Renato Saldanha Freitas Garcia[1]

 

Resumo

Home Care, um nome de origem americana, vem sendo muito falado no Brasil e em todo mundo. Sua tradução mais próxima para o português vem a ser Assistência Domiciliar, que nada mais seriam cuidados em saúde realizados na residência. Podendo ser paliativos e preventivos, atendimentos pontuais, hospitalização domiciliar e atenção na fase pré e pós óbito. A Assistência Domiciliar teve seu primeiro relato mundial no Egito Antigo (século XIII a.C.) e no Brasil começou, ainda sem credibilidade, em 1949. Atualmente observa-se uma crescente significativa no Home Care em todo mundo, aparentemente sendo a grande descoberta gestacional e operacional da saúde mundial.

Palavra Chave: Home Care. Assistência Domiciliar. Gestão em saúde. Atenção domiciliar.

1 INTRODUÇÃO

 

            O termo Home Care é uma nomenclatura originada do inglês e frequentemente empregada no Brasil com um significado próximo à Assistência Domiciliar. (SARMENTO, 2005)

De acordo com as tendências mundiais e em busca de caminhos para a sustentabilidade do setor de saúde, se ganha destaque, no Brasil, a assistência domiciliar. (MALAGUTTI, 2012)

Registos marcam em 1949, no Rio de Janeiro, a primeira referência de assistência domiciliar no Brasil chamada de Assistência Médica Domiciliar e de Urgência (SAMDU). (SARMENTO, 2005)

            De acordo com Sarmento (2005) já se observa literatura destacando a assistência domiciliar, na Inglaterra, pós Segunda Guerra Mundial.

            Ainda jovem, este setor ocupa importante papel nas discussões das políticas de saúde pública e privada no mundo e mostra-se em franco crescimento no Brasil. (MALAGUTTI, 2012)

Atualmente, o setor de Atendimento Domiciliar no Brasil tem crescido muito no setor privado, que passou de cinco em 1995 para um número superior a cento e oitenta no ano de 1999. (AMARAL N. et. al., 2001)

2 DESENVOLVIMENTO

 

            O termo Home Care, por ser um termo “americanizado”, vem sendo utilizado no Brasil como Assistência Domiciliar. Dividindo seus serviços prestados em internação domiciliar e atendimento domiciliar. (SARMENTO, 2005)

            Na humanidade, o que foi observado como primeiro relato de atendimento domiciliar foi na terceira dinastia do Egito Antigo (século XIII a.C.) por um médico chamdo Imhotep. (AMARAL N. et. al., 2001)

            De uma forma organizada, a assistência domiciliar à saúde, tem como primeira referência, no ano de 1796, no Dispensário de Boston que hoje é conhecido como New England Medical Center. (AMARAL N. et. al., 2001)

            Fontinele Júnior (2013) quando fala sobre a evolução histórica dos programas de assistência à saúde no Brasil relata que até o final do século passado, não havia uma forma sistemática de atuação sobre a saúde da população, sendo apenas de forma eventual, em situações de epidemias e as primeiras iniciativas governamentais no campo de atenção à saúde deram-se a partir de interesses meramente mercantis.

            Limitada à visita e orientação médica e uma restrita prescrição medicamentosa de ervas disponível, a assistência a pacientes em casa aparece, muito limitada, anterior à criação dos hospitais. No Brasil, a não muitos anos, frequentemente chamavam-se os médicos ou farmacêuticos para visitas domiciliares. (SARMENTO, 2005)

            Poucos são os registros formais sobre o aparecimento da assistência domiciliar no Brasil. De acordo com Malagutti, as primeiras referências remetem ao Serviço de Assistência Médica Domiciliar (Samdu) em 1949 no Rio de Janeiro. Em 1968, na cidade de São Paulo, o Hospital do Servidor Público Estadual implanta um serviço de estruturação no atendimento domiciliar, pensando em diminuir a permanência naquele hospital.

             O autor acima relata em seu livro[2] que “Na década de 1990, o Ministério da Saúde cria o Programa de Saúde da Família (PSF), e a Universidade de São Paulo (USP) inaugura o Núcleo de Assistência Domiciliar Interdisciplinar (NADI).”.

            O PSF iniciado no Brasil em 1991, com propósito (subjetivo) de reorganizar a prática da atenção à saúde em novas bases e substituir o modelo tradicional levando saúde para mais perto da família, tem uma estimativa de resolver 85% dos problemas de saúde em uma comunidade. Previne doenças, evita internações desnecessárias e melhora a qualidade de vida da população. (FONTINELE JÚNIOR, 2013)

O crescimento tecnológico trouxe um aumento no custo da saúde, dificultando e encarecendo o acesso à rede privada e sobrecarregando o setor público. Assim sendo, ambos os setores começam a buscar alternativas de gestão para atender seus usuários e inicia o aparecimento da assistência domiciliar. (SARMENTO, 2005)

            Para a medicina moderna, a assistência domiciliar, é realizado após o paciente já ter recebido atendimento primário e prévio, ou seja, aquele foi previamente diagnosticado e tratado de alguma maneira. (AMARAL N. et. al., 2001)

            No fim da década de 1980 surge, em São Paulo, a primeira empresa privada de Home Health Care surge e logo em seguida foi acompanhada por outra no Rio de Janeiro. Ainda sem interesse algum dos planos de saúde. A partir de 1995, as operadoras de plano de saúde descobrem o potencial da assistência domiciliar como forma de gestão em saúde. (SARMENTO, 2005)

            Para Malagutti o setor de assistência domiciliar ocupa um papel importante nas discussões das políticas de setores privados e públicas no mundo. Mesmo jovem, no Brasil, o Home Care está em franco crescimento: em demanda de serviço; no aumento no número de pesquisas e estudos; no desenvolvimento industrial no que diz respeito à saúde do nosso país.

