TEORIA CRÍTICA DO CURRÍCULO COMO POLÍTICA CULTURAL
 
TEORIA CRÍTICA DO CURRÍCULO COMO POLÍTICA CULTURAL
 


A TEORIA CRÍTICA DO CURRÍCULO COMO POLÍTICA CULTURAL


OLIVEIRA, Moisés Felix de 1
SOUZA, João Vinícius Pereira de2


RESUMO


Este trabalho apresenta alguns dos aspectos que foram abordados por Henry Giroux e outros autores em suas teorias crítica sobre a teoria do currículo, fazendo uma comparação entre as teorias utilizadas pelos professores das escolas tradicionais e as apontadas pelo Teórico estadunidense e outros. As opiniões dadas baseiam-se nas discussões realizadas mediante a leitura da apostila, livros e entrevista e das visões preconizadas por essas duas visões de currículo na educação. Mostraremos através desse trabalho a visão dos teóricos da teoria crítica curricular e a visão dos professores tradicionais, frente ao currículo e a sua influencia da dominação da sociedade.


PALAVRAS CHAVES: Currículo-Cultura-Educação.

1-graduando em Pedagogia pelo UFPE- E-mail: [email protected]
2-graduando em Pedagogia pelo UFPE-E- mail:viniciusd[email protected]


INTRODUÇÃO

O presente artigo tem por finalidade mostrar como Giroux via a cultura e o currículo, o mesmo via como uma ferramenta de dominação, e mostrar a visão que muitos professores na atualidade têm sobre o currículo e sua influencia na cultura. O mesmo tem o objetivo de mostrar os contrastes entre a concepção de Giroux frente à visão dos professores na atualidade. O estudo é exposto de forma crítica e mostrando que o currículo é uma ferramenta de perpetuação e dominação da classe dominada e para muitos professores essa alienação está oculta.
Inúmeros trabalhos têm sido feitos para tentar mostra a influencia do currículo e da cultura na perpetuação e legitimação da dominação e alienação através da educação pelo Estado que é representante da classe dominante que não que perder o seu lugar de dominador. Esse trabalho tem uma importância singular, pois, tenta desocultar o oculto e mostra de forma crítica o currículo como instrumento de dominação e a ingenuidade de muitos professores frente a esse assunto.
A nossa hipótese é que dos professores não tem conhecimento que é usado para perpetuar a dominação e legitimar a mesma através de uma educação que vem de cima para baixo, em sua maioria os professores não têm autonomia para fazer uma educação mais crítica. Frente ao exposto tentamos colocar em cheque a visão de Giroux e a visão dos professores, a pergunta que nos inquieta é o currículo é um instrumento de perpetuação e legitimação do poder que a classe dominante tem?
O presente artigo tem por objetivo mostrar a visão critica de Henry Giroux e a visão dos professores tradicionais frente à pergunta o currículo serve como instrumento de dominação através da educação? Usamos como metodologia a qualitativa e como método os questionários e entrevistas abertas, para da mais liberdade aos educadores exporem a sua visão frente à temática.


1. VISÃO DE GIROUX X VISÃO DOS PROFESSORES TRADICIONAIS


Segundo Giroux a organização e a atuação da escola e o papel dos profissionais que atuam nas diversas áreas educacionais, pois, questionando a "neutralidade", preocupa-se com o poder que escola e currículo têm, podendo constituir-se em ferramentas de reprodução das desigualdades sociais, de ideologias e do poder das classes dominantes, dependendo da forma como são utilizados. O mesmo diz que as teorias tradicionais sobre currículo. Assim como o próprio currículo, contribuem para a reprodução das desigualdades e das injustiças sociais.
Segundo o professor João o currículo está lá na escola para ser cumprido, ele diz em sua fala indagado para que serve o Currículo professor?
?? O currículo está aqui na escola para ser cumprido pelo corpo docente, pois o mesmo é a diretriz para que nós possamos fazer um trabalho para que os alunos possam ser cidadãos e tenham um futuro melhor, pois, é isso que a sociedade espera deles, e é através do currículo que ele acende socialmente, pois nele estão as normas para uma vida melhor em sociedade". (extraído do questionário)

Para Henry Giroux (1997) em seu livro os professores como intelectuais, o mesmo faz uma crítica aos professores que estão tornando-se meros executores dos projetos dos especialistas fazem para o Estado, os mesmo servem de instrumento de perpetuação da dominação sendo padronizados com interesse de administrá-los e controlá-los, os professores. Já os alunos são controlados através de praticas tecnicistas, que só faz prepara os estudantes para o mercado, e nega a educação como forma reflexivos e ativos que configurem a sua realidade dos estudantes para uma vida livre dessa opressão por parte do Estado e do mercado.
Muitos professores não conseguem enxergar e dominação simbólica, perguntado ao professor Pedro se o currículo tinha caráter ideológico para a dominação do saber crítico? Ele diz:
?? Não, pois os alunos são sento qualificação para o mercado de trabalho, se quem estuda já é difícil, imagine quem não estuda não pode competir por uma vaga de emprego; e eles não são dominados, pois, eles são críticos, eu como professor ensino eles a sobreviver com o saber que é ensinado aqui na escola, para eles possam arrumar um bom emprego??(questionário para os professores do 1º ano ao 5º ano do ensino fundamental).

Para Silva (2009, p. 31), comenta:
O currículo é um dos locais privilegiado onde se entrecruzam o saber e o poder, representação e domínio, discurso e regulação, e é também no currículo que se dar as relações de poder; em resumo, currículo, poder e identidades sócias estão mutuamente implicados corporificando relações sócias.
Já para Giroux (1997), ele vai de encontro ao pensamento do professor tradicional, que deixa explicita em sua fala que a educação é para preparar mão de obra qualificada para o mercado, ele diz:
??Preocupado com a educação crítica as força políticas e econômicas que, segundo ele, ameaçam a independência e a criatividade na escola. O teórico acredita no potencial transformador da escola, salientando a natureza política da atividade pedagógica. Portanto, a construção do currículo consiste em uma atividade de questionamento, intervenção, problematização e com intenção crítica, mas, desde que se apresente como um recurso que ??nos revele um espaço narrativo que evidencie o contexto e os aspectos específicos, ao mesmo tempo em que reconheça os modos pelos quais tais espaços estão impregnados por questões de poder?? (Giroux & Shnnon, 1997, p. 4).


Para o MEC é função dos especialistas criarem o currículo e os professores executarem o mesmo nas escolas, mas para Giroux o professor tem deveria ter autonomia para criar seu currículo, pois, ele é que tem a experiência de sala de aula que é bem dinâmica, e já o especialista é um tanto afastado da realidade da vida em sala de aula.

1.1 CURRÍCULO COMO INSTRUMENTO DE DOMINAÇÃO CULTURAL


Giroux vê a pedagogia e o currículo através da noção de ??política cultural??, ele diz que o currículo envolver a construção de significados e valores culturas, ele cria significado ativamente na sociedade; contribuindo para a reprodução e desigualdades e das injustiças sociais que são perpetuada e legitimada através da transmissão de ideologia por parte de muitos professores que são usados como ferramenta por parte do estado que incumbi os especialistas para criarem um pacote curricular onde os sujeitos sejam passivos e domesticados para ser mais fácil de dominar, havendo dessa forma a perpetuação dos mais ricos sobres os mais pobres através da educação onde o professor cada dia mais está perdendo a sua autonomia para ser um mero executor de pacotes que enviado para ser trabalhados durante um ano letivo.
Para o professor Gil indagado se o Currículo era um instrumento de dominação cultural? O mesmo respondeu:
??Eu não vejo desse modo, pois nós já nascemos inseridos em uma determinada cultura, portanto temos que aceita-la como tal, e a dominação cultural é mais um processo subjetivo por parte do sujeito. O currículo no meu vê dar ao sujeito a oportunidade de o aluno conhecer melhor a sua cultura e se adaptar as mudanças que ocorrem nelas. ?? (Questionário, pergunta feita a um pedagogo que leciona no 5º ano do colégio publico de Bezerros)

Como podemos vê os teóricos da teoria crítica diz que a solução é a oposição e resistência dos professores para lutarem por sua autonomia para ensinar de forma crítica e reflexiva, onde o mercado e o estado não ditem as regras para poder dominar mais facilmente as pessoas, pois a base da nação é a educação. Para os professores tracionais assim é e assim sempre será não pode haver mudanças, pois, quem dita às regras é o mercado capitalista; e a educação está preparando os alunos para o mercado de maneira mecanicista, as duas visões são antagônicas.
Respondendo a pergunta feita no presente artigo: o currículo serve como instrumento de dominação através da educação? Os teóricos da teoria crítica do currículo são unânimes em dizer que sim, que existem essa dominação que para muitos é imperceptível, pois, é trabalhado na educação através dos vários capitais: simbólico, ideológico e econômico. Já para os professores que foram questionando eles acham que não existe essa dominação cultural através do currículo como ferramenta de dominação. BOURDIEU (1992).




Referencias




BOURDIEU, Pierre. O Poder Simbólico, Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1992.


BRASIL-MEC-SEL. Parâmetros Curriculares Nacional. vol. 8: Apresentação dos temas Transversais e Ética. São Paulo: MEC/SEF, 1992.


_______, Henry A. Os professores como intelectuais: rumo a uma pedagogia crítica da aprendizagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.



GIROUX, Henry. Teoria crítica e resistência em educação. Petrópolis: Vozes, 1986.


_______,Henry & SHANNON, Patrick. Education and cultural Studies.New York: Routledge, 1997.


QUESTIONÁRIOS PARA OS PROFESSORES. O Currículo como Política Cultural. Bezerros: 2011.


SILVA, Tomaz Tadeu da. Documento de identidade: uma teoria às teoria do currículo/ Tomas Tadeu da Silva.Belo Horizonte: Autêntica, 1999.







 
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Sobre este autor(a)
Meu nome é Moisés Felix de oliveira, discente na UFPE/Recife, gosto de pesquisar os mais variados temas, é muito bom poder contribuir e aprender nesse mundo da pesquisa acadêmica, que é a construção de novos saberes.
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