Fábio Moraes
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A Deriva Do Universo Na Filosofia Pascaliana
- Por Fábio Moraes
- Publicado 8/03/2007
- Filosofia
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O universo, na filosofia de Pascal, se encontra à deriva. Concebido como infinito, é expurgado dele toda referência e identidade. Na Filosofia Medieval, e naturalmente na filosofia aristotélica, o mundo era finito e havia os lugares naturais, ou seja, havia para o universo, nestas filosofias, referências e identidades. No século XVII, com a aplicação da geometria euclidiana este passou a ser concebido como infinito. Com isso, não há mais sentido fazer a mesma leitura do universo tal como faziam os medievais, uma vez que essa leitura pressupunha um universo finito. Num universo infinito todos os lugares se equivalem, eles são todos homogêneos e isótopos. Sem referencial, o universo se encontra também à deriva, visto o homem não poder afirmar nada dele, ou seja, não poder discursar racionalmente sobre o universo. .Por isso, o universo se encontra à deriva, em virtude do homem não poder delimitar racionalmente nada com respeito ao mundo.
Palavras-chave: infinito, quebra de relação, deriva.
Palavras-chave: infinito, quebra de relação, deriva.
A Deriva Do Homem No Pensamento Pascaliano
- Por Fábio Moraes
- Publicado 8/03/2007
- Filosofia
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Esse trabalho pretende ressaltar a deriva do homem tal como é pensada por Pascal. O homem, segundo Pascal, é um ser extraviado, que após a queda se encontra entre dois infinitos. Esses infinitos se manifestam no universo, uma vez que as grandezas que constitui o universo podem ser aumentadas e diminuídas sem jamais se chegar ao todo ou ao nada. Deste modo, o infinitamente grande traduzido na imensidão do universo e o infinitamente pequeno é exprimido nas dimensões menores que o homem pode conceber. O homem estando entre esses dois extremos, se encontra em um campo intermediário, sempre em movimento. Movimenta sem jamais alcançar esses extremos e sem poder se fixar em um ponto seguro. É desta situação que o homem colhe sua condição: perpétuo movimento. Deste perpétuo movimento jamais o homem poderá construir uma antropologia racional. Jamais poderá discursar sobre qualquer conhecimento do que seja o homem em sua essência. Se não se pode conceber nada da essência humana então não se pode também tratar de uma natureza humana. Sem poder conceber a sua natureza, o homem se reconhecer sem um porto.

