemente de suas dificuldades e diferenças" (BRASIL,2001). O aluno com Necessidade Especial (ANEE) deve ser respeitado dentro de sua individualidade o ensino ofertado ao mesmo deve ser de qualidade. A resolução CNE/CEB n°2 de 2001, artigo segundo que "os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo a mesma organizar-se para o atendimento dos alunos com necessidades educacionais especiais". Porém, incluir não é simplesmente a matrícula e frequência do estudante em uma escola de ensino regular e deixá-lo, sem qualquer apoio material ou profissional especializado.

Segundo um livro do Ministério da Educação e Cultura (MEC), elaborado pela Professor Bruno (2006), as crianças que muitos denominam como deficientes visuais são as crianças cegas e com baixa visão. A definição educacional diz que são cegas as crianças que não têm visão suficiente para aprender a ler em tinta e necessitam, portanto, utilizar outros sentidos (tátil, auditivo, olfativo, gustativo e cinestésico) no seu processo de desenvolvimento e aprendizagem. O acesso à leitura e escrita dar-se-á pelo sistema braile. Entre estas crianças, há as que não podem ver nada, outras que têm apenas percepção de luz, algumas podem perceber claro, escuro e delinear algumas formas. A mínima percepção de luz ou de vulto pode ser muito útil para a orientação no espaço, movimentação e habilidades de independência.

Para fornecer um ensino de qualidade aos alunos cegos, é necessário entender primeiramente o que é a cegueira. Segundo a professora cega, Joana Belarmino da Universidade Federal da Paraíba UFPB:

“Cegueira é uma palavra, cego é um substantivo carregado de toda uma carga conotativa que vem lá das sociedades primitivas, e que todas as pessoas que padecem dessa limitação visual carregam nos ombros. Mas, se nós mudarmos essa forma de pensar? Se nós, ainda que no pensamento, substituirmos essa ideia de cegueira por uma forma diferente de visão?”( BELARMINO, 2002, p.6).

 

Ainda, segundo dados do Índice Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acerca do censo demográfico do ano de 2010, no tange sobre a população dos deficientes em geral, a pesquisa sobre a qual o gráfico é esboçado abaixo nos demonstrou que a população de deficientes visuais é a que possui um percentual maior em relação aos outros tipos deficiência que acometem a população no Brasil, e sendo este o censo mais recente divulgado até o vigente momento, levando em consideração que a pesquisa é realizada somente de 10 em 10 anos, ainda não tivemos nenhuma divulgação sobre as atualizações desses índices no ano de 2020 devido a pandemia que vem assolando não só o Brasil, como o mundo todo, mas que o fato da população de DVs vem aumentando cada vez mais, é evidente.

Assim, é fundamental compreendermos que é um direito de todos possuir uma educação de qualidade, na qual a própria escola conceba os ditos diferentes como alunos com as mesmas capacidades de aprendizagem que àqueles considerados normais. Nesta direção, trataremos sucintamente da baixa visão a fim de mostrar que consideramos nesta pesquisa, em que há uma pequena diferença entre ela e a cegueira total, embora ambas sejam consideradas como cegueira.

 

2.1 BAIXA VISÃO

 

A definição é complexa, devido à variedade e intensidade de comprometimento das funções visuais. Essas funções englobam desde a simples percepção de luz, até redução da acuidade e do campo visual que interferem ou limitam a execução de tarefas e o desempenho geral. Define-se baixa visão, ou visão subnormal, quando a capacidade de visão do melhor olho não passa de 30% em relação ao que se considera visão normal, mesmo com tratamento pertinente ou uso de óculos.                                                                        Cada pessoa com baixa visão enxerga de forma diferenciada, de acordo com as alterações que podem ocorrer na função visual (prejuízo na acuidade visual, na visão de cores, no campo visual, na sensibilidade ao contraste, na adaptação à luz). De acordo com seu quadro visual e dificuldades no desempenho de atividades, a pessoa com baixa visão poderá fazer uso de auxílios especiais para melhora da resolução visual como, por exemplo, auxílios não ópticos, auxílios ópticos e eletrônicos. A prescrição desses recursos será realizada pelo oftalmologista.                                                                                         Logo, a baixa visão está associada a uma pequena capacidade de poder enxergar, e essa minúscula visão pode ser distorcida da realidade. Abaixo falaremos da cegueira, uma vez     que nos pautamos em entender o que ela representa para àqueles que não possuem nenhum dos olhos capazes de ver minimamente.                                                                                                                               

