Resenha Crítica sobre o Filme "O Sorriso de Monalisa"
"O filme o sorriso de Monalisa", retrata a submissão da mulher na década de 50, de uma sociedade conservadora e machista, em que as mulheres são orientadas para serem excelentes mães, esposas e donas de casa. O elemento principal formador desta submissão se deu na escola Wellesley College cuja ideologia era totalmente conservadora. Neste contexto a professora Katherine Watson foi contratada para lecionar sobre história da arte moderna. Sua formação dava-se numa perspectiva liberal, opondo-se totalmente aos princípios da escola.
Foi nesse âmbito educativo tradicionalista que a professora Katherine Watson, chega com uma inovadora proposta de ensino: esquece os livros e introduz as alunas, ensinando de uma forma simples através de apresentação de slides de obras famosas, uma nova concepção do que seria a arte moderna. Essa docente também tenta colocar para as alunas que elas não precisam ser tão somente esposas cultas e responsáveis, mas também a seguirem uma carreira, buscarem uma profissão na qual se realizassem e se sentissem úteis.
Apesar da professora querer imprimir novos valores ainda existia a resistência de algumas alunas em aceitar que a mulher podia se realizar profissionalmente sem abrir mão do casamento. A ideologia que predominava era que suas vidas foram feitas para o matrimônio, sendo assim, seria uma afronta a sociedade e a sua família, a mulher se tornar independente e ter uma promissora carreira profissional, deixando em segundo plano a constituição familiar.
Contudo, se torna perceptível que o pensamento liberal explicitado pela professora encontrou obstáculos para a sua propagação, já que seus princípios vinham de encontro com os ideais conservadores daquela sociedade, sendo que esta somente visava manter e reproduzir a perspectiva imposta pela sociedade machista, no qual a mulher tem papel inferior relacionado ao homem, ficando assim, notório as desigualdades de gênero.
A proposta do filme o sorriso de Monalisa, traz a tona o papel da mulher na sociedade e como se foi criado o conceito que ela tem que ser do lar, abrindo mão da profissionalização. É uma cultura que está arraigada na sociedade e que ainda hoje esse tipo de pensamento é detectado quando a figura masculina não aceita que a mulher estude e/ou trabalhe. Mesmo com todo avanço das lutas feministas em favor de melhores condições de trabalho, isonomia de salário dentre outras reivindicações, pode-se detectar ainda que, mesmo a mulher sendo bem estudada e até mesmo com uma formação acadêmica superior a masculina, ela ainda sim é alvo de discriminação.
 
Revisado por Editor do Webartigos.com
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Sobre este autor(a)
Estudante de Serviço Social da Faculdade Integrada Tiradentes - FITs
Membro desde novembro de 2010