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Ary Carlos Moura Cardoso

Bacharel e Licenciado em Letras(UGF). Mestre em Literatura (UnB). Pós-Graduado em Administração da Educação, Políticas, Planejamento e Gestão (UnB), em Filosofia (UGF). Foi mestrando em Filosofia (UGF) e estudante de Direito, Teologia e Filosofia(Uerj). Professor da Universidade Federal do Tocantins(UFT). Escreve em vários sites e na imprensa tocantinense. Possui uma das maiores bibliotecas privadas do estado, com cerca de sete mil volumes. Casado com Luísa Cardoso, pai de quatro filhos.
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 Artigos publicados

Flávio Kothe: Uma Voz Imprescindível

Flávio Kothe, amigo, é um destes gigantes intelectuais que vasculham as galerias subterrâneas tanto da cultura geral, quanto da Literatura em particular à procura dos gestos semânticos verdadeiramente significativos, portanto, incomoda, provoca medo e é visto como ameaça. Com ele, os bastiões das “verdades oficiais”, encapotadores exímios, são desmascarados, com ele, os silêncios falam.

Da Poética Libertadora

Poética libertadora medra na esquina crítica da brutalidade da vida com a imaginação criadora.

Do Poeta...

Poeta de verdade (raro, convenhamos) vasculha palavras e imagens numa busca lúcida, consciente, crítica (sem expulsar, é claro, a paixão) de expressar os problemas existenciais.

Na Língua Também Há Preconceitos

A mais extraordinária engrenagem na qual circula a cultura de um povo, sem dúvida, é a Língua. A relação, portanto, entre ambas (Língua/Cultura) é de profunda intimidade.Vejamos o caso de alguns preconceitos machistas patentes no português.

Da Textualidade

O que faz de um texto, um Texto? A textualidade. Nela, encontramos os fatores que nos garantem ser determinado texto não apenas justaposições de palavras, parágrafos e capítulos. São sete basicamente: a coerência, a coesão, a intencionalidade, a aceitabilidade, a situacionalidade, a informatividade e a intertextualidade.

Das Pesquisas Eleitorais

O fato é que uma pesquisa ou dezenas delas não representam a vontade última dos eleitores. Cuidado com o apelo mítico da palavra “pesquisa” tentando passar por verdade o que não o é. Ou desconfiamos dos dados que nos apresentam, buscando transformá-los criticamente, ou seremos arrastados pelos jogos capciosos dos números.

Cacofonia: Um Grave Problema Ecológico

Os cidadãos somos cercados por avalanchas de ruídos, muitos dos quais à guisa de arte, de música e de divertimento, nos impondo uma espécie de silêncio às avessas. Ou seja, nos querem calados, covardes, enquanto forjam uma “ditadura da amplificação”.

Desenvolvimento Sustentável Na Amazônia?

O que andam fazendo nela, com ela e para ela é a grande questão. Sou daqueles que ainda não descobriram o que o Brasil realmente pretende fazer com tão extraordinário Tesouro. Se pensarmos em termos de Ciência e Tecnologia, chegam a ser piada os investimentos. Aliás, alguns dizem que “a Amazônia paga para outras partes do Brasil”.

Por Um Currículo Libertador

Bom currículo, amigos e amigas, é aquele que nos força, nos incita, nos convida a sairmos das “clausuras”, “das cavernas” e nos põe em contato com luzes de auto-realizações em que a convivência de abertura íntima em direção ao outro seja realidade. Bom currículo é arejamento, é transcendência crítica.

Do 'Mitês' Ao Português

O ensino da língua fetichizado é o que denomino “mitês”. Trata-se da inculcação de construções lingüísticas com pouca ou nenhuma correspondência com a realidade dos usuários. O português libertador é aquele onde não só exercitamos nosso espírito crítico, mas, sobretudo, faz valer nosso potencial criativo.

Meu Amigo

A ninguém é dado viver sem dores, quem pensa o contrário sofrerá as penas da vida.

A Poesia É Necessária

Sem vômitos, a Arte é simulacro Os significados das manhãs das tardes das noites são apenas águas mornas.

Pensando Em Política

Se de um lado os vieses reducionistas das esquerdas lançaram alguns a frustrações existenciais; por outro, o liberalismo cosmético, metido a esperto, surgido no vácuo (alcunhado de “neoliberalismo”) também, nem de longe, preenche a exigência mais profunda do homem, ou seja, a construção de uma vida digna para todos.

VÃo Te Esculachar...

A tese que levantas – “prevalecem os sacanocratas” – se me parece deveras plausível. Brasil afora, é bem verdade, há exceções. Todavia, mesmo sem, digamos, um “saconozômetro”, esse pode ser nosso “espírito absoluto”. Que pena!

Literatura Ou Simulacro?

Uma obra de caráter regional se localiza numa região, é óbvio, e nela mergulha nos gestos semânticos profundos multifacetados retirando, sim, as “substâncias reais”. Apesar disto, não pode ser um fenômeno isolado (um exemplo bem pertinho de todos nós é “O Tronco”, de Bernardo Elis, de 1956). Estou com Afrânio Coutinho: “O Regionalismo é um conjunto de retalhos que arma o todo nacional.”

Do 'Boquinheiro'

Na esfera pública, encontra-se o mundo encantado dessa cambada. Boca maior não pode haver do que ocupar um cargo público sem concurso, receber um salário acima da média, principalmente encapotado por um tipo qualquer de assessoria, um famigerado “cargo de confiança” e coisas do gênero.
Não me passa pela cabeça que a intuição seja, digamos, a “salvação da lavoura”, mas, entre homens e mulheres inteligentes, ela é aceita como uma luz nesse caos hodierno. Suas bases, nos termos de Posner, são o conhecimento mesclado com a experiência.

Da Administração Dos Sentidos

Qualquer sentido se movimenta e se estrutura na provisoriedade. Silenciando, melhor, não-dizendo, ele procura nos enredar, impõe-se como História, estabelecendo e cristalizando leituras, formas de se ver os fenômenos, as coisas, o mundo. Em síntese, do relativo nasce o absoluto.

Zé Tapera

Zé Tapera desapareceu por entre árvores do mistério. Nunca houve batalhas. Como Primo Levi, receio não encontrar quem acredite no horror que, auschwitzmente, continua acontecendo mundão afora, latente, é verdade, mas vivíssimo...

Papai, Carecemos Dele!

Verdadeiro Pai é consciência sábia que encoraja os filhos nos caminhos das auto-realizações salutares. Não castra, não inibe, não priva, não esteriliza.

Do 'o Segredo'

Afinal, qual o mistério deste livro? Partindo de crendices no que conhecemos por “Nova Era”, oferece um sutil, sagaz e matreiro coquetel cultural adaptado, é lógico, à vida contemporânea, centrado em dois grandes pilares: “autonomia intelectual e riqueza”.

Da Avaliação Libertadora

Avaliar para liberdade é testar nossa capacidade de “estranhamento”, é nos exercitarmos amiúde numa pedagogia da indignação, da revolta sem frustração. É sabermos que uma genuína avaliação ocorre para muito além de manuais, para muito além de leituras teóricas. Ao falar de estranhamento, quero lembrar o seguinte: é profundamente lamentável que poucos percebam o quanto de malandragem ocorre nas pedagogias conservadoras no sentido de naturalizarem o que não devia ser natural (refiro-me às nossas desigualdades). Portanto, avaliar não é algo apenas de cunho pedagógico, menos ainda teórico; em essência, trata-se de um fenômeno construído político-economicamente.

Embaixo Do Calçadão...

O calçadão guarda silêncios do Ser.

Do Cinismo

O cinismo de Diógenes não se assemelha em nada ao que hoje conhecemos por essa palavra. Muito pelo contrário: cínico quer dizer “canino” e Diógenes era cínico porque resolvera viver como um cão. Ele aprendera com Antístenes a desprezar a fatuidade da vida. Os Cínicos ensinavam com suas próprias vidas, rejeitavam formulações abstratas e acreditavam que a “alma” deve estar acima de qualquer valor material. Ou seja, viver bem nada mais é do que nos descobrirmos a nós mesmos, sem perdermos a dimensão do outro e segundo os desígnios da natureza.

Valeu, Senador Jefferson Péres, Valeu!!!

Senador Jefferson Peres, canto com Bertolt Brecht: “Há homens que são bons, há homens que são muito bons, há homens, porém, que são imprescindíveis”. Mas ouso mesmo acrescentar: há homens imortais. Suas marcas são honradez, inteligência, caráter, desprendimento e realizações. Valeu, senador, o senhor é um destes, valeu!!!