2.2 A CEGUEIRA

 

É a ausência total de visão. Acontece quando há pequena capacidade de enxergar ou perda total da visão. As pessoas cegas podem utilizar os outros sentidos para sua aprendizagem e desenvolvimento, o Sistema Braille para ler e escrever e, também, auxílios de informática. Os sentidos do tato, da audição, do olfato e do paladar assimilam as informações procedentes dos estímulos externos, que ao serem integradas, possibilitam a percepção, análise e compreensão do ambiente.                                                                                         Entre os dois extremos da capacidade visual estão situadas patologias como miopia, estrabismo, astigmatismo, amblíope, hipermetropia, que não constituem necessariamente deficiência visual, mas que na infância devem ser identificadas e tratadas o mais rapidamente possível, pois podem interferir no processo de desenvolvimento e na aprendizagem.                                                   No plano simbólico, aceitar a cegueira como uma forma diferente de visão já é um passo para a inclusão do cego na sociedade. Mas, em sua amplitude, quando se fala na pessoa cega, não surge ideia diferenciadora da pessoa que tem baixa visão para a pessoa que tem a cegueira total, ambas são consideradas cegas.                                                                                             Entendemos que para conceituar a pessoa com cegueira, é necessário passarmos a enxergar a cegueira como uma forma diferente de visão, não podemos igualar a pessoa cega com a pessoa vidente, devemos levar em consideração a diferença visual que a permeia.

A pessoa com baixa visão consegue perceber vultos; contar dedos à curta distância; e em alguns casos mais avançados ela só tem percepção e projeção luminosa, enquanto que o cego total é aquele que perdeu completamente a visão. Nesse sentido, a cegueira não quer dizer que a pessoa seja incapaz de se desenvolver como cidadão, muito pelo contrário, a pessoa cega tem os sentidos aguçados, como o da audição, paladar, olfato e o tato; por isso é necessário que o professor saiba explicar cuidadosamente os conteúdos, de modo a facilitar o entendimento dos alunos cegos.                                Assim, para a inclusão da pessoa cega no ensino regular, faz-se necessário fornecer uma educação de qualidade, que possa conceber a pessoa com necessidades educacionais especiais como um indivíduo que possui apenas uma forma diferente de “visão”, mas que não podem ser considerados iguais as pessoas videntes, pois elas apresentam uma diferença visual e necessitam de uma educação de qualidade que atenda suas especificidades.  

3 DIFICULDADES E DESAFIOS ENCONTRADOS PELOS PROFESSORES NO PROCESSO DE INCLUSÃO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL.

 

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos professores no processo de inclusão de alunos com deficiência visual é a escassez de materiais didáticos acessíveis. Como também o despreparo deles ao receber esses alunos como por exemplo a falta de uma formação continuada, visto que, a formação pedagógica não oferece formação especializada e qualificada para tal prática, principalmente em se tratando de deficiência visual. (Capacitação do professor).

Vale ponderar também que, algumas vezes o educador, na tentativa de unir o útil ao agradável, acaba utilizando a mesma metodologia em sala de aula para todos os alunos. Todavia, é desafiador criar metodologia de ensino que abarque o público alvo de deficientes visuais num painel que proporcione tratar a mesma disciplina de forma diferenciada, uma vez que há de se considerar a deficiência supracitada.                                                                                                               Em voga, abordar a inclusão dos excluídos pelo “próprio sistema educacional” exige do profissional da educação maior desembaraço ao preparar as aulas, num prisma que estabeleça minuciosamente cada passo a passo considerando as especificidades dos educandos. Logo, os dispositivos legais dizem que os educandos deficientes visuais precisam receber o ensino aprendizagem pautado na igualdade.                                                                                       Todavia, o professor sente que a missão de lecionar é árdua frente como ele irá proceder determinado assunto, indagando intrinsicamente se alunos deficientes visuais possuem noção de informática para trabalhar na mesma plataforma de ensino que os alunos videntes, ou se eles possuem um notebook adaptado para realizar as tarefas escolares. Visto que, com o cenário pandêmico no qual nos encontramos essa clientela suspostamente sofrerá grandemente uma defasagem de conhecimentos se não atendida como deve ser atendida.

