INTRODUÇÃO
É sabido que os jardins mais rudimentares começaram a ser construídos no período em que o homem deixa de ser nômade e se organiza em sociedade, tendo desta forma a necessidade de cultivar plantas para seu próprio sustento a qual essa atividade começa a ter uma função precípua de cunho utilitária.
Deste momento em diante, é nítida a incorporação do ato de cultivar para sua própria subsistência com a junção de elementos epistemológicos, filosóficos, históricos e culturais inerentes a cada tribo e/ou sociedade, uma vez que os conhecimentos inerentes à agricultura, o plantio e ao cultivo vem se aprimorando a cada dia e sendo repassado de gerações para gerações.
"O fato de ensinar a nossos semelhantes e de aprender com nossos semelhantes é mais importante para o estabelecimento de nossa humanidade do que qualquer um dos conhecimentos concretos que assim se perpetuam ou se transmitem. (SAVATER, p. 41)".
Assim sendo, com o passar dos tempos, o homem vai deixando de lado a rudimentariedade desse processo e começa a agregar também às atividades de plantio, valores simbólicos, culturais e estéticos, desempenhando além das funções citadas, acrescentando ainda as funções: sociais, econômicas e finalmente, funções ecológicas para reparos antrópicos junto à natureza (Rocha, 1999).
Contudo, este trabalho tem como escopo os Jardins Botânicos, onde os primeiros J.Bs tiveram seu surgimento na Europa, no século XVI, estes objetivavam ao estudo de plantas medicinais através do cultivo e herborização das espécies com potenciais terapêuticos, neste local buscava-se a identificar e comprovar tais propriedades, formando assim as coleções pioneiras de plantas para fins totalmente científicos.
Porém, foi durante o século XVIII, em Portugal, após um impulso ocorrido pela descoberta da exuberante flora existente no denominado "Novo Mundo", que os europeus que já utilizavam de tais jardins decidiram com o feito da descoberta a se dedicarem as novas construções botânicas e estufas para que pudessem abrigar as mais variadas espécies de plantas tropicais recém-chegadas a seu país. Desde então, os Europeus ampliaram consideravelmente seu poder de estudos e observações na área botânica, mas sem
abandonar seu objetivo inicial, ou seja, a pesquisa envolvendo a potencialidade terapêutica da flora ali presente até então.
Sob vários aspectos, os Jardins Botânicos além de servirem como berçários para a vida vegetal e dos fungos estes estão intrinsecamente ligados na atuação para a resolução de problemas no que se refere à conservação, principalmente de espécies vulneráveis ou raras que estão ameaçadas de extinção ou mesmo as que já estão extintas do meio natural.
Uma das prioridades destes locais está ligada a tudo que diz respeito à preservação da biodiversidade vegetal por ser um lugar protegido e monitorado, assim, as espécies não sofrerão com ações antrópicas como ocorrem na natureza selvagem.
Os jardins botânicos tem se consolidado, principalmente nas últimas décadas, onde de forma gradativa, além destes locais se transformaram em espaços protegidos com as condições ideais onde as pesquisas científicas na área da botânica e das ciências afins se alicerçam a cada dia. Vale destacar também que um dos pilares idealistas dos jardins botânicos é demonstrar a gravidade que os impactos ambientais causam; não só na natureza, mas a todo o ciclo da vida pela falta da vegetação em seus habitats naturais, incluindo ao próprio homem, uma vez que ele também esta inserido ao meio.
No ambiente botânico, além de se ter a manipulação do “fazer ciência” através das pesquisas ali desenvolvidas, é feito um trabalho em concomitância com tais pesquisas. Pois estas pesquisas se entrelaçam no despertar para a conscientização dos homens sobre os efeitos negativos da perda da biodiversidade, motivando-os desta forma na participação consciente de que se pode viver através dos recursos da natureza, usufruir de sua beleza cênica e ao mesmo tempo ter um desenvolvimento pleno em sua qualidade de vida.
Com base nestas prerrogativas e que aqui se pode afirma sobre a importância do desenvolvimento e a aplicabilidade de conhecimentos empíricos nas áreas da Educação, seja ela Ambiental ou não, orientando e norteando a todas as faixas etárias sobre o ato de preservar, concentrando esforços e buscando estratégias voltadas para o censo comum ao que tange a preservação e conservação da biodiversidade e todas as suas áreas1 e nuances.
1 Seja nas áreas vegetal, animal, aquática, etc.
Pois, somente com o desenvolvimento e aplicação de Politicas Públicas eficientes que tratem sobre todas as problemáticas ambientais é que se irá estancar esse problema. É notório que a propositura de novas estratégias sobre este tema vem ganhando força no cenário nacional, principalmente as voltadas para a flora local de acordo com cada região ou habitat. Sendo assim, pode-se citar uma das mais importantes conquistas em prol da flora e sua preservação que está contida da Resolução 266 do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, que se alia a outras formas contributivas para sustentabilidade ambiental em nosso país, e porque não de todo o planta.
