ETERNO RECOMEÇO

 

“Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor.” Paulo Freire

 

Resumo

O termo educação tem sido motivo de discordâncias tanto no meio político, como no meio acadêmico quanto à sua razão de ser, e por vezes, é discutido conforme o humor governamental, sendo tratado como uma mera escolarização, enquanto os acadêmicos a concebe também em âmbitos não formais, mas interligados, deixando claro que a escolarização está na educação, e conforme a professora GOHN, essa se divide em formal, não formal e a informal.

Segundo Fabiana Fernandes, a educação é sustentada por três eixos: a qualificação, a socialização e a subjetivação. A autora ainda ressalta que o eixo da socialização é o responsável por formar pessoas que não sejam nem reprodutoras nem destruidoras do mundo.

 

Palavras chaves: Educação formal. Educação informal. Evolução da educação

 

Introdução

 

Este texto se propõe a levantar questões sobre a educação e suas nuances, além de apresentar algumas formas de conceituação.

Salientaremos o quão importante é a ação educacional, citando e às vezes comparando pensamentos, mas sem aprofundamentos, dos Sociólogos Max Weber, Émile Durkheim e o educador Paulo Freire, dentre outros estudiosos das relações humanas e do fazer na educação, não tão famosos, mas igualmente importantes como o professor José Luís Monteiro da Conceição, Mestre em Educação pela Universidade Del Mar- Chile e pela Universidade Federal de Sergipe. 

Apresentaremos fatos históricos que influenciaram e que ainda influenciam diretamente na cultura popular, como também na forma como se vê o processo educativo no país. 

Caminharemos ao encontro da visão que nos permitirá entender qual o papel da educação em relação aos muitos pensares, hegemônicos ou não, e o que dizem os autores consultados em relação a atuação dos educadores, diante das ideologias e suas aspirações.

Como não podemos deixar de fora, daremos um pouco de atenção aos professores, peças fundamentais, mas que recebem o ônus quando os planos do pensar vigente não alcançam ideais, mas que também amargam o esquecimento quando tudo dá certo.

Buscaremos nesse enunciado, se não colaborar, convidar ao leitor, a uma reflexão sobre o que achamos ser, e a quem estamos representando quando falamos em educação.

Vamos juntos!

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Eterno recomeço

 

A educação é influenciada por questões intrinsecamente ligadas a evolução humana, tem em sua história as marcas de encontros e desencontros ideológicos, é pensada e praticada conforme o humor do poder vigente, ora respondendo às ânsias do pensar filosófico na mais pura das suas interpretações, ora está a serviço dos pensamentos dominantes. Entretanto é desse conjunto de saberes e métodos que depende o mundo e seus humanos para adaptarem-se aos processos evolutivos que eles próprios criam.

Nos muitos momentos subjugadores do processo educacional, a figura do educador firmou-se como responsável por descobrir e ajudar os seres sociais em suas potencialidades. Todavia, conforme Bourdieu, a forma como a educação é pensada a tornará meio de reprodução das desigualdades.

Os sujeitos sociais em suas educações, podem ser submetidos a um não pertencimento, caso suas atitudes e pensamentos não estejam de acordo com o pensamento predominante, embora ainda seja a educação   considerada o único meio de desenvolver, moldar o homem e despertar nele humanidade.

A chegada dos Jesuítas no Brasil, em 1549, foi um marco para a história do ocidente, sobre muitos aspectos. Embora, ainda vivamos sob a sombra de muitos saberes e alguns métodos inseridos por essa congregação religiosa, dos quais, há aqueles considerados bons, não podemos deixar passar que, em nome de uma expansão catequética, os mesmos que falavam do amor de Deus pelos homens, facilitaram a inculcação, em detrimento de uma cultura vivida e em curso, a cultura dos povos nativos desta terra. ( PDF COM TEXTO COMPLETO)