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Ary Carlos Moura Cardoso

Nascido em Sambaíba-MA. Filho de Mauro Cardoso dos Santos e Carmozina Moura Cardoso. Bacharel e Licenciado em Letras -UGF -, Mestrado em Literatura - UnB -, Pós-Graduado em Administração da Educação, Políticas, Planejamento e Gestão (UnB) e Filosofia (UGF). Estudou no Mestrado em Filosofia da UGF. Foi acadêmico de Direito (FDC-RJ); de Filosofia (Uerj); de Teologia (STBS-RJ). Fez o Ensino Médio no Colégio Batista Fluminense-RJ. Atualmente, é professor efetivo da Universidade Federal do Tocantins
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 Artigos publicados

DO ''CAIM''

O ethos literário não é o silenciar, se recorrendo ao velho truque do dizer para melhor calar. Seu fio condutor é a libertação, esta, claro, entendida como “libertação da ignorância, da escravidão, da dependência, da submissão, da passividade, enfim, de diversas formas de opressão”.

DO 'O TAMBOR'

O livro “O Tambor”, como todo artefato literário, está atravessado por silêncios. Não apenas aqueles que falam diretamente, mas os que permanecem enviesados nas tramas e ironias talhadas, evidente, numa linguagem prenhe de jogos fantásticos, de lampejos mágicos, compondo o que alguns estudiosos classificam como “realismo mágico”.
Edgar Morin é, sem dúvida, um reencantador da Vida. Se de um lado nos aponta fissuras na ciência, incluindo, claro, a sua transformação em religião. Por outro, nos indica algumas pistas de saída. Seu pensamento é fonte abalizada para enfrentarmos as mais diversas e sutis ditaduras político-intelectuais.

PENSAMENTEANDO...

A única vez que encarou o "Espelho", esperneou, xingou Deus e o mundo.

DO CONFORMISMO INTELECTUAL

Quando num país boa parte de seus intelectuais se rende à pasmaceira geral, sem dúvida, entramos no mais reles tipo de cinismo: o cinismo justificado. Nele, predomina o que chamo de heresia às avessas cuja essência consiste em rebeldia-obediente.

DO TEXTO TRIVIAL...

Nesta estrutura (trivial), um mesmo esquema se repete como ladainha alienante buscando manter tudo como está. No dizer de Flávio Kothe, é o ópio de nosso tempo. Institucionaliza-se a meia-verdade, exercita-se a falência do raciocínio. Em nome da arte, toleramos barbáries, regressões, manifestações de baixos instintos e aplaudimos essas ondas “superiores de aparências”.

Tirem-me Daqui Esse Natal...

Bandeira fria Enxofre consumista Mito sufocante das Primaveras.

Pensamenteando

O primeiro dever da inteligência é desconfiar.

Pensamenteando...

Se pesquisar é processo através do qual buscamos respostas para nossos problemas, logo construção histórico-social, a liberdade crítica é “imperativo categórico”

Da Poesia...

O poema de fato digno de ser classificado como Poesia nada mais é do que um apelo inteligente e corajoso à práxis transformadora. Por isso, o verdadeiro Poeta (não um mero versejador) ser um Sábio. Basta empreendermos uma viagem através dos maiores paradigmas da literatura universal para confirmarmos esta premissa

O Importante Não É Saber, É Enrolar.

Que diz o texto acima? Absolutamente nada, nada, repito, absolutamente nada. O criei a partir do livro “Manual do Cara-de-Pau ou É Fácil Falar Difícil”, de Carlos Queiroz Telles, para mostrar, ironicamente, como agem certos tipinhos presentes, sobretudo, em sites Brasil afora. Há uns que são verdadeiros “ratosites”

Josué De Castro: Uma Vida Contra A Vergonha Da Fome

O escândalo da fome é nódoa que nos acompanha faz muito tempo. A questão é que, além de se tentar impingi-la como algo natural, ela não passa de resultados predatórios, de conseqüência de um modelo de desenvolvimento marcado, acima de tudo, por explorações colonialistas.

É Tempo De Campanha Eleitoral

Obviedades, mau gosto e mentirarias são a tônica nessa jornada eleitoral. Não há um só que disso escape. Parece vivermos sob uma espécie de “cinismocracia”.

Flávio Kothe: Uma Voz Imprescindível

Flávio Kothe, amigo, é um destes gigantes intelectuais que vasculham as galerias subterrâneas tanto da cultura geral, quanto da Literatura em particular à procura dos gestos semânticos verdadeiramente significativos, portanto, incomoda, provoca medo e é visto como ameaça. Com ele, os bastiões das “verdades oficiais”, encapotadores exímios, são desmascarados, com ele, os silêncios falam.

Da Poética Libertadora

Poética libertadora medra na esquina crítica da brutalidade da vida com a imaginação criadora.

Do Poeta...

Poeta de verdade (raro, convenhamos) vasculha palavras e imagens numa busca lúcida, consciente, crítica (sem expulsar, é claro, a paixão) de expressar os problemas existenciais.

Na Língua Também Há Preconceitos

A mais extraordinária engrenagem na qual circula a cultura de um povo, sem dúvida, é a Língua. A relação, portanto, entre ambas (Língua/Cultura) é de profunda intimidade.Vejamos o caso de alguns preconceitos machistas patentes no português.

Da Textualidade

O que faz de um texto, um Texto? A textualidade. Nela, encontramos os fatores que nos garantem ser determinado texto não apenas justaposições de palavras, parágrafos e capítulos. São sete basicamente: a coerência, a coesão, a intencionalidade, a aceitabilidade, a situacionalidade, a informatividade e a intertextualidade.

Das Pesquisas Eleitorais

O fato é que uma pesquisa ou dezenas delas não representam a vontade última dos eleitores. Cuidado com o apelo mítico da palavra “pesquisa” tentando passar por verdade o que não o é. Ou desconfiamos dos dados que nos apresentam, buscando transformá-los criticamente, ou seremos arrastados pelos jogos capciosos dos números.

Cacofonia: Um Grave Problema Ecológico

Os cidadãos somos cercados por avalanchas de ruídos, muitos dos quais à guisa de arte, de música e de divertimento, nos impondo uma espécie de silêncio às avessas. Ou seja, nos querem calados, covardes, enquanto forjam uma “ditadura da amplificação”.

Desenvolvimento Sustentável Na Amazônia?

O que andam fazendo nela, com ela e para ela é a grande questão. Sou daqueles que ainda não descobriram o que o Brasil realmente pretende fazer com tão extraordinário Tesouro. Se pensarmos em termos de Ciência e Tecnologia, chegam a ser piada os investimentos. Aliás, alguns dizem que “a Amazônia paga para outras partes do Brasil”.

Por Um Currículo Libertador

Bom currículo, amigos e amigas, é aquele que nos força, nos incita, nos convida a sairmos das “clausuras”, “das cavernas” e nos põe em contato com luzes de auto-realizações em que a convivência de abertura íntima em direção ao outro seja realidade. Bom currículo é arejamento, é transcendência crítica.

Do 'Mitês' Ao Português

O ensino da língua fetichizado é o que denomino “mitês”. Trata-se da inculcação de construções lingüísticas com pouca ou nenhuma correspondência com a realidade dos usuários. O português libertador é aquele onde não só exercitamos nosso espírito crítico, mas, sobretudo, faz valer nosso potencial criativo.

Meu Amigo

A ninguém é dado viver sem dores, quem pensa o contrário sofrerá as penas da vida.

A Poesia É Necessária

Sem vômitos, a Arte é simulacro Os significados das manhãs das tardes das noites são apenas águas mornas.