1. INTRODUÇÃO

Aos momentos do Pensamento Francês do século XX.

O pensamento francês é dividido em três momentos segundo Frédéric Worms (1964-): o espiritualismo, o existencialismo e o estruturalismo. O primeiro, que começa em 1900, com ênfase no filósofo Henri Bergson (1859-1941), mostrando ideias envolvendo o mundo interior, o domínio psicológico, Bergson tentará retornar à legitimidade da metafísica, com uma metafísica intelectual que faz uma abertura para outras formas de acesso mediato ao conhecimento pela metafísica, seu declínio ocorreu a partir de 1930. O segundo, começa a desabrochar a partir do primeiro, em 1930, com o auge nos anos 40, e como central desse momento, o filósofo Jean-Paul Sartre (1905-1980) e a filósofa Simone de Beauvoir (1908-1986), além do fenomenólogo Edmund Husserl (1859-1958) que influenciou tanto o espiritualismo quanto existencialismo, nesse período, voltou-se para o indivíduo, mas sem a característica de um mundo interior, a consciência é tida como um ato e o existencialismo como uma ferramenta para pensar de modo diferente o mundo e a consciência, seu declínio aconteceu nos anos 60. 

O terceiro começa, em 1960, e foi declinando, contudo, ainda recorrente, e influencia toda a contemporaneidade. O estruturalismo ultrapassa a própria filosofia, com a virada linguística e tendo como base a estrutura, que é o epicentro desse movimento, levando a uma estrutura relacional entre entidades e objetos, um método para se pensar a cultura, um método novo para as ciências humanas. Sendo o estruturalismo um método, ele não é entendido como uma doutrina ou uma corrente filosófica. Alguns filósofos centrais da filosofia francesa, que influenciaram ou foram pioneiros, são Ferdinand de Saussure (1857-1913), Gilles Deleuze (1925-1995) e Lévi-Strauss (1908-2009). Portanto, será desenvolvido nos próximos parágrafos sobre um desses grandes momentos da filosofia francesa, e, acerca também, de temas dentro desse mesmo movimento.

 

2. DESENVOLVIMENTO

2.1. Sobre o Espiritualismo Francês e a Filosofia de Bergson.

O espiritualismo francês, centrado em Bergson, é influenciado por três fatores: o neokantismo, o domínio psicológico e a retomada da metafísica. Em relação ao primeiro, o neokantismo absorve em um plano do conhecimento, e concilia o pensamento com a realidade, levando em conta o fenômeno como o único que se conhece. Os espiritualistas acompanham Immanuel Kant (1724-1804) na questão da fundamentação do conhecimento, mas não no sacrifício que Kant faz à metafísica, como Bergson também não acompanhou. Esse sacrifício da metafísica se deu por conta da afirmação que os objetos metafísicos podem ser pensados, mas não conhecidos, deixando toda a pesquisa metafísica fútil, não podendo se constituir como ciência, havendo uma dialética interminável, onde as questões metafísicas não podem ser respondidas.

Então, Bergson e os espiritualistas aderiram ao domínio psicológico como região privilegiada do conhecimento, dando a possibilidade de consultá-la por dentro. Com uma abordagem neoplatônica e socrática, indicando que é no interior que se está a verdade. Assim, Bergson ao colocar a metafísica na intuição intelectual (um argumento para demonstrar a própria metafísica), se distingue da metafísica dogmática em que Kant se direcionou para exterminar, achando que exterminaria todas as outras metafísicas, pois pensava que não existia maneira alguma imediata de intuir um objeto. Bergson utiliza a noese (do grego νόησις, significa intuição filosófica ou intelectual, derivado do grego nous, νοῦς , que significa intelecto) e dianóia (do grego διάνοια, significa um argumento para demonstrar, designar algum conhecimento), para desenvolver sua defesa da metafísica e retomar com formas de acesso mediato ao conhecimento.

