TRABALHANDO COM MATERIAIS MANIPULAVEIS NA ALFABETIZAÇÃO DA EJA
 
TRABALHANDO COM MATERIAIS MANIPULAVEIS NA ALFABETIZAÇÃO DA EJA
 


TRABALHANDO COM MATERIAIS MANIPULÀVEIS NA ALFABETIZAÇÃO MATEMÁTICA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
Giseide Maria Ferreira dos Santos¹
Josinalva Estácio Menezes²

Resumo
Este trabalho aborda uma pesquisa com alunos concluintes do curso Normal Médio sobre a função didática dos Materiais Manipuláveis nas séries iniciais da Educação de Jovens e Adultos, no contexto do ensino de matemática.O problema que propusemos aos estudantes foi como ensinar matemática com o material dourado, material cuisenaire, blocos lógicos e ábaco na alfabetização EJA. O objetivo do trabalho é fazer com que os alunos conheçam os materiais manipuláveis não como um instrumento da educação infantil, mas também capaz de propor problemas na relação com o meio sócio- cultural do alfabetizado.
Palavras-chave: Materiais Manipuláveis, Educação de Jovens e Adultos; Matemática.



Introdução

. As pesquisas sobre educação e aprendizagem teve seu inicio com influências pedagógicas das ideias semeadas pelo Humanismo para os primeiros passos das ciências e filosofias modernas. Os dois grandes pensadores: Francis Bacon defendia a idéia de que o verdadeiro conhecimento das coisas se explicava através das experiências e percepções nos levam a assimilar e a conhecer aquilo que está sendo estudado; René Descartes, por sua vez pregava que não podemos admitir nenhum fato como verdadeiro se este não se apresentar como evidente.As idéias educacionais surgiram com o maior educador Jan Amos Comênio(1670), que desenvolveu um sistema educacional com o objetivo de preparar o individuo para a vida.

A partir da década de 1920, a pedagogia de atividade concluiu que o centro da educação não devia ser o ato de ensinar, mas o ato de aprender com novas técnicas de aprendizagem capazes de estimular as crianças interiormente. A atividade escolar começou a ser encarada de forma mais ampla com os jogos recreativos e outros. A partir de Piaget que desenvolveu a teoria da assimilação, que concebia a aprendizagem como uma integração de reações espontâneas na atividade institiva e uma assimilação inteligente da realidade, pois, não poderia existir a verdadeira aprendizagem sem a atividade intelectual. Paulo Freire o educador, com o trabalho de alfabetização de adultos em três momentos claros da aprendizagem segundo José Eustáquio Romão: primeiro o educador se inteira daquilo que o aluno conhece, não apenas avançar no ensino de conteúdos mas trazer a cultura do educando para dentro da sala de aula; o segundo exploração das questões relativas aos temas; terceiro do abstrato para o concreto na chamada etapa da problematização.


.
Nesta problematização perguntamos: Qual a função didática dos materiais manipuláveis no ensino de matemática na EJA? Estamos procurando responder nas falas dos concluintes com o questionário no contexto do ensino de matemática para as séries iniciais EJA, numa pesquisa qualitativa. Os formandos do Normal Médio em sua formação conhecem algum tipo de material concreto existente na maioria das escolas e não sabem ou não aprenderam a trabalhar com materiais manipuláveis, o que se vê são professores ensinam a confeccionarem materiais manipuláveis, mas poucos ensinam a trabalhar com os materiais.

Os princípios decorrentes de estudos, pesquisa, práticas e debates desenvolvidos nos últimos anos citados no Parâmetros Curriculares Nacionais, na caracterização da área de matemática que é componente importante na construção da cidadania, destacam-se dois aspectos básicos: um consiste em relacionar observações do mundo real como representação e o outro consiste em relacionar essas representações com princípios e conceitos matemáticos. Na proposta curricular da EJA para o 2º seguimento (2002, p.17) afirma:

Escolhas didáticas que estimulam o envolvimento dos alunos em processo de pensamento, assim como o raciocínio e a argumentação lógica contribuem para criar uma cultura positiva nas aulas de matemática- muito diferente daquela em que apenas procedimentos algoritimicas e respostas rápidas e "certas" são valorizadas. Só assim a aprendizagem será significativa.



