Hômulo & Êmulo

 

 

Ensaio. Assunto:

 

Carnismo. Passagem de ato. Foraclusão. Símio feroz. Lobo domesticado. Mudança de alimentação. Ideação. Animus necandi. Exibição da caça. Performance foraclusiva exclusivamente masculina. Mulheres menstruadas evitam canídeos. Amizade do homem com o cão. A serpente no útero ameaçada. Constituição do falo. Capacidade de matar serpentes. Caça como forma de ideação do pai. Rompimento com o Sol. Homens e lobos matam os filhos de Hélio. Vingança indireta. Engano quanto à reprodução heliossexuada. Carnismo como experiência genética de transubstanciação animal. O lobo como pai ideal por ter ensinado o homem a caçar. Rômulo e Remo como significante do homem e do cachorro domesticados. Hômulo e Êmulo alimentam-se da Loba. Caim e Abel. Possível onomatopeia. Mitologia como método de historiografia. Primórdio. Passagem de fase psíquica. Acepção do psiquismo da fase sexual pela passagem de ato. O homem consubstanciado. A arca de Noé e o falo. A descoberta da paternidade. Bíblia. O Mar Vermelho afastado. O cajado de Moisés perde força diante da serpente. Imolação do animal. Menstruação interrompida. Êxodo do povo hebreu. Parto. Método de concepção. Concepção por fermentação do pão ou por aspiração do pólen de flor de Lótus. Oposição de Moisés ao método reprodutivo do faraó. Ísis, a Lua. Osíris, o Sol. Seth, o Lobo. Néftis, a Regra Menstrual. Anúbis, o Cão Cardiologista. Rá, o Falo. Háthor, a Vagina. Seth dilacera o ventre de sua mãe menstruada. A quase insuperável convivência de mulheres menstruadas com canídeos. O Lobo, inimigo do Falo. Chapeuzinho Vermelho atrai o Lobo-mau ao gineceu. Diminuição da população feminina devido à convivência com canídeos. Anúbis tem contato com o mundo dos mortos, percebe a gravidez, avisa a hora do parto, bem como, quem está para morrer. Akenáthon e Schreber, heliossexuais, megalômanos, ascendência à fase sexual e retorno à fase anal. Psicanálise como Metodologia. Mitologia como Pré-História.

 

Caput. 

Durante algum tempo na História da humanidade, seria possível que os entendimentos da fase oral permeassem o imaginário popular tanto quanto os entendimentos da fase sexual; embora pareçam contraditórios, em um primeiro momento, essa possibilidade deve ter se constituído, senão, como se justificaria do ponto de vista psicanalítico os reis divindades? Por certo, seria preciso haver um delírio em que não houvesse interditadas determinadas pulsões, o direito real baseado em concessão divina se parece muito com a ideação heliossexual de Schreber? Só a psicose justificaria esse delírio? Considerando que eles não estivessem mais na fase anal, portanto, sem a total separação do ego com o meio, seus delírios, por certo, seriam polimórficos-totêmicos... No caso de Akenáthon, sua ideação solar parece caracterizar um retorno, em suposição, o delírio teria ocorrido após a assunção da fase sexual, caracterizando a megalomania solar que, possivelmente, em muito se parece com a ideação heliossexual de Schreber...

Todas as Culturas devem expressar os significantes das fases psíquicas, por exemplo, quando, “Primeiro, fez-se o verbo!”, essa assertiva parece satisfazer o ideal da fase oral... Na Índia, a vocalização do mantra ÔM remete ao ideal da oralidade, por suposto, ao vocalizar o mantra, o praticante ingressaria nessa fase... Bem, o Tantra constitui o histórico humano enquanto ideal da fase sexual... Assim se constituíram as Culturas dentro da narrativa mitológica, expressando as passagens das fases psíquicas até a acepção do nome-do-pai e a superação da ignorância quanto à reprodução...

Ao despertar o Tantra, estrutura constitutiva da fisiologia da fase sexual, desperta-se a linguagem da percepção do desejo, uma linguagem primitiva, em que nenhum desejo pode ser velado, por certo, a linguagem da Mitologia se constitui desses significantes primordiais, no ideal da humanidade...

 

O ente masculino.

 

Se os idealismos de feminilidade em Freud parecem misóginos, então, por isso, pergunta-se, qual seria o significante que o homem gostaria de bloquear em termos culturais, que Freud e Lacan acabariam repetindo em suas terminologias psicanalíticas, se é que repetiram? Por certo, seria a histeria ou a disclusão?

Bem, o tal banquete misógino carnista sugerido por Freud, que divide a herança do pai assassinado, revelaria o significante da reprodução humana, quando os homens assumem um paradoxo de ideação, a reprodução ideológica, que ocorre na passagem para a fase sexual, por assunção da responsabilidade reprodutiva, por certo, os gêneros se constituem de formas diferentes...

Em um momento primitivo, o materialismo reprodutivo precisou ser resolvido em termos ideológicos, abstratos... O homem sofrera em aceitar a reprodução como propriedade determinada por uma lei imaterial, a linguagem? O pater-poder foi uma criação, apesar do fenômeno da concepção ser físico, a linguagem, no caso, demonstrada publicamente, tornou-se fundamental, o nomenum seria indissociável do fenomenum...

De outro modo, houve necessidade do homem de expressar, performaticamente, suas recusas a outras formas ideativas de reprodução até a aceitação de si como ente reprodutor...

 

Contrato Social.

 

A coisa imaterial partilhada, bem, em uma constituição matemática, aparece a divisão materializada no ideal masculino, por certo, só se tornaria herdeiro quem fosse varão, também, a divisão por herança redundaria em multiplicação de poder, porque cada um herdaria o poder para capacitar-se como ente reprodutor, para isso, teriam que matar o Sol, o pai primevo, entretanto, era contra a lei...

Mas por que os primitivos quiseram colocar uma luz como a do Sol dentro de si? Possivelmente, porque quando fechavam os olhos viam luzes caleidoscópicas e, quando abriam os olhos, só podiam ver por disposição do Sol, logo, por certo, haveria um resquício de luz a ser mantido dentro e fora do corpo, com isso, seria constituída uma latência a partir da luz, pela satisfação escópica, ainda que pudessem, ao mesmo tempo, assimilar o calor do Sol... O Sol passa a ser o ente que impulsiona a materialidade, assim, teria a constituição da psique humana idealizado o Sol, como imagem e semelhança do pênis...

Na Cultura hindi, sem mitigação, sem velamento, Shiva tem um pênis, que se chama linga! O Yôga viria a representar as fases da cognição da reprodução humana, termos em que a invertida representaria o momento do parto na perspectiva do bebê, o momento que indica o fruto pendente materializando a consciência da gestação devido à vascularização do cérebro... A fisiologia humana torna-se um ritual em razão do significante do nascimento... Já o sintoma viria a ser um mecanismo de memória enquanto ainda não havia a constituição da linguagem, por isso, de qualquer forma, por consciência ou sintoma, há a representação do nascimento...

Shiva aparece pisando a ignorância, essa mesma alegoria se vê no catolicismo, bem, no caso de Shiva, provavelmente, ele parece representar a fase sexual, já que expressa a shivalinga, o pênis, como característica... Pois bem, a alegoria representa o conhecimento da reprodução sexuada, quando Shiva derrota a ignorância, expõe a shivalinga, formando o significante da reprodução...

São Miguel, São Expedito e Maria aparecem pisando uma cobra, um dragão, a ignorância, por certo, também, cobra e o dragão que derramam sangue por sobre a cidade representam a menstruação, já a ignorância representa a reprodução sexual...

Há outras formas de se acessar a natureza, para se ter acesso a uma linguagem primeva seria necessário compreender a soma em um nível ontológico, pulsional... Toda percepção pode ter a ver com densidade do corpo...

 

A soma, portanto, parece seguir uma lógica, a consciência viria de uma hiper vascularização, bem, haveria o critério da latência, assim, o órgão sexual masculino expõe uma maior latência e uma melhor memória...

Em termos de Semântica, a esperança seria uma espera calculada, visto que a divindade retornaria, em dado momento, na Primavera, quando, assim, os primitivos se religariam para venerar o Sol, o pênis de Deus; o ato de religar-se formaria uma memória, dito isso, ter fé significaria ter tesão, afinal, o desejo de veneração traria a fé renovada, ou seja, o critério da memória estaria associado a manutenção pulsional... O empenho deve revelar um significante, assim como a fé, trata-se da memória e da confirmação sexual em suas psiques!

 

Sepultamento.

 

O sepultamento onde ocorre a cremação satisfaz o ideal do Fogo-Som-Vento, o que parece simbolizar a devolução, dar ao Ar-Vento o que era do Ar-Vento, o sopro de vida devoluto à atmosfera no ideal do eolossexualismo... Já o sepultamento por enterro simbolizaria a sombra enterrada, na suposição, a sombra representaria a ausência de luz, portanto, não que a divindade estivesse farta de iluminar aquele ser, mas que a divindade queria a luz daquele ente de volta, em tributação, o fato da sombra retornar ao solo e o fato do corpo estar posicionado sobre ela indicariam que o corpo precisaria encontrar a sua sombra imediatamente, como que em aderência, o quanto antes... A sombra e a luz restituída à divindade satisfazem mais o ideal do heliossexualismo... A soma da escuridão, o local da sombra, bem, são termos que compõe a terra e o útero; a luz retorna para o céu, e a sombra para a terra...

 

Passagem para a fase sexual, heliossexualismo e megalomania.

 

A passagem para a fase sexual não se constitui necessariamente de monoteísmo, embora tenha ocorrido entre os hebreus, por suposto; entretanto, dado ao fato de haver incesto na corte do antigo Egito, seria possível afirmar que Akenáthon, rei do Egito antigo, desprezava a reprodução sexual humana e que pensava se reproduzir por heliossexualismo? Seria possível fazer essa suposição histórica?

Se a passagem para o monoteísmo no antigo Egito, em determinado momento, não fora aceita por parte da população, em uma possibilidade, os deuses seriam materiais, de outro modo, seriam imateriais; certamente, o Sol, um deus material, constava como a principal divindade material, termos em que a população pode não ter aceito o Sol dissociado das demais divindades, por uma razão de combinação matemática?

Bem, em suposição, pergunta-se, os reis do Egito antigo, não a população, não haviam formado significantes quanto à consanguinidade material, embora possa haver indícios de que já houvesse a acepção da fase sexual naquela época? Por que os reis irmãos se casavam? Esse parece ser um dado interessante, porque esse período poderia ser contextualizado, em que momento da História ainda havia questionamentos de ordem biológica ligados à reprodução?

Seria possível supor que Herodes estivesse sido enganado sobre a reprodução das espécies? Herodes mandou matar os varões nascidos para impedir que os hebreus expusessem à sua divindade o fruto da mesma espécie, para que eles tivessem dúvida a respeito da reprodução?

Digamos que Herodes rezasse para uma divindade acreditando em um determinado modo de reprodução... E que os hebreus rezassem para outra divindade porque acreditavam em outro modo de reprodução... Quando Herodes descobriu que os hebreus estavam certos a respeito da reprodução, sentiu-se enganado... O fato de Herodes ter mandado matar os frutos de luz dos hebreus daria crédito a esse entendimento? Se os filhos dos hebreus nascessem mortos, provavelmente, os hebreus perderiam a fé na sua divindade quanto ao modo de reprodução, ou mesmo, que ficariam desacreditados perante à sua divindade? Como existia o tributo de dar à luz o fruto nascido, os hebreus não teriam como retribuir, se não devolvessem o filho à divindade...

