O MUNDO ENCANTADO DAS HISTÓRIAS

 

Elisangela Santos Costa Alabi

Rute Candida de Oliveira Figueiredo

 

No Centro Municipal de Ensino “Silvio Paternez” em que atuamos como professoras alfabetizadoras, com as turmas, 3º ano B e C Professora Elisangela, e 4º anos A e C Professora Rute, com o total de 140 alunos, 35 em cada turma. O projeto foi desenvolvido em sala de aula e fora em outras partes da escola, trabalhado através de atividades interdisciplinares, realização de rodas de leitura, envolvendo conto e reconto (oral); onde tivemos contação de histórias e de contos, feita por alunos, professores, coordenadora e algum convidado.  Leitura de vários contos, que têm na biblioteca da escola e em casa, escrita e reescrita de histórias (4º ano), e contos trabalhados com os alunos, propiciando aos alunos aulas diferenciados, tornando-as mais prazerosas. Segundo Busatto (2006 p 74): A intenção de inserir a história no contexto escolar é de propiciar, cultura, conhecimento, princípios, valores, educação, ética, além de contribuir para uma boa construção de relacionamentos afetivos saudáveis, como: carinho e afeto bons tratos, cuidados pessoais, reeducação alimentar, auto-estima. Onde as crianças têm prazer em ouvir e desta forma alcançando seus objetivos. Segundo Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) da Língua Portuguesa nos adverte que: A leitura na escola tem sido fundamentalmente, um objeto de ensino. Para que possa constituir também objeto de aprendizagem, é necessário que faça sentido para o aluno, isto é, a atividade de leitura deve responder do seu ponto de vista, os objetivos de realização imediata. (BRASIL, 1997, p.36).       As atividades foram desenvolvidas a cada quinze dias, onde a professora, alunos, a coordenadora e outros convidados apresentaram contos e contaram histórias, desenvolvendo a oralidade e escrita através do reconto das mesmas. Desenvolveu nos alunos, uma aprendizagem prazerosa, respeitando as dificuldades e trabalhando a motivação. Segundo Ferreiro (1985) coloca que pensar a alfabetização como aquisição de um código, tendo a escrita como transcrição da oralidade, é entender a aprendizagem como aquisição de uma técnica, sendo que basta o alfabetizando decodificar os sinais gráficos para ser considerado um leitor. Por outro lado, se entender a escrita como um sistema de representação, sua aprendizagem se converte na apropriação de um novo objeto de conhecimento, ou seja, em uma aprendizagem conceitual. A avaliação do projeto ocorreu durante todo o processo, de seu desenvolvimento, envolvendo a observação da atuação dos professores, considerando-se ainda, os avanços obtidos e demonstrados pelos alunos no decorrer e ao final do projeto. O projeto teve como objetivos melhorar a escrita e a leitura dos alunos, desenvolvendo sua linguagem oral e escrita, possibilitando os mesmos a terem contato com a Informatização existente, oferecendo meios para intensificar e diversificar a prática da leitura e escrita, usando a mídia e tecnologia para estimular imaginação e criatividade dos educando; Promover a linguagem oral e escrita; Propiciar o gosto pela leitura, despertando o senso-crítico; Ampliar o repertório de contos dos alunos; Recontar histórias através da linguagem oral e escrita. Segundo Rosado (1997) a entrada das tecnologias busca exclusivamente melhorar as condições de ensino em sala de aula, estimulando, chamando a atenção, mobilizando o aluno na aprendizagem de novos conhecimentos, informações adquirindo estes de forma significativas que venha de encontro aos seus interesses. Esses recursos tornam a aprendizagem mais criativa e interessante. Abramovich (1989, p. 16) salienta que “é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas histórias... “Escutá-las é o início da aprendizagem para ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descobertas e de compreensão do mundo”. Esperamos que, ao final do projeto, os alunos tenham prazer pela leitura e a arte, bem como exercitem o pensamento imaginário e sua criatividade.