Transtorno do Déficit de Atenção (TDAH) : Algumas estratégias para professores e pais.
 
Transtorno do Déficit de Atenção (TDAH) : Algumas estratégias para professores e pais.
 


Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) : Algumas estratégias para professores e pais.
Audrey Rodrigues dos Santos

Resumo

Este artigo apresenta o que é o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e a importância de um diagnóstico e intervenção precoce, objetivando instrumentalizar pais e profissionais da educação com informações e algumas estratégias adequadas para auxiliar alunos portadores deste transtorno. Este trabalho visa também, alertar pais e professores, da importância de não só ajudar os alunos através de recursos adequados em seu desenvolvimento cognitivo, mas principalmente no que confere ao aspecto emocional. Para tanto, foi utilizada uma pesquisa bibliográfica com análise de obras e artigos publicados a respeito deste tema. O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. A prática tem mostrado que 3% a 5% das crianças em idade escolar podem ser incluídas nesse diagnóstico e, considerando que o TDAH não tem cura, a importância de um diagnóstico e intervenção precoce faz-se necessário para que a criança aprenda a conviver com o mesmo e possa desenvolver-se. Para tanto, é imprescindível a participação ativa de pais e educadores, unidos para proporcionarem um clima de incentivo e cooperação.

Palavras chave: O que é TDAH? Diagnóstico. Estratégias adequadas.

1. Introdução

O principal desafio de pais e profissionais que tem crianças com dificuldades de aprendizagem é de como ajudá-las a adquirir confiança em si e crer em suas capacidades.
Acredita-se que as dificuldades de aprendizagem estejam intimamente relacionadas a um atraso na aquisição da linguagem. As dificuldades de linguagem referem-se a alterações no processo de desenvolvimento da expressão e recepção verbal e/ou escrita. Por isso, a necessidade de identificação precoce dessas alterações no curso normal do desenvolvimento, evita posteriores conseqüências educacionais e sociais desfavoráveis.
Segundo Rhode e Mattos (s/d) apud Armstrong(1996), "o TDAH na infância, em geral, associa-se a dificuldades na escola e no relacionamento com as demais crianças, pais e professores. As crianças são tidas como "avoadas", mas ao mesmo tempo extremamente inquietas ? que seria a hiperatividade."
Atualmente, o TDAH vem sendo fonte de dúvidas e debates de pais e educadores. Eles relatam falta de orientação e oferecimento de cursos de capacitação que apresentem, ou simplesmente auxiliem na intervenção, utilizando estratégias educacionais adequadas. Como chamar a atenção dessas crianças para o aprendizado? Como contribuir para o seu desenvolvimento? Como os pais ou responsáveis podem auxiliar em casa?
É importante compreender que cada indivíduo tem sua forma particular de informação, deste modo, cada criança terá o seu tempo e o seu modo de aprender mais caberá aos professores, pais e à escola, contribuir oferecendo os subsídios necessários para que estes alunos possam se desenvolver em sua plenitude.


2. O que é TDAH? E qual a importância dos educadores, pais e Instituição escolar no auxílio às crianças portadoras deste transtorno?