1.Fundamentação histórica

A Educação Moderna no século XVIII, surgiu marcada pela Educação Estatal que incluía a educação do cidadão e da necessidade de uma pedagogia voltada para o ato de ensinar em que o processo educacional era a transmissão de conhecimentos originada do professor para o aluno. O pensamento pedagógico da época, teve interesse na aprendizagem da criança e seus principais teóricos: Jean-Jacques Rousseau(1712-1778) defendia uma escola ativa.; Johann Heinrich Pestalozzi(1746-1821) partiu do método indutivo, de experiências concretas, para estimular a observação e o raciocínio; Friedrich Froebel(1782-1852) notava a atração de todas as crianças pelos jogos e brincadeiras.

Na educação do século XX, fundamenta suas atividades no conceito de autoformação do aluno e interesse na aprendizagem com essa nova corrente de pensamento com o nome de pedagogia da atividade, trouxeram contribuições no processo educacional, concluindo que o centro da educação não devia ser o ato de ensinar, mas o ato de aprender. Os principais nomes dessa pedagogia contemporânea foram:.John Dewey(1851-1952) pregou que a educação é uma permanente organização ou reconstrução da experiência que produz conhecimento, o qual é produto da ação;William Heard Kilpatrick(1871) criou o método de projetos visando dirigir a atividade mental do aluno para um propósito objetivo; Ovide Decroly(1871-1932) criou um método para ser realizado pela criança: a observação, a associação e a expressão; Maria Montessori(1870-1952) criou um método concentrado na auto-educação por meio de brinquedos educativos; Edouard Claparéde(1873-1940) criou a teoria do brinquedo: o brinquedo é uma atividade que a criança leva muito a sério e o jogo é a forma de atividade normal da criança;Jean Piaget(1896) dizia que o caráter inteligente da aprendizagem não significa apenas agir para adquirir conhecimentos ou hábitos. É necessário, ainda compreender a significação dos mesmos.



. No Brasil um dos representante desta pedagogia contemporânea, Anísio Teixeira enfatiza:

Educação é vida, e viver é desenvolver-se, é crescer. O processo educativo, (...) é o processo de contínua reorganização, reconstrução e transformação da vida. O hábito de aprender diretamente da própria vida (...).Graças a esse hábito, a educação, como reconstrução contínua da experiência(Teixeira 1978, p. 31).

Em 1960 o educador Paulo Freire, desenvolveu um pensamento pedagógico em que a missão do professor era possibilitar a criação ou a produção de conhecimentos. Segundo Freire, o profissional de educação deve levar os alunos a conhecer conteúdos, mas não como verdades absoluta.

Nessa perspectiva, o ensino com materiais educativos, materiais concretos, jogos, brincadeiras e brinquedos todos esses objetos considerados como materiais manipuláveis com a finalidade na aprendizagem do aluno e a tarefa do professor na mediação das atividades. Entendendo melhor os números e as operações matemática uma criança e um adulto pode torná-lo palpável. Os materiais manipuláveis tais como blocos lógicos, material dourado, barras cuisenaire, ábaco e outros não ensinam a fazer contas, mas exercitam a lógica com a função de correspondência e classificação de objetos. A importância atribuída aos materiais concretos tem raiz nas pesquisas de Piaget que enfatiza, a aprendizagem da matemática envolve o conhecimento físico e o lógico-matemático. No caso dos materiais de manipulação o conhecimento físico ocorre quando o adulto pega, observa e identifica os atributos de cada peça.

Os materiais didáticos dependem de um professor que saiba utilizá-lo na alfabetização da matemática diversificando as estratégias didática no sentido do fazer matemático com jovens e adultos como alternativa para alfabetizar lendo e escrevendo. Nesta relação de ensino a função do professor dos cursos de formação inicial requer na didática da matemática trabalhe objetos concretos direcionados também a EJA; Utilizando materiais manipuláveis educativos ou de sucata na interpretação lógica do raciocínio matemático; Alfabetização de domínio da leitura escrita matemática na EJA com os materiais manipuláveis para um melhor aproveitamento da aprendizagem. No sentido da mediação do professor com tarefas e atividades que mobiliza os saberes prévios dos alunos. A preocupação é como os professores de formação inicial habilitado no ensino séries iniciais pode ensinar matemática com materiais manipuláveis aproveitando os conhecimentos sócio-cultural do aluno da EJA traz para sala de aula..

Para Lorenzato (2002, p.61), a opção pelo uso de material didático deve dar somente após reflexão do professor.

O material didático efetivamente pode ser um eficiente auxiliar no processo de ensino aprendizagem da matemática. O material concreto exerce um papel importante na aprendizagem facilita a observação, a análise, desenvolve o desenvolve o raciocínio lógico, crítico e cientifico, é fundamental para o ensino experimental e é excelente para auxiliar o aluno na construção de seus conhecimentos.