1. OS JARDINS BOTÂNICOS E A ATUALIDADE
De inicio, é preciso entender a essência do que são Jardins Botânicos e Estufas e qual suas funcionalidades. Sabemos que os Jardins botânicos são destinados à coleção, cultivo e exposição de uma gama muito ampla no que diz respeito à diversidade de plantas, onde estas estão dispostas em conformidade com o nome botânico. Podendo pertencer a suas coleções internas espécies especializadas como, por exemplo, os cactos2 (cactáceas) e suculentas, ervas aromáticas3, em alguns deles com exemplares pertencentes às diversas regiões do mundo.
Apesar de as estufas apresentarem a mesma proposta dos J.Bs, estes se diferem por ser terem tamanho bastante reduzido e serem utilizados com a finalidade a se alcançar o melhor desenvolvimento da planta. Assim, a função de uma estufa é a de proteger as plantas que são condicionadas em seu interior, mantendo as melhores condições para seu perfeito desenvolvimento até a fase do cultivo. Esta estrutura menor é importante por reter melhor o calor do sol conservando-o por mais tempo em seu interior.
2 Todo cacto é uma suculenta, mas nem toda suculenta é cacto.
3Alfavaca (Ocimum basilicum); Cebolinho (Allium schoenoprasum);Manjerona (Origanum majorana); Erva-cidreira (Melissa officinalis); Hortelã-pimenta (Menta piperita); Orégão (Origanum vulgare); Salsa (Petroselium hortense)
Atualmente, mais e mais jardins botânicos e estufas, estejam eles em qualquer parte do mundo, estão concentrando seus esforços para manter ou pelo menos minimizar os graves problemas ambientais como abordado anteriormente. Onde umas das causas mais recorrentes que envolvem o desencadeamento dos problemas ambientais estão ligadas a destruição e da fragmentação de habitats em todo o planeta, ocasionando a alta taxa de extinção das espécies vegetais. (MMA:JBRJ: RBRJ, 2001)
Para tanto e sobre a diversidade Biológica (CDB) em seu cenário sobre conservação, e visto que os esforços mundiais para mitigar a perda de várias espécies vegetais não estão surtindo seus efeitos na velocidade em que se esperava.
Na tentativa de reversão para esta situação, faz-se saber que os jardins botânicos cada vez mais tem se aliado aos movimentos regulados pelas organizações que preconizam as diretrizes referentes à conservação da vida vegetal em todo o Globo, aqui pode-se citar o caso da "Estratégia Global para a Conservação de Plantas". Que tem como objetivos:
1. O objetivo final e de longo prazo da Estratégia Global para a Conservação de Plantas é conter a corrente e continuada perda da diversidade de plantas.
2. A Estratégia fornecerá uma estrutura para facilitar a harmonização entre iniciativas existentes que objetivam a conservação de plantas, para identificar lacunas que careçam de novas iniciativas, e para promover a mobilização dos recursos necessários.
3. A Estratégia será uma ferramenta para o aprimoramento da abordagem ecossistêmica para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade, enfocando o papel vital das plantas na estruturação e no funcionamento de sistemas ecológicos e garantindo a provisão dos bens e serviços proporcionados por tais sistemas. (MMA/SBF, Brasília. 2000).
Esses pilares estabelecem objetivos e as metas para a orientação junto os jardins botânicos e seu desenvolvimento, suas estratégias, seus planos de ação. Visando à cooperação entre os governos para o cumprimento de seus compromissos perante a
conservação biológica. (MMA/SBF, Brasília. 2000). Mas ao longo dos tempos, nem sempre houve essa consciência por parte dos governantes.
Contudo, e em conformidade com o “Botanic Gardens Conservation International/MMA” (2001),vale ressaltar que atualmente existam em todo o mundo cerca de 1.700 (um mil e setecentos) Jardins Botânicos consolidados, se olhado pelo lado do que já foi degradado e a quantidade de espécies vegetais no rol de extintas ou que estão ameaçadas de extinção, este número e muito pequeno, e isso resulta de que ainda se há muito a ser feito a este respeito.
1.1 Criação e Regulação dos Jardins Botânicos no Brasil
No Brasil de acordo com o “Relatório Nacional para a Conservação sobre a Diversidade Biológica” (1999), existem apenas 36 Jardins Botânicos, dos quais nem todos são reconhecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA, isso é um número muito pequeno se comparado à dimensão territorial de nosso país e sua megabiodiversidade existente.
A Resolução 266 - CONAMA foi criada para se estabelecer as diretrizes para a criação, normatização e funcionamento, definindo os objetivos e uma classificação para os jardins botânicos brasileiros.
