Às vezes a gente não se empolga em fazer algo, porque não é a nossa grande paixão mesmo. Natural. Por isso, a gente não devia se cobrar tanto, nem se desanimar muito por não conseguir criar essa ponte tão difícil, mas que vai nos sustentar bastante nesse caminho pelo qual escolhemos seguir. Pra coisa “dar liga” e deixar a gente ligados em algo que não é a nossa grande paixão de fato, não é algo que nos mova, que faça nosso coração pulsar, é preciso criar outros laços, ver sob outra ótica, é conseguir ver que nisso há outras infinitas possibilidades que ainda não descobrimos, mas que aos poucos, em alguns momentos do dia passam a fazer e até a dar sentido, aí sim, em paixões e que faze teus olhos brilharem com tanta beleza. A arte é sem dúvida uma delas. Seja na música, cinema, séries, livros, etc. Quando a gente passa a querer e a aprender mais, a gente se instiga a descobrir o significado das coisas não apenas pelo conhecimento, mas porque isso vai nos motivando e vai desencadeando vários sentimentos na gente. O saber pelo saber não tem muita utilidade, mas quando a gente aprende e aplica o conhecimento nas coisas que despertam nossa paixão, ah, daí não tem como parar e a gente até acaba sentindo falta quando não relaciona e quando não tem o momento de aprendizado puro, em estado bruto, aquele que só a gente vai poder lapidar diariamente. E isso vai acontecer, não porque vão cobrar a gente depois, mas porque a gente mesmo vai estar nessa ponte criada e vai sentir falta de se sentir a vontade e seguros, com espontaneidade e muita veracidade, sendo a gente, como nossa forma única e intransferível de fazer, falar, rir e de agregar conhecimento envolto em momentos especiais...