 

4 PROPOSTAS DE ENSINO PARA SOLUCIONAR AS DIFICULDADES ENFRENTADAS PELO EDUCADOR.

 

Considerando as reais dificuldades enfrentadas pelo educador é notoriamente propositor dizer que se o aluno cego não possui meios (notebook adaptado para cegos, ou não possui notebook) para acessar as ferramentas digitais, logo poderá pedir ajuda a um colega vidente afim de que este leia em voz alta determinado assunto ou atividade na tentativa de auxiliá-lo sobre o que está sendo retratado.

            O professor poderá confeccionar para determinado conteúdo ou aula materiais adaptados para esses alunos com intuito de amenizar essa dificuldade de aprendizagem como por exemplo, utilizando-se da sondagem e aplicando uso no multiplano que serve tanto para alunos ditos videntes quanto aos alunos que possuem DV e que no próprio multiplano, o professor pode explorar uma gama de conteúdos e conhecimentos que vão desde as operações básicas, funções, geometria espacial até geometria plana.                                                                             Levando essa premissa em consideração, o intuito é fazer com que os alunos com DV gerem projeções mentais para o entendimento de algumas figuras geométricas que em sua maioria estão em livros didáticos e por razões obvias eles não podem enxergar, além disso, os alunos ditos normais também vão entender e vão poder visualizar o que está sendo repassado, acreditando que o multiplano pode sugerir ideias para que o professor possa explanar juntamente com os alunos cegos sem rotulá-los.                                   

            Enfim, outra proposta de ensino seria focar em desenvolver atividades em dupla ou em grupo, um aluno cego com aluno vidente por exemplo. A fim de incluí-lo no ensino regular de forma mais dinâmica e sempre mostrando que o trabalho em dupla ou em equipe poderá ajudar na inclusão dele no sentindo de não se sentir isolado dos demais.

 

4.1 TRABALHANDO COM O JOGO DOMINÓ DENTRO DA GEOMETRIA ABRINDO ALAS PARA O ENSINO DA MATEMÁTICA DE FORMA LÚDICA.

 

Os objetivos a serem trabalhados a respeito do jogo dominó, é visando o pleno desenvolvimento da sensibilidade corporal (tátil), estimular o raciocínio lógico, o foco e atenção, melhorar a concentração e reconhecer as formas geométricas. Os conteúdos embutidos dentro do jogo são as formas geométricas existentes no campo da matemática, mas que vão além da sala de aula e estão presentes na realidade em esculturas, na própria arquiteturas das casas, dos prédios e etc.                                                                                                Decidimos trabalhar e moldar esse jogo direcionado a educação infantil propriamente, mas que pode estender ou expandir-se para outros níveis de ensino e faixa-etárias diferentes, mostrando desde cedo, ou seja, na infância a tentativa de amenizar essa defasagem na educação no que diz respeito as pessoas com DV, estimulando-os ao desenvolvimento de habilidades e competências segundo a BNCC, acerca do reconhecimento de figuras geométricas e o pensar matemático para futuramente tentar diminuir esse índice de evasão escolar das pessoas DV.                                                                                   No que diz respeito sobre a utilização e como se jogar o dominó adaptado, o jogo inicia-se com 4 jogadores e cada participante inicia com 7 pedras. Se na partida houver menos de 4 jogadores, as pedras restantes ficam no monte para serem adquiridas durante o jogo. O jogo começa pelo jogador que tenha a pedra dobrada, chamado de carrão (duas figuras iguais na mesma pedra). Se não houver nenhum jogador tenha a peça dobrada, o jogo começará com o jogador que colocar a pedra primeiro na mesa. A partir desse momento, os jogadores realizam suas jogadas, por turnos e no sentido anti-horário. Cada jogador, na sua vez, deve colocar uma das suas pedras em uma das 2 extremidades abertas, de forma que as figuras de um dos lados, coincida com as figuras da extremidade onde está sendo colocada. As dobradas (carrão) são colocadas de maneira transversal para facilitar sua localização. Se na partida conter 3 jogadores e ele não puder jogar por não ter pedra da mesma figura das extremidades, deverá “comprar” do monte de pedras quantas vezes necessárias para preencher uma das extremidades do jogo, caso não houver pedras no monte, passará a vez ao seguinte jogador.                                        O jogo terminará quando um dos jogadores colocar todas as suas pedras ou não tenha mais possibilidades de inserir uma pedra no jogo, o chamado “fecha”. Assim ganha quem tiver menos pedras em mãos.                             