RESOLUÇÃO CONAMA Nº 287, DE 30 DE AGOSTO DE 2001.
Dá nova redação a dispositivos da Resolução CONAMA nº 266, de 3 de agosto de 2000, que dispõe sobre a criação, a normatização e o funcionamento dos jardins botânicos, e dá outras providências.
No território Brasileiro, a iniciativa para se fomentar um jardim botânico vem desde o século XVII, ordenado pelo então príncipe Maurício de Nassau, a priori, esse jardim fazia parte das dependências do Palácio de Friburgo na cidade de Recife (PE), entre os anos de 1637 a 1644 (Hoehne, 1946).
Em seguida registra-se o jardim botânico do Grão Pará que foi implantado em Belém (PA) em 1798, tendo como objetivo a aclimatar espécies exóticas e a domesticar plantas nativas. Este jardim teve um papel importantíssimo para o intercâmbio de vegetais entre os jardins botânicos, o que veio a concretizar a rede de jardins botânicos luso-brasileira entre os anos de 1796 e 1817 (SANJAD, 2003). Contudo, a experiência bem
sucedida que houve neste jardim botânico serviu de alicerce para a criação de outros como o do Rio de Janeiro (RJ), o de Olinda (PE), o de Ouro Preto (MG) e o de São Paulo (SP), Salvador (BA), Cuiabá (MT), e em Aracajú (SE). Curitiba (PR) (BENDAGA, 2008), dentre outros esparramados em quase todo território nacional.
No estado do Rio de Janeiro, o Jardim Botânico foi implantado no ano de 1808, este foi consolidado e ampliado como sendo o principal sítio para a recepção de espécies vegetais vindas principalmente de Belém e Caiena4, sendo este se tornou um importante centro de aclimação de especiarias, tendo como atividades que incluíam o aperfeiçoamento do transporte e manuseio tanto de mudas quanto de sementes.
Deste modo, logo se viu a necessidade da construção de viveiros para que pudessem ser feitas tais semeações, sobretudo quanto à observação e estudo destas amostras sob suas necessidades germinativas, como a quantidade de água, de incidência de luz solar, sombra, etc.
Como citado anteriormente, o Jardim Botânico localizado em Olinda no Estado de Pernambuco foi o segundo a ser construído no País, tendo como título "Real Viveiro de Plantas de Olinda", este local foi um importante instrumento de intercâmbio entre instituições estrangeiras, principalmente das espécies vindas de Paris. Este jardim em particular entrou numa rápida decadência devido às rivalidades que existiam entre as cidades de Pernambuco e de Olinda. Unidade esta que permaneceu em atividade por apenas 43 anos, sendo vendida em hasta pública5 no ano de 1854, passando a ser desde então uma propriedade particular. Hoje resta muito pouco sob o ponto de vista botânico, paisagístico e cientifico deste local.
Contudo, em vários estados do território nacional encontramos vários jardins botânicos como citado anteriormente, os quis tem contribuído de forma significativa para o processo de conhecimento e aperfeiçoamento do “fazer ciência”.
“A ciência é baseada no que podemos ver, ouvir, tocar etc. Opiniões ou preferências pessoais e suposições especulativas não têm lugar na ciência. A ciência é objetiva. O conhecimento científico é conhecimento confiável porque é conhecimento provado objetivamente”. (CHALMERS, p.23).
4 Caiena – localiza-se na Guiana Francesa
5 Hasta Pública. Venda judicial de bens do devedor, observado o preço da avaliação a fim de ser rateado, com o respectivo produto, o pagamento da dívida. Distingue-se do leilão, porque, neste, a arrematação é feita pelo maior lance, ainda que inferior ao limite da avaliação.(fonte: jusbrasil.com.br)
Ainda assim destacam-se alguns dos Jardins Botânicos encontrados no Brasil:
1.1.1 Em Ouro Preto (MG)
Esta unidade foi criada pela coroa portuguesa, a qual foi inaugurada em 2 de setembro de 1825. Seu surgimento se deu por determinação real com o objetivo de que fosse cultivado naquele local espécies tanto nativas quanto exóticas, assim como a amoreira (Morus nigra) para a criação de bicho-da-seda e o chá-da-índia (Camellia sinensis), dentre outras espécies.
1.1.2 Em São Paulo (SP)
O Jardim Botânico do Estado de São Paulo foi criado no ano de 17996 por ordem do rei regente da época. Teve papel importante na historia do Brasil por estar contido em uma parte da reserva de Mata Atlântica7, onde guarda as nascentes do Riacho Ipiranga, palco de nossa Independência.
