TUBERCULOSE PULMONAR E A IMPORTÂNCIA DO ENFERMEIRO ENQUANTO EDUCADOR
 
TUBERCULOSE PULMONAR E A IMPORTÂNCIA DO ENFERMEIRO ENQUANTO EDUCADOR
 


TUBERCULOSE PULMONAR E A IMPORTÂNCIA DO ENFERMEIRO ENQUANTO EDUCADOR
Adail
Alessandra
Cíntia
Eliédna
Geisiane
Luciana
RESUMO

A tuberculose pulmonar é uma doença infecciosa e contagiosa com progressões que atingem em geral, primeiramente os pulmões, consequentemente outros órgãos ou sintomas, se não tratada de maneira correta e eficaz. O Brasil declarou o controle da tuberculose como uma prioridade nacional cerca 65 milhões de infectados aproximadamente 80 mil pessoas adoecem a cada ano. O enfermeiro exerce um papel essencial no cuidado do paciente com tuberculose e de sua família. O objetivo geral desse trabalho é analisar e compreender a tuberculose pulmonar como uma doença transmissível, infecciosa, que precisa de cuidados tendo como principal orientador o enfermeiro. A metodologia de pesquisa é de natureza quantitativa, sendo feita através de identificação e coleta de livros e autores, buscando posicionamento para melhor fundamentação da pesquisa bibliográfica realizada. Contudo faz-se necessário que o enfermeiro, ético, técnico e politicamente correto, mostre suas reais condições de assistências.

Palavras - chaves: Prevenção, Saúde, Controle.
ABSTRAT
Pulmonary tuberculosis is an infectious and contagious disease progression with generally affecting primarily the lungs, thus other organs or symptoms if not treated properly and effectively. Brazil declared tuberculosis control as a national priority around 65 million infected about 80 million people become sick each year. The nurse plays a key role in the care of TB patients and their families. The aim of this study is to analyze and understand the pulmonary tuberculosis as a communicable disease, infectious disease, which needs care with the primary guiding the nurse. The research methodology is quantitative, being made through the identification and collection of books and authors, seeking placement for better justification of the research literature was conducted. However it is necessary that the nurse, ethical, technical and political correctness, show their real conditions of assistance.
Keywords: Prevention, Health, Control.
INTRODUÇÃO
A tuberculose pulmonar é uma doença infecciosa e contagiosa com progressões que atingem em geral, primeiramente os pulmões, consequentemente outros órgãos ou sintomas, como tratada de maneira correta e eficaz.
O enfermeiro como educador tem um papel importante e principal nos cuidados e orientações com o portador de tuberculose, ajudando-o a prevenir ou atenuar maiores danos que possam vir a acontecer ao mesmo e a familiares, estimulando a importância e adesão ao tratamento.
A tuberculose continua sendo um problema mundial de saúde pública, aumentando cada vez mais as taxas de mortalidade e morbidade infectando aproximadamente um terço da população do mundo, permanecendo como principal causa de morte, entre os portadores de HIV ? positivos (SMELTZER e BARE 2006).
O objetivo geral desse trabalho é analisar e compreender a tuberculose pulmonar como uma doença transmissível, infecciosa, que precisa de cuidados tendo como principal orientador o enfermeiro.
Tendo como objetivos específicos, identificar os cuidados essenciais ao portador de tuberculose, mostrando a importância do tratamento e suas complicações, de maneira que possa proporcionar uma melhor qualidade de vida.
A importância de se escolher esse tema envolve a tuberculose como uma doença eminentemente social e importante para saúde pública para que se possa conseguir o seu controle, diminuindo os fatores de risco, pois o conhecimento da mesma facilita uma melhor profilaxia.
Segundo o Ministério da saúde 2003, "O Brasil declarou o controle da tuberculose como uma prioridade nacional cerca 65 milhões de infectados aproximadamente 80 mil pessoas adoecem a cada ano, incidência de 39 casos por 100 mil habitantes e cerca de cinco mil óbitos por ano.
A metodologia de pesquisa é de natureza quantitativa, sendo feita através de identificação e coleta de livros e autores, buscando posicionamento para melhor fundamentação da pesquisa bibliográfica realizada, que discute a temática tuberculose pulmonar e a importância do enfermeiro enquanto educador.


DESENVOLVIMENTO
Tuberculose
A tuberculose afeta os pulmões e é neles que ela começa. Devido o comprometimento dos pulmões continua sendo a principal causa de morbidade e mortalidade. Com a prevenção e o controle das infecções pulmonares, fazem com que a tuberculose esteja sendo incomum causar mortes (COTRAN, KUMAR e COLLINS 2000).
A tuberculose pode ser diferenciada em Tuberculose Pulmonar Primária, Tuberculose Pulmonar Secundária (de Reativação) e Tuberculose Pulmonar Progressiva (COTRAN, KUMAR e COLLINS 2000).
A Tuberculose Pulmonar Primária começa com a instalação das microbactérias ativando as células T. Essas microbactérias são primeiro fagocitadas pelos macrófagos alveolares e transportadas por essas células para os linfonodos hílares, sendo que os macrófagos inexperientes são incapazes de destruir essas microbactérias. Como resultado final dessa priminfecção é uma cicatriz calcificada no parênquima pulmonar (COTRAN, KUMAR e COLLINS 2000).
A Tuberculose Secundária e Disseminada alguns indivíduos se reinfectam pela microbactéria causando uma reativação da doença já existente ou progredindo diretamente as lesões microbacterianas primárias para a doença disseminada. Suas características principais são a necrose caseosa e cavidades (COTRAN, KUMAR e COLLINS 2000).
Lesão Pulmonar Progressiva ocorrem várias lesões ativas que continuam a progredir por um período de meses ou anos, ocasionando um maior comprometimento pulmonar e em órgãos distantes (COTRAN, KUMAR e COLLINS 2000).
A evolução da turbeculose tanto no Brasil como no mundo é um grave problema de saúde pública que acompanha a humanidade há milênios, pois traz questões de complexa natureza, cuja solução não estar restrita ao agente etiológico e de um indivíduo suscetível (NÉBIA, DIRCE e WILIAM 2009).
No Brasil a turbeculose representa um grande problema social, pois as condições econômicas refletem o estagio de desenvolvimento do país a renda familiar baixa, educação precária, habitação ruim, famílias numerosas, alcoolismo, as fraquezas do sistema público de saúde é as deficiências das gestões sustentam a incidência e dificultam a recuperação. A AIDS e ás drogas contribuem para o avanço da turbeculose, pois tem os mesmo fatores determinantes (BRÊTAS e GAMBA 2006).
A turbeculose é uma doença de política social e umas das mais importantes para saúde publica, é fundamental restringir controle dos agravos da doença com ações e diretrizes que proporcionem a população condições de vida melhores (BRÊTAS e GAMBA 2006).
Transmissão e Epidemiologia
O agente etiológico responsável por transmitir a turbeculose é o Mycobacterium turbercculosis ele foi descoberto por Robert Koch tem forma de bastonete fino, reto ou ecurvado é resistente ao álcool e ácido sendo chamado de bacilio álcool resistente (BAAR) é corado pelo método de Ziel-Neelsen é extremamente sensível ao calor e á radiação ultravioleta. Há duas espécies patogênicas ao homem: Mycobacterium turbercculosis e o Mycobacterium bovis, este é responsável por pequeno numero de casos de infecção humana (BRÊTAS e GAMBA 2006).
A transmissão da tuberculose se dá por via respiratória por eliminações de aerossóis contaminados com os bacilos o reservatório principal é o ser humano que transmite a infecção quando o portador da lesão pulmonar tosse, fala, espirra ou cospe. O período de incubação e variável em torno de 4 a 6 semanas pode haver ou não um período de latência, o grau de transmissibilidade depende de quantidade de bacilos eliminados pelo individuo infectado é o período de transmissão dura enquanto o tratamento não for iniciado pelo portador da lesão pulmonar (NÉBIA, DIRCE e WILIAM 2009).


Anualmente são notificados aproximadamente 80 mil casos novos e 4,5 mil (cinco mil) mortes em decorrência da doença. Com o surgimento da Síndrome de imunodeficiência adquirida (SIDA / AIDS) em 1981, observa-se tanto em países desenvolvidos como em países desenvolvimentos, um crescente número de casos notificados de turbeculose em pessoas infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). A associação dessas duas enfermidades constitui um serio problema de saúde publica, levando ao aumento da mobilidade e da mortalidade pela TB em muitos países (MINISTÉRIO DA SAÚDE p. 1, acesso 14/04/2010).
A turbeculose acomete pessoas de todas as idades, sendo maior nos menores de 5 anos, no idosos , adolescentes, adultos jovens. A chance de aumenta na presença de infecção pelo vírus HIV e outra doenças imunodepressivas, como desnutrição, diabetes, em usuários drogas e etilistas. Os bacilios podem permanecer nos pulmões por muito tempo sem manifestar a doença assim quando a imunidade dos indivíduos diminui por algum motivo os bacilios se multiplicam provocando a infecção. Fatores ambientais como aglomerados urbanas e precárias condições de vida também contribuem com maior suscetibilidade. Indivíduo que vive em instituições fechadas, como presídio, casa de correção de menores, instituições de longa permanência para idosos e abrigos, ente outros são suscetíveis adquirir a turbeculose (NÉBIA, DIRCE e WILIAM 2009).
Manifestação clínicas
Os sinais e sintomas da turbeculose são insidiosos alguns pacientes manifestam outros não apresentam nenhum indício da doença, sendo que os idosos têm uma probabilidade de ocorrência menor do que os jovens (SMELTZER, BARE 2004).
Os sinais e sintomas da turbeculose são tosse produtiva e persistente, fadiga, febre vespertina, perda de peso, rouquidão, dor torácica, sudorese e hemoptise que geralmente aparecem na fase avançada da doença (NÉBIA, DIRCE e WILIAM 2009).

Exames diagnósticos

Para ser diagnosticado a tuberculose são necessários exames clínicos e complementares. Os exames clínicos incluem anamnese e exame físico, já os exames complementares são a prova tuberculina, bioquímica, citológica, histopatológica e imunológica (BRÊTAS e GAMBA 2006).
O exame clínico com a anamnese é utilizado para avaliar o estado geral do indivíduo suspeito, investigar os sintomas e história epidemiológica. Quando o paciente é bem conduzido, já resulta no diagnóstico sem a necessidade de outros exames (BRÊTAS e GAMBA 2006).
A baciloscopia de escarro é um método simples e prioritário que permite ser identificado semiquantitativamente o bioagente, sendo indicada para todos os sintomas respiratórios e para o controle mensal da evolução bacteriológica do doente durante o tratamento. Antes da coleta do material, deve se lavar a boca somente com água, colher o material em local aberto e ventilado, guardando as amostras em refrigerador (BRÊTAS e GAMBA 2006).
Quando a baciloscopia é repetidamente negativa é indicada a cultura para diagnóstico de formas pulmonar e extrapulmonares, como exemplo, meníngea, renal, pleural, óssea e ganglionar e para o diagnóstico de todas as formas de tuberculose em pacientes com HIV positivo. Também sendo indicada nos casos de tuberculose com suspeita de falência de tratamento e nos casos de retratamento para verificação da farmacorresistência nos testes de sensibilidade (BRÊTAS e GAMBA 2006).
O exame radiológico do tórax permite disgnósticar, medir a extensão da lesão e avaliar a evolução da lesão. Pode ser realizada também a prova tuberculina para diagnosticar em pessoas não vacinadas com BCG, mas indica apenas a presença da infecção não sendo suficiente para o diagnóstico (BRÊTAS e GAMBA 2006).

Tratamento

A turbeculose é uma doença grave, porém tem cura. O tratamento é peça chave no programa de controle da turbeculose o PCNT, porque garante a interrupção da cadeia de transmissão e anula o foco de infecção sedo gratuito no sistema único de saúde (MINISTÈRIO DA SAÙDE 2010).
As drogas usadas no tratamento da turbeculose são a iosoniazida (H), rifampiccina (R), pirazirazimida (z), estreptomicina (S), etambutol (E) e etionamida (ET) é uma poliquimioterapia padronizada pelo ministério da saúde. Estes fármacos reduzem a multiplicação e promovem a destruição dos bacilíferos garantindo bons resultados (NÉBIA, DIRCE e WILIAM 2009).
O tratamento tem nível ambulatorial é supervisionado por um profissional de saúde, para evitar a persistência bacteriana e o desenvolvimento de resistência ás drogas além do abandono da terapia medicamentosa e irregularidade no cumprimento da prescrição médica, assegurando a cura do paciente (FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÙDE 2002).
De acordo Brêtas e Gamba 2006 "A hospitalização é indicada apenas para casos graves ou para aqueles nos quais a probabilidade de abandono do tratamento em alta em virtude das condições sociais do cliente".
Recentemente houve modificações no sistema do tratamento da turbeculose sendo as principais mudanças a introdução do etambutol como quarto fármaco na fase intensiva do esquema básico, a introdução de comprimidos formulados com os quatro fármacos em doses fixas combinadas para fase intensiva do tratamento, os esquemas até então denominados IR e III não existirão mais. Essas mudanças serão validas para adultos e adolescentes, crianças até 10 continuará sendo preconizado e esquema (RH+Z) (MINISTÉRIO DA SAÙDE, 2010).

Medidas de controle
A tuberculose é uma doença de notificação compulsória e investigação obrigatória, feitas após confirmação diagnóstica. A vigilância epidemiológica deve ser feita a partir da investigação entre os comunicantes de todo caso novo de tuberculose; comunicantes são as pessoas que coabitam com o doente bacilífero (BRÊTAS e GAMBA 2006, p. 221).

Se o comunicante estiver com tosse e expectoração por mais de três semanas, é orientado colher a baciloscopia e seguir com uma investigação diagnóstica. A radiografia do tórax é recomendada quando é assintomático. Para que um indivíduo seja considerado suspeito deve estar apresentando os sintomas de febre, tosse com expectoração por três ou mais semanas, perda de peso e apetite, ou quando há suspeita no exame radiológico (BRÊTAS e GAMBA 2006).

A vacinação BCG exerce notável poder protetor contra as manifestações graves da primo-infecção, como as disseminações hematogênicas e a meningoencefalite, mas não evita a infecção tuberculosa [...] (BRÊTAS e GAMBA 2006, p. 221).

Para a tuberculose as medidas de controle envolvem a vigilância epidemiológica, busca ativa, investigação dos casos, teste anti-HIV no início do tratamento, orientação familiar, controle do tratamento, a vacinação BCG e quimioprofilaxia quando necessário (BRÊTAS e GAMBA 2006).

Educação em saúde
Educação em saúde é um leque de conhecimentos e práticos dentro do setor saúde, que tem se ocupado historicamente na promoção a saúde em atuar na profilaxia de doenças.
O conceito atual que é predominante nas reflexões teóricas é o da educação em saúde, pois envolve todo um processo teórico ? prático, cujo objetivo é integrar os vários saberes como: científico, popular e do senso comum, facilitando aos sujeitos envolvidos uma visão ampla e critica, para uma maior participação com responsabilidade e autonomia frente à saúde no cotidiano (GAZINELLY, REIS e MARQUES 2006)

Intervenção de enfermagem

Depuração da via aérea
Muitos pacientes com tuberculose obstruem as vias aéreas com secreções copiosas, interferindo com a troca gasosa. A enfermagem pode instruir o paciente a respeito do posicionamento correto para facilitar a drenagem das vias aéreas (SMELTZER e BARE 2004).

Adesão ao regime de tratamento
O paciente deve estar ciente de que a tuberculose é uma patologia transmissível e que fazer uso das medicações constitui o meio mais efetivo para evitar a transmissão, pois o principal motivo das falhas de tratamento é que os pacientes não tomam seus medicamentos de maneira regular e segundo a duração prescrita. Cabe a enfermagem orientar o paciente a respeito das medidas de higiene, incluindo os cuidados orais, cobrir a boca e o nariz quando tosse e espirra, descarte adequada dos lenços de papel e higiene das mãos (SMELTZER e BARE 2004).

Promovendo a atividade e a nutrição adequada
Para Smeltzer e Bare (2004) pessoas com tuberculose, normalmente ficam debilitados devido a uma doença crônica, com estado nutricional prejudicada, sendo comum a anorexia, perda de peso e a desnutrição. Alterando a vontade de se alimentar por fadiga em razão da tosse excessiva, produção de escarro, dor torácica, estado debilitado generalizado ou pelo custo, se a pessoa tem poucos recursos, podendo ser necessário um plano nutricional que possibilite refeições pequenas e freqüentes.

Desnutrição
Para Smeltzer e Bare (2004) a desnutrição pode ser conseqüência da falta de conhecimento a respeito da nutrição adequada, do estilo de vida do paciente, falta de recursos, fadiga ou falta de apetite devido à tosse e produção de muco. A enfermagem juntos com demais profissionais, família e ate mesmo o próprio paciente, busca identificar estratégias para garantir tanto ingestão nutricional adequada quanto a disponibilidade de alimentos nutritivos. Outra estratégica é sugerir suplementos nutricionais hipercalóricos aumentando a ingesta nutricional usando os produtos alimentares encontrados em casa.

Efeitos colaterais da terapia medicamentosa

É importante considerar os efeitos colaterais do medicamento, por que eles são com freqüência um pretexto para que o paciente fracasse em aceder o regime medicamentoso prescrito. A enfermeira educa o paciente a tomar o medicamento com estômago vazio, ou pelo menos 1 hora antes das refeições, porque o alimento intervém com a absorção do medicamento. Os pacientes que recebem INH devem evitar os alimentos como: atum, queijo defumado, vinho tinto, molho de soja que contém tiramina e histamina. A ingestão desses alimentos pode resultar em cefaléia, rubor, hipotensão, tonteira, palpitações e sudorese. A rifampina pode alterar o metabolismo de outros medicamentos, tornando-os menos eficazes. Entre eles incluem beta-bloqueadores, anticoagulantes, digoxina, quinidina,corticosteróide etc. A enfermeira monitora para diferentes efeitos colaterais dos medicamentos antituberculose, inclusive hepatite, alterações neurológicas e erupções cutâneas. Os níveis séricos de uréia e creatinina são monitorados para identificar alterações relacionadas com o medicamento nas funções hepáticas e renal. Os resultados da cultura de escarro são monitorados para o bacilo ácido-resistente para analisar a eficácia do regime de tratamento e apoio à terapia (SMELTZER e BARE 2004).

Promovendo o cuidado domiciliar e comunitário
Para Smeltzer e Bare (2004) a enfermeira exerce um papel essencial no cuidado do paciente com tuberculose e de sua família, o qual abrange avaliar a capacidade do paciente para prosseguir a terapia em casa. A enfermeira educa o paciente e a família sobre os métodos de controle da infecção, como o descarte apropriado dos lenços de papel, cobrir a boca durante a tosse e a higiene com as mãos. O exame da aderência do paciente ao regime medicamentoso é indispensável devido o risco de aumentar cepas resistentes do bacilo da tuberculose, caso o regime não seja seguido corretamente.

Cuidados continuado
A enfermeira analisa o espaço do paciente, casa, local de trabalho, ambiente social, para aproximar de outras pessoas que pode ter entrado em contato com o paciente durante o estágio infeccioso. A enfermeira que tem contato com o paciente em casa, abrigo, hospital ou ambiente de trabalho analisam os estados físicos e psicológicos do paciente e a competência de concordar ao tratamento prescrito, analisa também os efeitos adversos dos medicamentos para aderi-la ao regime terapêutico. A enfermeira reforça o conhecimento prévio e ressalta a necessidade de manter as consultas agendadas com o médico-assistente (SMELTZER e BARE 2004).








CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em um ambiente globalizado, onde se predominam tantas incertezas, a tuberculose continua em evidência pelos sérios problemas que ela causa, e seu índice de contaminação e pela falta de controle, muitas vezes evidenciada pela deficiência das gestões e orientação adequada.
Os problemas que arrastam essa taxa de incidência da doença continuam crescendo e se agravando cada vez mais, pois vivemos num país que envolve seriamente a pobreza, desnutrição, falta de informações e conhecimento adequado interferindo de maneira abrupta em um tratamento adequado e eficaz.
O enfermeiro como educador, tem seu papel de destaque, e é sua função enquanto tal, orientar essas famílias e o cliente da importância e adesão ao tratamento, bem como os sinais e sintomas positivos da tuberculose para que se possa evitar novos casos.
As organizações de saúde, gestores devem trabalhar em conjunto com a comunidade, para que se possa vivenciar mais de perto, suas dificuldades enfrentadas e com isso haverá mais êxito frente aos problemas e os conflitos existentes. Estas competências e habilidades são importantes ferramentas para que os profissionais trabalhem melhor e identifiquem as melhores soluções.
As medidas de controle para a tuberculose devem ser buscadas, pois se trata de uma patologia de notificação compulsória, fazendo uma investigação entre as pessoas que convivem com o doente, ressaltando outras doenças imunodepressivas que contribuem para sua transmissão.
É importante que a equipe de enfermagem conheça os problemas que envolvem o paciente durante o tratamento e suas condições reais e econômicas, pois boa parte dos clientes que convivem com a doença, a qualidade de vida é precária de maneira que o enfermeiro deve se tornar conhecedor dessa realidade, evitando que o paciente abandone o tratamento, devido às reações e efeitos indesejáveis que a medicação possa provocar em função disso, trabalhar para que se possa promover uma melhor qualidade de vida para o doente.
O cuidar em enfermagem, intervir e promover a saúde faz do enfermeiro um educador em saúde e um orientador com a formação de novas concepções. Dessa forma a partir do momento em que se promover a adesão ao tratamento, nutrição adequada, evita e trata complicações potenciais, promove o diferencial que vai refletir em bons resultados e na qualidade de bons profissionais.
Assim, torna-se necessário que o enfermeiro, ético, técnico e politicamente correto, mostre suas reais condições de assistência, utilizando métodos que mobilizem toda a equipe para a participação ativa nos programas de educação e saúde com a responsabilidade de realizar a busca ativa dos casos de TB, bem como de realizar a notificação compulsória e oferecer apoio ao cliente e seu familiar.
















REFERÊNCIA

Ana Cristina Passarella Brêtas, Mônica Antar Gamba / Enfermagem e Saúde do adulto ? Baurueri, SP: Manole, 2006. ? (série enfermagem).

Brasil. Fundação Nacional da Saúde. Guia de vigilância epidemiológica. 5. Ed. Brasília (DF), FUNASA, 2002. P. 825-46.

Cotran, Kumar e Collins / Robbins ? Patologia Estrutural e Funcional, 6ª Ed. 2000, Rio de Janeiro ? RJ, editora Guanabara Koogan.

Ministério da Saúde / A Situação da doença no Brasil. Disponível em: http://www.saude.gov.br / Acesso em: 12 de abril de 2010.

Ministério da Saúde / Tuberculose ? Recomendações para tratamento da tuberculose em adultos e adolescentes. Disponível em: http://www.hc.ufpr.br/adm/dcc/epidemio/aulas/Cartaz%20mesa%20Referencias.pdf / Acesso em: 12 de abril de 2010.

Nébia Maria Almeida de Figueiredo, Dirce Laplaca Viana, Wiliam César Alves Machado Tratado prático de enfermagem, volume 2 / 2ª. Ed. ? São Caetano do Sul, SP: Yendis Editora, 2008.

SMELTZER, S. C.; BARE, B. G. Brunner & Suddarth: tratado de enfermagem medico-cirúrgica. 10ª ed. Rio de Janeiro, 2004.












 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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