Ainda, no antigo Egito, havia os reis que representavam a própria divindade, possivelmente, não parecem haver formado o superego; por suposto, se o rei acreditava ser uma divindade, então, poderia haver o sintoma de uma megalomania; se o rei queria que a população acreditasse, do mesmo modo? A estrutura da realeza revelaria a não formação do superego enquanto julgasse o rei ser a encarnação da divindade? Não só de quem acreditasse, mas também de quem se fizesse representar pela alegoria?

A luz era uma dádiva, o Sol concedia a luz; então, do mesmo modo que o Sol tinha consciência de todos, seria necessário retribuir ao Sol os frutos, para não o desagradar; do mesmo modo que um filho mostra aos pais o que fez de novo, ou dar à luz o fruto seria demonstrar a consciência de que o fruto era divino, essa seria uma razão de ordem tributária, mas seria por reconhecimento da reprodução por heliossexualismo? Nesses termos, os frutos grandes teriam maior qualidade, a questão do dismorfismo sexual se impusera por uma razão econômica e tributária, no caso masculino, haveria maior quantidade de luz processada para ser devolvida à divindade...

O deus dos Mortos coincide com o tempo da ausência de luz de Hélio, dito que na ausência do Sol, outra divindade lucerna os guiaria durante boa parte do Inverno... Nesses termos, os deuses seriam as divindades astronômicas, enquanto luzes materiais... Quando a câmara parece indicar um útero, a arquitetura da pirâmide parece indicar uma vagina na inversão, nisso, a alegoria deve referir-se à devolução do corpo ausente de luz à divindade; depois de tratado em embalsamamento, o corpo seria devolvido à divindade, claro, esse acesso à divindade pela arquitetura era exclusivo do faraó, quando a própria reprodução real incestuosa parece indicar a falta de formação de significante do interdito proibitório, seriam fatos correlatos? A arquitetura da pirâmide parece indicar um sintoma gerido coletivamente por ter-se acreditado no modo de reprodução por pansexualismo pós a morte?

Já na Bíblia, chama a atenção a frase “e os hebreus continuaram se reproduzindo”; pois bem, se os hebreus eram escravos, então, por que haveria oposição do faraó à reprodução de escravos? Não parece ser válido o discurso de oposição, portanto, dito isso, haveria uma outra questão que estaria sendo discutida, qual seja, algo relacionado à crença da reprodução?

As formas de ideação são constituídas pela Cultura, se todo mundo tivesse que pensar por conta própria, ainda poderia haver muita contrariedade, portanto, a civilização parece ter sido constituída a partir de sintomas que revelam uma memória coletiva em obras, há sempre um locus de constituição de significantes... Do mesmo modo, o sintoma, que condiz com a fase da psique, teria se institucionalizado na soma, pela mudança da alimentação...

 

Carnismo e Cultura canídea!

 

Em termos ideológicos, comer um animal parece ser um ato de psicopatia, no entanto, se o defunto representasse o Sol e o ato fosse coletivo, talvez, fosse mesmo partilhada a carne só entre os homens, então, em determinadas condições, dentro de um grupo seleto, a psicose teria sido instituída em termos culturais... A arca de Noé, o barqueiro de Hades, a barca que conduziria o Faraó ao reino dos mortos... Coincidência tratar o renascimento como uma viagem de barco? A arca de Noé poderia revelar o carnismo? O que aconteceria se não colocassem os animais na barca? Por que Deus pediu isso a Noé?

O que significaria um dilúvio em termos de animismo somático? De onde viria essa chuva dupla? Ao que parece, houve uma divisão, o corpo da água, se houve, o dilúvio refere-se à desidratação do corpo, quando a água se dividiu da soma? Pois bem, haveria um entendimento de que, ao morrer, o corpo se separaria da água e da alma; a alma sairia do corpo assim como o líquido; dito isso, a água seria o meio que conduziria a alma ao outro plano, nesses termos, o veículo da alma seria uma barca? Ou, então, talvez, Noé, vegetariano, ficara convencido de que teria que comer animais para sobreviver? Por suposto, a barca do Faraó representaria o falo, o desejo do Faraó que não morreu, apesar do corpo físico que jaz... Assim, compreende-se que o desejo do Faraó não morre, apenas se desintegra do corpo para renascer noutro plano... O desejo do morto subsistiria no líquido desintegrado do corpo, que voltaria ao rio amniótico...

 

Em “Totem e tabu”, parece ser interessante a sugestão de um banquete carnista misógino, afinal, por que carnista, por que misógino? Bem, uma determinada tribo pratica a caça e não há a repartição da carne com as mulheres, primeiro, os homens rezam, pedem perdão por caçar; afinal, segundo o banquete carnista misógino, toda caça remeteria ao assassinato do pai, ou do animal que o representasse, sendo o objetivo maior a repartição do pater-poder, isso porque os seres vivos seriam frutos do Sol; pois bem, ao matar o animal e dividir a carne, tem-se o rito de passagem para a fase sexual, no caso, seria preciso que o primitivo recorresse à materialidade, pelo assassinato do Sol-pai, para recusar, veementemente, o heliossexualismo porque a masculinidade se protrai na positividade... O carnismo equivaleria à aceitação do nome-do-pai? Teria que ser ritualizada e coletiva a passagem, através da performance que representasse a ordem psíquica, essa revelada em ideação cultural!

Nos termos em que há a repartição do pai-Sol assassinado, no banquete carnista, do mesmo modo, haveria a repartição do corpo e do sangue de Cristo, o Filho, com a constituição da hóstia... Trata-se, do mesmo modo, de um rito de passagem; com a Primeira Comunhão, tem-se aceito o nome-do-pai em ideia abstrata, em substituição à natureza... Também, o animal representa o tempo do deus-Sol, na realidade, haveria uma revolta, os primitivos precisavam matar os filhos do Sol como um modo de mostrar poder, de desobediência, já não aceitavam-no mais como pai... No entanto, antes de caçar, eles precisavam pedir perdão, pois sabiam que estavam errados em absorver Sol pela carne, então, poderia parecer contraditório mas, talvez, não o seja, porque os primitivos teriam que ingressar em um estado de foraclusão para caçar...

Nesse ritual, os primitivos comiam a substância e se transformavam em pais, esse seria o significado do carnismo misógino, em Freud, pois o que estaria sendo negado, veementemente, seria o modo de reprodução heliossexuada, então, os primitivos se voltam contra os frutos filhos do Sol, como retaliação por um dia terem acreditado em panreprodução... Os primitivos matavam os filhos do Sol, do mesmo modo, com a mesma motivação, teria Herodes mandado matar os filhos varões dos hebreus, por sentir-se enganado quanto à reprodução? Em todo o caso, parece que o humano deveria controlar também a reprodução dos animais como prova da cognição da paternidade, a pecuária surgiria como um sintoma, o de controlar a sexualidade dos animais, para desafiar o Sol, principalmente...

 

Direito sucessório, ideação e Psicanálise.

 

Pois bem, a materialidade se constitui na ideação do desejo da fase anal, na idealização do fruto como gozo, no modo de produção e acúmulo de frutos, nessa fase primitiva ainda não seria possível distinguir se os frutos são falsos ou verdadeiros, o importante seria entender sobre as perdas, as divisões, os acúmulos, as somatórias; a ideação do materialismo permeia a gênese humana, enquanto todos deveriam passar pela fase anal, para formalizar sistemas de ordenações da Matemática em processos gerados pela soma... A ideação da fase oral, anal e sexual seriam fatos históricos, e o materialismo seria idealizado por motivos fisiológicos... Quanto ao acúmulo de bens, também, esse se constitui por ideação da libido objetal, pela reivindicação de bens na fase sexual... Entretanto, pode haver sintoma quanto aos motivos ideológicos de exercícios de poder, caracterizando as neuroses e as psicoses... O exercício da psicopatia na reivindicação de bens materiais levaria a humanidade à guerra?

A dialética acaba por ser a forma de desenvolvimento da historicidade, que está constituída pelo modo de acúmulo de conhecimento e bens, quando o filho sempre guarda consigo o nome-do-pai em consubstância, no entanto, a sucessão imaterial ocorre dentro da materialidade, também, pelos objetos reivindicados pelo filho, sendo assim, na História, há a realização do princípio da saisine, a propriedade do filho sucede a do pai, a qual também deve ser reivindicada em grau de ideação da libido objetal, portanto, a libido objetal do pai se protrai na herança; ideologicamente, no materialismo, há a aderência da palavra sobre a coisa, sendo assim, por analogia aos raios do Sol, o nome-do-pai possui o objeto... Ao exibir coisas, o homem constituiria o seu lastro genético, portanto, seria por ideação genética a constituição da historicidade material... Mas a ideação se constitui na dialética porque, em tese, não há escolha posta, haveria necessidade da valoração, o motivo genético para o modelo de sucessão na apropriação de bens sempre foi uma escolha humana, logicamente, não decorre do Direito Natural, apesar disso, o homem encontra lastro genético para justificar sua ideação sexual, só o filho tem direito reivindicatório sobre o que foi obtido pela libido objetal de seu pai, termos em que só o varão tem direito à reivindicação...

Bem, se a produção pelo trabalho se vincularia à fase anal e a reivindicação de bens à fase sexual, então, em um sistema de desigualdade, tem-se a maioria da população na fase anal e a minoria na fase sexual, porque os escravos produzem e os senhores reivindicam a propriedade... Essa desigualdade remete ao ideal de investimento na apropriação do produto alheio, em ultima ratio, o senhor apropria-se do produto do gozo da fase anal do povo... Portanto, parece ser sintomático a ideação da desigualdade, quando se impediria o povo de passar para a fase sexual, no sistema ao qual se desvincula o povo do seu direito reivindicatório, próprio da fase sexual...

 

Serpente e Mar Vermelho! 

Moisés, com seu cajado de cobre, aconselha imolar o animal!

 

Em termos de Mitologia, a palavra que define um evento poderia ser traduzida ao significado contrário, sim, na medida em que duas palavras contrárias se submetem ao mesmo significante... Também, seria previsível que, nos primórdios, uma palavra indicasse dois eventos, quando os eventos se desdobrassem a partir de uma única causa... A contradição é relativamente parcial na ordem das coisas primitivas...

Rio, mar, braço e perna se constituem a partir do mesmo significante... O mito teria se constituído porque poderia ter havido uma questão ligada à dúvida na reprodução... O faraó mandou matar os varões recém-nascidos por causa do dismorfismo, queria matar os maiores frutos dos hebreus... Quando Moisés afastou o Mar Vermelho e fez passar o povo hebreu, bem, a narrativa indicaria que o povo hebreu foi parido, o Mar afastado seriam as pernas ou o Mar Vermelho seria a menstruação? Moisés pegou o seu cajado acobreado, da cor de cobre, pois seu pênis havia tomado um bronze e ficara acobreado, como sói ocorrer com o carro do Apolo, mas logo surgiu a serpente, então, relaciona-se o cajado de Moisés à batalha com a serpente... Por fim, Moisés afasta o Mar Vermelho para a passagem do povo hebreu... A mulher, então, pariu provando haver a reprodução sexuada... Bem que a serpente teria tentado amolecer o cajado, porém, Moisés tentou se resolver de outro jeito, esperou um tempo, andou pelo deserto até poder imolar o animal... O importante seria Moisés descrever como fez para afastar as águas do Mar Vermelho, acabar com histeria e com a serpente que amoleceu o seu cajado acobreado de Sol...

 

A serpente geraria amolecimento no cajado à medida em que, considerando que o aparecimento da serpente caracterizasse a menstruação, a potência de gerar filhos em Moisés só se revelaria após o término da menstruação... Seria uma questão de ordem temporal! No tempo em que aparece a serpente, o cajado perde força, as forças seriam inversamente proporcionais, posto que o cajado tem que se afastar da serpente para ter força...

Pernas, braços, rio e mar, bem, a ideia parece ser de prolongamento, o que tem a estética de fazer-se alongado! Tanto que se diz haver um braço de rio, termos em que braço e rio formariam um pleonasmo, pois estão dentro do mesmo grupo semântico...

Assim, por uma interpretação sistemática, o Êxodo seria o nome que os hebreus usaram para nominar o tempo da gestação até o nascimento de seu povo, quarenta semanas, por suposto, o termo fora traduzido em anos, quando deveria ter sido em semanas...

Com outro entendimento apareceria Akenáthon, por suposto, acreditaria em heliossexualismo, como Schreber, por sua ideação com Hélio? Por ter sido retratado afeminado seria possível supor que, em sua ideação sexual, acreditava poder engravidar do Sol? Foi para o deserto porque o deus-Sol queria ficar longe da água, quando a água se vincularia ao mundo dos mortos? Que Deus seria responsável por seu renascimento depois da morte? A oposição popular ao Deus único seria devido à impotência material desse diante do tempo dos mortos, o Inverno, ou seja, dava-se em oposição ideia de renascimento?

Toda a ideação de divindade redunda na ideação da reprodução? Não se imiscuir com o ambiente, digo, com o Sol e o Vento, implicaria no desencantamento do homem e no especismo-carnista? Em vez de se transubstanciar com o Hélio e Éolo, o homem preferiu se transubstanciar com animais, assim assumiu a consubstanciação de sua espécie? Bem, no ideal da Cultura da Índia, do Yôga, no Tantra, pela expressão da Kundaliní, é desejável respirar o Éolo, a prática de animismo somático é permitida e apreciada com práticas de respiração, no entanto, o problema seria a prática da respiração estar atrelada ao carnismo, quando não se permite ingerir corpos mortos, por incompatibilidade, por uma razão de sutileza... De alguma forma, o ato de matar deve prejudicar o intelecto, afinal, não seria ético comer animais em estado de selvageria, para haver ética no modo de obtenção do alimento seria necessário formar significantes culturais, no caso indiano, rende-se à Ecologia, por certo, há uma oposição clara ao especismo, com a adoção da alimentação vegetariana ...

 

Motivação e foraclusão.

 

O que causou o carnismo foi a revolta do homem contra o Sol, quando deixou de idolatrá-lo, o homem teria se sentido traído, humilhado, enganado por crer na materialidade reprodutiva do Sol, então, como em um ato patológico, de vingança, o homem passou a perseguir os filhos do Sol, a matá-los, como que para alimentar sua necessidade de vingança... Como o animal tem o que o homem não tem, o encantamento de se sentir filho do Sol, o primitivo o estraçalha, come seus pedaços, para aplacar a sua angústia recém-formada com a descoberta do pater-poder, pois bem, então, parece ser uma performance tipicamente masculina a vingança primitiva? Por um longo período, a passagem para a fase sexual nos homens deu-se pela psicose da caça?

Na história bíblica, aparece novamente a questão ligada à alimentação: por um lado, Caim era vegetariano, pois oferendava vegetais à divindade, por outro lado, Abel era carnista, pois oferecia animais mortos à divindade? Como crianças, eles sempre queriam mostrar ao pai o que haviam feito... O vegetariano matou o carnista porque a divindade preferia a oferenda da carne morta... Ou seja, o vegetariano matou o carnista assassino de animais e se tornou assassino da mesma forma, porque se não houvesse compreendido que o modo de passagem para a fase sexual se dava pela caça e pelo carnismo, ainda assim, praticaria a morte... Se Caim não aceitasse o interdito proibitório, ele acabaria matando o seu irmão do mesmo jeito, desta vez, geneticamente? O vegetarianismo aqui aparece como a ignorância sobre a reprodução sexuada.

 

Megalomania e renascimento. Akenáthon e Schreber.

 

Há episódios em que parece ocorrer a megalomania no reino do Egito antigo, bem, talvez, pareça ser uma patologia um rei querer ser uma divindade encarnada, daí, não parece haver importância, se o rei acreditasse ou não em sua natureza divinal, o fato de querer imputar aos seus súditos a obrigação da idolatria à pessoa do faraó parece, por si só, demonstrar um sintoma? E quanto à população, por acaso, de fato, acreditava em deuses faraós?

O deus da Vida seria o deus do Dia, o Sol; já o deus dos Mortos seria o deus que, seja por magnitude ou por tempo de expressão ou, ainda, por altitude no Zodíaco, surgisse em oposição à ausência dos planetas e do Sol durante as noites de Outono e de Inverno; haveria um deus que desafiava o Sol e os planetas? Por certo, seria uma constelação ou uma estrela, talvez, fosse Órion...

Claro que eleger o monoteísmo causaria problemas em relação ao referencial de proporção... Se um deus resolvesse hibernar durante o Inverno, como era o caso do Sol fazê-lo, como os primitivos manteriam a pulsão em seus falos sem haver, por outro lado, entes que provessem a latência para alimentar seus desejos escópicos? O que fariam de seus aprendizados matemáticos? Sem os deuses da Noite e do Inverno, como fariam? Como fariam para renascer o morto à noite, diga-se, como fariam para manter a pulsão em seus próprios corpos?

Os primitivos precisavam barganhar para os deuses da Morte deixarem renascer o Sol na Primavera, para o mundo voltar a ter uma pulsão equilibrada, então, se eles barganhavam aos deuses pela Primavera e sempre eram bem sucedidos, afinal, em momento primitivo, eram os desejos humanos que controlavam a natureza, então, por suposto, talvez, julgassem que seria possível também barganhar por outros renascimentos, sim, se os faraós fossem a representação do Sol, logo, como ele, também, deveriam renascer no ano seguinte... O Sol, de certo, representava o falo... Pois bem, seria necessário levar o coração consigo no processo de barganha porque o coração era o maior órgão pulsional, representaria, portanto, a pulsão necessária ao renascimento do falo!

O embalsamado teria que levar consigo o coração que seria pesado, se fosse leve, ele poderia renascer no outro plano... Claro, para renascer, ele deve levar em mãos o sistema que precisaria ser revivido, no caso, o sistema pulsional precisa de recarga, bem, o que isso poderia indicar? A regra da vida após a morte se assemelha às regras da reprodução sexuada? Digo, reafirmar em Cultura o conhecimento da reprodução significou, na Cultura judaico-cristã, a inserção da histeria e da psicose... Pois bem, no caso da crença do renascimento em outro plano, como definir, existe um lugar seguro dentro da linguagem em que se verifique haver alguém renascer em outro plano?  Então, como reside a crença no desejo de imortalidade? Para o plano do desejo fálico inexiste na morte, por certo... A morte, portanto, inexistiria na ideação, não seria assimilável pelo humano, sobretudo se estivesse ainda na fase anal de desenvolvimento psíquico, tanto que renascer parece bastante viável do ponto de vista do desejo... Como o faraó se recusava a morrer, por certo, pensava ser uma luz do Zodíaco?

 

Metodologia.

 

Há graus de hipnose, quer dizer, haveria formas dentro do imaginário, seria necessário analisar as expressões que são da Cultura, bastaria retornar ideologicamente ao tempo do fato; em Psicanálise, seria possível reconstituir o tempo, não haveria necessidade de colocar o corpo em hipnose, porque, em tese, a linguagem não suporta esconder a verdade, o corpo vai acabar por se hipnotizar, naturalmente, tentará esconder e, ao mesmo tempo, revelar... Hipnotizar-se voluntariamente depende de quanto o corpo suporta a hipnose, também, depende da capacidade de formar significantes... Fez bem Freud desistir da hipnose como método da Psicanálise? Em termos culturais, a Psicanálise satisfaz a ideação bíblica, se Eva fosse paciente de Freud, aprenderia a discluir a serpente para se curar da histeria?

O conhecimento seria o desvelamento do desejo na linguagem, claro que o desejo é igual à censura, assim, estaria posto pela Mitologia, o desejo e a censura juntos...

Freud, então, inicia a Psicanálise com a hipnose, no entanto, notou que havia resistência por parte dos pacientes, fazendo-o desistir de hipnotizá-los... Bem, trocou a hipnose pelo método em que o paciente deveria deitar-se ao divã e falar por associações livres... Uma coisa equivaleria à outra? Freud abandona a hipnose, o que não impede seus pacientes de se auto hipnotizarem, livremente, mesmo porque o sonho, o chiste e o ato falho equivaleriam em qualidade à cena hipnótica, por desvelarem o desejo, entretanto, a hipnose não é ato do psicanalista, por certo, ela faz-se presente, até porque decorreria da própria linguagem do paciente? A questão passa a ser fisiológica, com o abandono da censura, ao deitar-se no divã, o paciente tenderia à auto hipnose e revelaria, por si só, seus desejos reprimidos.

Determinadas palavras, bem, não existem em Bíblias mais antigas, apenas e tão somente nas traduções, mas por que isso ocorreria, a questão versa sobre a mudança, se melhorou o entendimento... Mas, por acaso, as substituições foram bastante ilustrativas? Pela Metodologia em Psicanálise, seria possível entender as razões didáticas?

Nesse ensaio, pretende-se demonstrar aspectos de um tempo mitológico, imaginado, sem precisão histórica, em que não havia o controle do superego, tudo era desejo, ao tentar regular o desejo de imiscuir-se com a natureza, ocorrera a prática da hostilidade e do desprezo ao meio ambiente, assim estaria descrito pela linguagem mitológica... Como o estado de natureza do homem era a causa do seu desconhecimento de reprodução, então, toda a natureza tornou-se sua inimiga, com esse ânimo, o homem achou-se no dever de performatizar haver superado o seu estado de natureza, criando um sintoma de foraclusão...

 

Akenáthon, Tutancâmon e Moisés. Monoteísmo e politeísmo. 

 

Akenáthon adorava o Sol, também, fora retratado com características femininas, barriga e quadril proeminentes, talvez, pudesse crer-se engravidado do Sol, como Schreber? Seu filho, Tutancâmon foi mumificado com o pênis ereto, indicando tratar-se, inequivocamente, de uma múmia masculina... Pois bem, o faraó afeminado e o faraó masculinizado representariam o monoteísmo e o politeísmo no Egito? Em Psicanálise, seria interessante analisar se houve alguma ideação associando a veneração dos deuses ao modo de reprodução, se as divindades eram materiais ou imateriais, se realmente seria possível crer que Akenáthon estivesse engravidado da divindade solar... Nesse caso, seu sucessor achou por bem reforçar a ideação da masculinidade e do moto próprio reprodutivo? A oposição da reprodução estaria bem marcada pela exibição do falo na múmia de Tutancâmon?

A Abraão, a Isaac e a Jacó, a divindade aparecera como o Todo-poderoso, somente a Moisés, ele apareceria como Javé... Seria possível afirmar que haveria uma mudança de entendimento quanto à natureza da divindade? Poderia sugerir que o Todo-poderoso era uma deidade material e Javé surge como ente imaterial? Esse termo parece corroborar com a passagem para a fase sexual e a morte do deus-Sol?