Neste ambiente, entre suas coleções de espécies vegetais pode-se encontrar:
- 32 espécies e 142 acessos de plantas da família das Acácias - Acerácea;
- 130 espécies e 1.700 acessos de plantas da família das Bromélias - Bromeliácea;
- 15 espécies e 17 acessos de plantas da família dos cactos – Cactácea;
- 20 espécies e 27 acessos de plantas da família das Gesneriácea;
- 45 espécies e 135 acessos de plantas da família das magnólias - Marantácea-,
- 700 espécies e 16.000 acessos de plantas da família das Orquídeas – Orchidaceae, e
- 27 espécies em 27 acessos de ervas-medicinais.
6 Dom João VI (nome completo: João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís António Domingos Rafael de Bragança) fonte: wilkipedia
7 A Mata Atlântica é um bioma de floresta tropical que abrange a costa leste, sudeste e sul do Brasil, leste do Paraguai e a província de Misiones, na Argentina. Seus processos ecológicos evoluíram a partir do Eoceno, quando os continentes já estavam relativamente dispostos como estão hoje. A região é ocupada por seres humanos há mais de 10 000 anos. A partir da colonização europeia, e principalmente, no século XX, a Mata Atlântica passou por intenso desmatamento, restando menos de 20% da cobertura vegetal original. fonte: wilkipedia
Ainda dentro do J.B. de São Paulo, o qual possui um museu botânico conhecido como “lago das ninfeias”, o jardim de Lineu8, estufas com exposições de amostras permanentes, túnel de bambus, bosque de pau-brasil9 e um orquidário.
Os Jardins Botânicos sem dúvida alguma tem relevante importância, e um papel vital na conservação da vida vegetal, não simplesmente pelo fato de a lista das espécies vegetais estarem crescendo dia-pós-dia, mas por terem uma atuação bastante ativa no processo educacional bidirecional10, pois sem esse processo, estes jardins seriam incapazes de atingirem as metas das quais se propuseram desde sua criação.
Aqui se destacam dois Jardins Botânicos de suma importância existentes no Brasil e sua relevância para a proteção no que tange a vida vegetal, contudo, como ressaltado anteriormente, existem destes ambientes espalhados por quase todo o território nacional, pois deveriam estar presentes em cada Unidade da Federação, só que para o presente momento isso se torna uma utopia acreditar em curto prazo que as questões ambientais seriam um projeto de primeiro plano para a sociedade moderna.
Mesmo diante dos encalços apresentados, nota-se que um dos princípios norteadores para este trabalho diz respeito à educação e a conscientização para o quão importante são as plantas, tanto para os seres humanos quanto ao ecossistema local e global.
Para se ter uma real noção acerca desta problemática, foi criada “A lista vermelha das espécies vegetais ameaçadas de extinção”, a mesma foi elaborada para chamar a atenção em relação às ameaças que os vegetais e seus habitat enfrentam. Esta lista, no entanto, será abordada em momento oportuno.
Assim, ao se fazer um paralelo entre esta lista e em se tratando sobre os jardins botânicos, pois estes podem ser o viés que faltava para conduzir a sociedade a um pensar diferente sob as formas de proteção da biodiversidade. (REDE BRASILEIRA DE JARDINS BOTÂNICOS, 2004).
8 Carl Nilsson Linnæus, em português Carlos Lineu, e em sueco após nobilitação Carl von Linné, latinizado Carolus Linnaeus foi um botânico, zoólogo e médico sueco, criador da nomenclatura binomial e da classificação científica, sendo assim considerado o "pai da taxonomia moderna" 9 O pau-brasil ou pau-de-pernambuco - Paubrasilia echinata, também chamado arabutã, ibirapiranga, ibirapitá, ibirapitanga, orabutã, pau-de tinta, paupernambuco e pau-rosado é uma árvore leguminosa nativa da Mata Atlântica, no Brasil.
10 Educador-Aprendiz e Aprendiz-Educador
É valido aqui se pensar também sobre os preceitos da Educação Ambiental (EA) uma vez que esta envolve diretamente a construção de valores, principalmente os sociais, que transmite conhecimentos, habilidades e, sobretudo competências que estão vinculadas à conservação e o comprometimento na resolução de problemas passados, presentes e futuros, buscando assim, uma maior harmonia do homem para com o meio e a vida como um todo.
“Um dos princípios básicos na EA é o reconhecer que a proteção da diversidade de todas as formas de vida é essencial para a sobrevivência também dos seres humanos”. (GENEBALDO 2004)
Para tanto, essa visão educacional – seja a educação formal ou informal - esta deve estar diretamente atrelada às situações pedagógicas no que se refere ao aprendizado, onde os professores, os alunos, e sem esquecer a comunidade para que sejam um único “corpo”, para que os mesmos sejam capazes de construir/reconstruir as relações histórico-culturais com a biodiversidade que esta a sua volta. (PHILIPPI JUNIOR E PELICIONE, 2002).
