Projeto viver bem na melhor idade
 
Projeto viver bem na melhor idade
 


 

INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL – IDHESP

CURSO- PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL COM ÊNFASE EM RECURSOS HUMANOS

 

 

 

 

 

 

ELIZABETH DE JESUS SANTANA

 

 

 

 

 

 

 

 

Projeto de Intervenção: Viver Bem na Melhor Idade

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ribeirão do Largo-BA

2011

ELIZABETH DE JESUS SANTANA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Projeto de intervenção: Viver Bem na Melhor Idade

 

 

 

Projeto para avaliação da Disciplina Psicopedagogia da Linguagem e Estágio Institucional do Curso de Especialização em Psicopedagogia Institucional com Ênfase em Recursos Humanos do Instituto de Desenvolvimento Educacional.

 

Profª: Andreya Freitas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ribeirão do Largo-BA

2011

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Como a criança não pode ser considerada uma miniatura do adulto, o idoso também não deve ser tratado como se fosse a sua continuação.” (Y. Moriguchi).

 

 

 

1.   APRESENTAÇÃO

 

 

            O homem tem cada vez mais procurado formas de se manter saudável e viver feliz. Isto está ocorrendo devido ao avanço tecnológico e científico em diversos campos do conhecimento humano, onde o homem está sempre em luta para preservar e melhorar sua qualidade de vida. Em consideração a este fato, percebe-se um aumento da expectativa de vida no Brasil e no mundo, e Ribeirão do Largo não é diferente, pois existe um número considerável de idosos que também ajudam a contribuir para a renda do município, uma vez que muitos, apesar de aposentados, continuam a exercer alguma atividade que vise renda e ainda continuam a sustentar seus filhos e netos.

Com esse aumento da expectativa de vida aqui e no mundo, veio também o aumento da população de idosos, indicando que no novo milênio o país será o sexto no mundo com mais pessoas nesta faixa etária. Essa experiência leva-nos à consciência de que a expectativa de vida vai além do estar vivo, é o viver com qualidade, isto é: querer viver, gostar de viver e poder viver com dignidade.

A partir destas informações é importante salientar que o Brasil é um país de desigualdades sociais, culturais, políticas, econômicas, onde a velhice é acompanhada pelo déficit na habitação, nutrição, saneamento, condições de educação e trabalho, o idoso brasileiro é em geral pobre, vivendo uma situação econômica e social de muita dificuldade. Assim sendo, o idoso é visto como um fardo, um improdutivo. Mas cabe ressaltar que o idoso, assim como o jovem necessita de assistência, amor, segurança, respeito, adquirir novos conhecimentos e experiências, ser útil, enfim, de valorização de si mesmo. E isso está em todo lugar, o envelhecimento da população mundial vem ocorrendo de forma inevitável, contribuindo assim para um novo perfil populacional. O número de idosos cresce a cada dia. Envelhecer com qualidade de vida é um dos grandes desafios nos dias de hoje, principalmente no que diz respeito aos hábitos de vida saudável, isso inclui uma boa alimentação, exercícios físico e mental e uma maior atenção na área da saúde. Mas, é possível compensar as mudanças naturais da idade e favorecer a boa forma e a saúde com projetos voltados à melhor idade. Quando envelhecemos com saúde, chamamos essa fase da vida de sanescência, se envelhecemos com vários problemas de saúde e limitações físicas, chamamos esse período de senilidade.

A escolha do tema para reflexão tem como força motivadora a convivência com pessoas na faixa etária entre 50-80 anos e que hoje em sua maioria ainda são também responsáveis por muitas famílias em Ribeirão do Largo na Bahia, e essa observação do crescente aumento da importância do cuidar bem de nossos idosos visa à busca de melhor qualidade de vida para esta população. A questão norteadora deste trabalho busca resposta para a indagação: Qual a contribuição da Assistência Social (CRAS – Centro de Referência de Assistência Social) para a cidade de Ribeirão do Largo?

O objetivo deste questionamento é compreender como o profissional de assistência social e seus colaboradores podem contribuir na consecução de propostas e atividades que promovam uma vida mais digna, humana e agradável para os idosos institucionalizados. O projeto dos idosos é chamado de “Bem Estar”, iniciou-se em 06 de março de 2009, atendido por 01 psicóloga, 01 assistente social e 01 coordenador do projeto, além dos oficineiros (não graduados e também não são capacitados). No início, eram feitos cadastros de casa em casa, através de uma ficha cadastral (identificação e saúde), depois, com a divulgação dos próprios idosos, muitos apareciam para fazer a matrícula. O trabalho é realizado pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), atendendo a 50 idosos (35 mulheres e 15 homens), em sua maioria analfabetos, na cidade de Ribeirão do Largo sempre às sextas-feiras, das 14h0min às 17h00min, as reuniões do projeto são rotineiras e sem muitas novidades e fogem um pouco do objetivo, no entanto, já houve passeios, viagens, danças, dinâmicas, peças teatrais, palestras, músicas, oficinas, filmes, ginástica, enfim, alguns eventos culturais e artísticos e outras atividades registradas com fotos e documentos, mas, o trabalho precisa ser revigorado, com novas dinâmicas e atividades multidisciplinares. O CRAS funciona em uma casa com 03 salas (dessas, 01 para atendimento psicossocial, 01 para reunião, 01 recepção), 01 garagem, 01 almoxarifado, 02 banheiros, 01 cozinha, 01 quintal, mas muitas atividades são também realizadas na FTC – E a D, incluindo o Projeto Bem Estar que atende aos idosos.