  • O Jogo pode ser confeccionável com matérias recicláveis e de fácil acesso

                                    Imagem 02: confecção do jogo dominó

Fonte: Os autores

 

Utilizamos para a confecção do dominó adaptado, o papelão comum de ser encontrado, tampas de garrafas pet, tesoura, pistola de cola quente, fita isolante, régua, E.V.A e super bonde.

Há observações e cuidados que devemos tomar, caso o professor decida confeccionar juntamente com a turma em sala de aula, é sobre ficarmos alertas e que não devemos deixar que as crianças coloquem os materiais na boca.    O jogo poderá ser desenvolvido e expandir com outras ideias que abordam além das formas geométricas, como por exemplo com números em relevo no que se trata sobre a contagem e identificação dos números, dentro das devidas restrições, como trabalhar somente com o conjunto dos números naturais ou trabalhar só trabalhar os conjuntos dos inteiros e assim por diante.

Por fim, decidimos trabalhar com o dominó adaptado porque pode ser confeccionado artesanalmente pelos próprios professores e juntamente com os alunos, onde teremos algumas formas geométricas e combinações de jogadas para que os alunos possam conhecer a matemática e seus conceitos básicos e suas relações através do jogo de forma lúdica, assim aprendendo como se estivesse “brincando de aprender”.

 

5 METODOLOGIA

 

Esta pesquisa é bibliográfica e de base qualitativa, ou seja, a pesquisa bibliográfica pauta-se em materiais e ideias já veiculadas por meio de livros, periódicos entre outros documentos, e que servem de apoio e embasamento para o desenvolvimento ou refutação de outras pesquisas científicas.                É notório perceber que, nenhuma pesquisa se inicia sem partir da pesquisa bibliográfica, pois é necessário coletar informações em outras fontes disponíveis, seja ao construir uma pesquisa inovadora ou ao revalidar ou refutar outras pesquisas científicas.                                                                                               Na pesquisa bibliográfica o pesquisador escolhe trabalhar com materiais, artigos científicos e entre outras referências teóricas já analisadas e discutidas, visto que, existe pesquisa inovadora e pesquisa de reafirmação de ideias e valores na qual busca-se verificar a veracidade ou reafirmação do assunto tratado por outro pesquisador.                                                                                              Nesta ótica, este trabalho tem como base a pesquisa qualitativa. A pesquisa qualitativa não está associada a números, não busca quantificar dados, não está preocupada em explorar números e nem de os obter como resultado, mas preocupa-se em produzir informações e compreender o caráter das evidências que possam levar a possíveis reflexões.                             