Sob um aspecto mais regionalista da aplicação da Educação Ambiental dentro do Jardim Botânico de Poços de Caldas – MG, por exemplo, apesar de ter como uma de suas metas a preservação da flora (assim como todos os demais), aplica-se a esta metodologia no planalto regional local, fazendo isso através de pesquisas, desenvolvendo e aplicando a educação ambiental, sempre observando os preceitos científicos e legais, contribuindo dessa forma para a meta global no que tange a manutenção da biodiversidade como um todo.
1.2 ATITUDES COMPORTAMENTAIS
Todos os povos tem que entender que “Educação” seja ela advinda do aspecto ambiental ou formal, não se resume simplesmente o ato de informar, tem-se que transmitir conhecimentos. Se os jardins botânicos por sua vez estão se propondo a passar uma mensagem pautada somente no conservacionismo, este, assim como nós, precisa ser estimulado a uma mudança, mudanças que envolverão as atitudes e os comportamentos, onde para nós “seres humanos”, é sabido que desde as mais remotas eras, o homem tende a
interpretar o mundo tendo como ponto de partida uma estrutura particular de percepção e pensamentos advindos através de seu contexto geográfico, de sua cultura, de sua língua, de sua classe, de seu credo, de suas ideologias, de sua etnia, de sua idade, de sua nacionalidade do seu sexo, e de sua raça.
Tais elementos influenciam de forma direta em nossas opiniões e decisões e na maneira de como devemos encarar a vida, desta forma, os projetos educativos podem e devem dar a oportunidade aos indivíduos que se auto avaliem.
Ao abranger tais atitudes e seus comportamentos no que diz respeito de sua relação com a natureza, é que se terá um novo prisma realmente conservacionista, e para se obter isso, os educadores precisam saber quais as ferramentas corretas a serem utilizadas para saber ensinar, transmitindo assim “saber” para que se obtenha o completo “aprender” dos educandos, através da decodificação das informações a eles transmitidas.
2. PÚBLICO ALVO DOS JARDINS BOTÂNICOS
Um passo importante para a formulação e concretização de um plano Educacional dentro dos ambientes botânicos é tangenciado por uma definição primária de qual será seu público alvo no que se refere a cada um dos projetos que serão desenvolvidos in loco, onde o aprendiz tem que ser despertado para um pensamento critico e contextualizado, assim decodificando impar as informações recebidas, onde o próprio Jardim Botânico poderá decidir e separar especificamente seu publico, onde estes poderão ser as pessoas que já tem o hábito de visitação ou buscar a atingir aqueles que ainda não os visitam.
A realização de um levantamento destes grupos ajudará a traçar estratégias e abordagens com base em planos motivacionais sendo que seu público alvo estará inserido em pelo menos alguns dos seguintes grupos:
Onde a abordagem direcionada para as escolas poder-se-ão alcançar desde a pré-escola, quanto os ensinos fundamentais e médios, tendo desta forma uma gama diversificada de alunos com as mais variadas faixas etárias;
Abordagem direta aos Professores – tanto profissionais quanto estagiários - Vale ressaltar que se ao treinar 30 destes profissionais sobre as questões ligadas a botânica e a vida vegetal, estes poderão atingir 30 vezes o número de pessoas contidas em cada série e em cada faixa do ensino.
Ao se abordar as Faculdades e Universidades são visto que as ciências vegetais, principalmente no que dizem respeito às áreas da botânica, tais disciplinas estão cada vez menos sendo oferecidas como disciplinas obrigatórias dentro de certas instituições universitárias no Brasil e em muitos outros países. Para tanto, é notório e perceptível que os jardins botânicos e as estufas estão cada vez mais sendo utilizados como recurso subjetivo no desempenho do papel pedagógico curricular para o aprendizado de tais disciplinas.
Na abordagem quanto a Clubes jovens, e, diga-se de passagem, é um alvo interessante, pois em muitos países se tem um órgão mentor que coordena esses clubes jovens.
Na abordagem aos Pais, onde se sabe que muitos deles para acompanharem seus filhos acabam por fazer serviços voluntários em escolas e clubes, o que os tornam bons receptores para a propagação das informações voltadas a preservação.
Aos Fazendeiros e horticultores, O trabalho em conjunto com este grupo é valido no sentido a desenvolver a conscientização sobre formas mais sustentáveis no manuseio e cultivo da terra.
Sobre as Empresas, onde se sabe que a base da economia de grande parte de muitos dos países espalhados pelo globo estão diretamente ligadas na exploração cultivo das plantas (Agricultura). O jardim botânico entra nessa questão por desempenharem um papel importante no esclarecimento da comunidade empresarial através de pareceres emitidos por seus profissionais.