Outro aspecto importante é a mudança de atitude do professor na EJA, ser imprescindível essa mudança do educador, cita D?Ambrosio(2001) o professor que viu ser possível ensinar matemática considerando os conhecimentos trazidos pelo aluno, deve propagar essa idéia e passar suas experiências para outros colegas. Ele diz acreditar que o natural seria a matemática ser tratada como um conhecimento presente em todas coisas do cotidiano das
pessoas.

A Alfabetização matemática na EJA com materiais manipuláveis requer do professor polivalente um conhecimento com competência, Alarcão(2007, p.40) entendida como um conjunto de saberes, intenções, motivações, capacidades e atitudes e a competência de ser professor é algo que dificilmente se ensina.


2. Formação normal médio e EJA

No art.22 da Lei de Diretrizes e Bases (LDB): a educação básica tem por finalidade desenvolver o educando, assegurar-lhe formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. Pode-se dizer que o preparo de um docente para a EJA, deve incluir, além das exigências formativas para todo e qualquer professor, aquelas relativas à complexidade diferencial desta modalidade de ensino. A maioria dos professores das séries iniciais da educação básica ensinam nos programas de EJA, tem ou já tiveram experiências com ensino regular infantil e, baseados nessas experiências colocam os conteúdos de matemática da educação infantil para os jovens e adultos sem respeitar as especificidades dessa faixa etária, fazendo com que seus alunos se adeqüem as mudanças de postura, de estratégias e de conteúdos.

Diante disso, a formação de professores possui objetivos específicos por Pereira(2004) :

- A dinamização da relação ensino-aprendizagem, promovendo a autonomia e a contextualização dos diversos saberes disciplinares, ao integrar conhecimentos científicos aos pedagógicos, proporcionando aos cursista situações-problema que poderão ser transpostas para o seu cotidiano profissional.

- O reconhecimento de que a realidade social deve ser tomada como ponto de partida e o fator de cidadania como pano de fundo das ações educativas.

- A compreensão de que a figura central de todo e qualquer processo educativo é o ser humano, com suas coerências e incoerências.

- O compromisso como profissional da educação consciente de seu papel na formação do cidadão e a necessidade de se tornar agente interferidor na realidade em que atua.

Esses objetivos contribui para uma proposta pedagógica a educação de jovens e adultos correspondente a esse nível de ensino não só pela diversidade do público que atende e dos contextos em que se realiza. Ponte (1998, p.54) salienta que a formação é um mundo onde se inclui a formação inicial, continua e especializada onde é preciso considerar os modelos, as teorias e a investigação empírica sobre a formação é um daqueles domínios em que todos se sentem à vontade para emitir opiniões, do que resulta a impressão de que nunca se avança. Por parte do professor qualquer utilização de todo material didático exige destaca Lorenzato(2002, p.54) :


- dar tempo para que os alunos conheçam o material;
- incentivar a comunicação e trocas de idéias;
- mediar sempre que necessário, o desenvolvimento das atividades por meio de perguntas ou da indicação de materiais de apoio;
- realizar uma escolha responsável e criteriosa do material;
- planejar com antecedência as atividades procurando conhecer bem os recursos a serem utilizados para que possam ser explorados de forma eficiente, usando o bom senso para adequá-los às necessidades da turma.


3. Metodologia

A pesquisa foi realizada com 27 alunos concluintes do curso normal médio na faixa etária dos l7 à 50 anos, de uma Escola da Rede Pública Estadual de Pernambuco, onde aplicamos um questionário com 07 questões abertas, com análise sobre a função didática dos materiais manipuláveis no ensino de matemática na EJA. Considerando a temática estudada, realizamos uma pesquisa de natureza qualitativa que segundo Oliveira (2005), esse tipo de pesquisa é usado quando se trata de um processo que exige reflexão e análise da realidade através da utilização de métodos e técnicas que ajudem na compreensão detalhada do objeto de estudo em seu contexto histórico.

Passos (2002, p72) diz :

O entendimento de materiais manipuláveis como recurso didáticos na formação de professor não deve gerar "produtos acabados" mas, sim, deve ser encarada como a primeira fase de um longo processo de desenvolvimento profissional no qual a reflexão, a cooperação, o trabalho colaborativo, a solidariedade sejam fatores sempre presentes na vida do professor pesquisador.,

Com esse entendimento, utilizamos o questionário com o objetivo de conhecer o que pensam os alunos participantes da pesquisa sobre os materiais manipuláveis. André (2002), cita que o questionário foi um instrumento muito utilizado nas pesquisas educacionais nas décadas de1960-1970, mas foi gradativamente recrudescendo na década de 1980, até que nos anos 1990 chegou quase a desaparecer; atualmente ele volta a ser utilizado com mais freqüência nas pesquisas educacionais. Empregamos em nossa pesquisa esse instrumento de grande relevância para ter acesso as informações e conhecimentos mais específicos para nossa pesquisa.


4. Análise dos dados


Ao coletar todos os dados para a construção do tema em questão, observamos que os conhecimentos dos estudantes concluintes está no conhecimento teórico na aprendizagem no decorrer do curso que estão concluindo, e com relação a disciplina EJA na proposta curricular, não é atendida ou contemplada o ensino da matemática na alfabetização de jovens e adultos. Neste contexto a proposta curricular deve ser um subsidio para educadores desenvolverem planos de ensino adequados de acordo com as necessidades dos objetivos específicos e educativos, com detalhamento de conteúdos, complementos e formas de concretização.As perguntas formuladas foram:

1.Você conhece algum material manipulável? Cite-os.

2.Qual a função didática dos materiais manipuláveis na EJA e para que serve?Explique.

3. Quais as dificuldades ao usar os materiais manipuláveis na sala de aula EJA?Explique.

4. Os materiais manipuláveis são facilitadores de aprendizagem no ensino de matemática?Explique.

5. Você gosta de matemática?Justifique.

6. Você aprendeu matemática com material manipulável?Explique.

7. O que pensa sobre como utilizar os materiais manipuláveis nas séries iniciais EJA?Explique.

Com as perguntas, as ideias comentadas por tópicos na sequência que os formandos disseram sobre os materiais manipuláveis numa atividade na sala de aula.


4.1 Conhecimentos e dificuldades com materiais manipuláveis

Deixar claro para os alunos que não é brincadeira e sim uma maneira de ensinar com sabedoria(NC).

Para sabermos o que são materiais concretos, no desenvolvimento da atividade proposta no ensino de matemática nas séries iniciais da EJA, foram apresentados as alunas o material dourado, barras cuisenaire, blocos lógicos e ábaco. As barras cuisenare não é um jogo do conhecimento das alunas que não entendiam como se utiliza na aprendizagem. Menezes et AL (2004): o jogo está fortemente ligado ao conhecimento. É no domínio do próprio espírito humano ? o do conhecimento e da sabedoria ? que encontramos semelhanças nos costumes agonísticos entre as culturas de forma mais impressionante(p.62).

Em outro momento, a preocupação com o ensino em relação ao material entendido como brincadeira.


Fazer com que os alunos memorize as cores e os números, que leve a sério e não de brincadeira(SC).

O material que conheço é aquele jogo de memória que tem a firgura 1 e outro tem mais de 1 sendo a mesma figura (AM).


O que é brinquedo? O que é brincadeira? O que são jogos? Segundo Aurélio, Brincadeiras é o ato ou efeito de brincar, brinquedo, entretenimento, passatempo, divertimento; Brinquedo é objeto para as crianças brincarem, jogo de criança, brincadeiras; Jogos atividade mental fundado em sistema de regras que definem a perda ou o ganho, passatempo. Assim sendo, os materiais concretos do conhecimento com as dificuldades dos jogos, brinquedos e brincadeiras citados pelas formandas foram:

: .Relação dos materiais concretos que conhecem

JOGOS BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS
Dominó Quebra-cabeça
Caça-vareta Casinha
Jogo da memória Alfabeto móvel
Xadrez Alfabeto de letras
Boliche de sucata Caça-letras
Jogo de trilha Tampa de garrafa peti
Jogos de montar Encaixe para montar castelo
Jogos de encaixe Palito de picolé
Massa de modelar
Bolinha de isopor

A Relação dos obstáculos com os materiais manipuláveis: aluno, professor, trabalho, aprendizagem, ensino, materiais, atividades, dificuldades, conhecimento e interesse como mostra os depoimentos seguintes:

A dificuldade é quando o aluno ou outro não querem participar dos jogos e saber que a atividade vai ser trabalhada em grupo pensando na competitividade, nesse propósito o material vai ser dividido igualmente com as instrução do alfabetizador e orientação necessária ao aluno ao utilizar os jogos na sala de EJA(RC).

Existe dificuldades quando se trabalha com a turma toda, pois nem todos tem o pensamento rápido e lógico, prefiro fazer com um em um para que eles venham ter uma aprendizagem melhor e mais produtiva(LI).

Se o professor regente não sabe trabalhar com os jogos, como pode passar para o aluno o que não sabe, dificulta a aprendizagem e o raciocínio do aluno até mesmo quando tem dificuldade de manipular é igual a criança que tem medo de perder(PR).

Os professores podem distribuir os materiais com os alunos realizar atividades e os adultos podem não entender os materiais(IC).

São poucos os professores preparados para lhe dar com os jogos, muitas vezes até tem na escola, mas o acesso a ele é ignorado, portanto não tem dificuldade, pois são materiais fáceis, os adultos gostam, aprendem com o jogo e se integram aos colegas e professores(LN).

A escola muitas vezes não trabalha com jogos em sala de aula, então quando vai trabalhar muitos alunos, não querem aceitar, por estar acostumados com as aulas de conteúdos e vários exercícios de fixação(SO).

Teremos que fazer um estudo e daí por diante teremos a capacidade de passar o ensino aprendizagem(SG).

Não existe aquele interesse de alguns alunos que pensam que é um simples jogo(VL).

Se a turma se desconcentrar por algo ou alguma coisa que acontecer repentinamente na sala de aula(KM).

Muitos professores não sabem utilizar os jogos manipuláveis(ML).

Só de o aluno compreender para que serve os jogos, depois jogar(MR).

Se já temos uma base de como usar os materiais manipuláveis fica fácil de passar para os alunos, mas teremos dificuldades de repassar os materiais se não tivermos uma fundamentação(GT).

. Por não ter a utilização dos jogos, porque não fui desenvolvida com os jogos(LS).

O conhecimento dos jogos, se o professor não tiver o conhecimento não saberá trabalhar com os jogos e colocará os jogos só para brincar(ME).

Você desperdiçar um material didático que é os "jogos matemáticos" para brincar, em vez de ser elaborado uma ótima e objetiva aula de matemática(SM).

As dificuldades são inúmeras, pois para o professor dar uma aula com jogos é preciso que ele saiba o que está ensinando(HS).

A dificuldade começa pelos próprios professores, por não saberem manipular os materiais concretos. Porém, muitas vezes não aprenderam a manipular e com isso como pode passar para o aluno o que não sabe(LE).

Em outra citação, o tempo curto para o ensino, a perda das peças dos materiais pelos alunos e a direção da escola não permite que peguem os materiais para trabalhar com os alunos. Lorenzato(2002, p.60) afirma que na verdade, os materiais concretos são recursos didáticos que interferem fortemente no processo de ensino aprendizagem; como qualquer instrumento(...), as conseqüências de seu uso dependem do profissional que os emprega. Acrescenta Freire(1996, p.95) como professor não me é possível ajudar o educando a superar sua ignorância se não supero permanentemente a minha. Não posso ensinar o que não sei.


4.2 Função dos jogos facilita a aprendizagem

A função é tornar mais fácil a aprendizagem dos alunos através do tato e para ajudar os alunos a entender melhor a disciplina(IM).

Estimula o raciocínio lógico do aluno, e ele aprende melhor ao manusear o concreto do que apenas ver o abstrato (ensino abstrato)(EC).

As explicações sobre a função didática é aprender, porém a maioria dos professores usam só para passar o tempo no trabalho escolar, os blocos lógicos são direcionados para repassar as formas geométricas e despertar nos alunos o raciocínio lógico com os conhecimentos prévios e os conteúdos teóricos(abstrato) com os objetos(concreto), assim possibilitando uma aprendizagem significativa.

Ausubel(1985, p.104):

O professor organiza a matéria a ensinar de uma forma lógica e, ao apresentá-la ao aluno, relaciona-a com os conhecimentos que este já possui de tal modo que ele possa perceber o que está a aprender e integrar os novos conhecimentos na sua estrutura cognitiva existente.

Diante disso a aprendizagem com os materiais é processo do ensino, as posições diversas em cada entendimento:

Aprender jogando, facilitando a aprendizagem e desenvolvendo a sua capacidade de pensamento estimulando sua aprendizagem entre outros jogo da memória, quebra-cabeça põe o aluno para pensar e identificar cada parte, o ábaco ensina tabuada, o material dourado é usado para trabalhar assuntos matemáticos como unidade, dezenas, centenas, milhar e usando os cubos de unidade porque na alfabetização a subtração com este material concreto vai associando a quantidade ao número(JC).

Esses materiais podem ser trabalhado individual ou coletivo que é mais divertido e tem a função didática de fazer o aluno aprender com jogos a contar, aprender as cores e a trabalhar com os números torna-se mais fácil a aprendizagem das crianças através do tato pois quando o aluno pega no concreto fica mais fácil o desenvolvimento da resposta((MJ).

A função dos jogos é auxiliar a coordenação motora do aluno, a parte cognitiva da criança, no qual o aluno aprende e ao mesmo tempo se diverte.Os jogos tem a função de auxiliar e trabalhar o nosso raciocínio lógico(SO).

Ensinar matemática de modo que os alunos se interesse mais. Serve para descontrair a aula e aprender com brincadeiras(HS).

Aprendizagem de uma maneira fácil e divertida, serve para orientar os alunos em determinados assuntos(NC).

Ao brincar os alunos tem conhecimento mais amplo sobre a matemática é o aprender-brincar(SM).

O aluno se desenvolve mais rápido ao adquirir um conhecimento matemático com símbolos e figuras(LS).




Como facilitador de aprendizagem tem a finalidade no entendimento do sujeito com o objeto, fazendo-o expressar o que estudaram teoricamente, ou seja, o assunto das aulas mais lúdica atrativa despertando sua curiosidade na matemática que é vista como um bicho- papão e brincando não se dão conta que estão em atividades. Passos(2002,p.78) considera que os materiais concretos devem servir como mediadores para facilitar a relação professor /aluno/ conhecimento no momento em que o saber está sendo construído. Floriani(2000) a metodologia apoiada no uso de materiais instrucionais concretos exige clima de liberdade na sala de aula, apreço pela independência na construção dos conceitos, promoção da autonomia moral, intelectual e social do educando. Não se trata, pois, de utilizar materiais concretos com a simples finalidade de facilitar aquisição de conteúdos(p.65).


4.3 O gostar da matemática na aprendizagem

Não gosto de matemática, mas ao mesmo tempo que não gosto, sei da sua importância, e não é só na escola, mas também para sua vida. Por isso tento entendê-la e dominá-la(AO).

Tem muitos números e confunde minha cabeça(VV).

Na minha infância não era usado estes tipos de materiais. Aprendemos mesmo na base da tabuada e memorização(MM).

Só tiro dez(JC).
Nunca consegui aprender com facilidade(LS)

Eu gosto mais ou menos, tem matemática fácil e outra difícil depende dos números(JF).

Gostar de matemática, não gostar da matemática e se aprendeu com materiais manipuláveis, por diversos motivos na aprendizagem, nas justificativas a maioria diz: gosta mas não é boa na matemática, sente dificuldades é interessante e muito necessária no dia-a-dia, desenvolve a parte de cálculos, mexendo com a reflexão mental se identifica com a matéria e não estudaram com materiais manipuláveis. As respostas negativas relaciona a falta dos materiais manipuláveis na aprendizagem ou a maneira que aprenderam nos anos passados na escola, hoje é mais fácil, pois temos os jogos didáticos que facilita o aprendizado. Kamii (2007, p.48) em muitas escolas, a matemática continua sendo hoje um "bicho-de-sete-cabeças". Regras e técnicas operatórias, assim como um vocabulário bastante especifico, são apresentados muito cedo às crianças, ocupando o lugar que poderia e deveria ser dedicado ao desenvolvimento do raciocínio.

Eu não aprendi com materiais manipuláveis, eu aprendi com os números(JF).

No método tradicional não existia esse tipo de material(AM).

Contudo, a aprendizagem que tiveram na vida escolar com a matemática os materiais concretos utilizados pelos professores: giz, quadro, contando de 1 até 10, resolução das quatro operações, tabuada, escrita, carteiras com cartilha(quartel) e memorização, esses materiais citados como materiais manipuláveis. Desta relação a tabuada foi a mais citadas pelas alunas, como um dos objetivos do ensino tradicional e os jogos só para passar o tempo e no tempo que estudaram não tinha está didática de ensino.


4.4 Pensar como manipular os materiais

No pensar em utilizar os materiais manipuláveis nas séries iniciais EJA, confunde com ensino fundamental, na teoria Vigotskiana(1988) no processo de desenvolvimento de conceitos, não se pode esperar que a incorporação e explicitação sejam imediatas: a não-explicitação não implica que um conceito considerado abstrato, trabalhado em aula, não possa contribuir na capacitação do aluno para compreender conceitos concretos.

Se as crianças aprendem de um jeito divertido no inicio, os adultos irão aprender muito mais rápido, é importante conhecerem, saber que há várias maneiras de aprender a resolver atividades matemáticas(AC).

É muito útil, porque você ensina na prática os blocos lógicos e alfabeto móvel entender melhor como as atividades funcionam facilita o trabalho do professor e os alunos aprendem com facilidade e interessante porque irão conhecer e desenvolver interesses nesses materiais aprendendo, brincando, é uma realidade. Dessa forma a curiosidade vai ser transformada em aprendizagem que é o objetivo da atividade(IM).

Importante para eles usando a memória com a manipulação dos jogos vai lhes proporcionar uma aprendizagem definitiva, isto é, o que eles aprenderem com os jogos manipuláveis não vão esquecer(LN).

Ensina o aluno a pensar e manipular acostuma a ter menos dificuldade em relação ao raciocínio lógico entre outras aprendizagens(IC).

Os alunos que tem raciocínio rápido para trabalhar com alguns jogos manipuláveis, com certeza o professor terá um melhor retorno porque interage melhor com esse tipo de atividade. É importante nas séries seguintes, pois se o aluno for trabalhado a manipular esses jogos, compreende para que serve e não se assusta quando encontrar com esses tipos de materiais(PR).


Se a escola trabalha desta forma é o método que ela tem sendo bem orientado pelo professor, pode-se utilizar nas aulas de geometria e desenho tendo um ótimo aproveitamento, pois além da descoberta destravam a timidez deixando o conhecimento bater a porta trazendo apenas sucesso(RC).


As ideias reforçam a importância do estudo com materiais manipuláveis, embora os alunos da formação inicial das séries iniciais para EJA não estão preparados em suas estratégias no ensino da matemática, confundem entre ensinar a criança e ensinar a jovens e adultos. O ensino Normal Médio oportuniza uma formação teórico-prática e reflexiva na educação infantil, ensino fundamental I e a EJA como disciplina curricular estruturada nas teorias, métodos de alfabetização, letramento e matemática orientados nos livros didáticos do ensino fundamental. Para Fonseca, os alunos em geral, mas muito especialmente para os alunos da EJA, a Educação Matemática deve, pois, ser pensada como contribuição para as práticas de leitura (Cardoso, 2000), buscando contemplar(e até privilegiar) conteúdos e formas que ajudem a entender, participar e mesmo apreciar melhor o mundo em que vivemos(e eventualmente, ou até frequentemente, mas não necessariamente, sejam usadas na resolução de problemas da vida particular do aluno)(FONSECA 2002, p.52).

Zabala (2002, p.32) defende a idéia de integração do saber passa por uma abordagem do currículo e expõe:

No fundo, ensinar implica dominar habilidades, técnicas e estratégias de ensino, isto é, o domínio de procedimentos.Do mesmo modo que se aprende a dançar dançando, aprende-se a ensinar ensinando. Ao contrário, a maioria dos cursos de formação de professores está ligada ao discurso teórico e, como sabemos, este tem muito pouca valia se não estiver relacionado, antes de tudo, a exemplos ou seja , a modelos. É necessário que a formação dos professores esteja estreitamente relacionada à prática real da sala de aula.

Diante disso, uma das formandas relata o ensino de matemática da turma de EJA em que trabalha:

A minha turma de EJA III, e´ composta de 28 alunos de classe desfavorecida sócio-economicamente, proveniente da comunidade próxima a escola. Apresenta alta rotatividade em relação a frequência e pontualidade seja por conta de trabalho, doenças na família e outros.
Quanto ao nível de conhecimento em relação a matemática, os alunos tem um pouco de resistência nas atividades de matemática, eles dizem que embaralha a cabeça e esquecem. As atividades são posta de maneira que compreendam melhor, como os problemas matemáticos são colocados com os nomes deles próprios e as quantidades são os alimentos que eles conhecem ou objetos. São utilizados os conteúdos de dezenas, dúzias, centenas, conceito de adição, subtração, multiplicação, etc. Também na matemática trabalhamos outras disciplinas, como português, faço uma produção de texto, elaboramos problemas, como um texto da água, retiramos questões fazendo problemas e como poderíamos economizar a água no banho, ao lavar os pratos, roupas, etc., também são colocados jogos matemáticos para facilitar o aprendizado(FRM, 2009).


5. Considerações finais

Para concluir nossa proposta de trabalho sobre a função didática dos materiais manipuláveis no ensino da EJA com os alunos do normal médio explicando o processo ensino e aprendizagem. No segundo momento foi trabalhar com 15 alunos da primeira fase da EJA de uma escola da rede pública estadual. Todos os alunos na faixa etária entre 33 a 64 anos de profissões diversas tais como: doméstica, lanterneiro, eletricista, vendedora de coméstico, ajudante de pedreiro e barraqueiro.

