Relatório de atividade de campo - Zoologia
 
Relatório de atividade de campo - Zoologia
 


RELATÓRIO DE ATIVIDADE DE CAMPO - ZOOLOGIA

Resumo: Aos dois dias de junho do ano de dois mil e doze (02/06/12), saída de campo para a disciplina zoologia II & IV. Encontro marcado no interior do Centro Universitário Celso Lisboa, localizado na Rua 24 de Maio, 797 - Engenho Novo  Rio de Janeiro – RJ às seis horas e trinta minutos (06:30 Hr) desta data. A saída foi às Sete horas e quinze minutos (07:15 Hs) e o Odômetro marcava trezentos e trinta e cinco quilômetros (355 Km). Durante o percurso podemos observar a diversidade da paisagem natural e degradada em cidades ao caminho do destino a ser observado (Arraial do Cabo). Observações foram feitas pelo instrutor Alessandro Licurgo sobre as decorrências físicas e características como: posicionamento da proa dos navios ancorados que indicam a direção da corrente marítima; e muitas das características zoológica e estrutural da paisagem. A chegada em Arraial do Cabo foi às dez horas e quinze minutos (10:15 Hs) da data em questão, o odômetro marcava quinhentos e vinte e dois quilômetros (522 Km). O local a ser explorado foi na Prainha (vide anexo I) pertos do costão rochoso, onde foi feita observação de muitas das espécies residentes e o relevo da localidade; havendo instruções de mergulho com snorkeling para observação de espécies no fundo do mar e uso do quadrati para observar a variabilidade quantitativa e qualitativa e espécies e ou característica do local por metro quadrado. Durante coleta de dados o instrutor fez as devidas observações indicando sempre de forma contextualizada a disciplina na prática visual do momento. A saída foi às dezesseis horas e trinta e três minutos (16:33 Hm) em retorno ao Rio de Janeiro. Durante o percurso de retorno o instrutor fez resumo de todo conteúdo visto. A chega no mesmo local de partida foi às dezoito horas quarenta e cinco minutos (18:45 Hs) e o odômetro marcava setecentos e dezenove quilômetros (719 Km).

 

Rio de Janeiro, dia 19 de junho de 2012


I - Introdução

            Os estudantes de uma maneira geral, são expos diariamente com conteúdos verbais, a prática de atividade de campo é de suma importância para o desenvolvimento do pensamento biológico em acordo com a prática profissional do biólogo, sobretudo, conduzir aspectos de riqueza pessoal com a vivência como foi deste Trabalho de campo.

            A primeira observação foi feita no costão rochoso que é o nome dado ao ambiente costeiro formado por rochas situado na transição entre os meios terrestre e aquático.  É considerado muito mais uma extensão do ambiente marinho que do terrestre, uma vez que a maioria dos organismos que o habitam, estão relacionados ao mar. No Brasil, suas rochas possuem origem vulcânica e são estruturadas de diversas maneiras. É um ambiente extremamente heterogêneo: pode ser formado por paredões verticais bastante uniformes, que estendem-se muitos metros acima e abaixo da superfície da água  (ex. a Ilha de Trindade) ou por matacões de rocha fragmentada de pequena inclinação (ex. a costa de Ubatuba/SP).  No Brasil, pode-se encontrar costões rochosos por quase toda a costa. Seu limite de ocorrência ao Sul se dá em Torres (RS) e ao Norte, na Baía de São Marcos (MA) sendo que a maior concentração deste ambiente está na região Sudeste, onde a costa é bastante recortada onde foi elaborado o nosso trabalho.

            O ecossistema costão rochoso pode ser muito complexo e, abriga muitas espécies observadas na Prainha em Arraial do Cabo, local onde foi feita a pesquisa de campo normalmente, quanto maior a complexidade, maior a diversidade de organismos em um determinado ambiente.  Para entendermos tal relação, podemos tomar como modelos os costões citados anteriormente e, não deixando de valorizar o local no qual nos abrigou com sua e exuberância e biodiversidade marítima e costeira.


II – Objetivo

Observar o costão rochoso e a diversidade zoológica que abriga o ambiente marinho e ao seu redor, com o intuito de desenvolver parâmetros práticos aos contextos e ementas explorados nas aulas teóricas de zoologia II e tópicos científicos tornando as disciplina em questão mais didática e interativa aos alunos.

 

III – Metodologia

             Foi utilizado como metodologia conteúdos visto em sala de aula e a experiência do instrutor na área mergulho e sua atuação como biologista marinho, ainda também instrumentos para nos guiar de uma forma organizada referencias no qual estão no final deste relatório. 

 

IV - Observações feitas em campo

·         Restingas - Propriamente dita, entre o mar e a lagoa de Araruama, permite conhecer de uma riquíssima vegetação onde se encontra a maior quantidade de espécies florísticas de toda a região. São espécies ornamentais, frutífera e medicinais de valor social e ambiental inestimável. Destacam-se algumas espécies de bromélias e orquídeas.

·         Costão rochoso - Os costões rochosos destacam-se, entre os hábitats entremarés, pela diversidade e ocorrência de várias espécies de plantas e animais com grande relevância ecológica e socioeconômica. A importância destes ambientes motivou buscar e adequar informações bibliográficas, direcionando-as para estudantes do ensino médio, sobre aspectos ecológicos, econômicos, turísticos e educativos relacionados aos costões rochosos. Observa-se que uma  das feições mais evidentes nos costões, em maré baixa, são as zonas ou faixas horizontais (zonação) de organismos. Cada zona é separada das adjacentes por diferenças na cor, morfologia dos organismos principais, ou pela combinação de ambas. No seu limite superior, o supralitoral, os fatores abióticos exercem uma grande influência na zonação dos organismos, os quais devem estar adaptados à perda de água e as variações de temperatura. No mesolitoral, macroalgas, cracas, mexilhões e ostras, entre outros, estão sujeitos às flutuações de maré, submersos durante a maré alta, e expostos na maré baixa. O infralitoral apresenta uma maior diversidade de espécies e é maior o papel regulador das interações de predação, herbivoria e competição na determinação da zonação, uma vez que os fatores ambientais são mais estáveis pelo tamponamento proporcionado pela imersão. A facilidade de acesso, o predomínio de organismos de pouca ou nenhuma mobilidade, a diversidade de plantas e animais, permite que os costões tenham muitos usos, nas atividades didáticas, na educação ambiental, no lazer e também pelo extrativismo praticado pelo homem.

