REPENSANDO O LÚDICO
 
REPENSANDO O LÚDICO
 


RESUMO: A presente pesquisa teve como objetivo fazer uma análise sobre as representações sociais do lúdico entre professores dos anos iniciais. A pesquisa foi realizada através de um questionário com 20 profissionais da área da educação das Redes Pública e Privada que lecionam na Educação Infantil e Ensino Fundamnatal de 1ª a 4ª série. Através dos dados obtidos foi possível mostrar o quanto o lúdico está presente no ambiente escolar, fazendo parte do cotidiano dos professores, auxiliando dessa forma no desenvolvimento da criança. Portanto, pude perceber que o lúdico pode ser um instrumento indispensável na aprendizagem,e que ele tem grande significado e importância para os professores. PALAVRAS-CHAVES: Representação Social, Lúdico, Aprendizagem

1) INTRODUÇÃO

O desenvolvimento infantil ocorre num contínuo, onde vários aspectos ( motor, sensorial, cognitivo, pereptivo, afetivo e sociocultural ) estão envolvidos e sendo trabalhados a todo momento. Ao entrar na escola, a criança se depara com uma situação espantosa onde tudo é desconhecido. Então ela fica desesperada não vendo a hora de se livrar daquele local. Pra facilitar esse processo cabe ao professor valorizar as experiências prévias da criança, ou seja a cultura que ela traz consigo e dessa forma proporcionar brincadeiras que sejam significativas para ela. Nesse contexto o lúdico será um grande aliado do professor, pois com a utilização do mesmo, o professor terá maior facilidade em lidar com esse processo.

Entendendo a criança como ser ativo e em formação constante, é importante oferecer e encontrar alternativas de atividades nas quais ela possa vivenciar o universo lúdico, tão próprio de sua idade e participar de alguma forma do que acontece ao seu redor.

Este trabalho tem como intuito mostrar dados obtidos através da realização de uma pesquisa sobre o tema: ''repensando o lúdico: representação social do lúdico entre professores dos anos iniciais'' que foi realizada com professores do sexo feminino de escolas públicas e particulares com o objetivo de coletar dados a respeito da representação que o lúdico tem para esse grupo de profissionais.

A escolha pelo tema surgiu a partir do momento em que através de estudos pude perceber que grandes autores como: Piaget, Vygotsk, Froebel, Konder etc...defendem o lúdico como um grande aliado do professor e um fator importante para o desenvolvimento da criança.Dessa forma tive curiosidade em saberqual a visão dos professores em relação ao lúdico e o querepresenta para eles.

2)ENTENDENDO O MUNDO DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS

A noção de representação social foi introduzida por Moscovici em 1961, em um estudo sobre representação social da psicanálise. Em 1976, Moscovici revela que sua intenção era redefinir o campo da Psicologia Social a partir daquele fenômeno enfatizando sua função simbólica e seu poder de construção do real.( Rodrigues, Assmar e Jablonski,2009).

Para que possamos compreender o mundo das representações sociais, precisamos primeiramente entender suas origens e seu concedito.Representações sociais são teorias coletivas sobre o real, sistemas que tem uma lógica particulares, uma estrutura de implicações baseadas em valores e conceitos e que determinam o campo das comunicações possíveis dos valores ou das idéias compartilhadas pelos grupos e regem subseqüentemente as condutas desejáveis. (Moscovici,1978.p.51).

Para termos uma melhor compreensão sobre a teoria das reprsentaçãoes sociais precisamos ter como exemplo a sociedade. Os indivíduos que a compõe comtém experiências diferenciadas, mas que juntos formam um só corpo social, pois se relcionam dinamicamente.

Através de palavras ou gestos, expressamos o que sentimos e o que pensamos construindo dessa forma comportamentos, conceito e atitudes diante de determinadas situações, fatos e objetos. Essas mensagens transmitidas por gestos e palavras são construídas socialmente e passam a fazer parte do nosso cotidiano. Isso caracteriza as representações sociais, formando teorias do senso comum. Esta perspectiva permite a interpretação e construção da realidade social.

