HOMENAGEM AO PADRE JOSÉ EUGÊNIO FÁVERO, EM SEU JUBILEU SACERDOTAL (25 ANOS DE ORDENAÇÃO)


“O Senhor me ungiu Ministro Evangelho e Pastor do seu povo” (Is 61)

  1. Estimados padres, respeitosos pastores, amados pais, queridos irmãos! Insiste em fazer-se reprise o filme da caminhada. E como é bom celebrar com os amigos, que trazem em si um pouco de vocês! Em torno do altar, louvamos o Senhor por sua vocação! Homens e mulheres, de tantos lugares, carregando diversas experiências, mas unidos num único sentido, “um sim” que mudou para sempre nossas vidas.
  2. É assim que, com vocês, esta celebração se faz marco. E todo marco pode representar o fim, o ponto de chegada, como também pode nos remeter a um início, a um novo começo, às novidades de Deus sempre novo, no qual podemos olhar para trás e perceber que tudo valeu a pena, que a escolha certa foi feita, que tudo valeu a pena, e que, por Deus, pelo povo, pela missão, é preciso continuar, como Ministros do Evangelho e Pastores do povo.
  3. Hoje, o tempo, força que envelhece, adoece e separa, pede pausa, para que possam revisitar os momentos à beira no fogão e à sombra da goiabeira. Derrubados pela ausência, mas amparados pela saudade, possam recordar-se de dona Elza e seu João; da mãe que os levantava da queda, e do pai que os carregava ao quarto para dormir. E hoje, na carência do embalo materno, na limitação da ausência do conselho paterno; esbarrando-se na fragilidade de não tê-los por perto neste momento único, voltem-se ao Crucificado pendurado no madeiro, e fortalecidos pelo exemplo de seus pais, busquem forças para ressuscitar os crucificados dos calvários do mundo.
  4. Nossa festa é pelo sim que deram diante da difícil missão de tocar os bastidores da vida e suas mais cruéis mazelas, anunciando Jesus Cristo, que constantemente nos desconcerta com seu jeito humano de ser Deus. Sabemos que não foi fácil chegar a te aqui, e é por isso que nosso povo abre os braços num alegre e íntimo abraço, para recordar-lhes que não estão sozinhos nesta missão. Nós os conhecemos, e sabemos das dores e desafios que, teimosos, insistem em rondar-lhes e roubar-lhes a paz; mas contem conosco! Na condição de pais espirituais, deixem-nos ser filhos seus; suas dores e temores, suas dúvidas e sonhos, fazem parte de nós, suas vidas já possuem em nós um lugar.  
  5. Chegando a essa hora da vida em que se descobre como não pertencente de si, sejam inteiros na inegável realidade de que são em partes, pois sua existência se estende e abraça outras tantas. De fato, não há como apenas reconhecê-los como Fávero, pois em vocês se escondem e se desvendam muitos nomes, inúmeras identidades, vidas de tantos que, com vocês conjugam o amor, o Verbo que quis acampar no meio de nós. Não há como olhá-los sem enxergar as vidas e as histórias que carregam, os frutos de uma vocação entregue em serviço. João Luiz, exímio pastor. José Eugênio, ardoroso missionário. Um conduz, o outro caminha. Um é alicerce em nossa arquidiocese, o outro insiste em não fazer parada. Dois irmãos, dois sonhos, duas vidas, uma missão: amar e servir.
  6. “O Senhor me ungiu Ministro do Evangelho e Pastor do seu povo” (Is 61). Eis aqui o seu povo, Pe. Eugênio e Mons. João Luiz, que, agradecido, eleva aos céus um hino de louvor, porque grato, ao encontrar em dois irmãos o Deus que se faz irmão de todos. Desejamos, assim, os mais sinceros votos de felicidade, rogamos ao Senhor, que os cumule com inúmeras bênçãos, e pedimos que a Virgem Imaculada, a Senhora do Patrocínio, Senhora das Dores, continue a interceder por vocês, a fim de que, com alma missionária, possam conduzir-nos rumo à terra que tenha sede de Deus. Aos nossos padres, neste jubileu de prata por sua Ordenação Presbiteral, a alegria, a festa de nosso povo, que os saúda numa fervorosa salva de palmas!

DOUGLAS DIEGO PALMEIRA ROCHA, 08 de dezembro de 2012.

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO PATROCÍNIO, MONTE MOR.