Aos Patrocinadores em potencial por estarem ligados diretamente em muitas das vezes com os governos federal, estaduais e municipais, com empresas, organizações não governamentais (ONG’S). As secretarias de educação, com instituições de caridade, dentre outros.
E por fim, a abordagem ao público em geral que inclui tanto os visitantes quanto os não visitantes dos jardins botânico.
Deste modo, os jardins botânicos começam a reconhecer o importante potencial nesses diferentes grupos na propagação das mensagens sobre a conservação da natureza e de toda a vida vegetal.
Após se ter essa classificação e separação dos grupos como citado acima, se faz necessário também apontar que cada material didático empregada para cada ação, deve estar em conformidade com suas necessidades internas de cada local. Pois somente através de uma adequada avaliação é que se poderá garantir que todo o acervo produzido in loco apoie nas metas e nos objetivos explícitos em cada um dos projetos educativos propostos.
Assim como através dos recursos criados por livros como apoio didático, de vídeos pedagógicos, apostilas, etc. Onde estes poderão e devem ser disponibilizados aos interessados dentro do espaço do jardim para que possam desenvolver novas propostas e ações educativas a serem disseminadas.
Só que os educadores e os possíveis novos educadores precisam estar atentos sobre que se há a necessidade de que as pessoas – novos receptores - já possuam algum conhecimento prévio, para que estes possam entender o que esta sendo transmitido e assim conseguir decodificar tais informações. Ou seja, é muito importante que o professor tenha conhecimento do nível que seu aluno já possui e se há alguma experiência com o tema
proposto. Por exemplo, Como se pode ensinar a uma criança sobre a importância das plantas na preservação da erosão dos solos de uma forma lúdica e do porque se precisa deter esta erosão.
Os educadores tem que levar em consideração sobre qual metodologia educacional a se adotar, e qual a linguagem a ser empregada para que surta o efeito esperado.
2.1 O Poder da aprendizagem através das experiências vivenciadas
Através de vários estudos feitos sobre os efeitos da aprendizagem em cada um de nós, é sabido que todo individuo consegue fixar melhor o que aprendemos através das experiências vivenciadas em nosso cotidiano. Na prática do ensino-aprendizagem isso não poderia ser diferente, onde é apropriado e na medida de suas condições que os educadores desenvolvam mecanismos simples para criar condições que estimulem seus alunos através dos sentidos como: ver (observar), tocar, ouvir e sentir (o gosto e/ou o cheiro) dos objetos estudados para que estes sentidos se aflorem.
Pois é notório que se aprende mais sobre a estrutura de uma flor, por exemplo, ao disseca-la do que simplesmente copiando um desenho que esta inserido seu livro.
Usando de seus sentidos, uma criança pode se lembrar do aroma de uma planta e para que esta serve, mesmo que não se recorde do seu nome. Se as crianças puderem tocar nas árvores, poder senti-las de forma mais premente saberiam mais a fundo, a verdadeira importância de proteger o meio ambiente no qual vivem. (Educação Ambiental em Jardins Botânicos, p.15)
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Durante o processo de aprendizagem, aprendemos e concretizamos essa aprendizagem através da “tentativa, do acerto e do erro”. Pois quando um problema é apresentado, em muitos casos, os alunos não chegam a uma solução correta na primeira tentativa. E isso é bom, uma vez que os alunos precisam ser estimulados, instigados a debater e analisar seus resultados, verificando dessa forma em que erraram para se chegar a determinado resultado, refletindo como poderiam fazer na próxima vez para que o erro não acontecesse.
Uma estratégia valida é reservar um tempo no decorrer das aulas para que eles repitam as tarefas criando seus próprios moldes experimentais adquiridos de suas próprias experiências. Os aprendizes precisam propor por si mesmos sua criatividade, explorando soluções sem ter medo do erro, onde errar também é parte do processo de aprender.
Não se pode esquecer também que para participar de forma plena das aulas em campo, seja dentro ou fora de um ambiente do Jardim Botânico ou em qualquer outro projeto educativo, os alunos precisaram ser despertados para habilidades específicas como, por exemplo, sobre reprodução das plantas, como identifica-las e até mesmo sobre o plantio. Uma vez que os projetos educativos estão pautados a ajudar crianças e adultos a desenvolverem suas aptidões, sobretudo às sociais e o trabalho em grupo.
Desta forma, os educadores precisam detectar quais habilidades que desejam estimular principalmente quando se tratar de crianças por estarem em fase de formação.