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Sabendo que, o objetivo geral da pesquisa consistiu em analisar as principais dificuldades do professor e apresentar instrumentos a fim de minimizar os desafios ao lecionar para alunos deficientes visuais no processo de ensino e aprendizagem da matemática. Acerca dos objetivos específicos foram: identificarmos as dificuldades e os desafios enfrentados pelos professores no processo de aprendizagem da Matemática e propor alternativas/caminhos para contribuir com a aprendizagem Matemática dos alunos com Deficiência Visual.                                                                                         Visto que, para o educador é desafiador desenvolver estratégias que melhor possam conduzir seu trabalho em sala de aula com alunos deficientes visuais. Diante disso, as alternativas e os próprios caminhos que este trabalho fomentou foi mostrar que não se pode renunciar o ofício quando não se tiver nenhuma ideia de como proceder determinado o assunto, mas sim, se pode utilizar ideias simples que cheguem na mesma via de mão dupla que categoricamente retrata do ensino e aprendizagem de Matemática.                      O aluno com deficiência visual é assegurado por lei sobre a sua inclusão escolar, porém, para que ele de fato seja incluído no ambiente de ensino, como qualquer outro aluno dito normal, é imprescindível que o professor tenha orientações especificas e, que haja boa intenção por parte dele.                               Sobre o contexto que vivenciamos nas salas de aulas atualmente, principalmente tratando-se de ensino regular público, tem feito com que muitos professores desistam de atuar como docentes. Portanto, diante desses fatos, esse projeto intensificou nosso olhar para a educação de diferentes maneiras e possibilidades, pois nossos objetivos concretos com esse projeto foram fazer com que professores se entusiasmem acerca dessas novas configurações educacionais e sintam vontade de ultrapassar as dificuldades e que se capacitarem ainda mais, para que haja um maior avanço nessa área.                        Em relação a porcentagem de deficientes visuais, infelizmente tem sido muito crescente ao decorrer das décadas. Perante a uma gama de recursos existentes, de certo modo não podemos permanecer inertes em relação a isso, o trabalho de fato não é fácil, porém precisamos colaborar para que todas essas diferenças sejam minimizadas.                                                                                          Em aulas sobre Matemática, podemos utilizar muitos materiais manipuláveis que estimulem o tátil, e onde é a intenção principal de se trabalhar, pelo fato de deficientes visuais “enxergarem pelas mãos”. Um dos nossos objetivos futuros, após a defesa do artigo, é confeccionar nosso próprio material e postar em plataformas mais acessadas para que outros colegas que tiverem interesse possam acessar e utilizar nossa proposta de ensino acerca do dominó adaptado, com formas e gravuras geométricas de fácil compreensão para os alunos.                                                                                                                           Assim acreditamos que, com um material de suporte adequado e um tipo metodologia especificada, é possível lecionar vários conteúdos, fazendo com que haja um maior desenvolvimento do raciocínio, o reconhecimento de formas e figuras e o uso da memória ao decorrer do aprendizado. Existe ainda, a intenção de criar métodos que possibilitem trabalhar áreas complexas, ou que possam possibilitar um aprendizado matemático menos vagaroso. É importante ressaltar que o professor deva adequar-se às diversas formas de ensino para diferentes alunos, seja com necessidades especiais ou não, trazendo o conhecimento e aprendizado para todos.                                                                     Dessa forma, as recomendações importantes são de o que docente esteja atento aos estudos que são feitos, se mantendo sempre atualizado e acompanhando todos os avanços tecnológicos, buscando adquirir novos conhecimentos e compressão acerca de metodologias e práticas pedagógicas que possam inovar, com ações que vão muito além de falácias meramente vazias, na busca do sucesso individual dos alunos, o que trará, sem dúvida, uma sensação de realização profissional e pessoal.                                                            Portanto, constatamos que ocasionar sensibilidade para a inclusão é uma tarefa árdua e rigorosa, porém, é admissível como o próprio ato do aprender, do conhecer e do viver.

REFERÊNCIAS 

 

BATISTA, Cecília Guarnieri. Crianças com deficiência visual: como favorecer sua escolarização? Temas psicol. Ribeirão Preto, v. 6, n. 3, p. 217-229, dez. 1998.

 

BERLAMINO, Joana de Souza. A cegueira como uma visão diferente. Conferência apresentada no I Seminário de Educação Inclusiva da UFRN, realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2002. Acesso em: 10/05/2021

 

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BRASIL, Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. 07 de janeiro de 2008. Brasília - janeiro de 2008. Disponível:  Acesso em: 06 nov. 2020.

 

BRUNO, Marilda Moraes Garcia. EDUCAÇÃO INFANTIL: SABERES E PRÁTICAS DA INCLUSÃO: dificuldades de comunicação sinalização: deficiência visual. 4. Ed. Brasília: MEC, Secretaria de Educação Especial, 2006.

 

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DOMINGUES, Celma dos Anjos. Modos de Participação e Apropriação de Práticas Sociais: um estudo sobre o uso de novas tecnologias por crianças e adolescentes com deficiência visual. 2004. 137 f. (Dissertação de Mestrado). Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação, Campinas. 2004.  

 

FREIRE, Paulo. Entrevista ao professor Ubiratan d`Ambrósio, 1996. Disponível em: acesso em: 13 mar. 2020.                                                                                

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SÁ, Elizabeth Dias de Campos; SILVA, Izilda Maria de. CAMPOLINA, Myriam Beatriz. Atendimento Educacional Especializado. Gráfica e Editora Cromos: Brasília 2007. Disponível em: https://www.facebook.com/Centro-De-Apoio-Pedag%C3%B3gico-ao-DeficienteVisual-CapAp-1410494589169533/ (01/12/2020 às 18H20). Acesso em: 16 nov. 2020.