Toda vez que te encontro é um prazer e uma satisfação imensa, porque eu sempre descubro algo novo no teu olhar. O meu rosto não esconde essa felicidade, meu sorriso não sabe disfarçar a sensação boa que é te ver e meus olhos, “ah meus olhos”, eles denunciam com um brilho único de quem é tocado por essa beleza rara que faz a minha alma se movimentar e o coração pulsar mais intensamente. Isso é como eu me sinto, é o que você me transmite. São as boas novas que você carrega no coração. Mas pode ser que não seja exatamente como você esteja se sentindo naquele momento. Pelo contrário. Não é porque você faz nascer esperança em mim (pela predileção e carinho) que você não esteja vivendo de repente a relativização das tuas esperanças, entendeu? A relativização é o último processo da desistência. Triste pensar que a gente tem o dom de acarinhar tanto e de criar sorrisos a nossa volta, mas com a gente mesmo não conseguimos ser tão afetivos e complacentes assim. Não dá para relativizar isso, seria desumano. E pode ser que hoje você esteja desistindo cedo demais do que é a grande paixão da tua vida. Ou do teu corpo, ou do teu espírito. Porque se a gente não fica atento, pode ser que comece a desistir da vida muito antes de tentar mudar esse jogo. É um tipo de processo que estamos alimentando, de autodestruição, mágoas ou ressentimentos. Se você desistisse dessas desilusões já seria ótimo, porque quando você destrói o que te mata tem mais chance de crescer e viver sob a plenitude das tuas conquistas. Por isso, não se entregue a dor, porque ela um dia vai passar. Também não relativize essas sensações ruins que sente. Tente reequilibrar-se nesta gangorra. Afinal, esse algo novo que sinto ao te olhar, que está aí queimando nos teus olhos como fogo e paixão pela vida, não há como relativizar, é preciso sentir e transformar essa beleza toda em combustível para te fazer lutar mais, buscar mais, acordar e colocar uma roupa confortável (que combine com tua personalidade e feminilidade aguçada), e então ir para o mundo, conquistar o teu mundo! Aliás, a roupa mais confortável são as suas palavras verdadeiras que tocam o outro e fazem com que ele se sinta e faça você se sentir bem, quando ambos constroem uma ponte de respeito e carinho inomináveis, e que transformam a desistência em persistência. Essa habilidade você possui e sabe usar muito bem.