·         Algas verdes - Elas podem viver fixas, por exemplo, no fundo dos mares, dos rios e sobre rochas. Podem também flutuar na água, servem como alimentos de muitos animais marítimos promovendo o equilíbrio cíclico do sistema.

·         Cracas - Crustáceo marinho séssil, a craca tem forma totalmente aberrante. Boa parte das espécies é de vida livre, fixada às rochas, conchas, corais, madeiras ou é comensal de baleias, tartarugas, peixes, etc. Há também muitas espécies parasitas. A craca foi descrita como um pequeno animal semelhante a um camarão, permanentemente dentro de sua casa calcária e que joga alimento na boca. A abertura da carapaça ou manto está dirigida para o lado oposto da fixação. Assim, os apêndices torácicos podem filtrar o plâncton. A craca é hermafrodita.

·         Littoraria– É gênero de caracóis marinho gastrópode, molusculo da famílialittorinidae.

·         Ligia OceânicaConhecida popularmente como barata do mar é um crustáceo pertencente a ordem isopoda.

·           Tartarugas - A tartaruga-cabeçuda (C. caretta), A tartaruga-oliva (L. olivacea), A tartaruga-de-pente (E. imbricata), A tartaruga-de-couro (D. coriacea). Estas espécies de tartarugas foram descritas pelos colegas e de acordo com as características foi pesquisado e achado dentre as cinco espécies que habitam na Prainha em Arraial do Cabo foram vista quatro.

·         Peixes -Tainha (Mugil liza): corpo alongado e fusiforme, corpo alongado, cabeça um polco deprimida e boca pequena, listas longitudional pelo corpo com coloração prata meio azulada.  O Bonito (Euthynnus alletteratus): de porte médio cores misturas como cinza, azul e laranja.

Observação com quadrati no costão Rochoso:

Rocha

Craca

 

Rocha

Craca

 

Rocha

Alga vede

Rocha

Litoraria

 

Rocha

Litoraria

Areia

Rocha

Craca

 

Rocha

Pouca craca

 

Rocha

Alga verde

Rocha

Alga verde

Areia

Areia

Agente poluente

Rocha

Craca

 

Rocha

Areia

 

Rocha

Alga verde

Rocha

Alga verde

Areia

Areia

Agente poluente

Cracas

Rocha

Areia

 

Areia

 

Areia

Ligia do mar

Areia

Ligia do mar

 

Areia

Agente poluente

Areia

 

Areia

 

Areia

 

Areia

 

Areia

Ligia do mar

 

Observações feitas à margem da prainha, escolhido o local propriamente de acordo com as diversidades encontrada.

 

V - Conclusão

            Ao chegar ao final deste relatório feira a partir e dados criteriosos obtidos em saída de campo na data e horário citados no inicio deste relatório. Diante todos os instrumentos oferecidos pelo instrutor Alessandro Licurgo, pode relacionar todo o conteúdo da teoria diária fazendo relação com tudo visto em campo.

            Aprendi também que é estritamente necessário o contato do biólogo com as mais os diversos recursos no qual a natureza oferece para fonte de forma enriquecedora, quantitativa e qualitativa para a formação profissional, sobretudo, o convívio sócio cultural com medidas únicas de interação com os demais participantes, compartilhando informação é uma questão de aprendizado que tenha a teoria tem como sobrepor.

            Mais uma vez não deixo de enaltecer merecidamente a conduta profissional e extremamente competente do instrutor Alessandro Licurgo, que nos cedeu seu conhecimento, atenção e dedicação para nos agregar conhecimento. Contudo, a saída de campo fui enriquecedora, nos colocando em contato intimo com o meio ambiente e tudo que o cerca e, aflorando o pensamento biológico tendo como consequência positiva a interação homem e natureza.

 

Referências Bibliográficas

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Di Beneditto, A.P.M. & Ramos, R.M.A., 2004. Biology of the marine tucuxi dolphin (Sotalia fluviatilis) in south-eastern Brazil. Journal of the Marine Biological Association of the United Kingdom, 84(6), 1245-1250.

Fernandes, T., Hassel, L.B., Silva, E.D. & Siciliano, S., 2001. Monitoring the coastal migration of the humpback whale (Megaptera novaeangliae) off Southeastern Brazil froam a shore-based station. In Annual Conference of the European Cetacean Society, pp. 15. Rome, Italy.

Hassel, L.B., 2003. Monitoramento de odontocetos na costa de Arraial do Cabo, Rio de Janeiro, com ênfase na ocorrência do golfinho-comum-de-bico-longo (Delphinus capensis). Rio de Janeiro: Trabalho de Graduação em Biologia Marinha, Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Zerbini, A.N., Andriolo, A., Rocha, J.M., Simões-Lopes, P.C., Siciliano, S., Pizzorno, J.L., Waite, J.M., DeMaster, D.P. & VanBlaricom, G.R., 2004a. Winter distribuition and abundance of humpback whales (Megaptera novaeangliae) off Northeastern Brazil. J. Cetacean Res. Manage., 6(1), 101- 107.

 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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