Nisso ficou proibido comer pão com fermento... Então, a questão do Êxodo parece ser uma história da descoberta da concepção? O cajado fez a água virar sangue, isso sugere uma mulher menstruada? E assim se passaram sete dias desde que Javé feriu o rio... Ele tinha que caminhar três dias pelo deserto, entre o décimo-quarto dia e vigésimo-primeiro dia, haveria a instituição da Páscoa, onde seriam imolados os animais e não se comeria pão com fermento... O pão com fermento seria sugestivo de um método conceptivo? Em algum momento a causa da concepção fora entendida como pela ingestão do fermento biológico usado no pão? Se o fermento fazia o pão crescer, essa seria a causa da reprodução dos pães? O Êxodo representaria, por suposto, a descoberta do momento da concepção, também, determinaria o motivo da gravidez... Moisés provou que não era comendo pão com fermento que se engravidaria... Então, eles deveriam imolar um animal entre o décimo-quarto e o vigésimo-primeiro dia, logo depois que Javé teria transformado a água do rio em sangue...

Há o tempo de nove meses de concepção, quer dizer, entre a Páscoa e o nascimento do filho? No Cristianismo parece que sim, entre a Páscoa e o nascimento de Cristo, por certo, o primogênito ideal seria fecundado na Primavera!

No Êxodo, a narrativa não parece descrever que os hebreus fossem escravos, porque, por um lado, os hebreus discutiam com o faraó uma questão intelectual, parece que Moisés tentava convencer o faraó sobre o método conceptivo dos hebreus, o qual ele estava a implantar a ideia na comunidade, a difundi-la; portanto, a questão de não deixar os hebreus partirem ou haver uma oposição ao Êxodo indica que a legislação do Egito declinava para outro modo de entendimento sobre a concepção, já que o Êxodo representaria a narrativa do modo sexual de concepção, gravidez e parto...

Durante a Páscoa, era proibido comer pão fermentado, o que parece ser sugestivo do argumento utilizado por Moisés para provar que a reprodução humana não adviria do pão fermentado, pois, apesar de recusarem o fermento, ainda assim, os hebreus continuaram se reproduzindo... Se o faraó acreditava em pão fermentado como método de reprodução, por certo, recusando o fermento, os hebreus provariam que a reprodução dava-se pela imolação do animal... Animal foi assim chamada a mulher na tradução... Logo teriam que andar três dias pelo deserto, porque deveriam imolar o animal... Pois bem, na realidade, trata-se em suposição do coito de uma mulher ou virgem ou menstruada? Quando andar no deserto durante três dias significaria que deveria haver o coito durante o período em que a mulher não estivesse menstruada, por três dias consecutivos? Que o animal não fosse dividido significaria que o coito não fosse interrompido? Por outro lado, bastante sugestivo, decompondo a palavra imolar, surge a palavra mola, consta que se trata de um objeto espiralado elástico, logo, imolar seria o ato em que uma mola entra dentro de algo, por certo, a mola teria esticado e furado algo, no caso, especificamente, um animal como foi traduzido...

De outro modo, o animal não é propriamente a mulher, na realidade, nesse sentido, de fato, há o coito, mas o animal relacionado no texto poderia ser a serpente desencadeada pela menstruação, pela expressão do fenômeno fisiológico da Kundaliní... Se esticassem a mola, matariam a serpente, certamente, o animal a ser imolado no sentido de ferido representaria a serpente que apareceu no Mar Vermelho diante do cajado acobreado de Moisés... Moisés seria aquele que imolou a serpente, durante três dias, e, abrindo o Mar Vermelho, deixou passar o povo hebreu... Acobreado porque, ao venerar o Sol e tomar um bronze, ele indicaria que o seu pênis estivesse ereto, cheio de pulsão...

O tempo de duração do Êxodo teria sido de quarenta anos, os quais parecem ser bastante sugestivos, por certo, assim como o tempo de uma gravidez é de quarenta semanas... O tempo do Êxodo seria o tempo da gestação até o parto!

 

Carnismo, a experiência genética, o enfrentamento das serpentes?

 

Em muitas representações primitivas aparecem serpentes, no Yôga, na Índia, há uma descrição bastante completa do fenômeno comparado a outras Culturas, a diferença seria por conta do vegetarianismo, dada a percepção... Mas, afinal, por que surgem cobras fisiologicamente? A questão estaria posta desde os tempos mais remotos, porém, segue sem resposta... Por certo, decorreria da hipnose, mas por que aparecem justo serpentes? Na Índia, o fenômeno designa o despertar da consciência... Inclusive, talvez, essa pergunta não seja válida, porque a matéria seria incognoscível...

O homem era nômade, livre, no entanto, passou a criar animais para matá-los; pois bem, essa contingência está repleta de dor, o homem come o sangue de outro animal, quando o animal foi todo retalhado... O rito de passagem para a fase sexual fora, em momento primitivo, assimilado com a morte de outra espécie... A Cultura, de fato, teria assimilado o conteúdo da passagem tornando o especismo a lei, ainda nos dias atuais, repete-se o assassinato de animais sem, contudo, vivenciar a dor primitiva... No entanto, dentro das religiões, há outras formas de passagem que fazem marcar a fase sexual e que substituem aprender a caçar... A hóstia, por exemplo, representa o corpo de Cristo, já o vinho representa o sangue de Cristo para os católicos... Portanto, parece que os católicos já estão liberados para o vegetarianismo, por certo, não precisam mais matar o animal como representação de suas demandas psíquicas! Deve-se compreender que houve uma dor muito grande que redundou no homem matar os outros filhos do Sol... O idealismo vigente que permite acabar com a natureza chama-se hoje de especismo...

O carnismo teria sido, então, uma experiência genética pelo método da transubstanciação animal? Talvez não tenha sido só por vingança contra o Sol que ocorrera o carnismo... Supostamente, a ideia seria derrotar a serpente, mudar a substância com o fim de transformar a natureza do homem... Se havia um serpentário no útero, então, por certo, se pudessem comer outros animais e realizar a transubstanciação de seus falos... Foi assim que Noé colocou os animais na arca, porque haveria uma chuva por um longo período, na realidade, a chuva seria a menstruação ou o líquido amniótico, por outro lado, os primitivos poderiam achar que eram responsáveis por prover o líquidos para dentro da mulher, por isso, o falo navega no rio; e a ideia dos animais incorporados à arca viria a ser o carnismo não seletivo... Sugere-se que estaria narrada uma experiência genética na Arca de Noé, que teria sido com o intuito de melhorar a espécie, pois as mulheres não paravam de menstruar com o corpo possuído por serpentes, devido à neurose da humanidade, em determinado momento, a menstruação se tornou muito expressiva em termos de performance... A Arca-falo, com os animais, enfrentou o dilúvio e salvou a vida na Terra... Dilúvio seria a separação da chuva em duas, o que guardaria semelhança com a separação das águas do Mar Vermelho... 

Bem, havia na natureza humana criaturas que causavam medo a Noé, por certo, ele precisava preparar o seu falo para adquirir agressividade, achou que deveria realizar uma transubstanciação, agregando outros animais que pudessem derrotar as serpentes, porque eram as serpentes que causavam a chuva menstrual ou o dilúvio...

 

Reprodução polênica.

 

Aspirar pólen de flor de Lótus era um modo para reencarnar no antigo Egito? Bem, na Índia, no Yôga, poderia designar as expressões do Tantra... A crença no pansexualismo era indutora da crença na imortalidade? O importante seria expressar desejo pela natureza, as relações entre o homem e a natureza se dariam pelo reconhecimento dos poderes trocados do primitivo com o meio, o pólen designaria o amadurecimento, seria a oferta da planta ao Vento, o ente que transitaria no mundo dos Mortos e no mundo dos Vivos, ao ofertar o pólen, o Vento surge como meio para transitar entre mundos e fazer renascer todos os seres... Parece que o elemento da outra vida se constituiria de materialidade também...

Na Mitologia egípcia aparecem dois discos solares, um representaria o falo-Sol, Áthon, o outro representaria o falo humano, Rá! Rá seria a divindade que luta com a serpente, assim como Moisés? Também há dois irmãos, Osíris e Seth, sendo que um matou o outro, exatamente, como Caim e Abel? Por acaso, as narrativas seriam representações históricas da psique humana?

Se Rá representava o falo humano, então, quando Akenáthon resolveu acabar com essa divindade, bem, isso parece ser bastante representativo de sua ideação heliossexual, a questão corroboraria com a mesma ideação de Schreber? Há outros casos semelhantes de ideação heliossexual na História humana?

Parece que os deuses, muitas vezes, eram representações das propriedades somáticas, havia uma perspectiva anatômica nas descrições... A julgar que sumo e sacerdote seriam sinônimos de esperma: suco, sacro e dote...

Pedaços do corpo de Osíris foram retalhados por seu irmão...Depois, seu corpo foi reconstruído por sua irmã com pedaços de outros animais mortos... Curiosamente, Osíris era o deus da Agricultura e da Fertilidade, então, supõe-se ser ele o Sol, a divindade que precisaria ser idealmente retalhada, assim como preceituado pelo carnismo...

O olho de Hórus pode significar a claridade do Sol, na medida em que expressaria o desejo escópico, porquanto aos deuses poderiam ser também atribuídas as qualidades do falo.

 

Genética.

 

Na Bíblia, ao que parece, há toda uma tentativa de explicar a reprodução, bem, daí, traduz-se em uma experiência genética o modo do entendimento religioso, de fato, ao se transubstanciar com animais, colocando os animais puros e os animais impuros para dentro da arca, o homem mudou a sua alimentação e mudando a alimentação, transformou a sua espécie? Os índios antropofágicos também idealizaram a transubstanciação alimentar, mas com seres da mesma espécie...

 

Heliossexualismo e megalomania.

 

Freud chega à castração pela ideia equivocada da criança de que a mãe poderia ter um falo, pois bem, Schreber padece de megalomania, então, por suposto, essa expressão parecer inversa a da castração, daí, viria da ideia de que o pai, o ente detentor do falo, pudesse engravidar. Por acaso, essas expressões seriam correlatas, digo, a potência da mãe e a potência do pai não se equivaleriam? Na castração, não se operam os recursos da foraclusão? E na megalomania, não se operam os recursos da disclusão? Digo, o castrado é neurótico e o megalômano é psicótico… Daí, conclui-se, a formação do castrado ocorre, naturalmente, na fase anal, já a formação do megalômano ocorreria por retorno à fase anal, em razão da defesa do superego... Depois de acessar a potência da masculinidade adulta, Schreber ainda queria engravidar, por isso, estaria revelada a megalomania… Sendo assim, a heliorreprodução em Schreber parece representar esse estado híbrido de um momento em que já havia a descoberta da paternidade, mas, ainda assim, subsistia uma forma alternativa de reprodução, caracterizando a incompatibilidade das linguagens, com a foraclusão…

 

Toda disclusão, se foi, terá que voltar, porque o afastamento não compreende a saída da coisa do círculo da linguagem, o que fora afastado por censura, voltaria com toda a força, porque a memória se constitui de vários modos, inclusive e especialmente, na forma de sintoma, portanto, o sintoma seria a primeira Metodologia que o corpo encontraria para se constituir de significantes, tal como observou Freud, a brincadeira de repetição dos bebês, quando pedem “de novo” por alguma travessura… Então, seria preciso verificar se os símios constituem esse sintoma em suas formas de aprendizado, se podem fazer inscrições repetitivas por vontade própria, assim, seria possível elaborar a fase de suas psiques… O sapiens será sempre um hominídeo neurótico segundo Freud...

 

Rio onde nasce a vida...

 

O Espírito de Deus pairava sobre as águas! Bem, há sempre a descrição de águas em Mitologias… Por que a vida nasce nas águas? Por suposto, a referência revelaria o líquido amniótico, para um primitivo, haveria um líquido dentro das mulheres, por isso as mulheres estariam ligadas às águas...

