O Brasil é o quinto maior país do mundo em extensão territorial, com 8.511.965 km2, a quinta maior população mundial, com 192.304.735 habitantes (até o início do ano de 2010), e com o oitavo maior Produto Interno Bruto do mundo com 1,481.547 trilhão de dólares (dados do FMI, em outubro de 2009). Entretanto, mesmo com o gigantesco potencial econômico, político e social, o Brasil possui somente 29.706 quilômetros de extensão de malha ferroviária, com ligações ferroviárias com a Argentina, a Bolívia e o Uruguai.
Nos países nos quais existem dimensões territoriais continentais comparados com as extensões territoriais brasileiras, as malhas ferroviárias são muito maiores.
É indispensável que o Governo Federal realize investimentos que aumentem a malha ferroviária brasileira, além de melhorar o Sistema Ferroviário atual, contribuindo para enriquecer a Economia Brasileira, além de consequentemente melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro.
Este trabalho tem como objetivo de fornecer informações sobre o estado da atual malha ferroviária brasileira, informar sobre a necessidade do Governo Federal em incentivar o Transporte Ferroviário Brasileiro, para contribuir com o aumento da Economia Brasileira, podendo contribuir com o aumento da qualidade de vida do povo brasileiro. Além de lançar uma idéia de como melhorar este tipo de Sistema de Transportes, o qual nunca deveria ser esquecido ao longo da História Brasileira, dado a sua enorme importância para o desenvolvimento econômico-social brasileiro, além de ressaltar da importância em se investir no Sistema Ferroviário Brasileiro contribuindo com menores custos econômicos devido a enorme extensão territorial nacional.
A atual malha ferroviária brasileira encontra-se em condições precárias, encontrando-se sucateada e esquecida pelo Governo Federal e principalmente pelas empresas privadas, que pouco investem na área de transportes. As conseqüências do sucateamento da malha ferroviária brasileira são inevitáveis.
Teoricamente, o sistema ferroviário brasileiro poderia muito bem transportar muito mais cargas e passageiros, considerando a enorme extensão territorial brasileira, e os custos que podem ser muito menores do que forem transportados por rodovias, hidrovias, e por transportes aéreos. Na prática, o sistema ferroviário brasileiro infelizmente transporta poucas cargas e passageiros, sendo considerado grande desperdício nacional de gastos.
Nos países nos quais existem dimensões territoriais continentais comparados com as extensões territoriais brasileiras, as malhas ferroviárias são muito maiores. A malha ferroviária nos outros países do mundo, em comparação:
? A França contém cerca de 35 mil quilômetros de malha ferroviária (1,17 vezes maior que a malha ferroviária brasileira);
? O pequeno Japão contém cerca de 43 mil quilômetros de ferrovias (cerca de 1,4 vezes maior) ;
? Na China são cerca de 60 mil quilômetros (pouco mais de 2 vezes maior);
? Na Índia são cerca de 63 mil quilômetros (cerca de 2,12 vezes maior); Na Rússia são cerca de 85 mil quilômetros (cerca de 2,8 vezes maior);
? Nos Estados Unidos são cerca de 226 mil quilômetros de extensão (cerca de 7,6 vezes maior).
Lembrando sempre que a França e o Japão são países ricos e desenvolvidos, com maior malha ferroviária que o Brasil, mas com tamanho de Estados Brasileiros.
Através dos poucos e esquecidos 29.706 quilômetros de extensão de malha ferroviária, o Brasil transporta somente 23% da carga da Economia do país, sendo que a média dos outros países grandes países como o Brasil é de cerca de 40%. Para se ter uma idéia, a Rússia (que é o maior país do mundo em extensão territorial) com 85 mil quilômetros de extensão ferroviária, transporta cerca de 80% da carga da Economia.
O transporte de cargas e passageiros no Brasil é extremamente dependente da atual e também sucateada malha rodoviária brasileira, levando-se em conta algumas exceções. Deve-se levar em consideração que ao priorizarmos o sistema rodoviário no transporte de cargas e passageiros, estamos dependendo somente de uma malha de transportes, que por sinal também está muito carente de recursos, grandes gastos com combustíveis e desgates das rodovias ao longo do tempo, além de maiores possibilidades de acidentes de trânsito, envolvendo perdas materiais e o mais importante: perdas de vidas insuperáveis e irreparáveis.
Alguns estudiosos crêem que o custo de implantação do Sistema Ferroviário é muito alto, e, portanto o Governo Federal não deveria investir nesta importante e indispensável área econômica para o desenvolvimento econômico-social brasileiro. Entretanto, o custo transporte rodoviário é maior ainda, levando-se sempre em consideração, a instalação de policiamento ao longo das rodovias, as emergências quando há acidentes, além do custo de congestionamentos incluindo a poluição nas cidades maiores. Investir no Sistema Ferroviário nacional significa descentralizar e aliviar a sobrecarga do transporte de cargas e pessoas, das já defasadas Rodovias e Aeroportos brasileiros.
O investimento de maiores recursos econômicos na área de transporte ferroviária torna-se indispensável para maior integração geográfica brasileira, além da expansão econômica do país, contribuindo para melhoria da qualidade de vida do povo.
Muito se discute sobre a real necessidade atual do Trem de Alta Velocidade (TGV) Rio-São Paulo, quando muito se deve investir na Saúde, Educação, Geração de Empregos, Segurança Pública, e Investimentos na Infra-Estrutura Brasileira. Mesmo que as empresas ferroviárias do Estado tenham sido privatizadas, ainda atualmente o Brasil não possui malha ferroviária muito melhor, devida puramente à falta de concorrência. Atualmente, o Brasil não precisa gastar muitos bilhões de reais com um Trem Bala, interligando somente três grandes cidades brasileiras (além das cidades que estiverem ao longo do caminho), enquanto o povo brasileiro precisa urgentemente de mais recursos econômicas para outras áreas sociais, como Saúde, Educação, Segurança Pública, Geração de Empregos, e investimentos em outras obras de Infra-Estrutura de caráter mais urgente.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) regula e impossibilita a concorrência, burocratizando e atrasando a entradas de novas empresas na área, o que consequentemente atrasa ainda mais a já atrasada e deficiente malha ferroviária brasileira.
O Governo Federal poderia encerrar a ANTT e privatizar as empresas do Setor Ferroviário Brasileiro. Através dessas medidas, a ANTT não poderá mais impossibilitar a concorrência, evitando a burocratização da entrada de novas empresas na área, o qual somente atrasa ainda mais no planejamento, investimentos e execução de obras do setor ferroviário Brasileiro, os quais são inquestionavelmente importantes para o desenvolvimento sócio-econômico brasileiro, além de maior integração espacial nacional.
Através dos grandes recursos econômicos obtidos através da privatização das empresas ferroviárias, o Governo poderia investir nas necessidades básicas das populações carentes, como Saúde, Educação, Geração de Empregos e Infra-Estrutura. Assim, deixaria o mercado ferroviário para as empresas privadas realizarem os seus planejamentos e investirem no setor com o objetivo de obter lucros, gerando empregos, enriquecendo os trabalhadores, beneficiando a economia, além de beneficiar os usuários de transporte ao agilizar os investimentos e os trabalhos no planejamento, investimentos financeiros e execução das obras.
Em pouco tempo, empresas privadas do setor ferroviário de todo o mundo poderiam planejar, investir e trabalhar para instalar sua malha ferroviária, em concorrência uma contra as outras, de modo ao preço dos transportes serem relativamente baixo para os usuários de transporte ferroviários do Brasil.
No que atualmente temos praticamente congestionamentos e diversos problemas relacionados ao transporte, através da privatização das empresas do setor ferroviário, o Governo deixaria sua responsabilidade para as empresas privadas, de modo a melhor investir nas necessidades básicas da população.
As empresas privadas que não forem competentes em seu planejamento, investimentos e execução das obras, colocando preços altos para o povo, tenderiam a entrar em falência, em contraste com competentes empresas privadas, que planejaria, investiria e executaria obras do setor ferroviário de qualidade, além de oferecer baixos custos para a população, para vencer a concorrência das outras empresas.
A Economia demanda a concorrência de empresas competentes, oferecendo ao povo a total liberdade de escolha de bens e serviços de qualidade para toda a população. A privatização das empresas de transporte ferroviário governamentais ofereceria toda esta gama de oportunidades, além de o Estado ser livre dos cuidados do transporte público, com maiores oportunidades de gerenciar as necessidades básicas da população brasileira.
Através das privatizações do setor ferroviário, empresas do mundo inteiro planejariam, investiriam e executariam suas obras, oferecendo a oportunidade de interligar diversas cidades brasileiras, mesmo que longínquas, com a máxima qualidade possível para vencer a concorrência. O povo brasileiro teria a liberdade de viajar pelo Brasil através de ferrovias que seriam da máxima qualidade (para vencer a concorrência de outras empresas privadas ferroviárias), melhor interligando nosso espaço nacional, oferecendo maiores oportunidades de empregos no planejamento, e execução da mão-de-obra das construções das ferrovias, além de cidades menores terem a oportunidade de se melhor se desenvolverem economicamente e consequentemente socialmente através da interligação do espaço geográfico nacional.
O Brasil possui imenso potencial econômico, tecnológico, social e natural para ser melhor explorado. A privatização das empresas públicas ferroviárias seria talvez, a melhor saída para que ocorra maior progresso ferroviário nacional.
A realização de maiores investimentos na área de transportes, considerando-se a área ferroviária, torna-se indispensável para a maior integração do espaço geográfico nacional, a melhoria da qualidade de vida da população, além de facilitar o deslocamento do povo brasileiro, a distâncias longínquas do território nacional.

Referência Bibliográficas:
STEFANI, Celia Regina Baider - O sistema ferroviário paulista- um estudo sobre a evolução do transporte de passageiros sobre trilhos;Universidade de São Paulo/ Faculdade de Filosofia , Letras e Ciências Humanas/Departamento de Geografia; São Paulo, 2007
http://www.transportes.gov.br/bit/inferro.htm
http://fredthiens.blogspot.com/2007/10/triste-malha-ferroviria-brasileira.html
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=747
http://www.antonioermirio.com.br/artigos/transp/05fol641.htm
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