Por mais que o brilho de um dia ensolarado traga ânimo, dê mais vontade, traga mais energia de fato para viver o dia, este sol jamais substituirá o sorriso de uma pessoa especial.
Um sorriso que também trazia brilho, que também iluminava e por vezes ofuscava os olhos, admirados como sempre pela beleza incomparável.
O sol tem sua mística inesgotável, mas o sorriso, este tem suas marcas inexplicáveis deixadas na parede da retina do olhar de quem contemplava. O sorriso não cegava, mas fazia brilhar e até abria outros sorrisos com sua presença. Neste caso, sem o sorriso, não há que se falar em presença na ausência.
Não que a vida irá parar ou que alguma coisa mude ao redor, talvez seja a constatação do quanto se é mutável e suscetível às mudanças.
Entender isso é uma forma de compreender a dinâmica da vida e poder, enfim, seguir.
Sem um sorriso para admirar, mas com um novo sol que para sempre ficará marcado no coração, como o sorriso marcante.
E é assim, de dentro para fora que a luz se faz, que o brilho de uma vida renovada e esperançosa de dias melhores começa, e é assim que o respeito por si próprio se torna mais que um traço de personalidade, que esse respeito se torna uma marca do caráter, indelével e admirável...