DOCUMENTÁRIO: “CRIANÇA, A ALMA DO NEGÓCIO”

 

ADRIANA PERES DE BARROS

GEAN KARLA DIAS PIMENTEL

GRACIELE CASTRO SILVA

JANE GOMES CASTRO

RENATA RODRIGUES DE ARRUDA

RUTE S. CHAVES BARRETOS

 

                   O documentário “Criança a Alma do Negocio”, trata-se da influência da publicidade na vida da criança e dos p ais, sobre a contemporaneidade, produção e consumo no meio social.

Como visto o vídeo aponta mudanças nas relações estabelecidas entre adultos e crianças, nova produção da subjetividade em função dos cotidianos e de novas experiências que as crianças, jovens e adultos vêm vivenciando e se transformando. Neste processo de transformação a sociedade vem se tornando mais consumista, ou seja, está sendo impulsionada a comprar sem reflexão de  suas verdadeiras necessidades efetivas.

                 No documentário, uma professora do Ensino Público faz uma analise sobre o que estamos perdendo, hoje em dia, por causa do consumismo, por causa de toda essa mídia que incentiva as pessoas a comprar cada vez mais, ou porque vai ser melhor assim, ou porque vai ter o brinquedo do momento, ou porque vai ter a melhor roupa. As crianças acabam deixando de brincar, de interagir e percorrer espaços, de construir vínculos afetivos, de imaginar e de criar possibilidades de experiências reais, mas sim virtuais e artificiais.

Percebe-se que a mídia está incentivando cada vez mais que as crianças comprem e deixem de brincar. A criança não pode ser considerada, pela propaganda, como um adulto, ou um adulto em miniatura, Ariès apud Mrech (1960).

A indústria publicitária que se conhece sobre a criança, compreendendo-a como um ser em potencial para o consumismo, pois a criança mesmo sendo ativa, dinâmica e inteligente, em muitos do seu nível de compreensão, não consegue compreender todas as complexidades deste campo.

  Com isso este mercado tem cada vez mais se aproveitado da inexperiência da criança, para transformá-la em produtor ou promotor dos seus produtos, dentro de casa, ele não só fere princípios claros, regras específicas do direito, mas também viola limites éticos e morais fixados pela nossa sociedade. A criança, inclusive, está sendo estimulada a não se preocupar com o outro, e sim constituindo-se como individualistas e sobretudo insatisfeito, na ânsia de sempre ter o último brinquedo do momento, entre outros.

Contudo, as crianças, adolescentes e adultos alteram suas relações intersubjetivas a partir das influências que a mídia e cultura do consumo exercem sobre todos que faz parte do processo consumista. No momento entendesse que a mídia condiciona as crianças para que se tornem consumistas precocemente, também nos leva a refletir o brincar, em especial com bonecas, pular e correr que vem passando por grandes transformações e evolução. Acontece que o sentido do brincar e da infância foi dinamizado de acordo com a evolução da sociedade e do grupo social aos quais as crianças se encontram, pois a ideia de infância é uma construção social, que assume diferentes formas em diferentes contextos históricos e sociais Ariès (1960) apud Mrech.

                Segundo Levin (2007, p.11) apud Mrech, “os tipos de brinquedos são outros, as crianças da atualidade tem outro jeito de brincar, imaginar, sofre, pensar e construir sua realidade infantil”

                 Observa-se que a mídia tem a estratégia de alcançar os adultos, porém foca nas crianças a partir do momento que a criança é manipulada, que consequentemente manipula os pais que fazem parte do processo primário, os pais por motivo de sua ausência no lar e de afetividade cede ao desejo de consumo dos filhos, ou seja, as crianças são instigadas a manipular e manipulam, inconscientes, os pais, que muitas vezes por se sentirem negligentes quanto a atenção que deveriam proporcionar aos filhos, neste momento se tornam passivo e acabam comprando coisas para suprir afeto, atenção, cuidado, amor, etc.

Entretanto, o objetivo do documentário não é culpar crianças ou pais, mas levar uma reflexão do que está posto na contemporaneidade, novas configurações culturais que veem se integrando as atitudes do ser humano e que não estão sendo refletidas em sua complexidade e necessidade.

Segundo Mrech (2003), a contemporaneidade está assinalada por um momento histórico em que a sociedade ‘coisificou’ e transformou tudo em produto, as emoções, os direitos humanos e sociais, as habilidades e as relações.

Sobretudo, devemos refletir qual é o olhar da própria criança, suas significações e construção diante de tudo que está posto, para tanto, Mrech (2003), propõe  que se deve investigar  a infância a partir da própria criança, sendo necessário observar de qual criança estamos falado, respeitando sua individualidade, sua subjetividade, intelectualidade e camada social, econômica e faixa etária.  

 

Referências: 

DOCUMENTÁRIO: “CRIANÇA, A ALMA DO NEGÓCIO”. Diretora: Estela Renner; ProduçãoMarcos Nisti; Maria Farinha Produções; Direção de fotografia: Rafa Ribeiro; Lançamento: 2008 (mundial).

 

MRECH, Leny Magalhães. Psicanálise e. Educação – novos operadores de leitura. São. Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003. 144 p.

 

ADRIANA PERES DE BARROS, graduada em Pedagogia: Professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis.                         

GEAN KARLA DIAS PIMENTEL- Professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis.                                                         

GRACIELE CASTRO SILVA- Graduada em Administração: Professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis.                     

JANE GOMES CASTRO, Graduada em Ciências Biológicas; Professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis               

RENATA RODRIGUES DE ARRUDA; Professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis.      

RUTE S. CHAVES BARRETOS; Professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis.