Vanguardas Européias (Apostila de Literatura)
 
Vanguardas Européias (Apostila de Literatura)
 


PROFESSOR: Geordano Valente Raad

DISCIPLINA: LITERATURA

VANGUARDAS EUROPÉIAS

INTRODUÇÃO

O desenvolvimento das vanguardas européias do Século 20 está intimamente relacionado com os artistas da geração anterior, que abriram caminho para as gerações seguintes.

Os Impressionistas, os Pós-Impressionistas e até mesmo os Realistas foram os verdadeiros pioneiros das transformações artísticas que marcariam a arte moderna.

OS PRIMEIROS SINAIS DE CONTESTAÇÃO

Artistas do final do século, independentemente de pertencerem a qualquer escola, também tiveram influência espantosa sobre a arte moderna.

Destaca-se, em particular, Paul Cézanne e sua obsessão em imprimir objetividade à forma de encarar o mundo. Pode ser considerado o verdadeiro exemplo para a arte moderna, exercendo alguma influência em todos os movimentos e artistas de projeção do século XX.

Georges Seraut (1859 -1891), apesar de ter morrido prematuramente, também é considerado um dos grandes precursores da arte moderna, dando expressão artística à mentalidade científica de sua época, incorporando, por exemplo, estudos de ótica e cor às suas concepções artísticas e adicionando a eles suas refinadas descobertas estéticas. SEURAT (Georges), pintor francês (Paris, 1859 - id., 1891), iniciador e mestre do pontilhismo.

MUITO ALÉM DO IMPRESSIONISMO

Van Gogh pode ser considerado uma terceira influência decisiva sobre a arte do século XX. Além deles (mas talvez não em tão profunda escala) podem ser colocados Gauguin, Pissaro e Signac.

PISSARRO (Camille), pintor francês de origem judaica sefaradita (Saint-Thomas, Antilhas, 1830 - Paris, 1903). Um dos mestres do impressionismo, pintou principalmente paisagens, animadas freqüentemente por personagens e cenas rústicas.

SIGNAC (Paul), pintor francês (Paris, l863 - id., 1935). Praticou o divisionismo, do qual foi o teórico.

É importante pontuar que essas influências, às vezes, manifestaram-se pela negação de algum aspecto do trabalho do artista ou mesmo pela compreensão limitada ou desvirtuada de sua obra.

O Século 20, sem dúvida, foi uma época de profundas transformações em todas as esferas da experiência humana e os artistas não podiam manter-se alheios a essas mudanças, o que em parte justifica a profusão de movimentos e ideais artísticos que nele surgiram.

Entretanto, resta a dúvida: todas as mudanças na arte foram realmente típicas desse conturbado período da História ou apenas tivemos mais acesso a cada mínima manifestação artística devido ao desenvolvimento dos meios de comunicação?

De qualquer forma, trata-se de contribuições à História da Arte extremamente marcantes e, apesar do artista e sua criação serem considerados únicos e autônomos, não se pode alienar sua produção do momento histórico e das mudanças de mentalidade que assistimos nesse século.

A EUROPA NA VANGUARDA

Um dado curioso exemplificando essas tendências maiores que movem uma geração pode ser o encontro em Paris de praticamente todas as importantes figuras que marcariam as vanguardas, vindos de todas as partes do mundo. Além de Paris, e em menor escala, apesar da importância, Munique foi outro importante centro vanguardista europeu.

Os Fauves (as Feras), liderados pela figura de Henri Matisse (1869-1954) começaram com uma reação ao divisionismo metódico (ver Neo-Impressionismo) e assumiram características expressionistas.

O Fauvismo pode ser classificado entre os primeiros grupos de vanguarda, pois, apesar da curta duração  (1905 a 1908)  e da incoerência associada a ele,  agrupou e influenciou figuras importantes da arte moderna, como André Durain (1880-1954), Georges Braque e exerceu influência, por exemplo, sobre Picasso.

MOVIMENTOS "REBELDES" SE MULTIPLICAM

Os expressionistas alemães, agrupados no Die Brücke, Dresdem e Der Blaue Reiter, Munique foram outras importantes influências para a Arte Moderna.