2.2 Projetos Pedagógicos que podem ser desenvolvidos dentro dos jardins Botânicos
Sabe-se que existem uma grande variedade de projetos educativos que podem ser desenvolvidos tanto dentro quanto fora de um jardim botânico, como por exemplo, os citados abaixo:
• exposições interativas
• jogos de simulação
• passeios
• teatro
• trilhas
• artesanato
• exposições de coleções
• cursos de botânica
• excursões de campo
• paisagismo conservacionista
• horticultura e arboricultura práticas
• placas explicativas
Fonte: Educação Ambiental em Jardins Botânicos - Abordagens educacionais
No entanto, Os educadores precisam sempre estar cientes sobre a percepção instrutiva, pois esta varia de pessoa para pessoa, nos mais diferentes grupos sociais e culturais.
Tem que se tomar cuidado no sentido de que a introdução abrupta de novas metodologias de ensino por muitas vezes desconhecidas para os alunos, as vezes vindas carregadas de conceitos novos e muitas informações podem e irão causar certa confusão.
Assim se faz necessário que se tenha um projeto cuidadoso de ensino, sempre levando em consideração todas as expectativas e anseios dos alunos envolvidos, todas as suas experiências, pois reforçando mais uma vez que o papel mais importante de um educador seja dentro ou fora de um jardim botânico é dar condições adequadas para o afloramento do pensamento critico, que por sua vez irá abrir espaço para debate e, sobretudo para a troca de experiências vivenciadas por todos.
E por fim e para que se possam alcançar os pilares fundamentais propostos pela ação da aprendizagem de modo extricto, se deve fazer com que os indivíduos questionem acima de tudo.
3. CONCEPÇÃO DO JARDIM BOTÂNICO DE GOIÂNIA – GO
Em nossa realidade regional, na cidade de Goiânia-GO, onde encontra-se também uma unidade de Jardim Botânico. Este espaço foi idealizado desde o projeto original da construção da nova capital de Goiás como parte integrante das áreas verdes, sendo que sua área original era de 1 milhão de metros quadrados.
Um fator fragmentário fez com que este parque perdesse parte da área, perímetro este que foi destinado a construção da Avenida 3a Radial, tal processo partiu o Parque ao meio, e sendo constatado a partir de então as primeiras erosões na área.
Oficialmente o Jardim Botânico de Goiânia foi inaugurado no ano de 1978, época em que houve o II Congresso Latino Americano de botânica, o qual foi promovido pela “Sociedade Botânica do Brasil”, este se realizou tanto nas cidades de Brasília quanto na própria capital do Estado de Goiás - Goiânia.
Sob orientações do então Instituto Municipal de Planejamento, designado pela sigla – IPLAN, logo após a finalização deste congresso, instituiu-se um grupo de trabalho para dar inicio à elaboração do projeto deste importante Parque.
Sabe-se que no ano de 1979, o Jardim Botânico e todo seu entorno foi invadido por umas centenas de famílias, o fato é que esta ação causou danos ambientais gravíssimos no local que podem ser constatados até os dias atuais. Havendo o desmatamento de áreas periféricas acarretando na introdução de espécies invasoras o que veio a afetar diretamente as nascentes do Córrego Botafogo.
No ano de 1994, durante a gestão do Prefeito da época (Prefeito Darcy Acorcci), onde criou-se uma Coordenadoria na então Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SEMMA para administrar este parque. Momento em que houve uma mobilização para a retirada de muitas das famílias que invadiram o local em conformidade com o decreto n° 2.109, decreto este que tomba o local como sendo patrimônio cultural. Contudo, ainda hoje se encontram famílias habitando o local.
Atualmente, este Parque é chamado de “Amália Hermano Teixeira” passando a ter como suas funções principais, o desenvolvimento de pesquisas importantes como também a de recreação para a sociedade.
Figura 03: Imagem área do Jardim Botânico em 1975
Fonte: Relatório 5 – CAU – Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás - caugo.org.br
Figura 3: imagem aerea do Jardim Botanico, 1992.
Fonte: Arquivo SEGPLAM
Com a construção desta importante avenida para o progresso da nova capital, a Avenida 3ª Radial (Setor Pedro Ludovico) o que fez uma intersecção no tamanho original deste parque. Porém, em ambos dos seus dois lados podem ser encontradas estruturas relevantes para fundamentar sua importância e conservação. Assim como no viveiro presente no local, onde foram construídas estufas cobertas para a produção de adubo orgânico que são utilizados nas mudas ali acondicionadas, sendo que existem espécies ornamentais e nativas que serão usadas em trabalhos de revegetação das áreas degradadas.
O Jardim Botânico de Goiânia em sua extensão tem como áreas limítrofes a região noroeste onde se situa o Setor Pedro Ludovico, a região leste com a Vila Redenção ao sul a Vila Santo Antônio.

Figura 02 – Ilha das Borboletas
Fonte: Relatório 5 – CAU – Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás - caugo.org.br – foto Isabel Pastore, janeiro de 2013
O Jardim Botânico da capital em seu nome, vem a homenagear a professora e orquidófila goiana “Amália Hermano Teixeira”. Atualmente este Jardim se divide em três áreas sendo que:
A Área I – possui dimensões de 441.600 metros quadrados, três lagos, três nascentes perenes e uma intermitente do Córrego Botafogo, infelizmente todas elas apresentam problemas relacionados à erosão.