 

Há sempre um rio, as águas profundas, de onde surgiria a vida, bem, na gestação, o feto se desenvolve no líquido amniótico, um rio, então, “jogaram a água fora, com o bebê e tudo o mais”; assim, torna-se mais interessante quanto à razão de um rio ter-se formado na barriga, durante a gestação, sim, por certo, haveria quem pensasse vir do esperma, que, colocando um pouco de líquido, todos os dias, eles contribuiriam para a formação de um lago? Há um Rio Vermelho e um Mar Vermelho, uma serpente, um dragão cuspindo fogo…

 

Voltando ao Egito antigo. 

A Mitologia expressaria os conhecimentos que foram se formando ao longo do tempo, portanto, a questão da vida após a morte aparece em várias Culturas, quando renascer em outro plano parece ser uma metáfora para a Genética, claro, não com esse nome, ainda que não houvesse compreensão da memória genética, por uma interpretação psicanalítica, o julgamento para renascer depois da morte permitiria entender a dinâmica da passagem para a fase sexual, por exemplo, na Mitologia egípcia, o falo não morre e renasce em outro plano, por suposto, se fosse aprovado pelo veredicto dos deuses, bem, em caso de negativa, o morto seria atirado a um animal constituído da consubstância de vários outros animais, indicando o pansexualismo na cadeia genética… Quando se diz que a deusa era casada com seu irmão, na realidade, pode querer-se dizer que os dois eram representantes da mesma espécie, por isso, o Sol é casado com a Lua, os dois possuem a mesma natureza de luz...

Na Mitologia egípcia, aparece uma deusa, em sua cabeça aparecem ou chifres ou braços, perfazendo um limite, como um vaso, pois bem, dentro do vaso, há um círculo vermelho, designando a menstruação; noutro momento, aparece um círculo branco, nisso, a deusa ficou grávida, já que carrega um círculo de luz... O varão aparece representado por uma bola de Sol em sua cabeça, não tem arestas na sua circunferência, porque seu falo não pode ficar aprisionado como o de uma mulher…

O olho de Hórus revelaria o desejo escópico que, em último grau, representaria o desejo do pênis, essa seria uma analogia da representação do Sol, quando ele vê, bem, trata-se de que a luminosidade e a potência são performances masculinas de latência e pulsão, portanto, estariam ligadas ao Sol e às suas propriedades de onividência… O desejo escópico liga-se às latências do objeto outro e confirma a libido objetal…

 

Sintoma. 

 

Em Psicanálise, os sintomas surgem antes de outras formas de linguagem, então, o sintoma seria um tipo de protolinguagem, digo, haveria um meio estruturante de uma linguagem que não se estabeleceu… No caso antropoide, há a questão do carnismo, os símios não seriam exímios caçadores de outros animais, suas dietas podem ser compostas de um inseto ou outro animal pequeno, mas parece que eles não empreendem estratégias como uma matilha para matar animais... Mesmo formulando instrumentos, faltar-lhes-ia o animus necandi? O carnismo humano foi deliberado ou os antropoides começaram instintivamente a comer animais mortos, ou teria sido por sintoma de foraclusão, depois passaram às justificativas racionais?

O aprendizado que se forma pela repetição, no bebê, envolve jogos onde há um objeto escondido em que deva ser revelado, por várias e incansáveis vezes seguidas, quando, por exemplo, o bebê deixa cair um objeto no chão, daí, ele costuma dizer algo como “de novo”, para que a mãe retire o objeto do chão e lhe dê de volta, claro, para novamente ser derrubado, então, nesses termos de repetição, dá-se a apreensão da linguagem; o símio gosta de brincadeiras onde existe um objeto escondido, por certo, há um estímulo latente, escópico, ele é bastante curioso, que lhe permite um raciocínio, há um objeto ausente que deve ser revelado mas, por acaso, o macaco consegue ser neurótico como um bebê?

O sintoma viria a ser, então, o pré-requisito da linguagem, todo sintoma seria uma tentativa de gravar um evento, enquanto não há linguagem, nem sequer é possível formar significantes… Por que um bebê precisaria formar significantes a partir da brincadeira, em processo lúdico e, ao mesmo tempo, neurótico?

Por suposto, uma, os primitivos poderiam ter começado a comer carne antes do processo de ideação; duas, de modo contrário, que não haveria como caçar animais sem a realização mental de algum processo de ideação, porquanto seria necessário a ideação na elaboração do instrumento, sobretudo, porque a instrumentalização gerou um processo de aprendizagem, entretanto, pode ser que, no início, a estratégia fosse roubar a caça enterrada do lobo, diga-se, não seria necessário o uso de ferramentas elaboradas para o corte...

 

 

Passagem para a fase sexual. Individualização da psique.

 

Só há uma característica que poderia representar a evolução para a fase sexual, a individualização da psique, porque o comportamento de grupo deveria ser abandonado em razão do que define a história de cada uma das pessoas, então, a consulta ao Oráculo significaria reconstituir a sua própria consciência, enquanto marcadora da própria história; para a Hélade, ao individualizar-se, o ser aceita a passagem de fase da psique, da fase anal para a fase sexual; seria temerário, na pólis, comportar-se com o espírito de rebanho, o mais importante para um grego antigo era poder ser autêntico, expressar-se com seu próprio repertório.

 

Carnismo. 

 

O carnismo teria sido uma experiência de transubstanciação da espécie, a julgar que, durante algum tempo, os antropoides não tinham como genuíno a forma sexuada de reprodução, pois bem, o carnismo ideológico surgiria quando da descoberta da paternidade? Parece contraditório, porém, a narrativa da Arca de Noé sugere que animais foram colocados na memória do falo, é certo que, quando falam de salvação, falam de memória…

A pensar sobre que elementos culturais seriam destinados à cada fase da psique, seres humanos adoram padrões, repetições, sintomáticas ou não, claro, devem ser universais, haveria vários resquícios do culto ao Sol em várias Culturas primitivas, também, há uma luta, quando, por acaso, fora necessário dominar as serpentes... O quão decisivo foi, para formar significantes, que Eva parisse com dor, bem, segundo uma interpretação psicanalítica, a dor constituiria a prova do fruto verdadeiro, dado uma possível foraclusão em termos de razão para a reprodução de entes iguais à própria espécie… Então, o parto com dor seria ou não uma razão fisiológica capaz de desconstituir Eva de uma suposta foraclusão, digo, a dor do parto retirou a mulher do delírio primitivo? Outra, a dor do parto foi um motivo de comoção no bando?

Em um raciocínio imagético, a morte seria um problema de economia, assim como o nascimento, então, também, por outro lado, em dado momento da humanidade, o parto poderia ser um feito bastante performático, em termos de elementos fisiológicos que pudessem formar significantes, daí, imagina-se que as mulheres menstruavam juntas, talvez, engravidassem juntas, bem, no dia do parto, na noite de lua cheia, todas gritavam… Na Bíblia, constam elementos que condicionam a marcação fisiológica da dor do parto à verificação de que o fruto seria verdadeiro, da mesma espécie, portanto, parece ter sido uma razão suficientemente marcada em texto escrito, revelando o significante histórico, parir com dor representaria a passagem para a fase sexual feminina…

 

Explicar o nascimento e a morte implicaria em um problema de ordem psíquica… Em um momento primitivo, em um plano evolutivo, a dinâmica do contingenciamento teria impactado na demanda fisiológica, porquanto teria a dinâmica gerado o fator psíquico... A perda do “objeto a” satisfaz esse entendimento, a memória do possível contingenciamento e da plena satisfação fisiológica, se seria uma ilusão, não necessariamente, parece mais ser uma memória da pulsão de morte, decorrente de estado anterior à vida, contraditório, mas em termos de psique faz sentido… Ainda morto, o corpo mantém alguma pulsão... Trata-se da acepção do tempo, em termos fisiológicos, porque designaria existir um tempo outro de satisfação, ideológico porque inesquecível…

 

O termo que definiria, primeiramente, a ordem temporal seria o princípio da satisfação, depois, quando há a perda do “objeto a”, tem-se a inserção de dois momentos, um, de plena satisfação, quando há a inércia, outro, da insatisfação, ou consciência, quando há a indução do moto próprio, então, em termos fisiológicos, a memória dá-se em salvação, ao gravar a perda, por exclusão, deduz-se ter havido um tempo de contingência… Se havia uma satisfação plena salva na memória ou percebida de modo fisiológico, o termo que define esse momento seria a pulsão de morte, do mesmo modo, o termo relaciona-se ao passado e ao futuro; futuro porque a pulsão de morte também será reconstituída pela perda total da pulsão de vida, então, logo, está-se em busca dessa memória, por toda a existência, bem, curioso, no Egito, haver um julgamento, à sua pulsão de morte, para que essa pudesse voltar a renascer, conseguir ascender ao plano da memória e da salvação… O plano da memória e da salvação representaria a ordem da historiografia e da descendência, em termos psicanalíticos, haveria um retorno do falo à divindade, seria de ordem tributária, para a divindade conceder-lhe ou não uma nova vida, mas, por certo, os deuses querem uma parte do termo que foi contingenciado para si, os humanos não são injustos, não com os deuses…

 

Não se sabe qual foi o problema de Noé naquele momento, momento esse em que se revelou haver um problema psíquico, de demonstração de medo e coragem, de enfrentamento, sim, até pode parecer que Noé quisesse salvar os animais, mas não foi isso que acontecera, houvera um motivo para a representação da transubstanciação... Então, houve um motivo histórico que não representa mais a realidade...

Salvação e memória estão no mesmo grupo semântico, servem para designar o mundo das ideias, ao final da existência, seria necessário agrupar todos os grupos semânticos, daí, na somatória, o ente poderia ter a memória digna de salvação… Essa dinâmica foi formadora da humanidade, a busca pela salvação linguística em torno do ser...

Em um momento primitivo, alguns assuntos geraram a comunicação, por serem experiências vividas por todos, por suposto, a caça era uma atividade extremamente incomum, o antropoide estaria a infringir a lei divina se a praticasse, o contrato social-divinal fora estabelecido pela própria natureza, então, o homem precisava criar uma ferramenta enquanto preparava-se espiritualmente para ter forças suficientes e matar os outros filhos do deus material, queria apropriar-se do trabalho do Sol, no entanto, ele pode ser punido por Deus, durante a caça, até por isso ele reparte a carne com os outros, para tentar enganar o espírito do animal e de Deus em uma suposta tentativa de vingança… Seria bastante complexa a forma como os primitivos se tornaram carnistas por ideação...

Dito que, em foraclusão, pode haver dois deuses, um deus material que o primitivo quer matar, o Sol, e, outro, imaterial, no entanto, dada a psicose, ele teme ser punido pelos dois deuses, o material e o imaterial, mesmo considerando que um deles não existisse, ainda assim, o primitivo precisava ter certeza, já que a sua memória não conseguiria demonstrar a plausibilidade da inexistência do Sol, haveria a necessidade da performance do assassinato...

O carnismo teria sido por vingança ao Sol e por covardia, por caçar em grupo, minimizando o risco, entretanto, dada a Literatura, com a acepção do superego internalizado, Noé passou a narrar a história como heroísmo, defesa e salvação? Parece ter sido mesmo assim que o ego e o superego se formaram... Essa defesa do superego geraria, necessariamente, uma foraclusão, o primitivo precisa expulsar a ideia da panreprodução da linguagem, assim, ocorreria o assassinato dos animais…

Nos primórdios, o desenvolvimento do superego não ocorreu como sói ocorrer na atualidade, por acepção cultural, o significante pai não estava estabilizado na memória, por isso, durante certo período, ocorreram as defesas do superego, com atividades de assassinato, de domínio e de exclusão; porquanto incursa de foraclusão, a atividade da caça consubstancia o desejo de morte, de vingança e de domínio sobre os demais...

