RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR III PRÁTICA DE ENSINO EM GESTÃO ESCOLAR
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR III PRÁTICA DE ENSINO EM GESTÃO ESCOLAR
 


ULBRA - UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL

COMUNIDADE LUTERANA SÃO PAULO
CURSO DE PEDAGOGIA ? EAD


RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR III
PRÁTICA DE ENSINO EM GESTÃO ESCOLAR



Professora: Silvana Panissa Coelho Del Bianco
Acadêmica: Sílvia Aparecida de Souza Nascimento

Capetinga, Julho de 2011.


Dedico este trabalho a todos os meus colegas do curso de Pedagogia ? EAD da Ulbra e à minha Professora Tutora Presencial, Silvana Panissa Coelho Del Bianco, que apesar dos transtornos, dificuldades e problemas, seguem firmes, juntamente comigo, no propósito de concluir este curso, que muito nos tem ensinado.


"Acima do homem que salta, está o homem que voa." (Luciano Aparecido Alves).
A educação, o conhecimento e o saber nos fazem voar sem asas e sem tirar os pés do chão.
1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

1.1. NOME DA INSTITUIÇÃO
Ulbra ? Universidade Luterana do Brasil
Comunidade Luterana São Paulo

1.2. TÍTULO DO TRABALHO
Relatório de Estágio Curricular III
Prática de Ensino em Gestão Escolar

1.3. NOME DA ALUNA
Sílvia Aparecida de Souza Nascimento

1.4. NOME DOS SUPERVISORES DE ESTÁGIO: REGENTE, VIRTUAL E PRESENCIAL (RESPECTIVAMENTE)
Otávio José Weber
Márcia Elisa Bairros Cunha
Silvana Panissa Coelho Del Bianco

1.5. NOME DA DISCIPLINA DE ESTÁGIO
Prática de Ensino em Gestão Escolar

1.6. NOME DA INSTITUIÇÃO ONDE REALIZOU O ESTÁGIO
E. E. Dr. José Teodoro de Souza

1.7. DATA: SEMESTRE E ANO
2º semestre de 2011






INTRODUÇÃO

O Relatório de Estágio Curricular III (Prática de Ensino em Gestão Escolar) trata-se de um trabalho realizado com o propósito de cumprir a exigência curricular do Curso de Pedagogia ? EAD.
O Estágio Curricular III foi realizado na E. E. Dr. José Teodoro de Souza, localizada na cidade de Capetinga, no estado de Minas Gerais, nos turnos matutino e vespertino.
O desenvolvimento foi dividido em duas partes: fundamentação teórica dirigida à gestão escolar e fundamentação teórica do trabalho realizado. A caracterização da realidade da escola/instituição foi dividida em seis partes: histórico, estrutura física, projeto pedagógico, leitura da realidade, relato das observações pertinentes à gestão escolar e caracterização da prática gestora com ênfase pedagógica. O projeto foi dividido em doze partes: tema/temática, público em que será aplicado o projeto (turmas, modalidades de ensino, corpo docente), duração, justificativa, objetivo geral, objetivos específicos, referencial teórico do projeto, conteúdos propostos a serem trabalhados, metodologia, recursos utilizados, avaliação e referências bibliográficas.

2. DESENVOLVIMENTO

2.1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DIRIGIDA A GESTÃO ESCOLAR

O mundo moderno consolidou duas estruturas básicas de gestão, consagradas por Max Weber, um dos fundadores do pensamento sociológico, em sua tipologia sobre sistemas de dominação legítima: o tradicional e o racional-burocrático. Weber ainda destacou um terceiro modelo de dominação, denominado carismático, que não chega a conformar uma estrutura de gestão, mas um sistema de relações de poder entre governantes e governados: é aquela que se funda no dom do líder. Os líderes carismáticos dizem ser escolhidos por Deus ou pelo Destino. São os melhores oradores e seus discursos são irracionais e mobilizadores. É a liderança mais perigosa porque não há nenhum controle sobre o governante. Ele é o governo e dispensa todas as regras, costumes e instituições. Encontramos estas lideranças em todos os sistemas totalitários, como foi o caso do nazismo, em ações demagógicas, como no caso do populismo. Na história brasileira, encontramos muitos líderes carismáticos, a começar pelos líderes messiânicos, como Antônio Conselheiro. Contudo, destaca Weber, não existiria uma situação ou modelo puro, ocorrendo por vezes de uma característica fundir-se, na prática, com outras.
Ao transportarmos a análise das duas estruturas (ou modelos) de poder para o cotidiano escolar, podemos definir as seguintes características das práticas de gestão:

2.1.1. GESTÃO TRADICIONAL

Na gestão tradicional, o que impera é o costume. As relações pessoais, as trocas de favores e o jeitinho suplantam regras e normas gerais. Neste modelo de gestão, a relação entre chefe e chefiado é marcada pelo afeto, pela proximidade. Os pedidos pessoais (poder sair mais cedo da escola, conseguir um horário privilegiado ou uma licença especial) são sempre atendidos de uma maneira particular, em detrimento de qualquer acordo geral ou coletivo. O chefe tradicional é sempre intuitivo e, em última instância, posiciona-se como juiz, como intérprete do costume. Assim, embora as relações no interior da escola sejam afetivas e pessoais, criando um clima de escuta e diálogo, este modelo de gestão é totalmente centralizado na figura do diretor e no seu poder de decisão. Por este motivo, o núcleo de gestão escolar, de tipo tradicional, não possui qualquer plano de trabalho, governando por intuição, em função dos pedidos pessoais e da leitura política do chefe, e suas iniciativas são normalmente, assistencialistas e pragmáticas.

2.1.2. GESTÃO RACIONAL-BUROCRÁTICA

A palavra burocracia significa poder do escritório ou poder da administração. Esta estrutura de gestão dificilmente cria instrumentos de comunicação, mas privilegia a informação e a socialização de regras. A socialização de informações é uma via de mão única, ao contrário da comunicação, onde duas partes dialogam entre si. Existem quatro regras gerais da burocracia.
A primeira é a hierarquia funcional. Seu principal elemento de identidade é a competência técnica (que o auxilia a tomar decisões precisas e rápidas).
A segunda é a organização em áreas de competência. A tendência é de formação de pequenas ilhas de gestão dentro da instituição, onde os funcionários são identificados com seu grupo. Na gestão burocrática existem muitos chefes, um para cada repartição ou seção.
A terceira são as regras gerais com grande estabilidade. Todas as ações são limitadas, incluindo as do mais alto posto da organização.
A quarta é a profissionalização. Todos os funcionários de uma organização burocrática são, assim, especialistas e profissionais de sua área.
Como é possível perceber, essas formas clássicas de estrutura de gestão são pouco participativas.

2.1.3. GESTÃO ESCOLAR

A gestão escolar expressa a mudança de paradigmas após os movimentos responsáveis pela abertura política do país na década de 80. Não significa apenas mudança de terminologia. É caracterizada pela importância de descentralização e participação, consciente e esclarecida, das pessoas nas decisões sobre questões substantivas inerentes ao campo de seu trabalho. Segundo LUCK (1998), a gestão está associada ao fortalecimento da ideia de democratização do processo pedagógico, entendida como participação de todos nas decisões e na sua efetivação.
A interpretação da dimensão pedagógica e política na administração ganhou força com as novas diretrizes e bases da educação nacional. Estas normas conduzem o conjunto de professores e agentes da comunidade local à maior participação nas tomadas de decisões e na operacionalização. A administração é entendida como a regulação do cotidiano. Administra-se a partir de uma concepção de gestão. A gestão é mais que administração porque pressupõe uma concepção estratégica. A gestão democrática indicada na LDB nº. 9394/96 é interpretada como construção social. Trata-se conceber a escola como uma organização social, inserida num contexto local, com identidade e cultura próprias, materializadas em seu Projeto Político-Pedagógico construído pela sua coletividade.
Na gestão democrática o olhar da escola é voltado para o seu Projeto Político-Pedagógico, lugar próprio de decisões socializadas, com participação e todos os segmentos da comunidade escolar.
A Escola é, portanto, entendida como um lugar onde todos devem trabalhar para a realização de um projeto coletivo, com o qual todos se comprometem. Em uma escola comprometida com a gestão democrática, todos se realizam com os sucessos obtidos, responsabilizam-se pelos insucessos e se empenham por sua superação. (Brasil, MEC-Plano Nacional de Educação para Todos).
Cabe, ao gestor escolar competente, promover a criação e a sustentação de um ambiente propício à participação plena de profissionais, os alunos e seus pais, no processo de socialização escolar, uma vez que é por essa participação que seus membros desenvolvem consciência social crítica e sentido de cidadania.
É a escola que está mais próxima da realidade dos alunos, o que permite maior conhecimento das necessidades e especificidades destes educandos, pelos diferentes segmentos que constituem a comunidade escolar. Este processo de decisão coletivo possibilita maior envolvimento dos diferentes atores na definição dos rumos e da realização de seus propósitos educativos, o que assegura maior compromisso de todos.
A avaliação e a recuperação constituem parte integrante do processo de aprendizagem, razão de ser de uma proposta comprometida com a gestão democrática da escola.
A organização e o desenvolvimento de um Projeto Político-Pedagógico, fundamentado nos novos paradigmas, permitiram a mudança da designação administração para gestão educacional. Não se trata de uma simples substituição de terminologia, mas para representar novos ideais e estabelecer, na instituição, uma orientação transformadora, a partir da dinamização da rede de relações que ocorrem, dialeticamente, no seu contexto interno e externo (LUCK, 1998).
A democratização da escola, portanto, não se reduz ao processo de escolha do diretor. A gestão democrática vai além, acena para uma mudança na distribuição do poder no interior da escola. Caracteriza-se pela participação coletiva das decisões substantivas, que definem a organização e funcionamento da escola. Pressupõe uma organização calcada na colaboração recíproca, na convivência sadia e no diálogo. Resulta, naturalmente, de concepções claramente definidas no Projeto Político-Pedagógico a partir da visão de Mundo, de Sociedade e do Homem.

