Através dos jogos e brincadeiras, a criança tem maiores prioridades de explorar os objetos que os cercam, melhoram sua agilidade física, experimentam seus sentimentos e desenvolvem seu pensamento. Os jogos podem ocorrer somente com a criança, ou na companhia de outras crianças ajudando a compreender o valor de se agrupar para desenvolver determinada ação.(HUIZINGA citado por essa autora p.15) definem como: Uma atividade voluntaria exercida dentro de certos e determinados limites de tempo  espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias dotadas de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente da vida cotidiana”. Esses mesmos autores afirmam que o jogo pode transformar uma necessidade pré existente.

Kishimoto, 2000 Apud MARTINI defendem que tanto a brincadeira, quanto ao brinquedo e o jogo são ações que permeiam diretamente no desenvolvimento da imaginação, da representação simbólico, da cognição dos sentimentos, do prazer, das relações, da convivência, da criatividade e da autonomia infantil. Nesta esfera de pensamento observamos a relevância que o jogo propicia principalmente por desenvolver a motricidade, a mente, a criatividade.

O jogo não e somente um divertimento ou uma recreação{...} necessário justificar seu uso dentro da sala de aula. As crianças muitas vezes prende mais por meio dos jogos em grupos do que lições e exercícios (FRIEDMAN, 1996 citado por MARTINI,2010 p.35)

O jogo e indispensável para o desenvolvimento integral da criança, pois interage com afetividade, cognição, moralidade, sociabilidade e psicomotor. Sendo assim e recomendável sua pratica tendo inicio na educação infantil ampliando e amadurecendo e outras fases distintas do ser humano.

A partir da descrição e analise bibliográficas realizadas referente ao tema fica perceptível que o brincar e o brinquedo e outras categorias lúdicas são elementos essenciais na vida da criança.

Evidencia que o ato de brincar, inicia a construção dos conhecimentos e das habilidades para uma futura aprendizagem sistematizada, alem de contribuir tanto na linguagem oral e valores sociais.

Procuramos relatar que o brincar é o poder desenvolver uma ação prazerosa independente, na qual a criança confia em sua capacidade, percepção e limitações, estabelece vínculos afetivos e de trocas com adultos e outras crianças favorecendo assim a auto estima, a comunicação e interação social.

A ação do brincar faz com que a criança expresse emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidade. Para que isso ocorra ela se utiliza de diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita) associa as diferentes situações de comunicação fazendo-se compreender e ser compreendido ao expressar-se idéias e sentimentos. É o percurso que avança de forma continua no processo de construção de significados.

Buscamos evidenciar a importância que as brincadeiras, os jogos e os brinquedos são procedimentos metodológicos que involuntariamente estimula o desenvolvimento infantil de forma globalizado: social, físico, motor, moral, cognitivo e da linguagem. São ações que conduzem a primeira etapa do processo de aprendizagem dela, pois brincar é a tarefa principal para que ela aprenda a lidar com o seu mundo e corpo.

Desse modo, podemos concluir que o brincar para a criança não se restringe apenas para diversão, porem educa, socializa, constrói, pleno desenvolvimento de suas potencialidades.

O principal objetivo é reforçar o pensamento normativo que determina que todas as crianças tem direito de brincar, e que esta ação deve ser espontânea, prazerosa, para que assim o mesmo consiga atingir o real significado do brincar, proporcionando com que a criança adquira habilidades e competências quer seja fisicamente ou emocionalmente.

Entendemos que a brincadeira e uma ação construtiva, pois e o subsidio promovedor do seu bem estar, que ocorre naturalmente e espontânea.

FRIEDMMANN, Adriana. O direito de brincar: a brinquedoteca. 4ª edição. São Paulo: Abrinq, 1998. ________. O direito de brincar. São Paulo: Scritta Editorial, 1996. ________. A importância do brincar. Jornal diário na escola: Santo André/SP, 2003.

Huizinga, J. (2012). Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 7.ª ed. São Paulo: Perspectiva.

KISHIMOTO, Tisuko Morchida. Brinquedo e Brincadeira – usos e significações dentro de contextos culturais. In: SANTOS. Santa Marli Pires dos. Brinquedoteca: o lúdico em diferentes contextos. 7ª Edição. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002. ________. (org.) Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 7ª edição. São Paulo, SP: Cortez, 2003. ________. Jogos Infantis – O jogo, a criança e a educação. 12ª edição. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.

ADRIANA PERES DE BARROS- Graduada em: Pedagogia; Especialista em Educação Infantil e professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis.

ELÇA DOS SANTOS MACHADO - Graduada em: Pedagogia e Ciências Biológicas; Especialista em Educação Infantil e professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis.

GRACIELE CASTRO SILVA - Graduada em Administração pela UESP - FAIESP-UNIC- Campus de Rondonópolis.

JANE GOMES CASTRO, Graduada em Ciências Biológicas; Professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis.

LIDIANE DA SILVA XAVIER - Graduada em: Pedagogia; Especialista em Educação Infantil e professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis.  

RAQUEL SANTOS SILVA - Graduada em Letras; Especialista em Educação Infantil e professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis.

RENATA RODRIGUES DE ARRUDA; Especialista em Educação Infantil.