Ubirajara Moraes Oliveira Filho¹

RESUMO: Este trabalho aborda questões referentes à acessibilidade de cadeirantes no espaço escolar. A maioria das escolas não apresenta condições adequadas para inclusão do cadeirante em seu espaço físico, ou seja, estas condições não são asseguradas pelo Estado mesmo estando previstas em legislação nacional. A educação inclusiva, diferentemente da educação tradicional, na qual todos os alunos é que precisam se adaptar a ela chega estabelecendo um novo modelo, onde a escola é quem precisa se adaptar as necessidades e especificidades de cada aluno, buscando além de sua permanência na escola, o seu máximo desenvolvimento. Para isso a metodologia utilizada foi a descritiva exploratória de caráter qualitativo.

Palavras-chave: Escola. Acessibilidade. Cadeirantes.

ABSTRACT

This paper deals with issues related to the accessibility of wheelchair users in the school space. Most schools do not present adequate conditions for the inclusion of the wheelchair in their physical space, that is, these conditions are not ensured by the State even though they are provided for in national legislation. Inclusive education, unlike traditional education, in which all students need to adapt to it, arrives by establishing a new model, where the school is the one who needs to adapt the needs and specificities of each student, seeking beyond its permanence in the school, its maximum development. For this the methodology used was the exploratory descriptive of qualitative character.

Keywords: School. Accessibility. Wheelchair users.

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¹ Graduado em Educação Física pela Universidade Católica do Salvador (UCSAL), Graduado em Fisioterapia pela Faculdade Adventista de Fisioterapia (FAFIS), Pós-graduação em Ortopedia e Traumatologia pela Fundação Baiana de Desenvolvimento da Ciência (FBDC). Doutorando em Educação pela UNIGRENDAL- Universidade Grendal do Brasil.

1 INTRODUÇÃO

Um assunto que vem ganhando importante lugar nas discussões é o direito ao acesso para pessoas cadeirantes nas escolas públicas, pois os espaços físicos no interior das escolas possuem barreiras que impedem o livre deslocamento com cadeiras de rodas. Pode-se constatar facilmente que as escolas precisam se conscientizar de que os alunos necessitam destes acessos sem qualquer tipo de impedimento, possibilitando desta forma que estes possam transitar a vontade em todos os ambientes.

Vale salientar que o ambiente escolar envolve todos aqueles que pertencem à escola, tais como salas de aula, laboratórios, bibliotecas, pátios, cantinas, banheiros, quadras, e as áreas que dão acesso a mesma, como por exemplo, a calçada e passeio da escola.

Esta questão da inclusão é um tema bastante complexo e acabou por despertando o interesse em estudá-lo, devido as vivências em contato com pessoas deficientes, em especial com os cadeirantes, ao observar suas dificuldades de acesso.

Acredita-se que é extremamente importante que as pessoas sejam cada vez mais capacitadas para trabalhar com esses alunos nas escolas, além destas também possuírem uma estrutura física inclusiva. Nestas oportunidades de contato com os cadeirantes, observou-se a grande dificuldade em ajudá-los em sua locomoção, e constatou-se que esta não era apenas uma dificuldade única, e sim também dos professores e toda comunidade escolar. Logo, precisa-se dar um melhor apoio a estes alunos cadeirantes viabilizando suasocialização, além de proporcionar, independente de suas limitações físicas, o conhecimento.

Essa questão da acessibilidade arquitetônica nas escolas públicas deve ser compreendida como um direito do cidadão que necessita da educação e um dever do estado que juntamente com os municípios devem trabalhar em prol de uma escola inclusiva e sem diferenças no que diz respeito ao acesso e a educação para todos.

A inclusão desses alunos nas escolas deve ser feita sem nenhum tipo de discriminação, confirmando assim, que todos, portadores deficiência física ou não, tem direitos de acesso a educação. Ou seja, todos os cidadãos possuem o mesmo direito à educação, independente de aspectos físicos, diante disto, as escolas devem buscar promover, se necessário, as alterações arquitetônicas que visem à acessibilidade de todos, bem como, possuir professores preparados, ou seja devidamente capacitados para atuar com esses alunos, trabalhando pela sua inclusão e educação.

Diante do exposto, entende-se que a educação inclusiva começa desde acessos facilitados para qualquer tipo de pessoa até a sua completa trajetória escolar.

O Estado tem a obrigação de oferecer capacitação continuada aos professores e propiciar o direito educacional aos alunos cadeirantes por meio de acessibilidade arquitetônica, em todos os lugares onde transitam.Alunos cadeirantes são cidadãos de direitos, com deveres iguais ao de qualquer outro cidadão, devido a isto, escolas acessíveis para todos os tipos de alunos, proporcionam igualitariamente oportunidades, independente das diferenças.

O objetivo deste trabalho é identificar e descrever como algumas escolas estaduais estão se adequando para trabalhar com esse tipo de público. Esta abordagem é realizada aqui a partir de uma revisão de literatura.

Assim sendo, espera-se que limitações físicas não sejam o impedimento de uma pessoa para ter acesso a educação e a formação como cidadão responsável pelos seus atos, e consciente de que têm direitos e deveres iguais ao de qualquer pessoa.

Este trabalho consistiu numa revisão de literatura em que procura abordar temas relacionados aos direitos dos deficientes físicos e as possibilidades inclusivas no espaço escolar.