Sustentabilidade e Cidadania no Cotidiano Escolar em Cacimba de Areia-PB
 
Sustentabilidade e Cidadania no Cotidiano Escolar em Cacimba de Areia-PB
 


FUNDAÇÃO FRANCISCO MASCARENHAS

FACULDADES INTEGRADAS DE PATOS

  PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

 ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: Sustentabilidade e Cidadania no Cotidiano Escolar em Cacimba de Areia-PB

LUCIANA ALVES FERREIRA

RESUMO: A Escola tem cada vez mais importância, pois deve formar cidadãos conscientes, participativos e solidários e contribuir para a construção de sociedades sustentáveis ou socialmente justas para a formação de cidadãos conscientes, aptos para atuarem na realidade socioambiental, de modo comprometido com a vida, o bem estar de cada um e da sociedade. Nesse sentido, o ensino deve ser organizado de forma a proporcionar oportunidades para que os alunos possam utilizar o conhecimento sobre o Meio Ambiente para compreender a sua realidade e atuar nela, por meio do exercício da participação em diferentes instâncias nas atividades dentro da própria escola e nos movimentos da comunidade.

 Palavras-Chave: Ambiente. Cidadãos. Conscientização.

SUMMARY The School has become increasingly important because citizens should form conscious, participatory and supportive and contribute to building sustainable societies and socially just for the formation of conscious citizens, able to work in the environmental reality, so committed to life the wellbeing of individuals and society. In this sense, education should be organized to provide opportunities for students to use knowledge about the environment to understand their reality and act on it, through the exercise of participation in different instances in activities within the school and movements in the community.

 Keywords: Environment. Citizens. Awareness.

INTRODUÇÃO

  Consideramos os problemas ambientais estabelecidas nas relações sociedades e meio ambiente, entende-se que a Educação Ambiental tem como finalidade promover a compreensão como um todo, sobre a importância da economia, politica, social e ecológica da sociedade.

  Nos Parâmetros Curriculares Nacionais os conteúdos de Meio Ambiente foram integrados às áreas, numa relação de transversalidade, de modo que empregue toda a prática educativa e, ao mesmo tempo, crie uma visão global e abrangente da questão ambiental, visualizando os aspectos físicos e histórico-sociais assim como as articulações entre a escola local e planetária desses problemas.

   A Educação Ambiental vem sendo posta como uma necessidade à solução, a minimização e a prevenção dos problemas ambientais que atinge todo o planeta. Nesse sentido espera-se que contribua de várias formas conscientizando e sensibilizando para refletir e tomar decisões adequadas a cada passo na direção das metas desejadas por todos, com os problemas que afetam a sociedade em que se vive.

   Ao problematizar as relações sociais e da sociedade com a natureza, ressalta-se a importância de que os alunos venham a entender a dimensão local como uma materialização dessas reações. É preciso pensar no que nos cerca: Sua origem, o desenvolvimento cientifica e tecnológico que permitiam sua confecção, seu papel na vida das pessoas e sua destinação final.

  Deve fazer parte dos debates na escola o questionamento de valores e hábitos negativos, do ponto de vista de conservação ambiental, como o consumismo e o desperdício, que fazem parte do cotidiano. A troca de ideias e o acesso a mais informação sobre soluções encontradas por outras comunidades e povos podem desencadear um processo muito rico de participação, levantando soluções inovadoras para velhos problemas regionais.   

     Desta forma, ao se trabalhar um tema como este nas escolas, faz-se necessário que, primeiro se oriente os alunos para o papel do ‘ eu no meio ambiente’, uma vez que o objetivo da educação ambiental é construir um convívio harmônico entre o homem e o meio ambiente. 

I CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE CACIMBA DE AREIA–PB

   Cacimba de Areia é um município brasileiro do estado da Paraíba, localizado na microrregião de Patos. Na Depressão do Alto Piranhas, a estimativa de 3.574 de habitantes, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - 2011). Representando assim 0.39% do Estado, 0.014% da Região e 0.003%de todo o território brasileiro. Com densidade demográfica de 15,26 hab./Km2 próxima da Borborema tem altitude de 272 m, estando situada em área de terrenos predominantemente cristalinos.As cidades de Cacimbas, Patos, Passagem, Quixaba, São José do Bonfim e Teixeira, fazem divisa com o município. Localização no Brasil 7° 7′ 44″ S, 37° 9′ 25″ W. 

  II EDUCAÇÃO AMBIENTAL, SUSTENTABILIDADE E CIDADANIA

   Ao analisar-se o processo do conhecimento na educação percebe-se que, no inicio, mesmo se dá de forma fragmentada. Por ser um processo a educação tem como característica a conscientização a partir de reflexão critica.

   Pode-se perceber que muitos eventos internacionais foram realizados para discutir os temas ambientais como na Agenda 21, pactuada em 1992 na conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente com o objetivo de reorientar o ensino para o desenvolvimento sustentável.

