Resenha critica: O PAPEL DA ESCOLA NA SOCIEDADE ATUAL
 
Resenha critica: O PAPEL DA ESCOLA NA SOCIEDADE ATUAL
 


UNIVERSIDADE VALE DO ACARAU
GILVANDRO DOS SANTOS PANTALEÃO

O PAPEL DA ESCOLA NA SOCIEDADE ATUAL

Macapá
2011.
GILVANDRO DOS SANTOS PANTALEÃO


O PAPEL DA ESCOLA NA SOCIEDADE ATUAL

Resenha crítica enfocando o Papel da Escola na sociedade atual como atividade de Avaliação da Disciplina Enfoque Metodológico: a criança, linguagem e comunicação, ministrado pela Professora Cleide Balieiro de Alencar.


Macapá
2011

"Sempre tive algo de louca, se não me engano...
Por isso, hoje transito entre a sala de aula e o cotidiano.
Ensino um sujeito, um grupo, a multidão.
Uso o método perfeito: coloco a loucura em ação!"
"Laura Monte Serrat Barbosa - Educadora"
LAURA MONTE SERRAT BARBOSA, educadora, nasceu em Curitiba, no Estado do Paraná, Sul do Brasil em 1949, segunda filha de uma prole de nove irmãs. Realiza atendimento psicopedagógico para adultos e adolescentes que precisam aprender produzir e interagir com situações de aprendizagem. Possui alguns livros publicados em três áreas diferenciadas: Psicopedagogia, Pedagogia e Poesia. CURRÍCULO: graduada em Pedagogia pela PUC-PR, Mestre em Educação pela UFPR (1993), formada em Psicopedagogia e Teoria e Técnicas de Grupos Operativos pelo Centro de Estudos Psicopedagógicos de Curitiba. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Psicopedagogia, atua principalmente nos seguintes temas: projeto de aprender, atuação psicopedagógica, dificuldade de aprendizagem, avaliação psicopedagógica institucional, instituição escolar, inclusão, relação professor/aluno, operatvidade na aprendizagem e desenvolvimento simbólico no processo de aprender.
O texto O papel da escola na sociedade atual, enfoca em sua introdução um retrospecto do processo educacional compreendendo a época medieval, a ascensão da ideologia burguesa, enfocando ainda a necessidade de a escola ajustar-se a realidade do seu aluno. A autora pontuou o texto em tópicos assim distribuídos: Em nome da disciplina, a pedagogia do silencio, Ensinar a ler ou educar para a leitura? Copiar ou escrever? Como complemento ainda se recorreu a outro texto da mesma autora intitulado Rotulando a escola: construtivista, interacionista, progressista, socioconstrutivista, onde brilhantemente nos leva a refletir sobre a importância do educador contemporâneo saber diferenciar fundamentação teórica de prática educativa.

O papel da escola na sociedade atual.

A partir dos próximos parágrafos compartilharei minhas inferências sobre o papel da escola nos dias atuais, tendo como ponto de partida, leitura de textos da Professora Laura Monte Serrat Barbosa, e um filme com os professores Júlio Gropa Aquino e Rosely Sayão com o tema Escola hoje: da caserna ao parque de diversão.
O texto aborda em sua parte introdutória questionamento sobre o perfil da escola do mundo contemporâneo, inferindo que apesar de inúmeros periódicos, eventos que acontecem promovendo discussões a cerca do papel da educação e quais as causas para sua ineficácia constante na deficiência de aprendizagem, reprovação, violência escolar hoje com nova denominação bullying, ainda não se chegou a um consenso que minimize tais problemas. Tais encontros e teóricos comungam de um único pensamento: a escola precisa ajustar-se á realidade do educando.
Não se pode negar que a educação acontece em primeira instancia no seio familiar, os filhos seguem os exemplos de seus pais, seus irmãos mais velhos, hoje a escola ainda precisa se adaptar aos novos modelos de famílias que surgem conforme a quebra de paradigmas sociais, no entanto, seja qual tipo de família ela for, ela é a parceria ímpar a ser constituída entre as escola e o aluno.
Como contextualizar o ensino se o paradigma da educação tradicional ainda não se rompeu? Para muitos educadores, o melhor lugar para acontecer a aprendizagem se constitui em um cenário onde a plateia em completo silencio assiste a um monólogo triste e sem sentido prático para seu público.
A quebra desse paradigma seria o professor, facilitador do processo de aprendizagem, buscar compreender o contexto sócio cultural onde seu aluno está inserido, saber ou aprender a ouvir o educando, considerando que a escola é a responsável por sistematizar de forma didática o conhecimento prévio do aluno.
O professor não pode esquecer-se dos teóricos que embasam sua prática docente, ainda em voga muito do que postulam as teorias de Vygotsky e Piaget quando infere sobre a importância do diálogo, a troca de experiências acontece através do diálogo. Hoje não se pode exercer a prática da educação bancária, castradora e conservadora, que pretendia manter as desigualdades existentes entre oprimidos e opressores, privilegiando o silêncio e não ao diálogo, uma educação que não estimule a superação de dificuldades, impondo obstáculos como barreiras inquebráveis. Não se pode aceitar que a Pedagogia da Libertação e da Autonomia pregadas por Paulo Freire, em tempos de mídias utilizadas na educação ainda seja utopia para muitos professores.
A escola precisa ter no papel do educador contemporâneo o entendimento do currículo escolar como uma parte do processo educacional adaptável a cultura, aos aspectos econômicos e sociais, se apropriar do cotidiano do seu aluno, não um currículo a ser seguido na integra, inflexível, imutável.
Em sua essência, ser professor hoje, não é nem mais difícil nem mais fácil do que era há algumas décadas atrás. É diferente. Diante da velocidade com que a informação se desloca, envelhece e morre, diante de um mundo em constante mudança, seu papel vem mudando, senão na essencial tarefa de educar, pelo menos na tarefa de ensinar, de conduzir a aprendizagem e na sua própria formação que se tornou permanentemente necessária. (GADOTTI, 2001, p. 7).
A professora Barbosa brilhantemente infere que o mediador imprime na sua prática docente o perfil do cidadão que pretende formar, uma tartaruga quando impõe a lei do silencio em sala de aula, animal que se esconde em sua carapaça diante do perigo, ou um cidadão autônomo, uma águia, que voa sempre mais alto quando avista o obstáculo, fugindo da presa.
Carbonel (2002, p.109), afirma que "nos ombros do educador são depositadas esperanças por uma revolução social e que o caminho para o desenvolvimento é a educação"
O professor, mediador, orientador, facilitador, tio, como quer que seja chamado por seus alunos, precisa refletir diariamente sobre sua prática pedagógica, pois dependendo de sua atuação teremos cidadão conscientes, críticos ou não.

Crítica do Resenhista:
Não se trata somente de uma crítica, considerando que o papel da escola sempre será o de oportunizar mudanças significativas na vida de seus alunos de forma global. A escola necessita urgentemente rever sua posição no mundo moderno, hoje estudamos os Parâmetros Curriculares Nacionais, com suas sugestões de atividades, na academia estudamos os teóricos que embasam a prática pedagógica, nos fica o seguinte questionamento: o que falta para colocar em prática esse conhecimento que se aprende?
Também não posso nesse momento deixar de inferir nesse contexto o velho discurso que nossos ilustres parlamentares conquistam seus mandatos com o famoso discurso que o "povo necessita de educação, saúde e segurança, que essas áreas serão prioridades", no entanto que o não cumprimento de tais promessas bem como os desvios de recursos da educação afeta sobremaneira o bom desempenho dos profissionais que labutam nas escolas publicas desse Brasil afora. Discutir o papel da escola no mundo moderno também requer discutir as verbas não empregadas na sua totalidade no setor educacional.
O professor contemporâneo ou não, sempre fez a diferença retirando do seu sustento, a qualidade do seu trabalho, sempre retirando um dinheiro para comprar uma cartolina, um pincel, um mimeógrafo a álcool, hoje um computador, um moldem, um Datashow, todos esses recursos foram adquiridos também pensando em oportunizar aos educando melhores condições para oportunizar uma aprendizagem significativa e moderna.
Parto do principio que a educação quando for encarada com seriedade por gestores, pais, alunos, professores e sociedade em geral alcançará o lugar no pódio que todos nós estudantes da pedagogia e professores que somos almejamos, a QUALIDADE EM SUA TOTALIDADE, oportunizando ao educando uma aprendizagem significativa, autônoma e libertadora.

Indicações do Resenhista:
O trabalho aqui apresentado tem por objetivo fazer uma reflexão sobre o papel da escola no mundo contemporâneo, enfatizando o papel do professor nesse processo de discussão, considerando que ele é o mediador da aprendizagem, e oferecer sugestões para estudantes universitários da área educacional, pais e pesquisadores.
Não se trata de um trabalho pronto e acabado, mas de um ponto de partida, para que a prática docente e o papel da escola sejam revisto, oportunizando a quebra de paradigmas entre o tradicional e o moderno, o acesso a novas tecnologias, o entender o posicionamento dos teóricos na condução de sua prática docente.


Referencias:

BARBOSA, Laura Monte Serrat. O papel da escola no século XXI. PCN. V. 3. Curitiba: Bella Escola, 2000. P. 115-122.
CARBONELL, Jaume. A aventura de Inovar: a mudança na escola. Porto Alegre: Artmed, 2002.
GADOTTI, Moacir. Boniteza de um sonho: Ensinar e Aprender com Sentido. Novo Hamburgo: Feevale, 2003.
Fonte: http://www.webartigosos.com/articles/15578/1/A-ESCOLA-NO-MUNDO-CONTEMPORANEO/pagina1.html#ixzz1FBDyjb9D



 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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Sobre este autor(a)
Residente em Macapá, Estado do Amapá, professor do Governo do Estado do Amapá, Acadêmico do Curso de Odontologia / FAMA, Especialização em Educação Especial / UNIFAP, Com Graduações concluídas em Ciências Contábeis/ CEAP e Pedagogia/ UVA, atualmente trabalhando na área das Altas Habilidades/Superdo...
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