Na Área II – com dimensões de 412 mil metros quadrados, a qual é destinada à reserva biológica tendo em seu corpo uma vegetação bastante preservada. Nesta área encontram-se tanto a quarta das cinco nascentes que formam o Córrego Botafogo.
E por fim, na Área III – a qual possui uma dimensão de 162 mil metros quadrados, praticamente sem nenhuma vegetação nativa.
Contudo, em sua área geral local ainda se encontra uma cobertura vegetal, remanescente do próprio Jardim Botânico sendo esta composta por uma formação florestal típica do Cerrado, ou seja, tipo mata de galeria não inundável. Por sorte temos parte da floresta original preservada ainda nas áreas I e II, com árvores nativas como o angico (Anadenanthera macrocarpa), o jatobá (Hymenaea courbaril), a peroba-rosa (Aspidosperma polyneuron), o ipê (Handroanthus albus).
Neste ponto vale ressaltar que o único curso de água existente no Jardim Botânico é o Córrego Botafogo. Suas nascentes são encontradas na área I, em seu curso formam os três lagos artificiais que em conjunto com a nascente encontrada na área II, escoam suas aguas para fora do Jardim Botânico.
Este Jardim em toda sua essência se dedica à conservação, educação ambiental, plantio de sementes nativas e ao herbário ali presente.
Este local está aberto ao público oferecendo muitas outras opções de recreação como também a contemplação da natureza, um acervo de aproximadamente 2 mil espécies ou mais, borboletário, deque, e pista de caminhada, anfiteatro e o viveiro de mudas nativas.
CONCLUSÃO
Foi abordado neste trabalho que, ao longo da história evolutiva do homem desde as mais remotas eras onde os jardins sejam os botânicos ou simplesmente os cênicos, sempre tiveram um papel importe no desenvolvimento e adaptações da humanidade em sua linha do tempo. E que tais jardins sofreram transformações que transmutaram para além do estudo sistemático e científico tornando-se essencial para o aprimoramento e desenvolvimento da agricultura.
Os jardins Botânicos através das plantas medicinais ou para aclimação fez consolidar a importância desses locais tanto para a implementação quanto ao desenvolvimento de pesquisas cientificas para fins medicinais ou no desenvolvimento de politicas públicas para mitigar os impactos ambientais decorrentes de ações antrópicas.
Atualmente é reconhecida a importância sumária destes ambientes, contudo ainda há muito trabalho pra se fazer no que diz respeito a conservação destes locas. Não se pode deixar reviver o que aconteceu no passado, onde, por questões politicas administrativas, estes importantes centros de pesquisas eram vendidos sem nenhum critério ou simplesmente eram abandonados, deixados a sua própria sorte. Contudo, o inimigo em potencial destes ambientes, sem sobra de dúvidas, se trata da especulação imobiliária.
Aqui no Brasil, o reconhecimento dos jardins botânicos como centros de referencia para o estudo e compreensão da vida vegetal assim como em todo o mundo, vem buscando a cada dia a um aprimoramento no que tange as pesquisas como fonte de conhecimento e compreensão de toda a vida vegetal no intuito de preservar espécies que já estão extintas no meio selvagem quanto àquelas que estão ameaçadas de desaparecerem da natureza.
Mas somente esses centros não conseguiram estancar as agressões e devastações que o próprio homem causa a natureza, com a destruição e a fragmentação de habitas onde esses exemplares vegetais vivem.
Tentando empregar valores junto aos homens no intuito de conscientizá-los para a preservação de nosso(s) bioma(s), é que se implementou a Educação ambiental dentro e fora dos Jardins Botânicos, para agregar conhecimentos empíricos aos cidadãos com uma visão holística em prol da biodiversidade vegetal.
Neste intuito, varias instituições apresentam propostas de cunho pedagógico que abrange todas as áreas de formação educacional, desde as básicas ate os níveis universitários e científicos. Lembrando que para cada área de formação, se é necessário que se tenha uma metodologia adequada para a abstração do aprendiz quanto ao conteúdo abordado. Medidas de incremento para se conquistar o conhecimento nos mais diversos grupos, assim como desde a educação básica, fundamental, médio, superior e a sociedade em geral, também associações não governamentais, enfim, existem projetos que alcançam a todos sem exceção.
Em nossa localidade, todos esses quesitos não são diferentes, o Jardim Botânicos existente em nossa capital reúne todas as qualidades para desenvolver um trabalho de competência para tentar resolver ou pelo menos diminuir os impactos em nossa região, através do cultivo de plantas para a revegetação onde se fizer necessário.
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