Jodelet(1990), a principal colaboradora de Moscovici, procura esclarecer melhor o conceito e os processos formadores das representações sociais. O conceito de representação social é por ela definido:

Representação social é uma forma específica de conhecimentos, o saber do senso comum cujas atitudes manifestam a operação de processos generativos e funcionais socialmente marcados de uma maneira mais ampla, ele designa uma forma de pensamento social.

As representações sociais são modalidades de pensamento prático orientado para a compreensão e o domínio do ambiente social, material e ideal. Enquanto tal, elas apresentam característica específicas no plano da organização dos conteúdos, das operações mentais e da lógica.

A marca social dos conteúdos ou dos processos se refere as condições e aos contextos nos quais emergem as representações, as comunicações pelas quais elas circulam e as funções que elas servem na interação do sujeito com o mundo e com os outros(Jodelet,1990,p.361/3620)

O indivíduo em sua vida diária não é uma máquina passiva que obedece a aparelhos, que recebem e reproduzem mensagens. Ao contrário disso, as pessoas possuem o frescor da imaginação e a vontade de dar sentido a sociedade e ao universo a que pertencem. (Moscovici,1978).

No mundo globalizado em que vivemos nos deparamos diariamente com um grande número de informações que procuramos buscar entendê-las e compreendê-las para que faça parte do nosso dia- a - dia. Para que possamos compreender essas mudanças, fazemos julgamentos a seu respeito e conseqüentemente novos representações vão sendo produzidas passando a fazer parte do nosso convívio social. Segundo Moscovici (1978), é neste ambiente que as representações são criadas.

Entendo que a ''representação é a expressão de um sujeito'' e que repercute na constituição dos fatos, entende-se melhor como as dimensões, humana e técnica, do processo de ensino aprendizagem se reconstituem nas representações por meio das idéias e dos atos dos sujeitos que as expressam ( Vala 1993, p.5).

As representações sociais não são apenas opiniões a respeito de fatos, mas sim uma interpretação elaborada do real. São teorias que se criam sobre os fatos, objetos e descobertas. Essa forma de criar as teorias para explicar a realidade ocorre através do que Moscovici denominou de "mundo da conversação", permutas verbais, que permitem que as informações, os conceitos, hábitos sejam transmitidos, refletidos e transformados.

Jodelet (2004),diz que os conceitos e as informações, chegam ao cotidiano atravésda comunicação, provém das ciênciase constituem o chamado conhecimento científico e, por meio da conversação, são disseminados pelos indivíduos e por grupos. São opiniões coletivas fundamentadas em determinados assuntos. Compõem-se diante da sua maneira de pensar uma teoria, com base no senso comum.

Como podemos observar as representações, têm um papel essencial junto às práticas sociais, pois contribuem para a construção de uma realidade.

Segundo Moscovici, a representação tem, em sua estrutura, duas faces tão pouco dissociáveis como as de uma folha de papel: a face figurativa e a face simbólica. Isso significa que, a cada figura corresponde um sentido, e a cada sentido uma figura.

O processo envolvido na atividade representativa tem por função destacar uma figura e ao mesmo tempo, atribuir um sentido, integrando-o ao nosso universo. Mas tem, sobretudo a função de duplicar um sentido por uma figura, e portanto objetiva, e uma figura por um sentido, logo, consolidar os materiais que entram na composição de determinada representação. Moscovici introduz aí, de passagem, os dois processos que dão origem as representações: a objetivação e a ancoragem.

A objetivação como passagem de concerto ou idéia para esquemas ou imagem concretas, os quais pela generalidade de seu emprego se transformam em supostos reflexos do real. (Moscovici,1978,p,289); e a ancoragem, como a constituição de uma rede de significações em torno do objeto, relacionando-o a valores e práticas sociais.

O segundo processo descrito por Moscovici, a ancoragem, refere-se ao enraizamento social de representação à integração cognitiva do objeto apresentado no sistema de pensamento preexistente e as transformações que em conseqüência ocorrem num e outro.

Para Jodelet, a objetivaçãoé operação imaginante e estruturante que dá ao corpo aos esquemas conceituais, reabsorvendo o excesso de significações, procedimento necessário ao fluxo das comunicações. Na objetivação, portanto a intervenção do social se dá no agenciamento e na forma dos conhecimentos relativos ao objeto da representação

( Jodelet, 1990).

Quanto a utilidade atribuída à representação no processo de ancoragem, Jodelet(1990) lembra inicialmente que os elementos da representação não apenas exprimem relações sociais, mas contribuem para constituí-las.

3- REPRESENTAÇÃO SOCIAL DO LÚDICO ENTRE PROFESSORES DOS ANOS INICIAIS

Para Moscovici(2003) citado por Zilda(2007) é preciso ter presente, no entanto, que a mediação do professor não se faz de modo mecânico. Integra ação e atitudes que, em relação a este, como qualquer outro objeto, deixam ver seus sinais na sutileza dos gestos, no tom das vozes, nos olhares indicando os sentidos que estão sendo polarizados. Esses sentidos ou representações sociais enraízam-se na filtragem de lembranças, experiências, vivencias e informações relativas ao objeto em questão, pelos valores e crenças que distinguem esse professor em suas relações grupais e intergrupais e sua reorganização condizente á culturas mobilizadas.

A atitude expressa a ''tomada de posições dos sujeitos'' implicando''juízo de valor do objeto da representação; a informação correspondente organização dos conhecimentos que um grupo possui a respeito de um objeto social''; o campo de representação remete a idéia de imagem, de modelo social''( Moscovici,p.69-74) .O brincar em sala de aula, mais que um tema teórico, torna-se, nesta perspectiva, ''objeto de sentidos para o professor; a partir daí, ele se posicionará de modo favorável ou desfavorável, desenvolvendo argumentos acerca das condições de aplicabilidade das teorias e informações que circulam, ainda que continue a afirmar seu valor abstrato''.(Madeira,2001,p.140).

Em passagens por algumas escolas como monitora, pude perceber que o lúdico não é muito presente em sala de aula e sendo assim não fazendo parte do planejamento pedagógico. É possível observar que o lúdico fica restrito em momentos de recreação, fora da sala ou então em algum momento em que o professor necessita fazer alguma coisa e precisa manter os alunos ocupados. Aí então eles podem brincar dentro da sala, mas não para atingir algum objetivo ou aprender, e sim como forma de mantê-los ocupados por um momento.

Para Konder(2006), o lúdico tem potencialidade para despertar o interesse do aluno, fazendo com que ele tenha satisfação em aprender possibilitando uma aprendizagem crítica em relação ao aluno e ao professor, por isso é essencial que ele esteja presente na aprendizagem. Segundo o autor, muitos professores procuram evitar o lúdico para se proteger de exposições. Ao não utilizar as oportunidades que o lúdico oferece, o professor dessa forma está reagindo a grandeza crítica e lúdica do brincar, ficando seguro somente do seu saber, que dessa forma fica inqüestionável.

Para Vygotsk(1998 ), as brincadeiras se constituem também como uma zona de desenvolvimento proximal na criança influenciando no seu desenvolvimento. Numa situação imaginária como o "faz- de -conta" é definida pelo significado ( tijolo em carro) e não com um objeto concreto. O objeto concreto serve como representação de uma realidade ausente. Essa situação ajudará a criança a desvincular se das situações concretas.

Há regras nas brincadeiras e isso possibilita com que a criança se comporte de forma mais avançada da sua idade, ou seja, para brincar de acordo com as regras, a criança deverá desempenhar um papel semelhante ao do personagem que ela criou para trabalhar no faz- de- conta. O que na vida real passa despercebida no faz- de  conta passa a ser regra para se brincar.

Tanto pela situação imaginária, como pela definição de regras específicas, o brinquedo cria uma zona de desenvolvimento proximal na criança. No brinquedo a criança comporta-se de forma mais avançada do que na atividade da vida real e também aprende a separar objeto e significado.

Embora num exame superficial possa parecer que o brinquedo tem pouca semelhança com atividades psicológicas mais complexas do ser humano, uma análise mais profunda revela que as ações no brinquedo são subordinadas aos significados dos objetos, contribuindo claramente para o desenvolvimento da criança.

A educação sendo uma construção sócio- histórica de saberes, unindo diferentes culturas às grandezas psicossociais daqueles que fazem e nelas se fazem, a adaptação da teoria das representações sociais ao estudo de objetos do campo da educação poderia possibilitar uma relação constante de diferentes recortes e facetas que aí se entrecruzam(Madeira,1998). Dessa forma, o estudo das questões que se relacionam as escolas, ao professor, ao aluno, à sala de aula, aos métodos de ensino e aos procedimentos didáticos poderiam ser criados unindo subjetivo e objetivo na variedade de relações e ligações envolvidas( Madeira,2001).

4 - O LÚDICO EM ESCOLAS DE PERIFERIAS DE BRASILIA  A VISÃO DOS PROFESSORES

A pesquisa foi realizada com a participação de 20 professores dos anos iniciais, de uma escola particular e de duas escolas públicasque ficam situadas no Cruzeiro( região administrativa de Brasília).

Concebido como parte do Plano Piloto e destinado à moradia dos funcionários de diversos órgãos federais, o Cruzeiro tem como data de fundação o dia 30 de novembro de 1959, quando foi celebrada a primeira missa no local. Este foi também o primeiro evento do bairro que cresceu e se tornou Região Administrativa XI.

A Escola pertencente à Rede Privada e atendepessoas de médio poder aquisitivo abrangendo somente moradores da comunidade local. Atendendo somenteuma modalidade de ensino( Educação Infantil

A instituições pertencentes a Rede Pública atendem não somente a população do Cruzeiro que tem um poder aquisitivo médio, mas também uma grande demanda da população trabalhadora a qual é moradora de favelas que se localizam próximo a região e que são de classe baixa. Essas escolas atendem as seguintes modalidades de ensino: Educação Infantil e Ensino Fundamental ( 1ª à 4ª série

No decorrer desta pesquisafoi possível observar que as escolas são muito organizadas, as salas de aula são atrativas e alegres e os alunos sempres com um sorriso no rosto. Os professores tanto das escolas Públicas quanto da Privada,se mostraram motivados e harmoniosos entre si.

METODOLOGIA

Foi utilizadocomo instrumento de pesquisa um questionário, para a obtenção dos dados, contendo questões subjetivas, tendo em vista aspectos como: a importância do lúdico na aprendizagem infantil, o que é o lúdico para professores, se os mesmos acreditam no significado do aprender brincando, se eles acham que o lúdico é apenas sinônimo de brincadeira, quais as brincadeira que costumam utilizar com seus alunos, se as brincadeiras antigas são importantes, se há brincadeira que gera agressividade, se eles costumam utilizar o lúdico em sala de aula e se o lúdico pode despertar o interesse do aluno deixando-o mais participativo e criativo.

ANÁLISE DOS RESULTADOS

De acordo com os dados obtidos através desta pesquisa foi possível constatar que todos os professores, tanto os da escola particular quanto os da escola pública tem opiniões semelhantes em relação ao lúdico quando dizem que:

O lúdico é o princípio da aprendizagemde uma criança, pois desenvolve a criatividade, o conhecimento,o raciocínio, a motivação e a imaginação. (pública)

É aprender brincando, com alegria, tornando a aprendizagem significativa.(pública)

É uma maneira de ensinar de forma significativa, condizente com a realidade da criança.(pública)

É um método importante para a educação, principalmente para a alfabetização infantil, tornando a aula mais prazerosa.(particular)

Através do lúdico a criança se socializa com as demais, desenvolve seu lado emocional, psicomotor, psicológico e cognitivo.(particular)

Facilita o interesse das crianças em relação a aprendizagem memorizando os conteúdos com maior facilidade.(particular) DISSERTE

Todos osentrevistados responderam que o lúdico não é apenas sinônimo de brincadeiras, pois através dele a criança desenvolve suas habilidades motoras e seu processo cognitivo. Assimcomo desperta sua imaginação, sua criatividade e a cooperação, sendo o lúdico também uma forma de expressão e linguagem.

Dentre as brincadeiras utilizadas em sala de aula foram citadas: cantigas de roda, jogo da memória, corre cutia,pula corda, dança das cadeiras, amarelinha, esconde-esconde, peteca, baliza, biloca, dama, xadez, caça palavras, jogos de interação,jogo da memória, corrida do saco, dramatizaçãomímica,e faz-de-conta.

Em relação as brincadeiras antigas, todos responderam que elas são de suma importância, pois trazem de volta a cultura de nossos antepassados permitindo a aproximação de pais e filhos. São dotadas de característica próprias podendo ser aprimoradas pelas crianças de hoje.

Tendo em vista o termo "brincadeiras que geram agressividade",dos vinte professores entrevistados 15% responderam que não, pois as brincadeiras são uma forma de socialização e interação entre alunos. Já 85% dos entrevistados responderam que se as brincadeiras não forem bem conduzidas pelos professores podem sim gerar agressividades entre os alunos.

Em relação se olúdico pode despertar o interesse do aluno tornando-o mais participativo e criativo, 100% dos entrevistados responderam que Sim. Escolhemos aleatoriamente três respostas significativas que podem representar as demais:"Certamente, pois as crianças estão o tempo todo brincando, e quando a brincadeira é coordenada gera maior interesse do aluno"; "Sim, pois após cada brincadeira o aluno é capaz de recontar todo o seu desenvolvimento colocando isso no papel"; "Com certeza desde que seja proporcionado através de projetos com esses objetivos".

Dos vinte entrevistados, 100% responderam que costumam utilizar o lúdico como recurso em sala diariamente e que obtém bons resultados com isso, pois as crianças se tornam mais participativas e curiosas.

De acordo com os relatos das três instituições, podemos observar que o lúdico tem papel fundamental no processo de ensino - aprendizagem sendo utilizado cotidianamente pelos professores. Percebe-se com clareza nas respostas que para se ter uma aprendizagem significativa é preciso a utilização do lúdico como recurso em sala de aula.

5) CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esta pesquisa foi de total importância para nós, futuros pedagogos, pois através dela podemos ter uma maior compreensão sobre oimportante papel que o lúdico exerce no ambiente escolar e as representações sociais que os professores tem a seu respeito.

De acordo com os relatos detodos os professores entrevistados podemos chegar a uma única conclusão a respeito do que o lúdico representa para eles, pois todos se expressaramde formas diferentes , mas com o mesmo significado ou seja com o mesmo sentido. Com base nessas informações conclui-se que o lúdico representa para os professores dos anos iniciais:motivação, alegria, interesse, criatividade, participação, interação ,socialização e desenvolvimento e que ele é utilizado diariamente em sala de aula auxiliando no processo ensino -aprendizagem e no desenvolvimento cognitivo, afetivo e psicomotor da criança.

Dessa forma todas as escolas e principalmente a Educação Infantil deveriam adotar o lúdico e considerá-lo como parceiro indispensável no desenvolvimento da aprendizagem da criança.

A atividade escolar deverá ser uma forma de lazer para o aluno, pois estudos demonstram que ele aprende melhor brincando. Nessa perspectiva, os conteúdos podem ser ensinados através de brincadeiras e jogos. Cabe ao professor ter essa iniciativa tornando dessa forma o aprendizado significativo para a criança.

BIBLIOGRAFIA

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MAZZOTTI,A.J.A. Representações sociais: aplicação á educação. Jan./mar.1994. disponível em:

 
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Sobre este autor(a)
Nasceu em Pombal-PB, mora em Brasilia há mais de 35 anos. Formado em historia, letras e peagogia, mestre em educação, doutor em historia antiga e doutorando em psicologia.Professor da Secretaria de Ensino do DF e de Instituições de Ensino Superior do DF
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