A humanidade primitiva viria a ser como vários grupos de adolescentes, com o ego exacerbado, mas, praticamente, quase sem superego… Por suposto, entre a adolescência e a fase adulta da humanidade, houve um período relativamente grande… Ascender à fase sexual não é necessariamente o indicativo de um superego estabilizado, seria como tornar-se adolescente… Ser adulto não é ser adolescente para a Cultura humana atual, entretanto, ambos ascenderam à fase sexual… Nos primórdios, em hipótese, primeiro, só havia bebês, depois, havia apenas crianças e, por fim, adolescentes…

Sendo assim, ao que parece, caçar e comer o animal morto teria a ver com o desencantamento do estado de natureza…

A passagem de fase para as mulheres se dá de forma fisiológica, com a dor do parto e a consciência da localização do órgão sexual, mas para o homem, nos primórdios, ele teve que romper com a dinâmica da natureza, que seria o desconhecimento da paternidade, então, pelo recurso egóico ocorreria a assimilação, que é o recurso do poder, por isso, para se desencantar da natureza e criar sua própria lei, ele precisaria performatizar a nova lei que o legitimaria a reivindicar os poderes do Sol e do Vento, seria pelo sintoma que o primitivo inscreveu a lei primordial, bem, sendo assim, o primitivo passa a demonstrar a nova lei, a da passagem de fase, pelo derramamento de sangue no solo; depois, se os deuses, o Sol e o Vento, poderiam matar os animais, então, do mesmo modo, os homens também poderiam, essa seria a incursão do carnismo na psique...

 

Portanto, o carnismo seria o recurso de assimilação de poder primitivo, bem, considerando que esse seria um ato de vingança, eles acusam o Sol de enganá-los, nesses termos, ocorrem as defesas do superego, com a passagem do ato e, com animalidade, o esfacelamento do corpo… O ato de matar animais, esfacelar seu corpo e comer parece ser um evento de foraclusão… Os primitivos o fizeram porque, possivelmente, estavam em estado de megalomania, reivindicando o poder de deus ao tempo em que, contraditoriamente, excluíam a linguagem do pansexualismo…

 

A megalomania surgiria porque haviam descoberto a paternidade genética, entretanto, dadas as condições estruturais, ainda havia um retorno às condições semânticas da fase anal, na qual o Sol ainda era o maior representante da reprodução dos seres, por isso, em foraclusão, os primitivos tentam destruí-lo, como se houvessem materializado o poder...

 

Por que o carnismo ocorrera em meio a uma foraclusão? Por que geralmente ocorre em termos de ratear a culpa entre o grupo ou fazer alguém levar a culpa inocentando os demais, contudo, ao comer, esconde-se o cadáver, isso é o que ocorreria em hordas… Assim se engendraria uma história…

O que distingue um criminoso comum de um sociopata, bem, o sociopata quer retalhar e comer o corpo morto para não deixar vestígios… Esse ato representaria o carnismo; hodiernamente, ninguém precisa instituir o poder, prima facie, mas, em momento primitivo, provavelmente, fora necessário; a incursão do carnismo teria gerado uma lei, o pater-poder, ou o nome-do-pai…

Para formarem a memória de que foram enganados, ao tempo em que tomam consciência do fato, eles retalham o corpo, comem e escondem as partes dentro de si, essa viria a ser uma forma de caracterização da memória, o que de fato ocorrera, a memória do corpo morto do animal acabou por se solidificar no corpo humano, a história do Minotauro seria verdadeira? Retaliar e retalhar, aqui, constituem-se pelo mesmo grupo semântico...

Na caça, há uma performance psicótica que seria assimilada em forma de neurose, como sintoma, pela via cultural, sendo que a memória se constituiu por sintoma e por transubstanciação somática; o carnismo pela caça, de fato, teria sido um fator evolutivo, porquanto permitiu sucessivas performances foraclusivas, então, seria possível sugerir que uma sucessão de atos em foraclusão permitiu formar significantes, por suposto, houve uma plasticidade que operou sobre a fisiologia da mente, então, o psiquismo nos humanos teria ocorrido mais pelas performances do gênero masculino, já que as mulheres eram proibidas de caçar pois não precisavam do recurso para passar para a fase sexual, em termos bíblicos, o significante teria se formado com a dor do parto…

O homem precisava ter uma dor própria, mas essa não seria uma dor fisiológica, sim, talvez, essa seja a caracterização do psiquismo, um tipo de alucinação primitiva que ocorrera em termos ideológicos com a dor no corpo do animal retornando para formar uma dor no corpo do assassino; de fato, comer carne transformou a espécie, mas a conquista do psiquismo teria ocorrido por meio da foraclusão e de engendramento do fato heroico…

Por que Rômulo e Remo são filhos da Loba? Então, teria sido a Loba quem os ensinou a caçar, como chefe da matilha? Se o cachorro é o maior amigo do homem, por certo, é seu irmão, mas foi a Loba quem os ensinou a tornarem-se homens de caça? Afinal, quem era o chefe da matilha? A História da caça em conjunto, antropoide e lobo, modificou a Cultura humana...


O homem passou a se comportar como chefe da matilha, por isso teria conseguido domesticar os lobos, a parceria entre hominídeos e canídeos foi o que proporcionou o carnismo?

Rômulo e Remo são alimentados pela Loba, por sua estratégia de caça, por outro lado, há também a Ursa… O animal que simboliza o nascimento da cidade, o lugar da civilização, será quase sempre carnívoro? Bem, o carnismo estaria justificado na caracterização do pai, no entanto, na hora de narrar, aparece a fêmea, a Loba, a Ursa, porque não haveria outra forma de narrar a alimentação da caça… Interessante são as narrativas de que os lobos ficavam ao redor dos assentamentos humanos… Bem, talvez, o inverso também seja verdadeiro, pois a estratégia de caça era característica dos lobos, foram eles que alimentaram o Rômulo e o Remo…

Lua cheia, sim, a humanidade está diante da alcateia, os lobos uivam, se os humanos conseguissem roubar um de seus filhotes, certamente, ele os ajudaria a caçar, por suposto, os lobos, em alcateia, não permitiriam dividir a caça, mas, se os humanos isolassem um deles, então, poderiam exercer o controle… Bem, as técnicas de adestramento de cães poderiam elucidar o comportamento evolutivo dos humanos? O urso pode também ter ensinado o homem a caçar, assim como o lobo, mas só o lobo foi domesticado para conviver com humanos… Há o caso da cadela que pensava ser gente, estava passando por um período de dúvida existencial, por suposto, passou-se o inverso, no passado… O melhor amigo do homem seria o cão, então, o homem e o cão seriam como iguais, em algum momento primitivo...

Bastante interessante parece ser a consciência canídea, o fato de sua mente ser plástica, do cão saber o que é certo e errado dentro de um certo limite de comportamento, por haver seu modo de arbítrio, parece que ele aceita viver sob a imposição de uma lei definida socialmente pelo humano, que ele aceita ser julgado e até punido, há casos em que o cão pede desculpas, que os cães entregam o parceiro que infringiu uma certa regra, para livrarem-se da culpa, também, parecem se arrepender do que fizeram, ou tentam compensar fazendo-se de submissos, embora nem sempre seja verdadeiro, eles sabem ler os sinais…

 

Os símios também podem ter um sistema de regras complexo, sim, entenda-se, os símios que foram domesticados são os humanos, assim, impuseram uma lei para si e para a matilha, nenhum animal foi tão domesticado quanto os humanos e os canídeos? Há uma relação da palavra lupanar com os jogos de caça dos lobos? Então, qual seria a explicação para se associar lobas ao sexo? Certo que lobos costumam praticar jogos antes da caça, que envolvem poder e sexualidade, assim, parece haver associação entre lobos e sexo, a sexualidade faz parte não só da reprodução como parece estar associada à caça, entretanto, como há uma tendência ao romantismo, associa-se só as lobas à prostituição, ligando o fato ao gênero cria-se um outro referencial, porque a fêmea remete à ideia de alimentação, ou seja, alimentação de lobo é a caça, no reino animal, em lu+pan, há vários lobos juntos, sendo assim, antes da caça, eles se excitam para demonstrar agressividade e coesão, é a maior “putaria”, portanto, seria um modo de associação, por acaso, estão mantidos os referenciais alimentação, sexo e lobos = caça…

 

Os humanos são os símios que começaram a se comportar como lobos; e os cães são lobos que começaram a se comportar como símios…

Performance, ser humano e cães, então, por milhares de anos, eles partilharam o mesmo modo de caçar, a mesma mesa, partilharam o mesmo alimento, talvez, Rômulo fosse o homem ou o Ômulo, e Remo fosse o cão ou o Êmulo… Por que Caim foi nomeado com a palavra que define o choro de um cachorro, em onomatopeia?

Na Cultura, ainda que bem alimentados, pergunta-se, o que faz o humano matar e picotar animais, além de colocar óleo e sal para disfarçar o gosto do sangue? Que tal elevar o picadinho ao lugar de destaque na mesa? Um carnívoro animal jamais faria isso, a primeira providência seria esconder o corpo, enterrar o osso no quintal... Então, o festim carnista está a celebrar a atividade da caça, a capacidade para infringir dor em animais e a parceria com o cão… Mas é bom disfarçar o gosto de sangue, tem que torrar a caça no fogo… A maior performance cultural humana seria se sentar à mesa e partilhar o animal morto, picotando-o?

Ao que parece, o comportamento do gênero masculino, no patriarcado, está mais ligado ao comportamento da alcateia do que o do gênero feminino, por causa da exclusividade da caça; então, por causa da menstruação, na visão primitiva, a mulher parece ter sido transubstanciada com a serpente; aliás, como a mulher poderia caçar na companhia de cães estando menstruada? Então, o cão seria mais amigo do homem do que da mulher, já as mulheres menstruadas deveriam evitar animais carnívoros... Considerando que os cães modernos, os adultos possuem uma inteligência equivalente à de uma criança com poucos anos de idade, por uns tempos, houve equivalência de suas inteligências à inteligência do ser humano, mas em que época, quando elegeram Anúbis um deus?

Então, a amizade entre homens origina-se na caça, com a incorporação do espírito da matilha e, por conta de suas amizades, o humano teria mudado a sua alimentação, assim, ficou mais agressivo, deu a ferir os outros animais…

O hominídeo teria mesmo feito uma experiência genética de transubstanciação? E a serpente, quando surgiu? O homem encontrou seu pai ideal, um canídeo que o ensinou a caçar, bem, a assunção deu-se por indução? Digo, se foi a serpente da Kundaliní dentro da mulher que o fez querer ficar mais feroz; se o homem pensava que havia um animal feroz a ser derrotado por seu pênis, sim, dentro do estudo da misoginia, a descrição já foi relatada, haveria um monstro dentro da vagina, claro, a serpente da Kundaliní, durante a menstruação; por certo, faria sentido, em dado momento primitivo, haveria uma explicação psicanalítica… Pareceu razoável haver a associação, talvez, haja ainda vigente essa associação, ainda que resida de forma inconsciente…

Aqui, surge um pai originário, que não está lá no ato, pode até ter estado, lá, pode ter sido assassinado ou pode ter sido desconhecido.

A questão seria demonstrar que nesse momento houve uma psicose, há um assassinato de um animal, representante do pai... Deve haver um momento de dor e vingança a ser representado por teatralidade totêmica, seria preciso demonstrar a performance ligada ao poder.