Por conseguinte, Bergson adota três características: absorve apenas o espaço em Kant, não utilizando o a priori e o transcendental, mas continua neokantiano por sempre dialogar com Kant; seu ponto de partida ocorre no psicológico e na consciência, concordando com a tradição espiritualista; torna a retomada da metafísica, contudo, não com uma teoria do ser, e sim uma teoria da vida. Logo, vemos que Bergson teve influência da tradição cartesiana, pois tem como início da investigação a consciência e o sujeito, não entendendo o tempo como René Descartes (1596-1650), que pensa o tempo como algo instantâneo, diferentemente, o tempo, em Bergson, é duração (do francês durée). A duração é o fundo da metafísica de Bergson.

No Ensaio Sobre os Dados Imediatos da Consciência (livro de 1889, edição de 1927), nos mostra as diferenças entre o extensivo e o intensivo em relação a Kant, acentuando sua forma de ver o mundo como uma percepção somente exterior e empírica, ignorando a vida interior que emerge em cada indivíduo, também ressaltando os esforços superficiais e os sentimentos profundos, como as paixões, sensações e sentimentos como estados de consciência, enfatizando o sujeito psicológico (ou estado da consciência) e a vida interior. Entrelaçando tudo isso a ideia de duração, onde tudo se desloca para ele, pois cada uma dessas características citadas não pertencem à matéria, portadora de espaço, o que restaria ao tempo lidar com essas categorias. 

Enfim, prosseguindo no espiritualismo, Bergson não pensa o sujeito como ponto de partida da filosofia, o sujeito apresenta a filosofia, já que a subjetividade surgiu da vida. Em contrapartida com o que havia dito antes, de Bergson partir da consciência, todavia, parte da consciência para a vida, e desse modo, para a filosofia. Assim, a consciência não é originária e sim derivada da vida (élan vital), o sujeito tem uma gênese, pois nasce de uma evolução, que é criadora. Bergson também é influenciado por Auguste Comte (1798-1857), com sua doutrina do positivismo, e o endeusamento da ciência, onde pretendia responder todas as questões por meio da mesma. Segundo Comte, para se chegar à fase positivista, teria que passar da fase religiosa (infantil), depois, da fase metafísica (adolescente) e, por fim, chegar na positivista (madura). Bergson adota a positividade, porém, nega o cientificismo de Comte. 

O negativo, para Bergson, é uma quimera ilusória e nasce da frustração da expectativa, não é ontologicamente dado e se alimenta da vida prática. O juízo negativo se cria para a realidade frustrada, se constrói conceitos negativos para suprimir a experiência negativa, que é impossível no entendimento, e Bergson a corrige para um juízo positivo. Ao contrário de Deleuze que, com sua filosofia da diferença, se opõe ao positivo, mostrando que a falta indica que algo era completo, que a desordem só é possível pela ordem, a imobilidade só é possível pela mobilidade, e exalta a singularidade surgindo uma nova maneira de se pensar, que seria diferente.

Ademais, a unicidade da ciência, que para Descartes era possível com um único método, para Bergson, não é possível, já que as ciências naturais divergem da metafísica, pois seus métodos são distintos também. Para entender a metafísica, como foi dito, a intuição intelectual seria o método, e é ela a relação imediata que não se dá na inteligência ou na sensibilidade, mas na vida, por meio de uma simpatia, uma síntese, que confunde e coincide.

No positivismo, Bergson se aproveita do apreço pela ciência, a filosofia deve consultar a ciência e se desenvolver com ela. Com esse saber científico vigente na época, Bergson desenvolveu uma metafísica paltada na ciência, para fornecer pressupostos e contribuições recíprocas entre a ciência e a metafísica. Ele concorda que a ciência tem que se tratar de fatos, e a metafísica positiva seria elaborada a partir desses dados e fatos mais recentes da época, fazendo o mesmo na psicologia. A filosofia, para Bergson, é mais modesta, ela amplia, faz conhecer cada vez mais, até conhecer menos e o nada, ela é especialista na generalidade e não tem um objeto específico.

 

2.2. Sobre a obra O Pensamento e o Movente (2006).

Essa obra foi escrita em 1934, tardiamente por Bergson, logo, compilando diversos pensamentos já expostos em outras obras, como em Matéria e Memória (1896) e na Evolução Criadora (1907), duas obras centrais da filosofia de Bergson. Nessa obra, Bergson firma as bases de um saber filosófico, e faz uma crítica à unicidade da razão e da ciência, e mostra que o ideal para um saber filosófico, seria com precisão, e  a exatidão, voltada para a ciência. A intuição (realidade movente) leva à exatidão, diferente de uma adequação estática, que é em relação ao conjunto de representações fixas e definitivas, utilizadas pelas matemáticas e ciências. Há duas direções fundamentais do conhecimento: do espaço, com a ciência e matéria; e a intuição, com a filosofia e temporalidade. Tornando a criação de duas vias, uma pelo raciocínio (saber intelectual) e outra pela intuição (saber intuitivo). 

Dessa maneira, o que leva à precisão é à adequação dinâmica, envolvendo o movimento processual, em relação à filosofia. Bergson mostra que há uma assimetria entre as formas de conhecimento, por tentar conhecer todas as coisas por quadros fixos, como a própria adequação estática. O que elevaria a adequação dinâmica seria a ideia de concepts souple, isto é, do francês, conceitos flexíveis. Por certo, a filosofia precisa criar formas de conhecimentos que acompanhem a realidade movente, esse devir, com conceitos flexíveis.

Na mesma obra, Bergson afirma que o conhecimento é vivo, seguindo a lógica que a realidade é processo, e não se poderia colocar um ponto final, determinar a realidade. Como também, não defende uma ciência pronta com dogmas e axiomas. Ainda mais, há a distinção entre a generalidade e a singularidade, a primeira é a forma que abarca as coisas, restrita em si mesma, a segunda o conteúdo, que é puro movimento, sem restrições. A tradição metafísica é generalista, contudo, Bergson vai para a singularidade. Na singularidade a extensão é igual a um, mas a intensão é indefinidamente infinita. 

Ocorre então um impasse da apreensão da filosofia no movimento: a filosofia pode apontar para a realidade movente, mas não a explicar. Com isso, Bergson faz uso da ciência para complementar a própria filosofia.

Ao falarmos de puro movimento, recordamos do filósofo pré-socrático Heráclito de Éfeso (540 a.C.-470 a.C.), que aborda o fluxo como fundamento. Bergson realmente foi influenciado por esse filósofo, porém, rejeita a ideia de arché (do grego ἀρχή, elemento primordial) e a metafísica tradicional que Heráclito está entrelaçado. Da mesma forma, Bergson concorda que tudo é movimento e nada é fixo, nem mesmo a duração. Bergson (2006, p. 10) afirma que a essência da duração está em fluir e que o fluxo “[...] é a continuidade de transição, é a própria mudança. Essa mudança é indivisível e mesmo substancial. [...] Um ímpeto ininterrupto de mudança - de uma mudança sempre aderente a si mesma numa duração que se alonga sem fim”. 

Além disso, se faz a distinção do em si e do fenômeno, diferente do abismo que há em Kant, para Bergson, está ligado a uma totalidade, a uma relação da parte com o todo, sendo possível apreender a totalidade a dissolvendo na realidade, a totalidade também é movimento. E, relacionado ao futuro, que é imprevisível e não é criador em sistemas abertos como Bergson propõe, e em sistemas fechados, pode ser previsível pela ciência, mas não completamente, pois o futuro é devir, um advento de novidade. 

 

2.3. Sobre a consciência e o tempo.

A consciência (duração ontologicamente, mas ainda pode tender a dogmas) é um fluxo, que sempre há novidade, e não se repete, o que foi e o que é no constante presente. A consciência em si não é associativa, no eu social sim, mas em si é apenas fluxo puro. Em Kant, o tempo é forma, nele cada instante não dura, não há duração, não tem espessura, é uma homogeneidade de repetições estáveis, e em Bergson, há espessura no tempo, o heterogêneo, o diferente e o singular, um devir enlouquecido, instável. 

O que pensamos tradicionalmente sobre o tempo é sua característica de ser passado, presente e futuro, todavia, em Bergson não há essa distinção, o tempo é uma passagem, duração e sucessão pura. Segundo Worms (2005, p. 135), em seu artigo A Concepção bergsoniana de Tempo, “A numeração aparecia de imediato como o modelo de uma conservação dos momentos do tempo que abolia o seu caráter próprio, isto é, a sucessão”. Numeração essa que colocamos nos momentos que ocorrem no passado ou futuro.