2.2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DO TRABALHO REALIZADO

A dedicação coletiva de algumas horas semanais para estudo é, inclusive, um direito dos profissionais da Educação e uma forma de valorizá-los prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996. Já o Plano Nacional de Educação (PNE), de 2001, recomendou reservar de 20 a 25% da jornada para o aperfeiçoamento fora da sala de aula e o próximo PNE, ainda em tramitação no Congresso Nacional, tem entre suas principais diretrizes a formação em serviço. Outra tentativa de tornar o HTPC obrigatório foi a lei do piso salarial do Magistério, de 2008, que propunha um terço da carga horária para atividades extra-classe. Porém esse artigo não entrou em vigor e está em apreciação judicial. Se implantada, a medida destinará 33% da jornada para realização de projetos, planejamento individual, correção de provas e a tão necessária formação coletiva.
Enquanto a regulamentação não vem, é indispensável conferir se o horário reservado ao trabalho pedagógico coletivo é bem utilizado e tomar medidas para evitar os sete pecados listados a seguir, fazendo da formação uma ferramenta eficiente no planejamento e na avaliação das atividades escolares.

2.2.1 PARTICIPAÇÃO FACULTATIVA

A escola não obriga os professores a comparecer aos encontros de formação, pois: a rede não paga pelos horários de estudos coletivos; os docentes trabalham em mais de uma escola; a prioridade é dada às tarefas individuais (como corrigir lição de casa), em detrimento das coletivas. Se alguns docentes participam da formação e outros não, o ensino na escola não se desenvolve como um todo: os alunos dos professores que vão atrás da formação aprenderão, enquanto os outros não. Também não há troca de experiências ou aperfeiçoamento de estratégicas. Se o problema é o não-pagamento das horas de formação, a categoria tem o direito de pedir a regulamentação junto à Secretaria de Educação. Até que haja mudanças, é preciso buscar alternativas, como montar um calendário que preveja encontros regulares do coordenador com os professores, agrupados por série ou ciclo de disciplina - que também resolvem o problema. Quando os docentes são dispensados, os gestores precisam rever seus conceitos sobre a qualidade do ensino e procurar capacitação.


2.2.2. AUSÊNCIA DE REGULARIDADE DAS REUNIÕES

Às vezes, o problema da obrigatoriedade é solucionado, não existe periodicidade para os encontros porque as reuniões não estão previstas no calendário; os encontros, quando marcados, são cancelados; a equipe só se reúne quando há alguma urgência. É impossível desenvolver uma sequência formativa bem encadeada quando os encontros ocorrem de vez em quando. É imprevisível que o coordenador monte um cronograma prevendo a frequência do trabalho pedagógico coletivo e respeite-os. Encontros semanais ou quinzenais, com duração mínima de duas horas, são o ideal.

2.2.3. INEXISTÊNCIA DE PLANO ANUAL DE FORMAÇÃO

Ainda que os encontros sejam frequentes, o deslize aparece quando os temas não têm progressão ou conexão uns com os outros ou tratam de assuntos sazonais, como a Copa do Mundo ou gripe H1N1. Isso acontece porque falta formação para o coordenador ser formador; os profissionais não têm tempo de planejamento e instala-se a cultura do improviso na escola. O planejamento e o encadeamento dos encontros garantem o desenvolvimento progressivo dos conteúdos. Um tema só é bem trabalhado se os professores estudam juntos, pesquisam, usam os novos conhecimentos em sala de aula, voltam com dúvidas para debater com o coordenador e os colegas e utilizam com os alunos, em várias oportunidades, as estratégias estudadas. O planejamento deve ser feito com base em dois pontos: o diagnóstico da aprendizagem dos alunos e o histórico da formação de professores realizada na escola. O primeiro aponta os conteúdos a serem estudados (aqueles em que os alunos apresentam dificuldade). Já o segundo mostra como o grupo pode avançar e que, de acordo com a rotatividade de professores, certos temas podem ser retomados ou tratados em orientações individuais. Nesse sentido é fundamental que os encontros sejam registrados.