 Não é um estado permanente de hormônio, mas um processo de mudanças na qual a exploração dos recursos, a orientação dos investimentos, os rumos do desenvolvimento tecnológico e a mudança rumos do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional estão de acordo as necessidades atuais e futuras (CMMA,1991,p.10).

    Leff (2001, p.35) indica três pontos fundamentais para a sustentabilidade: limitar o crescimento e construir um novo paradigma de produção sustentável; conhecimentos sobre um novo paradigma, não fragmentado; questionar o poder do Estado e do mercado, buscando a construção da cidadania com base na democracia, na equidade, na justiça, na participação e na autonomia.

        Como principio tudo se liga tudo, portanto as nações necessitam sempre de uma visão contextualizada de conjunto para que tenhamos clareza daquilo que se faz, do contrario, as visões fragmentadas e lineares nos induzem a compreensões parciais, a falsa consciência da realidade( LOUREIRO,2004,p.122).

       Demo (2001, p.38) destaca o caráter processual da participação porque o considera infindável, em permanente vi-a ser, um processo em permanente construção. Dessa forma, a participação não se refere a uma característica metodológica dada, concedida, colocada a prioridade pela vontade politica dos educadores, mas realizados como uma proposta de enfrentamento da tendência histórica da dominação que vivemos nas sociedades desiguais. Isso significa problematizar, na pratica, o que nos ensina esse autor: todos os processos participativos profundos tendem a ser lentos (p. 19). Ele afirma:

  O eixo politico da politica social centra-se no fenômeno da participação. É através dela que promoção se torna autopromoção, projeto próprio, forma de cogestão e autogestão, e possibilidade de auto sustentação. Trata-se de um processo de histórico infindável, que faz da participação um processo de conquista de si mesma. Não existe participação suficiente ou acabada. Não existe somente na medida de sua própria conquista. (DEMO,2001,p.12-13).  

     A educação não se preocupa apenas com a aquisição de conhecimento, mas também com o sonho de construir uma sociedade democrática, visa possibilitar e igualitária, provocando transformações no meio social, sobre tudo na área educacional.

      Gonçalves (1990, p.353) observa que o modo de ser, de produzir e de viver dessa sociedade é fruto de um modo de pensar e agir em relação á natureza e aos outros seres humanos que remota a muitos séculos.        

      A escola nos dias atuais se encontra numa situação paradoxal, distinguindo-se suas possibilidades e limites de atuação como instituição de resgate da cidadania. Assim, o grande desafio da escola constitui sua grande possibilidade de ação social.

II Ensinar e aprender em Educação Ambiental   

 Percebe-se então que precisamos estar sempre pesquisando, renovando, buscando novos horizontes para que a pedagogia não fique parada num determinado tempo e espaço, tendo em vista que para buscar o novo tem-se que enfrentar as incertezas, acreditar no duvidoso e apostar as incertezas acreditar no duvidoso e apostar nas diferenças.

Desse modo, a educação deve produzir seu próprio giro copernicano, tentando formar as gerações atuais não somente para aceitar a incerteza e o futuro, mas para gerar um pensamento complexo e aberto ás indeterminações, as mudanças, á diversidade, á possibilidade de construir e reconstruir em um processo continua de novas leituras e interpretações do já pensando, configurando possibilidades de ação naquilo que ainda há por se pensar (LEFF 2000, p. 382). 

    A educação vem sendo posta como uma necessidade, solução e preocupação sobre o meio ambiente, em busca de minimizar a prevenção dos problemas ambientais. Neste sentido à medida que a humanidade aumenta sua capacidade de intervir na natureza, surgem necessidades e tensões e conflitos quanto ao uso do espaço e dos recursos.

   A educação ambiental é um processo participativo, onde hoje, proclama-se que vivenciamos o conhecimento da tecnologia e o educando assume um papel de elemento central no processo aprendizagem como agente transformador através de uma conduta e atitudes no exercício da cidadania.        

    O aspecto politico da educação ambiental envolve o campo da autonomia, da cidadania e da justiça social cuja importância às transforma em metas que não podem ser conquistadas num futuro distante, mas devem ser construídos no cotidiano das relações afetivas, educacionais e sociais ( REIGOTA 1997, p. 406).

    Cidadãos comprometidos na construção de uma sociedade multinacional e intercultural, pela abertura e valorização das diferentes formas de conhecimento, e pela aproximação à realidade entendo-a como uma conquista sobre os próprios egoísmos, e os demais, como uma construção da autonomia da pessoa e de seu sentido de responsabilidade.

       Os educadores ambientais devem integrar-se aos movimentos políticos e sociais que lutam por uma vida melhor para todos, contribuindo humildemente nesse processo do dialogo permanente, tentando gerar as bases de uma educação que se objetive na busca do outro, para a construção de uma pluralidade que fundamente o sentido ético da vida humana, e a presença constante da utopia e da esperança.

   Os conselhos de meio ambiente não deixam de ser instrumento cuja utilização vai ao encontro do que diz pontual ( 1994, p. 215).