Além do mais, se tudo fosse fragmentado em instantes não haveria movimento, como nos paradoxos do filósofo pré-socrático Zenão de Eléia (490 a.C.-460 a.C.), onde para se alcançar um ponto “A”, no decorrer do caminho, se fragmentaria em vários instantes, e nunca chegaria ao seu destino. Seguindo o pensamento de outro filósofo pré-socrático, Parmênides (515 a.C.-460 a.C.), que pensava o movimento como uma sensível ilusão, e que no ideal é imóvel.

A consciência sendo também parte da duração, faz com que, em cada um de nós, nos relacionamos em um diferente ritmo, cada um se relaciona com a duração de formas próprias, há um número indefinido de ritmos de duração. Mesmo sendo tão difícil entender o devir, Bergson ainda explicita, que essa dificuldade se dá pelas nossas funções cognitivas, que foram feitas para agir e não conhecer, como a inteligência criadora. A ação ocorre sobre objetos sólidos, a cognição se formou em um processo evolutivo.

O tempo é o real, a duração, e é vivido pela experiência de forma qualitativa. O tempo é a partir de uma metafísica e não de uma historicidade, é descoberta no plano psicológico, pela duração. Sendo a filosofia de Bergson uma filosofia do devir (do latim devenire), ela pensa o tempo como um processo contínuo, um movimento incessante. O psiquismo (da vida interior, e o exterior dela é matéria) é também puro movimento, uma sucessão de estados psicológicos, um puro fluxo da consciência. Desse modo, não há instantes, pois eles são tempos descontinuados. Decorre então, uma pluralidade de níveis de realidade, sem um sistema que determina uma realidade maior, nos mostrando que há outra maneira de conceber a parte com o todo, e Bergson faz uso disso de maneira monista.

Na inteligência, que tende a fixar o objeto de conhecimento no fluxo imparável da consciência, ela se volta para a matéria. Se o tempo é incessante, como fixar algo no meio disso? Assim, a inteligência fabrica e põe em uso tudo que ela é capaz por meios técnicos, modificando a matéria. Ela se sente confortável em propriedades prontas e paralisadas, por isso solidifica os conceitos e tudo que se interessa por conhecer, para assim não se seguir no fluxo, e manter em pensamento. Pode parecer uma contradição com o psiquismo, com essa vida interior incessante, mas eles se complementam, a matéria tendendo a extensão e a vida interior ou duração a intensão.

 

2.4. Sobre o método intuitivo na filosofia.

Esse método foi constituído, em especial, nas obras A Intuição Filosófica (1911) e A Introdução à Metafísica (1903), mesmo tendo aparecido em outras obras, nessas, foi feito um aprofundamento maior da intuição como método na filosofia. Ao falarmos mais sobre a intuição, nela vemos uma oposição ao que Bergson chama de análise, um método científico, sendo as duas formas de conhecimento. De um lado a duração na metafísica, e de outro, a matéria no científico. A análise científica utiliza a inteligência para cristalizar a realidade movente em símbolos, se baseando na materialidade e de objetos já conhecidos. 

Por conseguinte, utiliza a linguagem e os símbolos voltados para um modo estritamente prático, e para a ação no mundo. Como o prof. º Eduardo Soares Ribeiro (2013, p. 97) diz em seu artigo Bergson e a Intuição como Método na Filosofia, “A inteligência se utiliza da linguagem para realizar cortes no devir, efetuando por conta disso, uma espacialização daquilo que é temporal e exprimindo a duração sempre nos moldes da extensão.”. A inteligência, no entanto, fica no domínio da matéria, e serve para suprir as necessidades práticas.

A outra forma de conhecimento, a intuição, no âmbito metafísico, é encaminhada para uma interiorização em busca da duração, um aprofundamento dentro de si. A intuição, em Bergson, não é um simples conceito, mas um conceito metódico, que, na falta de termo melhor, o utilizou, logo, para demonstrar que a intuição não se prende a seu termo, a linguagem. Sendo o objeto do método intuitivo a duração, a busca por sua apreensão se daria como? Como esse método entra no movimento constituinte do ser? A duração por não ser passível de compreensão pela inteligência, já que a mesma solidifica o movimento e é voltada para a matéria, o que restaria para uma possível apreensão da duração seria o outro lado, a intuição. E é para isso que Bergson desenvolve esse método. 

Segue-se para a duração do “eu-profundo”, que se torna o eu-espírito, pois a intuição é o que atinge o espírito, um conhecimento do espírito pelo espírito é o que Bergson vai denominar de metafísica, e sua ferramenta é a intuição. E, diz o prof. º Eduardo (2013, p. 101), “A apreensão do espírito pelo espírito é o primeiro passo – que se inicia com a intuição interior – para adentrar nas coisas, nos objetos os quais queremos conhecer”. A intuição, como brevemente foi falado, é a coincidência, convergência, simpatia com o objeto e as coisas, uma abolição desse dualismo entre sujeito e objeto, se vê o objeto por ele mesmo, sem intervenção de linguagem alguma, conceitos ou símbolos, buscando somente a duração real.

A questão essencial, que Bergson enfrentou com dificuldades, foi a de utilizar esse método intuitivo de modo que seja outro senão a linguagem. Se utilizar a linguagem cairá na análise científica por meio da inteligência, se não a usar, não será possível a comunicar. Nesse sentido, Bergson, mesmo que pareça contraditório, utiliza a linguagem para expressar e comunicar a intuição, de forma a utilizar metáforas e imagens, que, com a afirmação que a metafísica é a ciência que pretende dispensar os símbolos, faz uso figurado, ou terceirizado, para infligir diretamente o espírito, sem a interferência de uma linguagem esquemática. 

De tal forma, Bergson não rejeita a linguagem, contudo, utiliza de uma nova linguagem para comunicar de maneira mais precisa a intuição, e nele estará imbuída com o máximo possível de aspectos da própria duração, além dos conceitos serem flexíveis, vívidos, em sua expansão e alargamento do conceito.

 

3. CONCLUSÃO

Em suma, ao concretizar o presente trabalho, o que foi exposto, desde o espiritualismo e filosofia bergsoniana até o método intuitivo, vimos que essa filosofia é uma filosofia da vida, e nos mostra os lados da metafísica entrelaçado por uma abordagem ainda científica, que quebra com a perspectiva que temos recorrente sobre tais temas. Ao pensar no próprio tempo, como sucessão pura e duração, tiramos de nossa vista o que antes denominamos de passado e futuro, pois tudo está no presente, e o que outrora fora está na memória, agora, nela é algo que se constitui a todo momento no agora, e no futuro como o inegavelmente inesperado. Deixando mais claro, tudo ocorre no presente, todavia, o que realmente acontece com a duração é o passado puro, pois a memória faz uso do passado a todo momento no presente, e o futuro já que ainda não é, não aparece nesta equação. Tudo se volta para a passagem de uma duração real.

Além de uma escrita fluida, as relações com a psicologia e outras ciências nos dá base de comparações mais sólidas e compreensíveis para estudar a fundo essa filosofia. Ao vermos sua proposta de restauração da metafísica, e críticas a Kant, percebemos que realmente a metafísica não está morta ou exterminada. Que há esperança, mesmo ilusória, nos faça desejar continuar propagando a pesquisa em questões metafísicas. 

 

4. BIBLIOGRAFIA

BERGSON, H. O Pensamento e o Movente: ensaios e conferências, tradução de Bento Prado Neto, 1ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

BERGSON, H. Ensaio Sobre os Dados Imediatos da Consciência, tradução de João da Silva Gama. Lisboa: Edições 70, Lda., 1927.

RIBEIRO, E. S. Bergson e a Intuição como Método na Filosofia. Kínesis, Vol. V, n° 09, julho 2013, p. 94-108.

WORMS, Frédéric. A concepção bergsoniana do tempo. DoisPontos, [S.l.], v. 1, n.1, dez. 2005. ISSN 2179-7412.