Resenha do livro Limites Sem Trauma de Tânia Zagury
 
Resenha do livro Limites Sem Trauma de Tânia Zagury
 


ZAGURY, Tânia. Limites sem trauma

Tânia Zagury é professora, pioneira na discussão do papel dos limites na educação, especialmente na família, foi a primeira a alertar os pais para as consequências sociais da liberdade excessiva e a falta de autoridade dos mesmos. Aos 11 anos alfabetizou sua própria irmã de cinco anos com uma cartilha elaborada por ela. Sua vida é marcada por vários trabalhos realizados na educação. Publicou 13 livros, o livro “Limites sem trauma” publicado em vários países figurou na lista dos mais vendidos do Brasil.

A obra partiu da necessidade de se repensar a educação através da dialogicidade. A professora Tânia foi a primeira educadora a alertar para as consequências sociais da liberdade excessiva e a falta de autoridade dos pais.A temática do livro gira em torno da educação da criança e do adolescente ,onde ela utiliza um conjunto de tópicos e capítulos divididos por faixa etária que serve como ponto de partida para mostrar as necessidades das crianças em cada fase e o papel dos pais em cada etapa do desenvolvimento.

Dentro desta perspectiva, a obra baseia-se no principio de que existe uma educação com autoridade (onde o pai, apesar de impor as regras, ouve e respeita o seu filho) e não com autoritarismo (usando o poder e o seu ponto de vista). A autora aborda também as etapas de desenvolvimento da criança, começando com a fase hedonista, (onde a mesma busca o prazer e a satisfação imediata dos seus desejos e necessidades) e o egocentrismo (onde  a criança  acredita que o mundo gira em torno deles, de que todas as pessoas e coisas existem apenas para satisfação dos seus desejos).

Ela salienta , que a criança que não aprende a ter limite, cresce com uma deformação na percepção do outro, importando-se apenas com o seu bem estar e prazer. Diante disso a mesma sofrerá consequências graves como: desinteresse pelos estudos, falta de concentração, incapacidade de suportar dificuldades, falta de persistência e desrespeito pelo outro.

Completando ainda essa linha de pensamento, a autora retrata que há uma relação direta entre a falta de limites e essa forma distorcida de ver o mundo, que pode levar a marginalização, por pensarem que o mundo existe para satisfazer seus prazeres.

Tânia afirma que a palmada só ensina a temer o maior e o mais forte e que para educar uma criança não é preciso bater, pois agindo dessa forma estará demonstrando falta de limite próprio. Outra abordagem que autora faz é sobre as atitudes positivas dos filhos, onde os pais nem sempre os elogiam lembrando só de reclamar e reprimir sobre as ações e atitudes negativas,fazendo com que os mesmos tenham a sensação de que não vale a pena fazer tudo certo,pois se agem de maneira adequada ,na maioria das vezes não recebem qualquer estimulo e quando erram sempre são criticados ou castigados.

Ela alerta que não se deve exagerar nas regras, pois as mesmas não devem ser apresentadas de uma só vez, como um contrato e quando não cumpridas, mostrar que terão que arcar com as consequências, pois só assim aprenderão a ter responsabilidades.

A autora mostra que os prêmios para as atitudes positivas nem sempre devem ser materiais, pois o que faz crescer a auto-estima e o amor é um abraço, um beijo, um sorriso verdadeiro ou até mesmo um elogio relacionado ao fato, para membros da família.

Outro fator importante é em relação ao cumprimento dos castigos ,mostrando que só se deve prometer o que se cumpre ,sendo coerente nas ações para não perder o respeito do filho. É saber dizer “não” e oferecer alternativas, só assim o não se tornará importante para estabelecer limites.

È importante ressaltar o estímulo a independência e a iniciativa para que possam amadurecer com segurança e coragem para a vida adulta, confiando no trabalho que foi feito ao longo dos anos, porém, é preciso que essa independência não se desvincule da responsabilidade.

A obra nos proporciona algumas reflexões que servem como ponto de partida para se repensar a educação das crianças e as suas necessidades em cada fase do desenvolvimento ,além de mostrar o papel dos pais ,alertando-os sobre as conseqüências sociais da liberdade excessiva e a falta de controle e autoridade .O seu objetivo também é fazer com que esses pais readquiram a percepção de seu principal papel é formar cidadãos capazes e que possam transformar a sociedade,evitando assim a marginalização.Cabe aos pais orientá-los ,pois os mesmos ainda não tem maturidade para discernir essas práticas.

A autora mostra como se estabelece limites, ressaltando a importância do incentivo as atitudes positivas, criticando também as negativas. Só assim a criança aprenderá as regras básicas de convivência. A obra de Zagury é de fácil compreensão, apresentando uma linguagem clara e objetiva, conseguindo envolver todos os níveis culturais e destinada a todos que encaram a educação como uma forma de despertar nas crianças e adolescentes o respeito e limite.

 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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Sobre este autor(a)
Professora de Espanhol como língua estrangeira.
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