2.2.4. INDEFINIÇÃO DE PAUTAS

O coordenador pedagógico pode até fazer um plano de formação, mas peca na condução dos encontros e se deixa atropelar por temas que não se relacionam com a prática de sala de aula. Isso geralmente ocorre quando ele: esquece as necessidades de aprendizagem dos alunos ao organizar cada reunião, detecta as necessidades, mas não estuda os conteúdos nem as didáticas específicas, deixa que os docentes falem aleatoriamente sobre suas experiências sem relacioná-las às teorias; tenta dar conta de muitos assuntos e não se aprofunda em nenhum deles; fala sozinho durante todo o encontro, sem promover a interação entre os professores; utiliza o tempo disponível para divulgar informes oficiais e administrativos. Se a reunião não estiver organizada de forma a prever todos os momentos necessários à boa formação ? como um tempo para leituras, apresentação e análise de casos à luz das teorias, debates entre os participantes e solução de dúvidas-, não será eficaz. O tempo da formação deve ser reservado apenas para assuntos pedagógicos - temas administrativos podem ser tratados em reuniões específicas para esse fim ou por meio de bilhetes e e-mails. Cabe ao coordenador não deixar que a conversa durante a reunião perca o foco. É função de o diretor assegurar que o coordenador tenha tempo para planejar adequadamente o HTPC.


2.2.5. INADEQUAÇÃO DO ESPAÇO

Não basta ter pautas bem planejadas e relacionadas com a prática pedagógica se os encontros de formação são realizados em locais tumultuados, como a secretaria da escola, ou em salas inadequadas. O espaço influencia o andamento e a progressão dos trabalhos. Sem um conforto mínimo, os professores certamente terão dificuldades em se concentrar e fazer registros. Uma sala tranquila, com mesas e cadeiras apropriadas, e um quadro negro, também resolvem. O importante é criar um espaço que convide os professores a ler, estudar, escrever, pensar e discutir com os colegas. Uma bandeja com café e água também ajuda a acolher os participantes.

2.2.6. USO DE ATIVIDADES DE MOTIVAÇÃO

Os gestores não compreendem que tais atividades não melhoram de fato a prática pedagógica e há confusão entre o que são questões pedagógicas e profissionais e o que são questões pessoais. Atividades motivacionais podem divertir e aliviar a tensão, mas não refletem na compreensão dos docentes sobre o que ensinar nem promovem benefícios concretos para os estudantes. Os gestores devem refletir sobre como as atividades desenvolvidas no horário de trabalho pedagógico coletivo incidem no processo de ensino aprendizagem. A ampliação de repertório cultural também deve ser considerada, não com troca de mensagens motivacionais, mas com boas indicações de leituras e filmes e valorização da cultura local.

2.2.7. DISPENSA DE ALUNOS

Ainda que os deslizes anteriores tenham sido evitados, na hora das reuniões os alunos não têm aulas - ou voltam para casa ou ficam soltos pela escola. O ideal também é buscar a oficialização do horário. Como medida provisória, é possível pedir que professores auxiliares ou funcionários da escola fiquem com os estudantes durante a reunião.

3. CARACTERIZAÇÃO DA REALIDADE DA ESCOLA/ INSTITUIÇÃO

Escola Estadual Dr. José Teodoro de Souza
Ensino Fundamental e Ensino Médio
Criação: Lei nº. 3967 de 24/12/65
Aut. Func. (5ª a 8ª série) Port.: nº. 89 de 16/03/66
Criação (Ensino Médio) Decreto nº. 39049 de 12/09/97
Aut. Func. Portaria: SEE nº. 598/98 de 20/05/98
Rua Dona Alzira de Carvalho, nº. 100 ? Fone/fax: (035) 3543-1513.
Cep: 37.993-000 ? Capetinga - Minas Gerais
Diretora: Cláudia Aparecida Silveira de Souza Morais
MASP-321.8000-5 Aut. 108/2088
Secretária: Luzia Helena Gomes de Souza
MASP-278.660-6-REG nº. 3747/93
E-mail: [email protected]

