João Felinto Neto
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Poemas da Obra Tríptico
- Por João Felinto Neto
- Publicado 21/11/2008
- Poemas e Poesias
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Gostaria de ressaltar que escrevo pela segunda vez, um prefácio para Tríptico (O primeiro extraviou-se).
A maior dificuldade para seguir a vida fazendo poesia é o menor apreço dado pelo leitor ante outros gêneros literários.
Mas, pelo que eu conheço do poeta, a sua devoção a tão bela arte, o seu intenso desprendimento para escrever versos e sua disposição, completam uma trilogia que supera qualquer dificuldade.
Tríptico poderia ressaltar nas diversas vertentes por onde o poeta segue numa escorredura de inquietação, de vislumbre e de solidão, o poeta, o poema e o leitor.
Não sei depurar situações insones nem trabalhos específicos, apenas me situo entre o poeta e seus versos; sou um leitor que revitaliza a obra pelo empenho em extrair toda a essência curadora que a poesia exala. Dessa forma, eu me renovo nas páginas de Tríptico.
Aparar arestas, lapidar o pensamento em busca de uma confluência entre verbo e harmonia, arranca do mais profundo âmago, a vitalidade racional confrontada à emotiva.
Eu entendo o extraordinário esforço de criação do poeta em seu movimento pendular entre a loucura e a arte. Há versos que surpreendem com seu sentido nato para o óbvio, enquanto outros, para o absurdo.
Em tríptico, o poeta norte-riograndense João Felinto Neto (Tratamento formal) estabelece, em minha visão, divisões precisas em sua poesia: o Alento, aonde galga a certeza da paz; o Extenso, onde conserva na síntese, o amontoado de sentidos e a Continuidade, a reticência aberta para ir além.


