Globalização e Liberdade

                                            “ ...A liberdade produz mais riquezas – mas também nenhuma riqueza
                                                                           compra a felicidade.” Adam Smith.

Este trabalho tende a expor de forma sucinta e simplória a já tão falada história evolutiva do Capitalismo e seus meios de expansão, sua origem e suas conseqüências. Discorreremos usando citações de grandes pesquisadores postados no site www.scielo.com.br sobre os benefícios da Globalização, o real motivo do seu aparecimento e sob que circunstância esse pensar começou a ser introduzido no meio humano.

Por que globalizar? como se dá a relação capitalismo/Globalização/Tecnologia da Informação(TI)? O que significa a interação de países em desenvolvimento e desenvolvidos na mundialização e, quem são os protagonistas dessa ação grandiosa e perversa. Então nesse ensejo abordaremos também a cibercultura e o uso indiscriminado do espaço virtual, a sua interferência nos relacionamentos entre indivíduos e entre nações, além de identificarmos o que mudou após o desuso da carta, do telegrama e do telefonema. Não há neste artigo a intenção de pregar uma verdade, condenar ou absorver, apenas contribuir para uma reflexão, oxalá seja mais aprofundada, não nas pesquisas, mas no cognitivo de cada leitor.

Tudo é um fazer humano. Capitalismo existe pela principal característica humana, o dom de pensar, não é algo natural como a chuva que estando contra ou a favor não podemos oferecer resistência ao ponto de impedi-la, aquele tem sua existência no próprio existir humano. Aparentemente o homem aprendeu tudo, exceto conviver com seu igual sem dominá-lo. Para Thomas Hobbes, em seu estado de natureza, o homem é lobo do homem. Sendo assim, esse ser elege para si um direito natural que seria o poder de auto-preservação e satisfação de desejos. No entanto, nesse estado que é um momento de guerra constante o ser humano é incapaz também de produzir riquezas. Conforme o pensar de Hobbes a origem das sociedades amplas e duradouras não foi a boa vontade de um para com os outros, mas o medo recíproco. Vemos que no entender do autor o homem abri mão da sua liberdade em favor de um agente agregador, de um soberano, aquele que mediará suas relações, e assim o é, até os dias de hoje.

O Homem no geral não se lançou em conquistas, mas seu soberano sim. Passou a falar por eles e aquele que nos primórdios foi o defensor, tornou-se dono e lançá-se a conquistar para ampliar seus domínios, isso em nome do povo. Agora não mais defensor e sim administrador de conflitos, senhor da situação, juiz, rei, e aquele que queria proteção agora vê-se obrigado a proteger, a alimentar, e torna-se o homem, escravo em nome da liberdade.

Hoje, mesmo onde há Rei podemos falar em Estado e já não fazem expedições ultramarinas, no entanto, continuam invadindo, já não trazem ou levam escravos a cordas.... ganharam outros poderes, são oniscientes, onipotentes e onipresentes. Ficaram mais inteligentes, criaram a cibercultura: espaço virtual de encontros e desencontros, o qual permite que os conquistadores convençam a quem está do outro lado, a uma auto entrega, compre o que não vai usar, pense com o cérebro do dominante e mais, àqueles que nunca tiveram coragem de ler um livro, ou oportunidade de ir à escola, letram-se, como que por mágica e cheios de ideias alheias, logo saem arrotando informação... escravizam a distância. Agora dizem que somos libertos e que ninguém é obrigado a fazer algo contra sua vontade, “somos livres,” podemos até estar presentes virtualmente. Existe até casamento a distância.

Com a revolução industrial o pensamento capitalista ganha fôlego e passa a explorar espaços jamais imaginados, criando para si o meio de dominação mais eficaz de todos os tempos, a informática, essa, responsável agora por encurtar distâncias, impõe , cria aliados, distorce opiniões e torna o governo e o capitalista mais poderoso. Hoje, mesmo aquele que depõe contra o capitalismo, já o é em potencial. Não há outra saída. Somos envolvidos pelo pensamento do querer e ensinados a achar que podemos, que temos livre escolha, aprendemos a brigar pelo bom, pelo gostoso, pelo irrelevante a vida... enquanto desvirtua-se o dom do discernimento entre salutar e supérfluo. Valorizamos o que é bom e abandonamos o que faz bem. Abraçamos o já obsoleto.

Com o avanço tecnológico as nações poderosas buscam incutir nas mentes o óbvio, com ar de novidade, diz: “ a terra é um único território e não deve haver porteiras que impeça o livre trânsito de pessoas ou negócios”. E com esse acalento cria a maior parceira, o meio de transporte para o sistema capitalista, a Glo-ba-li-za-ção...