JAILTON JOSÉ DA SILVA 

“Tudo é mais fácil na vida virtual, mas perdemos a arte das relações sociais e da amizade”. Zygmunt Bauman 

Conforme a professora de História, Juliana Bezerra Bacharelada e Licenciada em História, pela PUC-RJ. Especialista em Relações Internacionais, pelo Unilasalle-RJ. Mestre em História da América Latina e União Europeia pela Universidade de Alcalá, Espanha.  

“Zygmunt Bauman (1925-2017) foi um sociólogo e filósofo polonês, autor do conceito modernidade líquida, o qual expressa que estamos vivendo tempos de instabilidade e volatilidade. Segundo a professora, suas concepções sobre a modernidade e sua crítica ao mundo capitalista encontraram eco nos movimentos anti-globalização e anti-capitalistas.” 

 Soa estranho a essa geração falar de fluidez social, pois já nasceram nesse ritmo, mas é de causar inquietação nas gerações passadas. Entretanto, a percepção do momento ainda é um desafio para uma ou para outra. 

O presente é um momento de transição, sempre foi, mas, aparentemente, torna-se cada vez mais curto. 

Despretensiosamente, incutem na mente social um desejo de mudança, e ainda dizem o local de chegada, só não informam que o porto é itinerante. 

“Viver entre uma multidão de valores, normas e estilos de vida em competição, sem uma garantia firme e confiável de estarmos certos é perigoso e cobra um alto preço psicológico”. (Zygmunt Bauman: biografia, obras e modernidade líquida - Toda Matéria (todamateria.com.br) 

  

Retiram correntes visíveis e doutrinadoras, mas apenas as trocam por outras mais eficazes, aquelas que podemos carregar sem percebê-las, pois o algoz não tem mais um lugar fixo. Levam-nos a acreditar em uma pseudoliberdade. Somos livres escravos. 

Sorria, você está sendo filmado. Trocamos a identidade de grupo por uma imposição global, enquanto nos julgamos originais, livres. 

"Não há outra saída. Somos envolvidos pelo pensamento do querer e ensinados a achar que podemos ou que temos livre escolha. Aprendemos a brigar pelo bom, pelo gostoso, pelo irrelevante a vida, enquanto desvirtua-se o dom do discernimento entre salutar e supérfluo. Valorizamos o que é bom e abandonamos o que faz bem. Abraçamos o já obsoleto". Jailton Silva. "Não há outra saída. Somos... Jailton Silva - Pensador 

 Somos impulsionados a viver como as pessoas do mito da caverna de Platão, visualizando sombras, mas sempre achando que somos originais, que dominamos. Aprendemos a valorizar a beleza do vaso em detrimento de seu conteúdo, porque somos guiados e vigiados como ovelhas para o matadouro.  (O TEXTO CONTINUA NO PDF)