Iniciamos a aula com os alunos em circulo para mostra dos materiais manipuláveis. No primeiro dia perguntamos qual o tipo de jogos que conheciam foram citados: bola de gude, bola, pião, carrapeta, dominó e baralho que fazia parte das brincadeiras de crianças. Ao apresentar os materiais manipuláveis alguns conheciam o material dourado e a barra cuisenaire era desconhecida. Explicando o valor de cada barra colorida cada aluno relaciona cor, número a idéia de adição e subtração expondo a importância do material na matemática. Fizemos um gráfico com as barras representada a quantidade de alunos/idade da sala EJA fase I. Na interação alunos e tema gerador da palavra material dourado e barras cuisenaire escrita no quadro para leitura e escrita.

No procedimento com o material dourado as relações entre as placas, barras, cubinhos e cubo as atividades com o agrupamento fazendo trocas e representando a quantidade indicada os alunos eram estimulados a responderem os resultados apresentado pelo professor pesquisador. Representamos com placas e barras o número 108 ou com quadradinhos e barras, observada pelos alunos trabalhamos com operações: adição, subtração e multiplicação usando o material dourado. No decorrer das representações um aluno questionou a quantidade de cubinhos que formam o cubão, e um dos alunos esplicou: se cada placa tem 1 centenas e o cubo tem 6 lados a quantidade de cubinhos no cubão é de 600 cubinhos.

Com a pergunta sobre a matemática na profissão de cada aluno utilizada nos instrumentos de trabalho: paquímetro, escala, preço de bebidas, preço de balas e outros. Surgiu uma questão citada por uma aluna: vendi uma cerveja por R$ 2,30 e dei o troco de R$ 8,70, meu marido perguntou o que venho fazer na escola. Neste comentário os alunos disseram que o troco foi R$ 1,00 a mais para o cliente, outra aluna mostrou a matemática nos ingredientes da sopa gelada de morango receita feita por elas na festa da escola e vitamina de inhame com suco de limão servida na merenda.



Na aula seguinte, a palavra geradora ábaco e blocos lógicos na alfabetização matemática com a história e origem destes materiais. O ábaco era conhecido de dois alunos da EJA, pois a professora em outra escola havia utilizado. Explicando para os alunos como trabalhar com o ábaco começamos com o quadro valor-lugar(QVL) colocando cores diferentes nas representações dos números. O primeiro número representado no QVL foi 45+ 13 para ser calculado no ábaco com esta operação a professora pesquisadora efetuou a soma, em seguida foi chamado um aluno da sala para calcular 135+232: primeiro representou o 135 e depois acrescentou 232 e o resultado do cálculo efetuado 367. A discussão em torno da leitura do resultado no ábaco alguns alunos não entenderam. Agora vamos mostrar outra adição, a primeira parcela é 432 e a segunda parcela 123(colocando bolas de cores diferentes para cada parcela) e os alunos fizeram a leitura do resultado no ábaco de 555, e assim seguiu adição com reservas, adição com quatro parcelas e subtração.Em outro momento foram apresentados os blocos lógicos e sua importância na geometria com as cores, tamanhos as formas geométricas relacionada a objetos da natureza e aos contornos dos objetos criados pelo homem.

Portanto, trabalhamos com os alunos da EJA a alfabetização com materiais manipuláveis na dificuldade do letramento matemático, no envolvimento e interpretação da palavra geradora. Os recursos utilizados pela professora pesquisadora foram os materiais manipuláveis, as falas dos alunos e o pensar nas respostas da leitura e manuseio dos materiais. A escrita no caderno foi questionada por uma aluna que não entendia o porquê de não copiar os cálculos, outros alunos não quiseram aceitar o caderno para escrever por achar difícil a escrita leitura pelos materiais, já que o cálculo mental era mais divertido do que a cópia dos números, efetuação dos problemas proposto através das barras cuisenaire, cálculo e resolução de problemas com material dourado e ábaco.




Referências

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Bibliografia consultada
COTRIM, G. & P.M.Fundamentos da Educação: história e filosofia da educação.





Autoras:
1-Giseide Maria Ferreira dos Santos: Aluna PPGEC /UFRPE, professora da EJA no ensino fundamental e disciplina EJA do curso Normal Médio na rede pública de ensino, giseidesantos@hotmail.com fone 81- 34395197.
2-Josinalva Estácio Menezes, profª Doutora em matemática da UFRPE,jomene@ded.ufrpe.com;fone 81 -33206590/34321002/99648168









 
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Sobre este autor(a)
Professora da rede pública de ensino,Pedagoga,Especialista no Ensino de Ciências,Aluna especial do mestrado Ensino de Ciências UFRPE, Professora do ensino superior na graduação curso Pedagogia da UVA/ISEAD-PE.
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