Desse mesmo período é o Cubismo, o Futurismo e posteriormente o Dadaísmo e o Surrealismo, os movimentos da vanguarda européia mais conhecidos e que exerceram influência sobre toda a arte do século XX. O Construtivismo, o Suprematismo e o Neoplasticismo, originados principalmente do Cubismo, também foram movimentos importantes do início do século.

SUPREMATISMO s.m. Teoria e prática do pintor russo Malevitch (a partir de 1913) e seus epígonos, tais como Lissitzky, Ivan Klioune, Olga Rozanova. (Foi o primeiro movimento de pura abstração geométrica da pintura.)

A FILOSOFIA É O PRINCÍPIO DE TUDO

Um dado curioso dos movimentos vanguardistas do Século 20 é o fato de normalmente terem origem em idéias filosóficas.

Estas idéias podem receber, a princípio, expressão na literatura e poesia, para posteriormente passar às artes plásticas, como é o caso mais específico do Surrealismo e do Futurismo.

Além disso, a popularidade entre os artistas das teorias, que justificavam a arte, também foi grande, como as obras extremamente lidas e comentadas entre os círculos vanguardistas da época: "Do espiritual na Arte", de Kandinsky (1912) e "Abstração e Sentimento" (1908) de Wilhelm Worringer.

Em muito ajudou a formação de grupos que, normalmente. Estava relacionada à necessidade de sobrevivência material e a facilidade de transmissão de idéias, uma vez que, apesar de aparentemente expressarem os mesmo ideais, eram constituídos por personalidades e estilos pessoais bastante fortes e distintos.

CUBISMO

 Historicamente o Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. É como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas.

O pintor cubista tenta representar os objetos em três dimensões, numa superfície plana, sob formas geométricas, com o predomínio de linhas retas. Não representa, mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos. Representa-os como se movimentassem em torno deles, vendo-os sob todos os ângulos visuais, por cima e por baixo, percebendo todos os planos e volumes.

Principais características:

* geometrização das formas e volumes;

* renúncia à perspectiva;

* o claro-escuro perde sua função;

* representação do volume colorido sobre superfícies planas;

* sensação de pintura escultórica;

* cores austeras, do branco ao negro passando pelo cinza, por um ocre apagado ou um castanho suave.

Princípios Estéticos:

No Cubismo pretende-se representar os objetos retirando-lhes, abstraindo, a sua "aparência imediata"; a aparência das coisas, e, como adversários da representação direta dos objetos, pretendiam partindo da ciência e dos seus métodos, criar uma arte inteiramente nova, que se dirigisse especialmente á inteligência e ao espírito. (O Cubismo rejeita os efeitos pictóricos sedutores e a representação de sensações ao modo Impressionista).

O pintor Cubista representa simultaneamente na tela, vários aspectos de um mesmo objeto, (Simultaneísme: a representação de vários aspectos de um objeto na mesma tela; forma de expressão poética que procura exprimir a multitude fazendo falar ao mesmo tempo, no poema, várias vozes misturadas com os ruídos do mundo; é também uma técnica cinematográfica e de romance), ou seja, representa aquilo que conhece ou entende ser o objeto, e não apenas a imagem óptica desse objeto.

O Cubismo rejeita a representação num espaço pictórico projetado para além do plano do quadro, (como a perspectiva Renascentista, que se baseava num espaço ilusionista para lá do plano da tela). Em vez disso, cria um espaço "estreito", um campo pictórico que aceita a materialidade objetiva da tela, e nesta desenvolve uma superfície onde os objetos plásticos se situam e se interrelacionam. Esta característica virá a marcar profundamente a Arte de todo o século XX.

Em 1912 surge a técnica inovadora da collage, tentando demonstrar que o quadro pode ser um objeto capaz de sensibilizar o observador, apenas pela simples disposição, (com uma ordem determinada pelo artista), dos elementos materiais que o compõem; e que, por outro lado, não é necessário que estes elementos tenham qualquer afinidade entre si (areia, vidro, espelho, tecido, etc.), podendo mesmo ser objetos do quotidiano (fragmentos de papel de jornal, papel de parede, etc.), agora investidos com um valor estético.