3.1. HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO

A E. E. Dr. José Teodoro de Souza iniciou suas atividades educativas em 1963, graças ao empenho do então Padre Antônio Américo Vaz, que unido a homens que também se preocupavam coma a educação e cultura dos cidadãos capetinguenses da época e com o apoio do Prefeito Lázaro Teixeira Borges, elaboraram um documento para a criação do Ginásio, que recebeu primeiramente o nome de Ginásio Sebastião de Sá, atendendo a duas únicas turmas: uma de 5ª série e outra de 6ª série. Em 24/12/1965, através da Lei nº. 3967/65, a escola tornou-se Ginásio Estadual de Capetinga. O nome atual da escola é uma homenagem prestada ao Dr. José Teodoro de Souza, um dos antigos diretores, que atuou na direção por treze anos.

3.2. ESTRUTURA FÍSICA DA INSTITUIÇÃO

A E. E. Dr. José Teodoro de Souza é uma escola de médio porte, com 4500m² de área ocupada funcionando em prédio próprio, no estilo carpe. Apresenta uma área construída de 1195, 04m² onde estão distribuídas as seguintes instalações físicas: sala de diretoria, sala de supervisão, sala de secretaria, sala de equipe pedagógica, sala dos professores, sala de vídeo, sala de artes, laboratório de informática, biblioteca, laboratório de ciências, dez salas de aula, cantina/cozinha, despensa, refeitório, banheiros de alunos e funcionários, quadras de esporte e sala de depósito geral.

3.3. PLANO POLÍTICO-PEDAGÓGICO/
PROJETO PEDAGÓGICO DA ESCOLA/INSTITUIÇÃO

A Proposta Pedagógica da E. E. Dr. José Teodoro de Souza analisada por mim, foi elaborada em 2009 e está sendo revisada e alterada no momento. Trata-se de um documento aberto que sofre alterações frequentes para se adequar às novas leis e à comunidade escolar a que faz parte e atende. A Proposta Pedagógica e o Regimento Escolar da E. E. Dr. José Teodoro de Souza foram aprovados pelo Colegiado Escolar e entraram em vigor em 11 de novembro de 2008. Na Proposta Pedagógica da E. E. Dr. José Teodoro de Souza podemos encontrar: a caracterização da escola, a justificativa, os objetivos, a organização escolar, a organização pedagógica (enturmação, atendimento aos alunos com dificuldades de aprendizagem, resultados do PROEB/SIMAVE desenvolvimento de projeto), a organização curricular, a verificação do desempenho escolar (a avaliação do processo ensino-aprendizagem: diagnóstica, formativa, somativa e estudos de recuperação), a classificação e a reclassificação, o controle de frequência, os processos que asseguram a articulação com a comunidade, as atividades de Educação Continuada dos Profissionais da Escola, os Procedimentos de Avaliação Institucional Interna e Externa e o atendimento das Necessidades Educacionais Especiais dos alunos.

3.4. LEITURA DA REALIDADE DA ESCOLA/INSTITUIÇÃO

A E. E. Dr. José Teodoro de Souza localiza-se à Rua Dona Alzira de Carvalho, 100, Centro, na cidade de Capetinga - MG. Oferece ensino de qualidade a alunos dos quatro anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de jovens e adultos -EJA- Fundamental e Médio. Atende em torno de 800 alunos, sendo em sua maioria alunos que pertencem às classes baixa e média da população urbana e rural do município de Capetinga. Conta com o seguinte quadro de funcionários: diretora, vices-diretoras, secretária de escola, assistentes, auxiliares de serviços gerais, especialistas de educação básica, professores regentes e professores para o ensino do uso da biblioteca.

3.5 RELATO DAS OBSERVAÇÕES PERTINENTES A GESTÃO ESCOLAR

A E. E. Dr. José Teodoro de Souza norteando-se pela lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Nº. 9394, de 20 dezembro de 1996, pretende contribuir para o desenvolvimento do país e da sociedade. Pretende com esta ação educativa propiciar aos seus alunos o preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Um dos princípios defendidos pela E. E. Dr. José Teodoro de Souza é o da gestão democrática. A gestão democrática é uma forma de gerir uma instituição de maneira que possibilite a participação, transparência e democracia. Esse modelo de gestão, segundo Vieira (2005), representa um importante desafio na operacionalização das políticas de educação e no cotidiano da escola. Na E. E. Dr. José Teodoro de Souza as ações são realizadas graças ao trabalho de toda a equipe de funcionários, alunos e comunidade escolar. Continuar promovendo uma cultura de transparência e igualdade entre a equipe e uma gestão participativa são algumas das principais metas a serem alcançadas por esta escola.

