Viver entre as linhas do medo e da responsabilidade. Um vai para a direita e o outro segue sua vida para a esquerda. É quando um diz que precisa conversar e o outro aceita, mas educadamente permanece em silêncio, como se o olhar dissesse (como sempre disse) o quanto foi doado de amor. Amor minúsculo e invisível aos olhos e coração de quem não sabia, mas AMOR maiúsculo pelos gestos e atitudes tomadas, todas de quem sabia o que queria! Um se pergunta por que foi ao encontro e o outro se questiona se errou e fez perder o único vínculo que manteria a chama acesa. Em algum lugar na amargura ambos se perderam, e esse amor jamais se concretizará. Seria como salvar a vida, mas bastaria o amor para salvar uma vida? Um sabe aquilo que o outro pensa não saber, mas deixa estar assim, que o tempo acabará com a defesa armada. Há uma lista de erros que não precisa ser dita, pois é conhecida e faz doer a cada negativa dada justamente quando um queria, mas não teve, e que o outro nunca deu, porque no fundo jamais queria. Mas não bastaria o amor para salvar esta vida. Daí não vale a pena um erguer a voz e fazer o outro calar, concedendo uma última chance para não sair dirigindo sem rumo por aí. É o fim! Cortar a relação de dependência que um tem seguido fazendo de tudo pelo outro. Admitida a derrota, portanto, é hora de mudar, de trilhar um novo caminho, ou ao menos, caminhar de forma diferente. E aí sim, um e outro poderão optar pelos sentimentos que os tornam melhores, que os deixam mais felizes, ao invés de ficarem se perguntando, onde foi que o erro aconteceu...

 

 

Com vídeo da música How To Say a Life – The Fray – http://youtu.be/jjxJ_HJh9Lc