RESENHA: O SORRISO DE MONA LISA
 
RESENHA: O SORRISO DE MONA LISA
 


IFPE ? Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco.

Autor: Ernandes de Aquino Vasconcelos.









RESENHA: O SORRISO DE MONA LISA








Águas Belas
2011
RESENHA DO FILME: O SORRISO DE MONA LISA
O Sorriso de Mona Lisa, drama de longa metragem, é um filme americano de 2003, produzido pelo Revolution Studios e Columbia Pictures, dirigido por Mike Newell e escrito por Lawrence Konner e Mark Rosenthal, com duração de 125 minutos. O título é uma referência à Mona Lisa, uma pintura famosa de Leonardo da Vinci. Elenco: Júlia Roberts, Kirsten Dunst, Júlia Stiles, Maggie Gyllenhaal, Márcia Gay Harden, Jonh Slattery, Luliet Stevenson, Dominic West, Ginnifer Goodwin.
KONNER, Lawrence (nascido no Brooklyn) é um roteirista norte-americano e parceiro de longa data de roteiro de Mark Rosenthal. Ele é casado com a aclamada escritora Zoë Heller e tem duas filhas. Ele também tem dois filhos adultos, de um casamento anterior.
A história acontece na escola mais conservadora dos Estados Unidos, onde a professora katharine é convidada para lecionar a disciplina História da Arte, certamente porque a direção não tinha outras opções. Mas o que lhe faltava em prestígio era compensado intelectualmente.

Sua turma de garotas de classe média alta, já carregava certo conhecimento sobre a disciplina, já tinham todo o conteúdo decorado e dessa forma a professora teve que buscar novos caminhos para transformar suas aulas e suas alunas, dando a elas uma visão de mundo além dos livros e das apostilas.

Suas idéias eram bastante avançadas para a época, ela trouxe ares diferentes para a aula, para a vida dessas meninas, que viviam escondidas em um mundo já traçado pela sociedade extremamente machista. Sendo elas umas das moças mais inteligentes dos Estados Unidos, era injusto que estudassem apenas para desempenhar seu papel no lar.

As mulheres dessa época demonstravam uma excelência em serem donas do lar, mas nem todas pensavam e queriam viver dessa maneira, apesar de suas ideologias, elas eram quase que obrigadas a servirem seus maridos pela tradição, inclusive da educação escolar que recebiam.

Katharine era diferenciada, por tanto, contrariada, principalmente pela direção da escola, que exigia um acompanhamento do conteúdo curricular sem nenhuma intervenção, que a tradição da Instituição fosse mantida. Ela, por mais que desejasse essa função que exercia, optou por sair, pois, seus pensamentos, seus atos, sua vida, estava muito mais além daquela tradicional existência.

Na nossa atual educação, a inovação é aceita com mais facilidade, professores inovadores, que transmitem uma didática voltada à vida vivida em sociedade de seus alunos, tem um desempenho bem melhor do que alguns que ainda usam métodos tradicionais como o "decoreba". Educação se faz com respeito à opinião de cada um, e bem mais importante, aceitando e entendendo que pensamentos diferenciados enriquecem e deixam à aula bem mais produtiva.

Essa história só vem ratificar o que já conhecemos e convivemos diariamente, a autonomia feminina, a capacidade de a mulher pensar, agir, ser dona de casa, ser mãe e ainda ter uma profissão e exercê-la com maestria, apesar de serem épocas diferentes, as mulheres do filme podem ser comparadas com as novas mulheres modernas, principalmente, a professora Katharine, que era solteira e inteiramente independente.

Esse filme nos mostra cenas de uma vida passada a cinco décadas, de uma ideologia totalmente diferente da vivida hoje em nosso país, a pesar de ele ter acontecido nos Estados unidos, onde as regras da sociedade era seguida a risca, mesmo sem a vontade de alguns, é tão provável que Katharine não seguiu a diante com seus pensamentos nessa vida social, tão precisa, tão a frente de seu tempo, mas a tradição falou mais alto e ela teve que recuar, mais deixou traços marcos em algumas mulheres, o que faz desse filme uma obra excelente, clara e verdadeira.

Muitos dos fatos nele acontecidos recriam um tempo tão diferente, tão calmo, tão concentrado na vida social, que podemos nos perguntar por que essa sociedade mudou tanto? Deveríamos ter um pouco dessa educação? Ou pensar em uma atualidade desenvolvida globalmente, com mulheres disputando os melhores cargos, as melhores escolas, cargos políticos, seria bem mais interessante, mesmo que o lar se torne uma vida não da esposa e sim da empregada? Talvez seja um pensamento machista, onde poucos nem entenderiam, mas a mulher deve procurar seus objetivos sem esquecer que antes de tudo ela é dona de um lar e pessoas dependem de seu carinho.

Se tratando de um tema tão amplo no modelo educacional, essa obra seria muito interessante para professores que estão iniciando sua vida docente e para aqueles que querem e precisam mudar um pouco seus conceitos sobre trabalhar a visão de seus alunos, métodos tradicionais de ensino no mundo globalizado que se vive hoje em dia, não seria muito eficaz, o professor tem que servir de mediador entre o saber desse aluno já tido nele, onde o qual ainda não desenvolveu plenamente. Foi dessa maneira que Katharine conseguiu absorver esses conhecimentos de suas alunas, deixando-as entender e buscar respostas para o novo, para o diferente, mostrando que as apostilas que elas decoravam, não davam o mesmo prazer de conhecer a obra de perto, de verdade. Mudar o método de ensino é buscar novos caminhos nesse mundo tão cheio de conhecimento diversificado.

Referências:
http://vincit3.wordpress.com/2007/08/21/o-filme-%E2%80%9Co-sorriso-de-mona-lisa%E2%80%9D-e-a-educadora-inovadora/
http://pt.shvoong.com/internet-and-technologies/1644371-resumo-filme-sorriso-monalisa/#ixzz1Swc9ps6V
http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Sorriso_de_Mona_Lisa
http://oficina-da-educacao.blogspot.com/2010/06/resenha-do-filme-o-sorriso-de-monalisa.html)


 
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Sobre este autor(a)
Sou casado, sem filhos, 28 anos, curso licenciatura em geografia pela IFPE - Curso à distância pela UAB (Universidade Aberta do Brasil), e pretendo me especializar nesta área.
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