3.6. CARACTERIZAÇÃO DA PRÁTICA GESTORA COM ÊNFASE PEDAGÓGICA

Através do trabalho conjunto dos funcionários da E. E. Dr. José Teodoro de Souza, alunos e comunidade escolar foi possível realizar as seguintes ações durante a gestão 2008/2011: implementação do Plano de Intervenção Pedagógica - PIP; política de inclusão escolar; focalização e concentração de esforços para o alcance da metas estipuladas para a escola, pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais; participação efetiva nos processos de avaliações implementadas pela SEE/MG e MEC; aquisição de material pedagógico para ser utilizado em sala de aula; promoção do desenvolvimento de valores como respeito, responsabilidade e ética; promoção de atividades de integração da escola com pais e comunidade (Show de Apresentações; O Corpo na Dança e em seus Movimentos; Mostra de Cultura, Ciência e Tecnologia: a serviço da aprendizagem; implementação do Projeto Escola no Campo e do Projeto Semeando); valorização dos profissionais da escola e incentivo à participação em cursos de formação continuada; Projeto Rede de Inclusão com atividades de pintura em tela e pano de prato, atividades esportivas e leitura; incentivo à participação dos alunos na Olimpíada de Língua Portuguesa - Escrevendo O Futuro, na Olimpíada Brasileira de Matemática, na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica e em vários concursos de redação; incentivo às aulas de informática; cursos de aprofundamento de estudos; aquisição de instrumentos para a fanfarra... Todas essas ações visam à melhoria da qualidade do ensino oferecido pela E. E. Dr. José Teodoro de Souza.

4. PROJETO

4.1. TEMA/TEMÁTICA

O tema central do projeto são as reuniões pedagógicas. Quando ocorrem? Como são realizadas? Como são planejadas? Quanto tempo dura? Estipulam metas a serem alcançadas? São bem aproveitadas? Qual o grau de importância que é dado a elas? Essas e outras questões serviram para nortear a construção e execução deste projeto. Este foi o assunto desenvolvido, discutido e analisado com a gestão escolar da instituição em que foi realizado o estágio.


4.2. PÚBLICO EM QUE SERÁ APLICADO O PROJETO: (TURMAS, MODALIDADES DE ENSINO, CORPO DOCENTE).
Direção, especialistas em educação e corpo docente da E. E. Dr. José Teodoro de Souza.

4.3. DURAÇÃO

O Estágio Curricular III (Prática de Ensino em Gestão Escolar) tem duração total de cento e duas horas (102 h/a). Este projeto foi desenvolvido para atingir quarenta horas (40h/a) que compreende ao período de estágio. O que corresponde aproximadamente 39,21% da carga horária total.

4.4. JUSTIFICATIVA

"As reuniões pedagógicas são excelentes instrumentos de discussão sobre os diferentes discursos "falados" pela escola. Durante as reuniões de grupo, fala-se demasiadamente das práticas, pensa-se muito no fazer, mas pouco se pensa sobre o pensar. A reunião é espaço de encontro, de escuta, de trocas e de transformação. Informações que viram conhecimentos, palavras que viram documentos, vivências que viram experiências e planos que se concretizam, As reuniões pedagógicas são responsáveis por formar um professor que fale com propriedade do que a escola pensa. Devem ser um espaço de debate e articulação clara entre as questões administrativas e pedagógicas. Devemos transformar o espaço de reunião pedagógica em, efetivamente, pedagógico, ou seja, transformador, de educação. Devemos perseguir a formação, a transformação, o grupo, a indagação e os desafios colocados por nossa profissão. O que se ganha com esses espaços é o tempo, que constrói uma cultura coletivizada de um grupo de educadores. Reunião pedagógica é espaço de implicação!" É urgente a necessidade de renovar e dinamizar as reuniões pedagógicas, buscando um melhor aproveitamento desse tempo tão necessário para o crescimento e aprimoramento dos profissionais da educação.

4.5. OBJETIVO GERAL

Proporcionar um melhor aproveitamento das reuniões pedagógicas.

4.6. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Diminuir a distância entre professor, equipe pedagógica e direção da escola;
- Estreitar e fortalecer laços afetivos entre os profissionais citados anteriormente;
- Descontrair as reuniões pedagógicas, transformando-as em momentos além de produtivos, agradáveis e alegres;
- Elevar a auto-estima dos profissionais da educação;
- Valorizar os profissionais citados anteriormente;
- Proporcionar a troca de ideias, sugestões e experiências;
- Discutir problemas e buscar soluções em conjunto;
- Promover o aprimoramento profissional;
- Investir na capacitação profissional;
- Entre outros.