E assim o fazem, primeiro, pedem perdão por conspirar contra a vida, por terem que provar poder diante de um ato de crueldade, de reivindicação, deve haver prova material da potencialidade reivindicada, deve haver um ritual de desencantamento, então, esse desencantamento passa a ser estabelecido diante da capacidade de aniquilação do ente substituto; para os primitivos, o ego estabeleceu-se infringindo as regras da natureza, o patriarcado deu-se por oposição às regras estabelecidas, já que a natureza não revelaria a paternidade, o homem só superaria o estado de natureza se fosse capaz de usurpar o poder de quem antes o detivesse, como o primitivo estabeleceu que era o Sol quem o detinha, então, ele se apodera dos seres naturais para estabelecer-se, quando o ego ainda não tem medida, pior, vai além do razoável, ao retalhar corpos em verdadeiros rituais de psicose...

São colocados para dentro da arca, os animais puros e impuros... A Bíblia revela que foi Deus quem ordenou, pois bem, o discurso de Noé faz crer que foi pelo bem da natureza, convence-se de que foi justo colocar animais para dentro da arca, pelo bem dos animais, termos em que haveria uma estabilização cultural, a psicose do carnismo não era, então, mais vista como uma vingança ou usurpação de poder, aqui, ela passaria a ser representada como defesa, como salvação de seu falo, ou da vida dos outros, como se arguisse em seu favor ideias incompatíveis como uma legítima defesa do superego...

Então, não havia superego formado? Bem, deveria haver um superego primitivo formado pelas próprias barreiras da natureza, o Sol e o Vento, Hélio e Éolo, com isso, há dois elementos exteriores que foram assimilados internamente, afinal,  a Luz e o Vento eram internalizados como ente-gozo-produto, quando não havia por definido o acordo entre as próprias espécies; quando o homem ascende à fase sexual, em razão do ego, ele precisa se desencantar com o estado de natureza o qual se encontra, sua preocupação seria defender o falo, portanto, matar passa a ser um ato de revolta contra o seu estado natural, assim, ocorreria a subsunção de absorver o Sol e o Vento por vias indiretas, já que venerar o Sol diretamente iria de encontro aos seus poderes, isso o arruinaria, por uma razão de plausibilidade; portanto, não querendo mais ser natural, o primitivo precisa demonstrar que tem poderes de vida e morte sobre outros seres, daí, o primitivo passa a matar para demonstrar poder e valor, passa a comer para se transubstanciar com a natureza, embora refute totalmente a ideia de fazê-lo de modo sexual e reprodutivo, diretamente, acaba por fazê-lo de forma indireta, pela alimentação, com isso, tem-se a utilização do mecanismo da foraclusão, por suposto, o ato primordial envolveria a ideação da transubstanciação...

Mas do que trata o ato primordial? O que seria a passagem pelo ato primordial? 

Se o ato de reproduzir envolve um processo de transubstanciação com animais pelo carnismo, bem, no todo, não haveria o abandono total da ideia da transubstanciação com o advento da consubstanciação, que envolve reprodução pela interação sexual de indivíduos da mesma espécie, porém, a natureza dos seres transubstanciados em carnismo seria outra; por razões práticas, não haveria como afetar o Sol e o Vento, a ideia de vingança e de usurpação de poder transmigra para os outros seres, provavelmente, para os filhos do Sol; portanto, quando o primitivo precisa demostrar seu poder, sua covardia será caracterizada pela coragem, porque essa passa a ser uma ideação do superego; covardia porque a caça será praticada em bando, minimizando os riscos, sem capacidade de defesa dos outros animais; assim, tem-se constituído a inteligência, o menor esforço com o maior ganho. Mas que ganho seria esse, um ganho sexual, por certo, a ascensão do ego à categoria de falo, por refutar-se o modo de reprodução em que há a transubstanciação humana com o Sol e o Vento, também, pela assunção do poder de vida e morte sobre os outros seres.

Nisso, o primitivo continua praticando a transubstanciação pela alimentação e a consubstanciação pelo sexo, com dois motivos distintos, o primeiro deles o faz negar o Sol expressamente... Nisso, percebe-se que não houve, de fato, o abandono da prática da transubstanciação, entretanto, haveria um corte, os animais são substitutos do Sol e do Vento, bem, haveria uma díade de pais primitivos, caracterizados pelo Sol e pelo Vento, seriam esses os objetos representantes da ideação primitiva do pai?

Então, seria por vingança e covardia, não por coragem e defesa, sob esses termos foi constituído o superego, ao reivindicar direitos de vida e morte sobre a natureza, antes, uma exclusividade de Hélio e Éolo...

Por que só o homem poderia ter desenvolvido o psiquismo?

Não há como discorrer do assunto sem acusar Freud e Lacan de misoginia? Não querendo caracterizar quaisquer antinomias em suas obras, se existissem, mas o que se diz do gênero masculino parece ser bastante revelador do pater-poder, termos em que o homem, sem a fase sexual, não é reprodutor, então, para o homem legitimar-se deve haver um recurso egóico, em que o superego, abstraído da luz e do vento, constitui-se internamente, por ato próprio, independentemente da vontade da natureza, por isso, é necessário ao homem constituir-se de foraclusão... A fase sexual, então, teria, primeiro, ocorrido nas mulheres, de maneira fisiológica, ao contrário dos homens, que ocorrera pelo modo do psiquismo.

Daí, não há qualquer problema com a ideação freudiana ou lacaniana, parece ser válida a ideia em termos econômicos, se se considerar que a fase sexual masculina, em termos primitivos, decorre de uma psicose egóica para a constituição do falo; como homem, eles vão constituir o psiquismo à sua imagem e semelhança, mas há razão para tal, ser homem caracteriza-se por contingenciar uma massa corporal latente, o ente que se constitui por potência... A dor masculina não seria fisiológica, porque seria necessário um esforço, uma conquista egóica, por meio de uma ruptura com a natureza, ou uma passagem, para ter-se o homem integrado ao psiquismo, portanto, deve haver um momento de foraclusão que o retira da fase anal, tal condição surgiu por uma defesa do superego. Por defesa, o superego, que estava ameaçado, que não suportava ainda não ter reconhecimento de memória, por ideação do próprio superego...

Possivelmente, o superego no homem primitivo estava fora e dentro de si, bem, nesse caso, o homem precisaria criar uma lei para substituir a lei do estado de natureza, por certo, houve o advento das leis culturais, entretanto, a nova lei nasce equivocada, porquanto ainda recorre à alucinação, ao delírio, por certo, houve uma tentativa de formar significantes; parece ser equivocada porquanto o homem não precisava da exacerbação de poder, por outro lado, dada a fragilidade cultural, ainda havia uma necessidade de recorrer-se aos subterfúgios performáticos e sintomáticos, formadores de memória...

Trata-se de uma necessidade egóica tentar acochambrar as memórias, raramente, em momento primitivo, a narrativa poderia ocorrer de forma diferente... Enquanto formava-se a estrutura do superego, o ego reinava quase de forma absoluta...

Hora ou outra, havia um significante formado, no entanto, também, a assimilação da inteligência se daria por motivos de ordem econômica, queriam matar o Sol-pai para se apoderar do calor acumulado nos animais, nesse evento, a caça torna-se um mote...

De forma econômica, a caça se processa em grupo, o menor esforço, o menor risco, os despojos rateados, para que a alma do animal não se vingasse contra um que o matou, mas contra todos; certo que a alma do animal morto não teria como se vingar de todo mundo ao mesmo tempo, nem eles se sentiriam responsáveis, individualmente, o grupo social serve como o elemento solvente; também, é certo que o primitivo pediu desculpas antes de entrar em foraclusão, porque o primitivo, de fato, teria a intenção de entrar em alucinação e matar um animal; dito que haveria um mecanismo permitido socialmente onde seria possível romper com a lei anterior para instituir uma nova lei, aliás, nessa nova lei estabelecida, o antropoide não pode ir contra o grupo; por certo, a alma do animal não poderia se vingar contra todos os seus assassinos, ao mesmo tempo, depois, ao comer o corpo, não haveria mais provas materiais...

A isso será subsumido o significante da coragem, no entanto, o fato teria começado com um ato de covardia contra os animais, haveria uma contradição nessa narrativa... O ente masculino precisa matar o pai-Sol, que se encontra no exterior de sua psique, para internalizá-lo, como superego...

Os humanos rompem o elo que os tornava genuinamente naturais para ingressar no ideal de sua capacidade reprodutiva...

Assim, seriam criadas as narrativas de apropriação de poder, pela justificativa de heroísmo, coragem, afinal, em seu íntimo, por seu equívoco, ele realmente pensa estar derrotando o Sol; bastaria estudar um grupo de adolescentes para prever o comportamento das caças e dos banquetes carnistas misóginos, enfim, as patuscadas primitivas...

Aparentemente, haveria um comportamento de grupo envolvendo todas as dinâmicas de meação e de individualidade, onde os jogos de poderes seriam sexuais, tanto quanto o ato da legislação, para ser definido o que era permitido ou não... O primitivo mente, até para manter coeso o grupo; ao mentir, precisa fazê-lo ao ponto de convencer-se... Ele passa a ter ganhos egóicos, com a mentira...

Também, há uma questão que pode estar ligada à menstruação, ao menstruarem, as mulheres demonstravam poder para a demarcação de território, as mulheres praticavam a magia, talvez, o homem também quisesse ingerir sangue para menstruar, ou quisesse derramar sangue no solo como forma de demarcação de território, ele também queria um Mar Vermelho para chamar de seu?

Talvez, antes de matar o pai simbolicamente com a finalidade de obter poder, pela acepção da reprodução sexuada, em momento anterior, eles só quisessem menstruar... Ao ingerir o sangue, o excedente criaria um Mar Vermelho, bem, a questão poderia ser performática, de realizar mais animismo somático?

A legitimação do pater-poder passa a ser assimilada pelo meio psíquico da superação da ignorância e pela força diante da natureza, pelo modo egóico...

O que tornara os símios carnívoros, ao ponto de criarem ferramentas para ferir, cortar o corpo animal, inclusive, comer aos pedaços, talvez, uma forma de esconder o produto do crime, como forma de criar memória ideativa pelo sintoma da foraclusão?

O mecanismo de foraclusão cria um fator que gera a dor psíquica, cuida-se de um mecanismo primitivo, ainda incurso na humanidade, de criar sintomas para criar memória, pela repetição do ato, sendo a incursão do carnismo na Cultura humana o ato que cuidou da gravação da reprodução sexual na memória, houve uma gravação no próprio corpo, ao colocar para dentro de si o animal, tem-se o elixir que permite o retorno ao momento de foraclusão, a lembrança da dor...

Ao final, há uma repartição de culpa... Com o tempo, há uma assunção cultural dessa responsabilidade...

A questão seria de assimilação, o humano ainda não percebeu que faz por maldade, quando ele percebe, cai em si, tenta se redimir, pedindo perdão, ou pune alguém, para expiar o crime...

Diante do corpo, ele se reserva, reconhece que agiu mal, tenta, por conta, ser bom sobre outros aspectos, para compensar o que fizera, teme ser punido por ter escondido as partes do animal, pede perdão ao Sol, adquire um novo sintoma, com isso, torna-se religioso, aqui a foraclusão seria assimilada, indiretamente, parcialmente, por meio do recurso da neurose, com a antecipação do pedido de perdão...

Quer compensar ter matado e triturado o corpo, entretanto, o que tornaria o assassinato animal um ato orgânico seria a forma coletiva, tem-se não só uma folie à deux, o ato de loucura passa a ser realizado entre muitas pessoas, de modo social... Quem não participasse, seria morto?

Nesse ato, há uma liderança que surge em meio do ritual de foraclusão, o humano quer animalizar-se, assim, imita uma matilha de lobos, surgem os caçadores, eles pensam serem lobos, com isso, teriam se aproximado os humanos da matilha, se os lobos eram os caçadores em ideal, de certo, poderiam ser seus pais...

Os humanos os observam, partilham os seus restos, eventualmente, conseguem furtar-lhes a carne, uma Cultura que será realizada por milhares de anos...

Eles passam a caçar como uma matilha de lobos, nesse momento, o lobo realmente passa ser o seu pai em ideal, por ensiná-los a caçar. O lobo torna-se o pai do homem, sendo o cachorro o seu irmão e seu melhor amigo...

Daí, ocorre uma relação em ideal, o alimento passa a vir de uma Cultura canídea...

Mas qual seria a relação entre lobo e sexo, bem, os lobos se comportam de forma sexualizada antes da caça, por suposto, os homens tornam-se herdeiros desse modo de investimento...

Seth é um lobo, arrancou com fúria o ventre de sua mãe, esse aforisma indicaria que um lobo fora criado entre homens, mas matou uma mulher menstruada, sua mãe; de fato, ocorre que Hórus, o falo, torna-se seu oponente. Bem, Hórus, clarividente, tem estímulo escópico, quando Seth lambe o olho de Hórus, como se quisesse interromper o seu poder escópico, Hórus se vinga e machuca os testículos de Seth, o lobo, para domesticá-lo e controlar a sua reprodução, tornando-o devoto às leis e aos julgamentos, momento em que Seth se torna um canídeo domesticado, agora, o lobo torna-se Anúbis, o cão...

Anúbis viria a ser o guardião da vida após a morte, porquanto deveria guiar o falo, por certo, ele está na porta do útero para promover julgamentos... Também, deve auxiliar Rá, o falo, que precisa derrotar as serpentes...

Seth, antes, deus do Caos, por ser selvagem e carnívoro, chegou até a matar seu irmão, Osíris, o deus da Agricultura, por suposto, o Sol, um vegetariano ingênuo casado com Ísis, a Lua cheia...

Por certo, desse total, há a compreensão de que são quarenta e duas semanas, ou partes, que, juntas, vão recriar a vida após a morte do vegetarianismo ingênuo, dando início ao carnismo e à adoção da caça.

Também, são quarenta e duas semanas quando, depois da morte, o falo tem que percorrer um rio, acompanhado de um cão, que o faz acessar o renascimento, nas quais haveria um julgamento...

Para os primitivos, quem instaurou a lei foram os cães... Caso o cão julgasse pela improcedência do desenvolvimento do coração, o feto seria enviado a um rio para ser devorado por um animal sem genética, constituído das partes de vários animais ferozes.

Portanto, a lei que mede o coração fora criada por Anúbis, senhor das leis e dos julgamentos do coração...

Há uma tentativa de manejar o carnismo pelas vias culturais, mata-se o deus da Agricultura, na realidade, quem o retalha são os lobos, quase sempre haveria uma oposição ao modo de vida natural, porque a nova ordem seria determinada por Anúbis, seria ele quem conduziria todos ao julgamento...

Seth é um lobo, enquanto Anúbis se torna um cachorro, exatamente, por aceitar as leis, bem, Seth dilacera o ventre de sua mãe, logo ao nascer, por suposto, os lobos atacavam mulheres menstruadas, depois, Seth dilacera seu irmão vegetariano, o deus agrícola, em quatorze pedaços para instaurar o carnismo... Desses pedaços, estão compreendidas quarenta e duas semanas, Ísis, então, está grávida e completa o ciclo da gravidez, a questão seria temporal...

Ísis seria a Lua, então, a Lua era casada com a Agricultura, Ísis com Osíris; mas Seth, o lobo, deus do caos, instaura o carnismo para o homem... Anúbis é domesticado, não só aceita a lei, quanto se torna o seu guardião... Primeiro, ele pesa o sistema pulsional da múmia, pelo coração, depois, são narradas as quarenta e duas benfeitorias, essas compreendem as semanas da gravidez... Sim, o cachorro saberia informar o momento da gravidez da mulher e a hora em  que ela entraria em trabalho de parto, por isso, ele seria o guardião do útero...

Inclusive, Anúbis, o cão, está ao lado de Rá, o falo, contra as serpentes, também, ficava, lá, a mulher, menstruada, cheia de serpentes, atentando o cão; o lobo acabou por dilacerar a mulher que o criou, sua mãe... Se o canídeo era amigo do homem, de certo, não adiantava a mulher tentar criar lobos; aliás, enquanto elas menstruavam juntas, na Lua cheia, os homens tinham que caçar, já que os lobos não aceitavam serem submissos às leis...


Portanto, eram os cães quem julgavam as mulheres; por um lado, os cães queriam matar as serpentes, por isso, ficavam revoltados quando as mulheres menstruavam, era necessário alguém tirá-los de perto, sair para caçar, sob pena delas serem condenadas à morte pelos cães; por outro lado, quando elas estavam grávidas, os cães as protegiam, de fato, seriam os melhores amigos do homem, pois saberiam informar quando as semanas estariam completas; saberiam informar, inclusive, quem concebeu? Portanto, por esse prisma, quem ensinou o homem sobre a reprodução fora o cachorro, a amizade com os cães seria fundamental à passagem para a fase sexual, porque só os cães fariam os julgamentos justos? Inclusive, porque seriam capazes de avisar quando um familiar estaria prestes a morrer... Sua lógica era divinal...

No caso, faz sentido que haja um rio para o falo atravessar, ou o Mar Vermelho ou o líquido amniótico, antes de se chegar ao útero, na porta do útero, há um cão promovendo julgamentos, quem vai viver e procriar ou quem vai morrer, Cérbero ou Anúbis...

Por suposto, o cão poderia auscultar o coração do bebê durante a gravidez, quando o bebê estivesse prestes a nascer, seus batimentos, talvez, se intensificassem, Anúbis seria especialista em auscultar o coração do bebê, promover medições, julgamentos e determinar o início das semanas de gestação...

Se o cão realiza um possível ecocardiograma para reconhecer a sua suposta mãe, bem, se ela estiver grávida, o ecocardiograma será feito em dois corações, entretanto, por uma questão de instinto, talvez, ele pense ser o pai da criança, ou a mãe substituta da matilha... A julgar que pode haver uma propriedade subliminar com a ausculta do coração, bem, esse seria o efeito do homem sobre o cão, talvez, por isso, haveria a fidelidade canina, porque, provavelmente, eles escutam os humanos auscultando seus corações...

Com o tempo, o cão torna-se o médico, o segurança e o caçador... Na história do lobo-mau, há uma idosa e uma criança, por que não haveria uma mulher menstruada? Quem mata o lobo? O caçador com o seu cão? Na realidade, a capa da Chapeuzinho Vermelho seria o indicativo da menstruação, por analogia ao Mar Vermelho!

Néftis, a deusa da regra menstrual, casa-se com Seth, o lobo, mas, como ele era infértil, ou seja, ele matava todo mundo, a deusa da regra menstrual teve um filho com o deus da Fertilidade, nesse caso, Osíris representaria o falo, seria ele quem teria herdado os poderes do Sol, pois bem, quando Osíris, o deus da Agricultura e da Fertilidade, foi picotado por seu irmão, Seth, o lobo, Néftis e Ísis choram juntas, todos os meses, sob os pedaços de Osíris... Os pedaços de Osíris representam o tempo...

Nessa passagem, o lobo parece não aceitar as regras menstruais, por isso, tenta matar o falo, tudo porque a convivência com lobos teria diminuído muito a fertilidade masculina, matando as mulheres que menstruavam... Como oposição, surge Anúbis, o cão, que seria filho da deusa da regra menstrual com o falo, porquanto domesticável... Por certo, a Lua cheia, Ísis, seria irmã da deusa da regra menstrual, Néftis, que carrega uma circunferência de sangue na cabeça... Quando a Lua cheia se encontra com a Regra Menstrual, elas choram juntas...

Devido à convivência com lobos, houve o advento do carnismo, então, as mulheres começaram a menstruar, todas juntas em noite de lua cheia, bem, por suposto, em um primeiro momento, haveria uma diminuição da população de mulheres devido à convivência com lobos por causa da caça, até que fosse possível a domesticação dos cães...

Não adiantava a mulher querer sair por aí, pela floresta, menstruada, porque, assim, ela poderia atrair o lobo para o gineceu, como fez a Chapeuzinho, afinal, quem salvou as mulheres do gineceu, um caçador com um cão e uma arma de fogo...

Como Háthor é esposa de Hórus, o falo, por certo, ela só poderia representar a vagina, no caso, a história assemelha-se à de Chapeuzinho, quando passeava na floresta menstruada, agia de forma irresponsável, acabava atraindo lobos e matando pessoas, então, em um episódio, Háthor engole o sangue, assim como quem engole o próprio choro, ou seja, deixa de menstruar, daí, fica embriagada com o gosto do sangue, por certo, estava enjoada, grávida...

Ao que parece, um caçador não poderia conviver com mulheres menstruadas, porque o cheiro de sangue poderia influenciar na caça, confundindo os cães, então, passou a ser uma regra segregar as mulheres menstruadas para o bem da caça, é certo que o momento era pré-histórico, ninguém conseguiria definir a razão das coisas, afinal, o que representaria aquela alegoria da menstruação, os primitivos ainda estavam formando seus significantes primordiais...

 

Conclusão:

 

Em algumas Mitologias, senão todas, há uma recorrência das primeiras divindades serem constituídas do Sol e da Lua, por analogia ao dismorfismo sexual, o Sol seria uma divindade masculina e a Lua seria uma divindade feminina, por certo, o Sol seria o Deus da Fertilidade, razão de todas as coisas; bem, a assunção da fase sexual ocorreria em meio a um evento de foraclusão, em Freud, há um banquete carnista misógino, em que o animal seria picotado e repartido, representando o pai assassinado, os filhos querem tanto tomar o poder quanto esconder o corpo do animal, nesse momento, haveria uma assunção de culpa pela performance da vingança, assim como a ambição de tomar o poder e responsabilizar-se pela paternidade, então, analisando esse rito de passagem, chega-se ao lobo, o Cão Maior, e ao cachorro, o Cão Menor, são eles que ensinam o homem a caçar, a medir o sistema pulsional e auscultar os embriões, também, a tomar o poder do Sol e a formar juízos...

Por suposto, as mulheres não se davam bem com os lobos, aliás, por causa da menstruação, as mulheres não se davam bem com nenhum animal do Paraíso, quando as serpentes tomavam o seu corpo, daí, as mulheres davam a atentar o Cão; bem, atentaram tanto o Cão Maior, o deus do Caos e da Infertilidade, que ele acabou por dilacerar o ventre delas; nisso, o gineceu era constantemente atacado por causa do aroma do sangue, de certo, só havia o fogo e a fogueira para defendê-los dos lobos; por fim, houve a domesticação do Cão Menor pelo homem e a domesticação do útero pela Lua cheia!

Para os primitivos egípcios, o homem controlaria o Cão, que controlaria o útero, apesar desse também ser controlado pela Lua cheia, sim, o Cão Menor e o falo não podem derrotar as serpentes, entretanto, haveria uma performance para dominá-las, por quarenta semanas, pela potencialidade da gravidez...


 

 

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https://www.youtube.com/watch?v=K_L-HhIrvkE – O melhor documentário sobre lobos – BBC dublado PT-BR

https://www.youtube.com/watch?v=hJlEEXUvqUc – Lobos - Animais selvagens - Alcateia de lobos.

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https://meusanimais.com.br/os-caes-sao-capazes-de-detectar-uma-gravidez/

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