Rosimeire Santos
Me chamaram de Rosi. Sou Professora de História, Especializanda em Cultura Afro-Brasileira e membro do Grupo de Pesquisa Epistemologia do Educar e Práticas Pedagógicas do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFBA.
Acredito que de fato, sou uma Rose (Rosa). Sou primavera.
Artigos publicados
Investigação Sobre O Fazer E O Pensar O Ensino De História Através Das Tics
- Por Rosimeire Santos
- Publicado 11/09/2008
- História
- Sem avaliações
O presente projeto, intitulado “Investigação sobre o fazer e o pensar o ensino através das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação), é fruto de minhas inquietações pessoais com a permanente pesquisa da prática de ensino de História”. Considerando-me uma educadora-pesquisadora da difícil, complexa e sempre aberta arte de ser partícipe do processo de ensino-aprendizagem, nos últimos cinco anos, fui instigada por problemas e desafios pedagógicos que emergiram no exercício cotidiano da sala de aula. Percebi que o ensino de História há anos está marcado por uma série de condicionamentos e mitos, sendo na minha avaliação, o pior deles, o rótulo de uma disciplina decoreba, que trata de coisas de um passado distante, cheia de conteúdos complicados, organizados numa estrutura positivista e apresentados quase que exclusivamente num enfoque político-econômico, o que vem produzindo como “efeito-pedagógico-colateral” mais comum, o desinteresse dos alunos e a convicção destes que essa disciplina é um amontoado de informações chatas e sem conexão com a realidade em que vivem.
Procurando encontrar novas estratégias pedagógicas que modificassem esse quadro em que está enredada a disciplina (já que individualmente não posso mudar a configuração da escola tradicional, mas “nas quatro paredes da sala de aula” posso transformar a minha prática de ensino), compreendi que pequenas mais valiosíssimas alterações na abordagem de conteúdos (diálogo aberto com outras concepções historiográficas, a Nova História, o Marxismo a História Cultural) e a adoção efetiva de estratégias e recursos pedagógicos que não são nenhuma novidade, mas fogem da cartilha tradicional (dinâmicas individuais e grupais que valorizam o aluno como produtor de conhecimento, utilização de recursos técnicos audiovisuais como mapas, músicas, filmes e aulas produzidas em Power Point, jogos educativos, aulas de campo e em laboratório de informática etc.) além de ampliarem os canais de aprendizado por excitarem múltiplos meios de percepção e atenção, tornavam as aulas mais interessantes, dinâmicas e próximas da linguagem e cotidiano dos alunos.
Compreendendo a História como um tipo de conhecimento quer requer ao seu processo de aprendizado um alto grau de abstração e imaginação, e tendo a criança um desenvolvimento cognitivo muito ligado ao concreto, ao vivido, ao mesmo tempo em que, possui uma imaginação e criatividade muito fértil, encontrei nesse aparente paradoxo o insight do instrumento metodológico que procurava e que fosse capaz de fazer a grande deusa História descer do Olimpo e materializar-se no mundo dos mortais: a utilização das TICs como metodologia de ensino da disciplina, o que passei a chamar de “práxis-técnico-imagética”.
Um Recado Aos Nossos Pais
- Por Rosimeire Santos
- Publicado 10/08/2008
- História
- Sem avaliações
Breve reflexão sobre o masculino e a paternidade na contemporaneidade.
A Escolarização da População Negra Entre o Final do Séc. XIX e o Início do Séc. XX
- Por Rosimeire Santos
- Publicado 22/07/2008
- História
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Avaliação:




O presente artigo propõe-se analisar como se deu o processo de inserção da população negra à escolarização, no período compreendido entre o final do séc. XIX e o início do séc. XX, buscando compreender as dificuldades vivenciadas por essa camada da população em ter acesso e permanência no sistema oficial de ensino, além de elucidar as tentativas alternativas de aproximação negra com o saber e a cultura escolar.
A Invenção Da Modernidade
- Por Rosimeire Santos
- Publicado 21/07/2008
- História
- Sem avaliações
Este artigo tem como objetivo discutir a noção de Mundo Moderno a partir da significação ideológica que permeia o conceito de Modernidade. Deve-se destacar que a complexidade da questão direcionou-nos a não nos ater-mos em esquematismos ou definições de datas-limites. O foco principal volta-se a análise das rupturas e continuidades. Dada à extensão do tema, destacaremos apenas três aspectos que elucidam brevemente as rupturas e permanências da chamada Idade Moderna: o econômico - a transição do feudalismo ao capitalismo; o ideológico – a passagem da transcendência à imanência e o Iluminismo; o político – os limites do Estado Absolutista.