4.7. REFERENCIAL TEÓRICO DO PROJETO

Como devem ser as reuniões pedagógicas? Devem ser um espaço coletivo, individualizado, ou ambos? Deve ser um espaço de reflexões ou de ações? Um espaço onde o pedagógico prevalece ou o administrativo? Um espaço apressado ou vagaroso, generoso ou autoritário, burocrático ou dinâmico, de diferença ou igualdades, de consenso ou de dissenso, de professores ou de "tios e tias", de formação e cultura ou saberes técnicos? Que espaço é esse afinal? Questões que rondam as cabeças de muitos educadores pelas escolas de nosso país. Como são realizadas as reuniões pedagógicas na E. E. Dr. José Teodoro de Souza? Para responder esta e outras perguntas é que decidi realizar o estágio curricular nesta escola.

4.8. CONTEÚDOS PROPOSTOS SEREM TRABALHADOS

- Descontração,
- Comunicação,
- Respeito,
- Tolerância,
- Liberdade de expressão,
- Mudanças de paradigmas,
- Motivação,
- Atualização,
- Evasão,
- Indisciplina,
- Baixo rendimento escolar,
- Inclusão,
- Dificuldade de aprendizagem,
- Bullying,
- Violência,
- Formação Continuada e
- Capacitação profissional.

4.9. METODOLOGIA

- Iniciar a reunião com um café da tarde, já que as reuniões pedagógicas têm início sempre às 17 horas. O objetivo principal de oferecer este café é descontrair, divertir e aliviar a tensão a qual estão submetidos os profissionais da educação.
- Após o café, os profissionais reúnem-se numa sala onde as carteiras estão dispostas em um grande círculo. As carteiras serão dispostas desta forma para permitir que cada profissional possa ser visto e ouvido pelos demais da mesma forma que possa ver e ouvir seus colegas.
- A reunião propriamente dita deve ter início com uma oração. Neste momento, todas as religiões professadas poderão ter destaque. Respeito, tolerância e liberdade de expressão são valores que podem e devem ser trabalhados nessa ocasião.
- Após a oração, a equipe pedagógica juntamente com a estagiária deverá exibir a mensagem em Power Point "O cego em Paris", usando computador, projetor de slides e telão. A ideia principal a ser transmitida com esta mensagem é a mudança na maneira como vemos os problemas e buscamos soluções para eles. De que maneira nós estamos vendo o mundo? De que forma positiva, otimista ou de forma negativa, pessimista?
- Exibir o filme "Talento" para que os profissionais presentes sejam tocados, despertados, estimulados, incentivados a continuar sua luta diária, buscando novos horizontes, novas expectativas e novos sonhos.
- A seguir, expor todas as conquistas obtidas pelos profissionais: cursos concluídos, projetos realizados, experiências de sucesso, promoções conseguidas, melhorias para a categoria, enfim, boas notícias.
- Segue um tempo para a transmissão de avisos e na sequência inicia-se um debate sobre questões importantes e presentes no dia-a-dia da escola, tais como: evasão, indisciplina, baixo rendimento escolar, inclusão, dificuldade de aprendizagem, bullying, violência... Mas do que discutir é a hora de buscar soluções para os problemas que são enfrentados diariamente pelos profissionais da educação.
- Finalizando a reunião, para acalmar os ânimos, a equipe pedagógica com o auxílio da estagiária tocará uma música do grupo musical "Anjos de Resgate", cujo título é "Amigos pela Fé". Também será entregue para cada participante da reunião um bombom no qual será anexada a seguinte mensagem: "Coloque um pouco de doce em sua vida". Ao entregar o bombom, a equipe pedagógica juntamente com a estagiária agradecerá a presença e a participação de cada profissional presente com um aperto de mão e dizendo: "Foi muito bom ter você conosco".

4.10. RECURSOS UTILIZADOS

Para a realização deste projeto serão necessários: computador, projetor de slides, telão, bombons, papel sulfite, impressora, grampeador, mensagem em PowerPoint, vídeo, música, textos informativos, conversas e debates.

4.11. AVALIAÇÃO

Ao término da reunião pedagógica, a equipe responsável verificará se os objetos propostos foram alcançados através da observação. Serão observados: o interesse, a participação e a integração entre os participantes da reunião.


4.12. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

*Bueno, Marcelo Cunha- Reunião pedagógica- que espaço é esse?
Disponível em: http://www.portaleducação.com.br/pedagogia/artigos/2955/reuniao-pedagogia-que-espaço-e-esse.
Acesso em 03 de Julho de 2011.