Atualmente, o setor de Atendimento Domiciliar no Brasil tem crescido muito no setor privado, que passou de cinco em 1995 para um número superior a cento e oitenta no ano de 1999. (AMARAL N. et. al., 2001)

            É evidente para Sarmento a nítida diferença do setor público para o setor privado na abordagem da assistência domiciliar. O setor público enfatiza o atendimento domiciliar já o setor privado, atua mais na internação domiciliar. [3]

            Além de melhora na qualidade de vida do paciente e dos familiares envolvidos Amaral N. et al cita que:

O atendimento domiciliar poderá acelerar a recuperação do paciente e promover a redução dos custos, sendo uma saída mais humana e econômica para os portadores de doenças crônicas ou de longa duração. Outro fator importante é que o paciente ficará afastado do risco de infecções hospitalares e do estresse da internação, sendo ainda beneficiado com            a atenção do seu médico de confiança e de todos os recursos necessários, incluindo uma equipe multiprofissional.

               

3 CONCIDERAÇÕES FINAIS

           

            Observando e analisando os estudos que falam sobre Assistência Domiciliar ou Home Care, no Brasil, vê-se que, mesmo ainda em fase crescente e adolescente está se estruturando, desenvolvendo e crescendo.

            No SUS (Sistema Único de Saúde) o Home Care está mais atuante na área de atendimento domiciliar, o que sugere mais estudos para crescimento na área da internação domiciliar, podendo diminuir assim, o número de pacientes a espera de leitos e de pacientes crônicos sem os devidos cuidados.

            Nota-se que, há uma relação íntima entre a Assistência Domiciliar e Humanização no tratamento de qualquer que seja a doença.

            Um paciente, em sua residência, gera diminuição nas despesas com o tratamento, cuidados mais próximo de sua vida social, liberação de leitos para atendimento de novos pacientes dentre inúmeras vantagens como também desvantagens, o que sugere mais estudos no que diz respeito a Assistência Domiciliar.   

            Muito se tem discutido sobre vantagens e desvantagens da assistência domiciliar, o que gera interesse em ser realizado mais pesquisas sobre o assunto.

               

           

           

 

           

           

A HISTÓRIA DO HOME CARE NO BRASIL

 

Renato Saldanha Freitas Garcia[4]

 

Resumen

Cuidados en Home Care, un nombre de origen americano, ha dado mucho que hablar en Brasil y en todo el mundo. Su traducción más cercana al portugués trata de Cuidados en el hogar, lo que sería no más de atención médica realizada en la residencia. Puede ser, la atención oportuna, la atención domiciliaria paliativa y preventiva y la hospitalización en el pre y post muerte. La Atención Domiciliaria tuvo su primer informe global en el Antiguo Egipto (siglo XIII aC) y Brasil comenzó, aún no hay credibilidad en el año 1949. Actualmente hay una importante creciente en Cuidados en el hogar en el mundo, con una aparentemente grande gestacional y operación de descubrimiento de la salud mundial.

Palabra clave: Home Care. Cuidados en el hogar. Gestión de la salud. Atención en el hogar.

           

REFERÊNCIAS

 

AMARAL, Nilcéia Noli do. et al. Assistênci Domiciliar à Saúde (Home Health Care): Sua História e sua Relevância para o Sistema de Saúde Atual: Rev. Neurociências 9(3): 111 – 117, 2001.

BERNARDI, Daniela Filócomo. Fisioterapia Preventiva em Foco. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.

FONTINELE JÚNIOR, Klinger. Programa de Saúde da Família (PSF) – Comentado. Goiânia: AB editora, 3ª edição revisado e atualizado 2013.

MALAGUTTI, William. Assistência Domiciliar: Atualidades da Assistência de Enfermagem. Rio de Janeiro: Rubio, 2012.

PETRI, Fernanda Calil. História e Interdisciplinaridade no Processo de Humanização da Fisioterapia: Dissertação de Mestrado. Santa Maria RS: 2006.

SARMENTO, George Jerre Vieira. Fisioterapia Respiratória no Paciente Crítico: Rotinas Clínicas. Barueri SP: Manole, 2005.



[1] Fisioterapeuta graduado pela Universidade Estácio de Sá. Atuante como fisioterapeuta e supervisor de equipe multiprofissional em home care. renato_garcia@ymail.com

[2] Assistência Domiciliar – Atualidades da Assistência de Enfermagem. Autor William Malagutti

[3] No mesmo livro (Fisioterapia Respiratória no Paciente Crítico – Rotinas Clínicas) é descrito na página 116 como Atendimento Domiciliar a visita ou procedimento, isolado ou periódico, realizado no domicilio do paciente por profissional habilitado da área da saúde. Internação Domiciliar já é o serviço prestado no domicílio, em substituição ou alternativo à hospitalização também por equipe técnica habilitada e multiprofissional no domicílio.

[4] Fisioterapeuta graduado pela Universidade Estácio de Sá. Atuante como fisioterapeuta e supervisor de equipe multiprofissional em home care. renato_garcia@ymail.com