As letras e os números querem pintados sobre a tela, quer impressos, bem como as texturas, aparecem como elementos meramente estéticos ou formais, ou ainda como evocadores de outras realidades, literárias, jornalísticas, sociais, etc.

O fundamental é a criação de um "fato plástico", um Object d'Art, uma situação estética concreta, independente de toda a intenção de imitação.

Após ter início com Braque e Picasso, vieram a aderir ao Cubismo, Fernand Léger em 1908; Robert Delaunay, Gleizes, Le Fauconier, Metzinger, Francis Picabia e o escultor russo Archipenko em 1909; Roger La Fresnaye, Marcoussis, Jacques Villon (Gaston Duchamp) e seu irmão Marcel Duchamp em 1910; a adesão de Juan Gris e a fundação do "Salon de la Section d'Or", em 1911.

Em 1912, Gleizes e Metzinger publicam o livro Du cubisme e em 1913 Apollinaire publica les Peintres cubistes, méditations esthétiques.

A partir de 1913, o Cubismo difunde-se pela Europa e pela América.

O Cubismo foi um movimento em pintura e escultura, e a sua ação influenciou consideravelmente o gosto e a moda, a partir de 1920, especialmente nas Artes Decorativas.

O Cubismo é um Movimento Abstracionista, ou um Abstracionismo, e não uma Arte figurativa visto já não se basear diretamente na imitação da Natureza, mas, também não será ainda uma Arte Abstrata, porque a Arte do Cubismo se refere ainda a objetos reais, quer formalmente, quer nos próprios títulos que os artistas atribuíram ás suas obras.

O Cubismo está, pois a meio caminho entre a Arte Figurativa e a Arte Abstrata, a isso se atribui o termo de Abstracionismo. O Abstracionismo é, pois uma "tendência para a arte não figurativa".

O Cubismo como movimento de Avant-Garde, dura de 1910 a 1914, e podemos distinguir as seguintes fases:

- Pré-Cubismo ou Fase Cézaniana 1907/9. Influência da obra final de Cézanne, especialmente as suas paisagens na obra de Picasso e Braque, ("les petits cubes"). Esta fase é anterior ao Movimento Cubista.

1º - Cubismo Analítico 1910/13. Vistas simultâneas em várias posições dos objetos, fragmentação dos objetos; cores escuras, cinzentos e castanhos pintados em planos angulosos; experimentalismo, introdução de letras e números, inicialmente pintados e mais tarde em papeis colados sobre a tela, o papier collé em 1912 (a invenção desta técnica deve-se a Matisse); mais tarde introdução de outros materiais e texturas, a collage.

2º - Cubismo Sintético 1913/14. A pintura perde o caráter fragmentário para que as várias partes e texturas se submetam a uma composição global, reintrodução da cor.

O velho Guitarrista

Período Azul:

Logo após chegar a Paris vindo de Barcelona, Picasso começa a pintar telas em que o tom azul é dominante ou surge espalhado pela tela. Este pigmento evoca um ambiente sombrio, que foi provocado pelo suicídio do seu amigo Casagemas. O período azul é muito sentimental, mas Picasso não tinha ainda vinte anos, encontrava-se longe de casa pela primeira vez e vivia com dificuldades.

As moças de Avignon

Período Rosa:

Em 1905-6 a paleta de Picasso torna-se muito mais clara, tomando um distintivo tom rosa ou bege. Os temas são menos sombrios e depressivos. Aparecem aqui as primeiras pinturas com artistas de circo e palhaços que virão a reaparecer esporadicamente ao longo de toda a carreira do pintor.

Cubismo Analítico:

Em 1910, Picasso e Braque desenvolvem o Cubismo como um modo de expressão inteiramente novo. Na fase inicial, conhecida como Cubismo Analítico, os objetos são desmontados nos seus componentes. Nalguns casos, isto era um modo de representar vários pontos de vista simultaneamente; noutras obras, era um modo de visualmente representar os fatos relativos ao objeto, em vez da sua limitada representação mimética. O objetivo do Cubismo Analítico era o de produzir uma imagem conceptual de um objecto em vez da sua imagem perceptiva ou visual. No seu ponto, mas alto, atingiu níveis de expressão que ameaçam ultrapassar a compreensão do observador, "contemplando o abismo da abstração", Picasso, piscou os olhos... e recomeçou a colocar as peças no sítio.

Cubismo Sintético:

Em 1912, Picasso leva a representação conceptual do Cubismo á sua conclusão lógica, através da incorporação de um bocado de pano na tela. Isto foi um momento capital para a arte moderna. Através da inclusão do mundo real na pintura, Picasso e Braque abriram o caminho para uma exploração do significado da Arte que marcaria todo o século.

Entre as guerras: Com a Primeira Grande Guerra a colaboração entre Picasso e Braque termina. Após a Guerra, Picasso refletindo a desilusão e o choque da sociedade com os seus horrores tecnológicos, retomam um modo de representação classicista. Ao mesmo tempo, no entanto, continua a explorar os caminhos do Cubismo. Nos anos trinta Picasso aproxima-se do Movimento Surrealista, mas apesar do convite de André Breton, Picasso manter-se-á afastado durante a sua vida, de qualquer movimento organizado de avant-garde.

Influências do Cubismo em França:

- Orfismo ou Cubismo Orfico, Simultanéisme, fundado por Sónia e Robert Delaunay em 1912/14. - Section d'Or, em Paris, 1911. A Section d'Or foi um movimento cubista que expôs pela primeira vez em 1912, incluindo Robert Delaunay, mas não os dois fundadores do Cubismo, Picasso e Braque. Os seus principais intérpretes foram Gleizes e Metzinger. O titulo foi sugerido por Jacques Villon, "Secção de Ouro" a partir de um tratado de pintura do século XVI.

- Purismo: movimento de cubismo sintético fundado em 1915 pelos pintores Amédée Ozenfant e Charles Edouard Jeanneret (mais conhecido como arquiteto sob o pseudônimo de Le Corbusier). Publicaram um manifesto intitulado Après le Cubisme em 1918. O Purismo foi uma tentativa de reformar uma fase mais tardia do Cubismo, mais decorativista, pelo retorno a uma linguagem formal mais simples e utilizando formas básicas extremamente genéricas.

- École de Paris, a designação de Escola de Paris refere-se geralmente aos pintores pós-cubistas que assimilaram este estilo, e que sendo de origem estrangeira se fixaram em Paris. É uma designação geracional e não estilística. Atribui-se algumas vezes ao seu estilo o nome de Abstracionismo lírico. Arpad Szenes e Vieira da Silva pertencem á Escola de Paris.

Influências do Cubismo na Europa e nos E.U.A.:

- Futurismo, movimento fundado em 1909/16 pelo poeta Italiano Filippo Marinetti, que incluía Umberto Boccioni, Carlo Carrà, Luigi Russolo, Giacomo Balla, Gino Severini e o arquiteto Sant-Elia (A influência Cubista é importante apenas numa primeira fase).

- Cubo-Futurismo, movimento Futurista Russo fundado por Mikhail Larionov, Natalia Goncharova e Kasimir Malevich (mais tarde Vladimir Tatlin) em 1911/14. Tem origem no grupo "Valete de Ouros" (do russo Bubnovii Valet), fundado em Moscovo e que expôs pela primeira vez em 1910 e onde se incluíam obras de Delaunay e Léger.

- Escola de Nova Iorque, os artistas americanos deste grupo foram bastante influenciados pela obra de Picasso. É de notar que a sua busca de um espaço pictórico estreito e o entendimento da obra de arte como uma existência própria, autônoma e material, para lá da sua essência, é herdada do Cubismo.

- Abstração Lírica: Após 1945, e especialmente em França, a Abstração Geométrica que toma o nome de l'Art Concret virá a confrontar-se com uma nova corrente que vai ter variadas denominações dadas pelos  críticos: l'abstraction lyrique, tachisme, l'art informel, matérisme, un art outre, estes artistas praticam uma pintura de abstração expressiva que se tornará dominante internacionalmente a partir de 1955.

Genericamente poderemos dizer que a Abstração lírica é uma forma de Expressionismo Abstrato onde os valores formais e propriamente pictóricos (e, portanto a herança Cubista) se sobrepõem aos valores Gestualistas. Os seus praticantes são geralmente Europeus.

Influências do Cubismo em Portugal:

- Em Portugal a influência Cubista enquadra-se no chamado Primeiro Modernismo (ver texto sobre o Modernismo em Portugal). Principais artistas:

Pablo Picasso - (1881-1973) Tendo vivido 92 anos e pintado desde muito jovem até próximo à sua morte passou por diversas fases: a fase Azul, entre 1901-1904, que representa a tristeza e o isolamento provocados pelo suicídio de Casagemas, seu amigo, são evidenciados pela monocromia e também a representa a miséria e o desespero humanos; a fase Rosa, entre 1904-1907, o amor por Fernande  origina muitos desenhos sensuais e eróticos, com a paixão de Picasso pelo circo, iniciam-se os ciclos dos saltimbancos e do arlequim. Depois de descobrir as artes primitivas e africana compreende que o artista negro não pinta ou esculpi de acordo com as tendência de um determinado movimento estético, mas com uma liberdade muito maior. Picasso desenvolveu uma verdadeira revolução na arte. Em 1907, com a obra Les Demoiselles d'Avignon começa a elaborar a estética cubista que, como vimos anteriormente, se fundamenta na destruição de harmonia clássica das figuras e na decomposição da realidade, essa tela subverteu o sentido da arte moderna com a declaração de guerra em 1914, chega ao fim a aventura cubista.

"A obra de um artista é uma espécie de diário. Quando o pintor, por ocasião de uma mostra, vê algumas de suas telas antigas novamente, é como se ele estivesse reencontrando filhos pródigos - só que vestidos com túnica de ouro."  Pablo Picasso.

"A Arte não é a verdade. A Arte é uma mentira que nos ensina a compreender a verdade". Pablo Picasso

Georges Braque - (1882-1963, 81 anos) Foi um pintor e escultor francês que juntamente com Pablo Picasso inventaram o Cubismo. Braque iniciou a sua ligação as cores, na empresa de pintura decorativa de seu pai. A maior parte da sua adolescência foi passada em Le Havre, mas no ano de 1889, mudou-se para Paris onde, em 1906, no Salão dos Independentes, expôs as suas primeiras obras no estilo de formas simples e cores puras (fovismo).

No Outono de 1907, conheceu Picasso com quem se deu quase diariamente até que em 1914 devido a Grande Guerra se separaram. Braque foi mobilizado e ferido na cabeça em 1915, tendo sido agraciado com a Cruz de Guerra e da Legião de Honra. Durante dois anos, devido ao ferimento esteve afastado da pintura.

São Paulo  Tarsila do Amaral

Dos artistas brasileiros destacamos:

Tarsila do Amaral - (1886 - 1973) Apesar de não ter exposto na Semana de 22, colaborou decisivamente para o desenvolvimento da arte moderna brasileira, pois produziu um conjunto de obras indicadoras de novos rumos. Em 1923, a artista voltou à Europa, passou pela influência impressionista e, a seguir, encontrou o cubismo. Nessa fase, ligou-se a importantes artistas do modernismo europeu, tais como Fernand Léger, Picasso, De Chirico e Brancussi, entre outros. Em 1928, deu início a uma fase chamada Antropofágica. A ela pertence a tela  Abaporu cujo nome, segundo a artista é de origem indígena e significa "Antropófago". Também usou de temática social nos seus quadros como na tela Operários.

Rego Monteiro - (1899-1970) Um dos primeiros artistas brasileiros a realizar uma obra dentro da estética cubista. Estudou em Paris, depois da Semana de Arte Moderna, sua vida alternou-se entre a França e o Brasil. Foi reconhecido também naquele país, tem seus quadros dentro do acervo de alguns importantes museus.

 
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