Desistimos de compreender todas as frustrações e mazelas alheias a partir do momento em que aprendemos a nos desprender daquilo que não nos pertence e que, honestamente, nunca nos pertenceu. Desistimos de querer para nós um amor sincero e verdadeiro porque entendemos que a nós somente os restos e as migalhas eram dadas,e estas, para ninguém servirão, em momento algum da vida. Porque amor, e somente AMOR (maiúsculo) doado de alma e coração, sem segundas ou outras intenções que não a de querer o bem do outro... Somente o amor de querer o bem é que agrega e faz crescer. Fora disso, é qualquer outro sentimento. Por isso desistimos! Porque compreendemos que a ausência não será tão sentida devido a presença ter pesado demais em algum momento da vida. E se pesou é porque estava sendo excessiva, sem preencher os espaços bons, transformando em prisão os sentimentos que deveriam ser livres. E não existe amor que leve um coração para os cativeiros, para os porões, e lá, agregue valor sentimental a ele. Quando ocorre isso é porque nunca houve amor, é porque o sentimento se resignou e se prostrou, e, finalmente, foi sufocado e silenciou. Desistimos de ouvir este sentimento porque queríamos AMOR... Mas recebemos o que convinha aos outros, ou seja, restos e migalhas...