*Um cego em Paris.
Disponível em: http://www.mensagensvirtuais.xpg.com.br/mensagem-um -cego-em-Paris/
Acesso em 03 de Julho de 2011.

*Talento, conquistas e vitórias - Vídeo de Motivação Profissional.
Disponível em: http://www.esoterikha.com/coaching-pnl/video-motivação-treinamento-prol
Acesso em 03 de Julho de 2011.

* Anjos de Resgate - Amigos pela Fé
Disponível em: http://letras.terra.com.br/anjos-de-resgate-musicas/94782.
Acesso em 03 de Julho de 2011.


5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O projeto foi desenvolvido e posto em prática na reunião pedagógica da E. E. Dr. José Teodoro de Souza realizada no dia cinco de julho de 2011. Foi realmente um sucesso. Todos os objetivos propostos foram alcançados.
Para que o sucesso do projeto fosse alcançado a equipe responsável pela execução (estagiária e especialistas em educação) contou com o auxílio da equipe de apoio (cozinheiras) que fizeram com todo o capricho e cuidado o café da tarde oferecido aos professores antes da reunião. A todas elas o nosso muito obrigado.
Não creio que o uso de atividades motivacionais nas reuniões pedagógicas seja um "pecado". Isto porque o ser humano é um ser complexo, divido em corpo físico, razão e emoção. Só poderemos ficar bem buscando o equilíbrio entre estas três partes. Porque não trabalhar técnicas motivacionais? É errado motivar e elevar a auto?estima dos indivíduos? Nos times de futebol, por exemplo, há: médicos, preparadores físicos, técnicos e psicológicos. Cuida-se de todos os aspectos e não só da preparação física ou técnica do jogador. Segundo Theodore Pamquistes:
"O grande segredo da educação pública de hoje é sua incapacidade de distinguir conhecimento e sabedoria. Forma a mente e despreza o caráter e o coração. As consequências são estas que se vê".
E de acordo com Paulo Freire:
"Não se pode falar de educação sem amor".
Foi possível colocar em prática grande parte dos conhecidos adquiridos no curso de Pedagogia EAD da Ulbra.
Realizar o Estágio Curricular III foi realmente um prazer. Sou professora nesta escola desde 1996. Conheço o prédio e as pessoas que nele trabalham, os alunos, os pais e a comunidade escolar da qual ela faz parte. O prazo para a realização do estágio foi curto. Se o prazo tivesse sido um pouco maior o estágio poderia ter sido feito com mais calma e ter ficado ainda melhor.
Competências e habilidades foram adquiridas através da realização deste estágio. Em resumo, aprendi muito com esta disciplina. Empenhei-me muito para que todas as tarefas fossem cumpridas corretamente.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

* Ricci, Rudá ? Gestão ? Sistema de Ação Pedagógica ? Dicionário do Professor ? Participação e Gestão Escolar ? Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais ? pág. 23 a 28.

* Machado, Maria Auxiliadora Campos A. ? Gestão Escolar ? Sistema de Ação Pedagógica ? Dicionário do Professor ? Participação e Gestão Escolar ? Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais ? pág. 29 a 34.

* Gestão Escolar ? 7 Pecados da Reunião Pedagógica ?
http://professoredilsonsilva.blogspot.com/2011/03/gestao-escolar-7...

* Carmo, Ana Lídia Lopes do - O que é Gestão Democrática?
Disponível em: http://www.infoescola.com/educacao/gestao-democratica
Acesso em 03 de Julho de 2011.

* Proposta Pedagógica, Ações Realizadas Durante a Gestão 2008/2011 e Boletim de Notas (da E. E. Dr. José Teodoro de Souza).

7. ANEXOS
7.1. Carta de apresentação.
7.2. Carta de autorização (modelo 1)
7.3. Carta de autorização (modelo 2).
7.4. Declaração.
7.5. Carta de Acompanhamento das Atividades de Estágio e Avaliação do Estagiário de Pedagogia pela Escola.
7.6. Planilha 1
7.7. Planilha 2
 
Avalie este artigo:
(2 de 5)
30 voto(s)
 
Revisado por Editor do Webartigos.com


Leia outros artigos de Sílvia Aparecida De Souza Nascimento
Talvez você goste destes artigos também
Sobre este autor(a)
Graduada em Ciências com Habilitação Plena em Matemática e Graduada em Pedagogia. Pós-Graduada em Psicopedagogia Institucional e Pós-graduada em Educação Inclusiva e Especial.
Membro desde fevereiro de 2011
Facebook
Informativo Webartigos.com
Receba novidades do webartigos.com em seu
e-mail. Cadastre-se abaixo:
Nome:
E-mail: