O amor traz várias possibilidades e define alguns caminhos na vida das pessoas. O amor em todas as suas vertentes e com todos os seus efeitos, bons e ruins. Mesmo quando faz as pessoas sofrerem o amor dá a sensação de que os momentos bons foram superiores e ficarão marcados mais do que as fases ruins. Causando o que for, continuação ou solidão. Com resquícios, ainda que com mágoas ou migalhas. Mas acreditar que o amor pode dar certo talvez seja mesmo o bonito da vida – senão ela mesma não teria sentido. Acreditar que em meio a tantas pessoas diferentes e indiferentes, que em meio a tantos conceitos e preconceitos, que em meio a tantas formas deformadas de se buscá-lo, ainda que na aparência ou em quem se é (ou se busca ser – ou que deveria ser – ou que talvez seja), acreditar que o amor pode sim dar certo. Seria o único motivo, a única razão, ou quem sabe a mais forte de todas, carregar no coração a crença de que somente o amor preenche aquele vazio, aquele espaço escuro, aquela lacuna. E que abre um mar de novas possibilidades... Amar sem mesmo carregar amor no coração. Sair de casa sem esperança, por não esperar nada além de olhares frios e sorrisos irônicos, mas não deixar de lado essa sentimentalidade meio racional, porque a probabilidade não existe para os casos práticos (e que ninguém ouse provar o contrário). Nunca por ser cético e pessimista, nunca por ser cego e otimista, nem por sentir com exacerbado sentimento por falta provada de “maturidade emocional”, mas afinal, o amor pode dar certo! O amor deve dar certo. Ou talvez, um dia, o amor dê certo...

 

Texto escrito por Johney Laudelino da Silva em 21/12/2011.

 

Complementado pelo vídeo da música Amado – Vanessa da Mata http://youtu.be/3_bNqri4TBc inspirado no filme “O amor pode dar certo”