   Superar as dificuldades que se apresentam implica desenvolver uma pedagogia da participação popular, enfrentando uma serie de desafios na relação cotidiana com a população, tais como: construir uma compreensão da realidade global da cidade versus responder a demandas imediatas e particulares.

   Para a compreensão dos alunos das questões ambientais, é fundamental oferecer-lhes a maior diversidade possível de experiências, e contato com diferentes realidades. Assim é relevante os professores levarem em conta a importância tanto de trabalhar com a realidade imediata dos alunos como de valorizar e incentivar o interesse pelo que a transcende, amplia e até mesmo pode explica-la, num contexto mais amplo, como o mercado mundial.

      Outro ponto importante a ser considerado é a relação da escola com o ambiente em que está inserida. Por ser uma instituição social que exerce intervenção na realidade, ela deve estar conectada com as questões mais amplas da sociedade, e com os movimentos amplos de defesa da qualidade do ambiente, incorporando-os ás suas praticas, relacionando-os aos seus objetivos. Assim, é importante que se faça um levantamento de locais como parques, empresas, unidades de conservação, serviços públicos, lugares históricos e centros culturais, e se estabeleça um contato para fins educativos.

      O tema Meio Ambiente pode ser mais amplamente trabalhado, quanto mais se diversificarem e intensificarem a pesquisa de conhecimentos e a construção do caminho coletivo de trabalho, se possível, com interação diversa dentro da escola e desta com outros setores da sociedade.  

    Para Oliveira (1998) o futuro está dividido em objetivos comuns à sobrevivência de humanidade, quando afirma: Há dois objetivos que deverão ser trabalhados no futuro: recursos financeiros para a educação ambiental e uma parceria mais estreita com a mídia.

   Toda a riqueza de soluções, de expressões culturais, de concepções de mundo, de vida em sociedade presentes nos milhares de povos contemporâneos, bem como em suas históricas, constitui-se igualmente num patrimônio que interessa a toda a humanidade conservar. Não no sentindo de congelar, estacar.

  A troca de ideias e o acesso a mais informações sobre soluções encontradas por outras comunidades e povos podem desencadear um processo muito rico de participação, levantando soluções inovadoras para velhos problemas regionais

  III Conclusão

     Para sintetizar, pode-se dizer que com esse trabalho a grande importância da relação e aprendizagem na temática ambiental. Pois a escola é um ponto de partia para os alunos compreender os fatos naturais e humanos, possibilitando uma postura pessoal com uma relação de intervenção da principal função com o tema Meio Ambiente, é contribuir para a formação de cidadãos conscientes, aptos a decidir e atuar na realidade socioambiental de um comprometido com a vida, com o bem-estar de cada um e da sociedade, local e global.

   Nesse trabalho buscou-se analisar a pratica da Educação Ambiental como forma de aprendizagem de procedimentos adequados com a solidariedade porque a realidade está presente onde o aluno passa conhecer melhor e trabalhar os problemas em cima do seu cotidiano. Com tudo isso parte dos conteúdos passa pra ser manutenção da limpeza do ambiente escolar; Jogar lixo no cesto, cuidar das plantas da escola, manter o banheiro limpo e outros.

  O trabalho com a questão ambiental centra-se no desenvolvimento de atitudes e postura éticas, para compreender que os problemas ambientais interferem na qualidade de vida das pessoas, tanto local quando globalmente. Um dos princípios da Educação Ambiental é o processo de conscientização na ação transformação nas relações sociais.       

   A escola tem que garantir situações em que os alunos possam pôr em práticas sua capacidade de atuação, portanto é preciso à relação construtiva consigo mesmo e seu meio. E a escola é um ponte de partida ao longo do ensino fundamental, para que possa oferecer meios efetivos para cada aluno compreender os fatos naturais e humanas possibilitando uma postura pessoal com um comportamento social que lhe permitam viver numa relação construtiva consigo mesmo e com seu meio, onde a sociedade possa colaborar  e seja ambientalista sustentável e socialmente  justa; preservando a sua vida e garantindo a sua força, abundância e diversidade.

 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CCMAD. Nosso futuro comum. 2ed. Rio de Janeiro: Fundamentação Getúlio Vargas, 1991.

Leff, Enrique. Pensar a complexidade ambiental. In: Leff, Enrique (Coord.) A complexidade ambiental. São Paulo: Cortez, 2003.

LOUREIRO, Carlos Frederico B. Trajetória e fundamentos da educação ambiental. São Paulo: Cortez 2004.

DEMO, Pedro. Participação é conquista. São Paulo: Cortez, 2001.

Gonçalves CVP. Os (des.) caminhos do meio ambiente. 2ª ed. São Paulo: contexto; 1990.

Leff E. pensar la Complejidad Ambiental. In: Leff E. la complejidad ambiental, México: siglo xxi; 2000. P. 7-53.

Reigota M. Meio ambiente e representações sociais. São Paulo: brasiliense; 1997.

Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos: apresentação dos temas transversais/ Secretaria de Educação Fundamental: Brasília MEC/SEF, 2001 436 p.

 
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