Kelly Regina França de Souza
Formada em Pedagogia com habilitaçao em Supervisão e Orientação Educacional, Especializada em Metodologia do Ensino Superior pela Universidade Federal do Amazonas, atualmente trabalhando como professora e pedagoga em uma escola municipal do Ensino Fundamental.
Artigos publicados
Leitura E Interpretação De Texto
- Por Kelly Regina França de Souza
- Publicado 19/03/2008
- Educação
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A leitura de textos literários, jornais, ditos populares, propagandas e letras de música desenvolve a imaginação, a criticidade, o domínio da linguagem e auxilia o leitor a refletir sobre si e sobre o mundo. Apesar de tudo isso, a leitura desses diversos tipos de textos na escola sofre uma série de males, dentre os quais professores que muitas vezes não lêem e não compram livros, biblioteca mal equipada e estratégias de leitura equivocadas. É possível, no entanto, com um planejamento adequado, desenvolver com os alunos atividades que despertem seu interesse pela leitura de variados tipos de textos, a partir da leitura estética e de atividades de pré-leitura, da leitura-descoberta e de atividades de pósleitura.
Parece, de um lado, já bastante desgastado afirmar a necessidade da leitura e, especialmente, a leitura de textos diversificados na escola tais como: literários, ditados populares, letras de canções populares ou clássicas, propagandas etc. Contudo, de outro, percebe-se que há ainda muito a fazer em nossas escolas. Até mesmo, estimular a leitura por parte dos professores, principalmente os das séries de Ensino Fundamental. O professor, por mais esdrúxulo que possa parecer, nem sempre se apropria do acervo literário disponível no mercado, de CDs, revistas das bancas etc. em função dos baixos salários e até por não ser exemplo de leitor para seus alunos. Ele passa a conhecer o tais textos por intermédio do livro didático.
O adolescente necessita, pois, de um exemplo de leitor, que podem ser os pais – em geral, não é a regra - ou, o que seria muito apropriado, o professor. Este deve compartilhar com os alunos o que lê, comentar os tipos de histórias ou poemas de que gosta, canções atuais e antigas, propagandas ou ditos populares, além de estimulá-los a pensarem sobre sua história de leitura. É com o entusiasmo do professor pelo que ensina – no caso a leitura dessa diversidade de textos - que é possível despertar novos leitores para o universo literário e futuramente aptos e bem preparados para o mercado de trabalho. O professor precisa se dar conta de sua importância no processo de formação de leitores, o que implica que ele seja também um leitor, pois é o mediador entre o livro e o leitor na escola.