De acordo com a definição atual de transtornos específicos da aprendizagem (TEA), estes implicam um rendimento na área acadêmica abaixo do esperado para a idade, o nível intelectual e o nível educativo, cujas manifestações se estendem para as outras áreas da vida somente naqueles aspectos que requerem a leitura, a escrita ou o cálculo; o que deixa fora deste diagnóstico o atraso mental, os transtornos de linguagem e os déficits sensoriais primários ? visuais e auditivos ? que afetam de forma global a vida cotidiana.
Desta forma, um transtorno de aprendizagem é um impedimento psicológico ou neurológico para a linguagem oral ou escrita ou para as condutas preceituais cognitivas ou motoras.
O TDAH ? Déficit de Atenção com Hiperatividade - é uma condição de base orgânica que tem por principais características a desatenção, impulsividade e agitação.
Ele é reconhecido oficialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por vários países. Em alguns países como os Estados Unidos, portadores de TDAH são protegidos por lei quanto a receberem tratamento diferenciado na escola.
Segundo os critérios do Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais-Revisado (DSM-IV-R, 2002), o diagnóstico do TDAH é realizado a partir dos sete anos.
No entanto observa-se que as crianças que o possuem, geralmente apresentam históricos de dificuldades significativas por volta dos 3, 4 anos de idade (Weiss et AL; 2000).
Os problemas de aprendizagem não desaparecem, visto que o TDAH não tem cura, no entanto, a criança pode aprender a compensar suas dificuldades, daí a importância de um diagnóstico e intervenção precoce.
Todo diagnóstico é, em si, uma investigação, pesquisa do que não vai bem como o sujeito em relação a uma conduta esperada. Pode ser uma queixa da família, da criança ou da escola.
Os critérios para o diagnóstico do TDAH devem considerar se os sintomas clínicos causam prejuízo em, no mínimo, dois contextos diferentes ? em casa e na escola por exemplo ? o profissional que avalia deve incluir entrevistas com a criança, pais e professores, testagem clínica, além de observações diretas no comportamento escolar.
Os educadores em meio às demonstrações de sucesso e insucesso de seus alunos frente a sua aprendizagem, devem observar seus discentes detectando áreas de maiores dificuldades para que possam agir como uma metodologia e intervenção adequadas.
É necessário que esses profissionais saibam que, uma criança com TDAH não é um quadro momentâneo. A criança não tem prejuízos na habilidade ou na falta de conhecimentos, mas sim, incapacidade de sustentar sua atenção e de inibir o seu comportamento. Deste modo, o trabalho do professor frente à uma sala de aula com outros trinta alunos que também necessitam de atenção às suas particularidades, pode tornar o trabalho com a criança portadora de TDAH mais difícil, mas não impossível.
Segundo Gómez e Terán (2008, p.30 ), "é importante ajudar essas crianças a conhecerem seus pontos fortes, a compreenderem que suas dificuldades não existem por falta de capacidade e, a descobrirem estratégias que sejam úteis a seu aprendizado." O futuro dessas crianças está nas mãos de quem está ao seu lado na aprendizagem; a confiança em si mesmas, a capacidade de tomar decisões, a habilidade para solucionar problemas, a autonomia, a motivação para atingir objetivos dependerá do quando elas forem apoiadas. É necessário respeitar a individualidade da criança, aceitar as diferentes formas de sentir, pensar, agir, de aprender contribuirá e muito para a educação.
Fora da escola, os pais são importantes aliados do professor, já que devem compartilhar com o mesmo não só a responsabilidade da realização de atividades escolares, mas também a metodologia do trabalho e a criação de um ambiente semelhante ao adotado na escola. Os pais devem ser um verdadeiro apoio emocional a estas crianças pois elas frequentemente enfrentam frustrações.
Importante considerar também que não só os educadores e pais tem papel fundamental no auxílio à criança portadora de TDAH, mas a escola em si. A escola deve ser uma instituição que respeite a criança tal qual é, e ofereça condições para que ela possa desenvolver-se.
A escola deve ser um lugar estimulante aos alunos, fornecendo meios para que possam superar suas dificuldades, atenuar, ou no mínimo, contribuir para não agravar problemas de aprendizagem nascidos ao longo da história do aluno.
A instituição escolar por tanto, deve assumir o seu papel na contribuição à formação do aluno como aprendente e cidadão consciente de seus direitos e proporcionar, junto aos profissionais que a compõem, ambiente favorável à aprendizagem dos alunos oferecendo subsídios necessários para que os discentes, dentro de suas possibilidades, avancem em seus conhecimentos e possam se desenvolver plenamente.

3. Intervenções / Estratégias adequadas para uso de pais e profissionais da educação.


As crianças que têm dificuldades atencionais e aquelas já diagnosticadas com TDAH tem dificuldade para estruturar-se internamente e para se organizar. Devido a isso, elas precisam de ambientes ordenados consistentes e previsíveis com normas e limites claros.
É necessário considerar que estas crianças, mais que uma dificuldade de aprendizagem, podem apresentar conflitos emocionais que merecem às vezes uma maior atenção, visto que, sem motivação, frustradas, "ignoradas", estas crianças não terão incentivo para aprender.
Para tanto, relaciono algumas estratégias para professores e pais sugeridas por mim e pelas autoras Gómez e Terán ( 2002 ), em sua obra "Dificuldades de Aprendizagem detecção e estratégias de ajuda." e Rodrigues e Salgado ( 2010 ) , em sua obra "Aspectos Acadêmicos e Sociais no TDAH."


SUGESTÕES AOS PROFESSORES

É importante ajudá-las a planejar seu tempo desenvolvendo um horário no qual as horas da aula sejam divididas em períodos definidos e as atividades executadas nestes períodos devem estar detalhadas. Isso lhes permitirá planejar o tempo e visualizar a ordem das aulas e atividades propostas, além de ajudá-las com a orientação temporal e espacial. É comum os professores escreverem na lousa a "Agenda do Dia" no qual os alunos observam o que haverá no dia ( matérias e atividades), assim como, educadores do Ensino Infantil utilizam ?se de imagens para representar a sequencia de atividades do dia, estes recursos são estratégias bem fáceis porém de grande valia à criança com TDAH.
O professor poderá, para os alunos menores, fazer um quadro em EVA onde pregará todos os dias, a sequencia de atividades. O educador pode procurar figuras que representem, por exemplo: parque, português, matemática, ciências, lanche, movimento e jogos. Então, neste quadro, junto com os alunos, o professor irá pregando o dia da semana em que eles estão, pode colocar também como está o tempo ( ensolarado, nublado, chuvoso) e colocará em sequencia as atividades do dia para que os alunos saibam o que irão realizar. Este quadro contribuirá para a organização pessoal dos alunos e também estimulará o conceito temporal, que dia estamos, que dia da semana estamos, mês, ano, como está o tempo etc..
Segundo Rodrigues e Salgado (2010), "é preciso apenas atentar-se pois algumas crianças têm dificuldade em lidar com mudanças imprevistas. Para isso é preciso cumprir corretamente o cronograma passado às crianças."
O contato da criança com o professor é muito importante, desta forma é conveniente colocá-la num local onde o contato visual com o educador seja facilitado,
O professor deve começar suas aulas com algo atrativo para que a criança fique motivada a aprender. Pode ser uma história, músicas, dinâmicas etc..
O educador deve evitar realizar provas freqüentes e planejá-las de forma menos formais e mais criativas.
É conveniente aproveitar a capacidade de brincar destas crianças. Trabalhos, aulas teóricas, podem ser trocadas por um bom e educativo jogo didático.
O professor pode também questionar a criança em qual área ela apresenta maior dificuldade e como ela aprende melhor, isto pode ajudá-lo a planejar melhor suas aulas e intervenções com esta criança.
O professor também deve estabelecer, não somente com a criança portadora de TDAH, mas com toda a turma, regras de convivência, sugerindo "punições" para comportamentos negativos e "surpresas" para os positivos.
Lembrando que o educador deve falar para a criança que está feliz com o seu comportamento, ressaltar as coisas boas, positivas que ela faz dentro da sala de aula. Quando a criança não se comportar adequadamente na classe, recomenda-se que se dê um tempo para que ela medite sobre o que fez.
Tentar evitar críticas e "sermões".
Oferecer a elas a oportunidade do movimento, por exemplo, entregar um recado para outra professora. Isto permite a ela sair da classe, gastar energias e voltar mais calma.
Permitir descansos curtos entre os diferentes trabalhos de classe.
Aconselha ? se supervisão nos recreios e horários livres.
Acostumá-la a revisar e checar seus trabalhos e provas para poder corrigir os erros cometidos por realizar o trabalho de forma apressada e descuidada.
Permitir um tempo extra para completar seus trabalhos.
Como já mencionado anteriormente, é preciso trabalhar na criança com TDAH, o sentimento de frustração, para tanto, o professor além de jogos onde um ganha e outro perde, ele poderá usufruir também de dinâmicas.
Uma dinâmica interessante que poderá ser trabalhada com todos os alunos, chama-se "Meu medo foi embora". Em círculo, o professor dará a cada aluno um lápis e um papel e as crianças deverão escrever ou desenhar qual o seu maior medo, ou o que lhe deixa mais frustrado. Depois cada criança falará para a turma o que escreveu ou desenhou e colocará dentro de um lixo que será segurado pelo professor.
Esta dinâmica contribui para que haja o respeito entre os alunos, já que eles deverão ficar em silêncio para escutar o colega e esperar a sua vez, contribui para que o aluno busque lá no fundo o que realmente o incomoda e ajuda também ao professor para que conheça melhor os seus alunos.
O sentimento posterior à dinâmica, na maioria das crianças, é um sentimento de libertação pois ela pode vivenciar que seus colegas também têm medo ou sentem-se frustrados com alguma coisa.
Outra dinâmica é o "De quem é essa voz", este jogo estimula a atenção e o conhecimento dos colegas de turma. Um aluno ficará de costas ? com os olhos tampados ou não ? e os demais alunos ficarão em um semi-círculo e cantarão uma determinada música. O último trecho desta canção escolhida pelo professor, deverá ser cantada por um único aluno que o professor escolherá sem que o aluno que estará no meio saiba. Por exemplo, se a canção escolhido for: "Atirei o pau no gato", o aluno escolhido pelo professor falará: "MIAU". O aluno que estiver no meio, deverá adivinhar quem de seus colegas falou a última frase.
Como também mencionado anteriormente, o professor pode usufruir de várias táticas para chamar a atenção de seus alunos já no início das aulas, pode ser uma história contada com entonação ou com utilização de fantoches, uma dramatização, utilização de músicas em cd ou mesmo cantar músicas que eles gostem, dinâmicas como sugeridas acima etc..
Uma sugestão de coleção de livros bem propícia a este fim, que já tive a oportunidade de analisar e utilizar em sala de aula, trata-se de uma coletânea chamada "Ciranda das diferenças" que contem dez livros que abordam o TDAH, nanismo, deficiência física, deficiência visual, deficiência auditiva, síndrome de Down, baixa visão entre outros, como forma de dar um novo olhar sobre as diferenças, despertando a reflexão de todos, visto que é importante também, criar um ambiente de respeito e cooperação em sala de aula. Mas, "Chapeuzinho Vermelho", "Os três porquinhos" entre outros contos clássicos não podem ser descartados; contados com entonação, sons, dramatização, música, chama muito a atenção e alegra as crianças.
No fim da aula o professor também pode colar um adesivo, ou um bilhetinho carinhoso no caderno de seu aluno no sentido de incentivá-lo.


SUGESTÕES PARA OS PAIS

As crianças que apresentam dificuldade de atenção assim como aquelas que apresentam a Síndrome do Déficit de Atenção são muito suscetíveis ao ambiente familiar. A família pode funcionar como um elemento de apoio, de proteção e de estabilização ou pode ser um "elemento que potencializa as dificuldades". Para isso é preciso:
Sentir ? se querida e aceita. A partir disso vai sendo construída a visão que a criança tem de si mesma e a auto-estima. Devemos valorizar os demais a partir de uma visão integradora, que inclua não somente seus pontos fracos, mas também seus pontos fortes. Quando valorizamos as destrezas, apoiamos o desenvolvimento de uma imagem pessoal e uma auto-estima positivas. Nas crianças com dificuldades de atenção isso é fundamental. Elas normalmente chamam a atenção por suas condutas impulsivas, suas desordens e suas inquietudes, O que recebem é uma atenção negativa. Devemos procurar seus pontos fortes e fazer com que elas tenham consciência deles. Desta forma abre-se diante delas uma nova visão de si mesmas e de suas possibilidades. Estas crianças precisam ser motivadas para que possam desenvolver ao máximo suas potencialidades.
A relação familiar deve procurar ser tranqüila, acolhedora para a criança e enriquecedora.
Deve-se evitar que a relação com o filho esteja centrada ao redor de recriminações, castigos, na crítica e comentários negativos.
A criança com problemas de atenção precisa saber com precisão quais comportamentos são aceitáveis e quais não são. Ser firme não significa ser cruel nem mau. Exigir o cumprimento de certas regras não significa privá-la das suas liberdades. A idéia é apoiá-la em seu amadurecimento e, com isso, levá-la a aceitação das responsabilidades. Somente quando se conseguem controlar os impulsos pode-se funcionar no mundo de uma forma adequada. Por outro lado, elas também precisam conhecer as consequências, positivas ou negativas, de suas ações. É importante recompensá-la com frequência quando forem atingidos comportamentos positivos. Deve ? se tentar aprovar, alentar, motivar e aplaudir mais do que castigar e corrigir.
Ao falarmos de normas e regras no lar não podemos deixar de mencionar a importância da concordância entre os pais. Não podem haver dois padrões de conduta porque isso produz confusão na criança.
É importante que a família ajude ?os organizando os seus horários e suas atividades. Quando deve cumprir certas tarefas complexas, também se deve intervir, dividindo a tarefa em passos que ela possa cumprir.
Devemos ser muito cuidadosos com a linguagem, evitando sempre as referências negativas como, por exemplo, "você sempre faz as coisas erradas", "você é um preguiçoso!", "você nunca cumpre as suas responsabilidades" etc.. Não devemos deixar de apontar seus erros porém sempre buscando focalizar no momento, por exemplo: "Hoje você se portou mal na escola quando respondeu de forma errada ao professor".

3. Considerações finais.

É notável que as escolas, para cumprirem o seu papel de inclusiva, necessitam de uma "remodelação" para que possam atender com eficiência e eficácia alunos portadores de algum transtorno/síndrome de aprendizagem, ou mesmo deficientes físicos, visuais, auditivos e intelectuais.
Mas é compreensível também que as instituições por si só não poderão transformar essa necessidade numa realidade, é preciso que as Secretarias de Educação e Órgãos Superiores olhem para cada escola em sua individualidade para ajudá-las, assim como favorecer o acesso à cursos de formação para todos os funcionários ( professores, merendeiras, serventes , etc...) contribuindo para o conhecimento de alguns transtornos/síndromes mais presentes nas instituições e conheçam estratégias para ajudá-los melhor.
É necessário que os professores sejam valorizados e recebam apoio de profissionais especializados para que possam contribuir efetivamente no aprendizado das crianças com maiores dificuldades e que cada escola tenha sua sala de recursos funcionando nos dois períodos para o atendimento individualizado destes alunos, seja em horário normal ou contrário ao de aula.
Aos pais também é preciso que sejam orientados por especialistas e que estejam em constante diálogo com a escola para saber sobre o desenvolvimento de seu filho, além de contribuir para que possíveis problemas de indisciplina não ocorram frequentemente. A escola pode utilizar-se de um caderno de recados diário (vai e volta) ou mesmo permitir a entrada dos responsáveis para conversar com o professor de sala ou de recursos.
A escola precisa também estar equipada com materiais didáticos e ambientes incentivadores/motivadores para que a criança se sinta feliz e motivada a aprender, os professores também podem montar suas aulas de forma mais dinâmica, interativa, transformando suas aulas mais teóricas em um jogo simbólico (dramatização) por exemplo, contando histórias no começo das aulas e cantando músicas para os menores no começo e/ou no fim da aula para incentivar ou mesmo manter a criança disposta.
O professor também deve trabalhar com seus alunos a questão do respeito, dos valores, o que pode ou não pode fazer, o que é ou não permitido e estabelecer regras com eles ( de preferência que eles mesmos estipulem ) e as mesmas devem ser lembradas todos os dias para evitar problemas indisciplinares.
Concluo então que caberá à escola não desistir de sua função socializadora e, aos professores, de seu cargo de mediador, desafiador, de artista da educação pois é isto que os educadores são, artistas.
Ressaltando que as estratégias que apresentei não são soluções prontas para os problemas que os professores virão a enfrentar, mas são sugestões, outras estratégias poderão ser criadas por eles, pelos pais, o importante é conhecer o seu aluno, seus anseios, como ele aprende, como ele gosta de aprender; quando se compreende isto, muitas outras estratégias criativas, eficazes poderão ser criadas e executadas com êxito.
Devemos acreditar na educação para que ela seja acreditada. O caminho é árduo, algumas vezes desanimador, mas quando chegamos ao nosso destino vamos ver o quanto valeu a pena enfrentá-lo.

3. Referências Bibliográficas.

Armstrong, T.Why I Believe that Attention Deficit Disorder is a Myth. Sydney's Child Australia, Set, 1996.

BARKLEY, Russel. Transtorno do Déficit de Atenção/ Hiperatividade (TDAH): guia completo e autorizado para pais, professores e profissionais da saúde. Porto Alegre: Artmed, 2002.
DA SILVA, Dirce Porto. Hiperatividade na Escola: Algumas Orientações de como Trabalhar em Sala de aula. Disponível em http://www.artigos.com/artigos/humanas/educacao/hiperatividade-na-escola:-algumas-orientacoes-de-como-trabalhar-em-sala-de-aula-13640/artigo/. Acesso em: 19 out 2010.

GÓMEZ, Ana Maria Salgado; TERÁN, Nora Espinosa. Dificuldades de Aprendizagem detecção e estratégias de ajuda. Grupo Cultural.2002.

RODRIGUES, Sônia das Dores; SALGADO, Cíntia Alves; TOLEDO, Márcia Maria; TABAQUIM, Maria de Lourdes Merighi. Aspectos Acadêmicos e Sociais no TDAH. Ed. Revinter, 2010.

ROHDE, L. A. BENKZIC, E. B. P. Transtorno do Déficit de Atenção / Hiperatividade : o que é? Como ajudar? Porto Alegre: Artmed, 1999.


 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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Sobre este autor(a)
Sou formada em Pedagogia, Administração e Supervisão Escolar pela Universidade Paulista - UNIP de Bauru - SP e Pós Gradução em Psicopedagogia pela Universidade do Sagrado Coração (USC) também de Bauru - SP. Atuo como professora da Rede Municipal de Ensino de Bauru, na qual possuo 2 contratos, um no ...
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