O CRAS é uma unidade pública estatal descentralizada da política de assistência social, responsável pela organização e oferta de serviços da proteção social básica do Sistema Único de Assistência Social dos municípios e DF. Dada sua capilaridade nos territórios, se caracteriza como a principal porta de entrada do SUAS, ou seja, é uma unidade que possibilita o acesso de um grande número de famílias à rede de proteção social de assistência social. Os projetos na instituição do CRAS podem contribuir para elevar o nível da qualidade de vida se procurar desenvolver atividades sócio-culturais que promovam interação entre a comunidade local e o projeto, uma vez que esta interação pode contribuir para o desenvolvimento psicossocial, cognitivo e biofísico do idoso.  Como a grande maioria das instituições que cuidam dos idosos carentes, tem limitações sérias de recursos (humanos, materiais e financeiros), motivo pelo qual acreditamos que a atuação da Assistência Social (CRAS) depende, fundamentalmente, de uma estratégia da parceria com a comunidade local e instituições de proteção aos direitos dos idosos para desenvolver ainda melhor.

Entretanto, com a negação destas necessidades o idoso se sente desrespeitado, inútil, improdutivo, o que contribui para uma queda na auto-estima e no prazer de viver. E ainda é bem evidente a desvalorização do idoso, pois o preconceito, tabus e mitos sobre o envelhecimento estão vivos na sociedade. Mas à medida que se propõe uma educação ou re-educação da sociedade este processo será invertido e então o idoso será valorizado. E esta re-educação, que é para todos, proporcionará uma melhor qualidade de vida aos mesmos.      

Pensando nessa perspectiva e com o intuito de revigorar e intensificar a rotina realizada pelo CRAS, é que propomos o Projeto “Viver Bem na Melhor Idade”, proposta pela IDHESP (Instituto de Desenvolvimento Educacional) como avaliação da Disciplina Psicopedagogia da Linguagem e Estágio Institucional do Curso de Especialização em Psicopedagogia Institucional com Ênfase em Recursos Humanos, nosso projeto tem com objetivo mostrar a importância de promover atividades que valorizem o idoso, buscando resgatar sua cultura, atividades, sentimentos, potencialidades e autoestima. Bem como informar que as atividades com o lúdico e psicopedagógico auxiliam no desenvolvimento das potencialidades e habilidades de todo ser humano, contribuindo para uma melhor qualidade de vida e valorização do idoso.

 

  1. 2.   JUSTIFICATIVA

Durante muito tempo, o envelhecimento humano foi tratado somente por uma abordagem biológica. Preocupou-se muito com técnicas que viessem a retardar a velhice e que propiciassem às pessoas um envelhecimento com saúde. Esta visão da velhice, na qual muito colaborou a postura da medicina, escondia a tentativa de se negar a morte e associava a fase de envelhecimento a um final de vida. A partir disto, muitos preconceitos e estereótipos foram criados como “velho é improdutivo”, “velhice é doença”, “os velhos são ranzinzas”, etc. (VERAS, 1995, p. 67)

No começo do século XX, iniciou-se pesquisas mais amplas em torno da velhice, abordando fatores psicológicos e sociais. Atribui-se a Stanley Hall o pioneirismo na abordagem psicológica dos estudos sobre a velhice. Ele revolucionou ao afirmar que, ao contrário do que se pregava, a velhice seria o simples reverso da adolescência, destacando a existência de muitas peculiaridades nos modos de sentir, querer e pensar de jovens e idosos.

Desde então, o envelhecimento e a velhice vêm sendo estudados a partir das dimensões individuais e sociais onde estão inseridos os sujeitos. Os primeiros fatores abordados dentro desta visão mais ampla, foram a necessidade e a importância das sucessivas adaptações que as pessoas se viam obrigadas a fazer no decorrer do seu ciclo de vida, a fim de se ajustarem. Esta concepção era comandada por três tipos de influência: a genética ou biológica; a ambiental ou social e as relacionadas com as escolhas e adaptações individuais ou psicológicas.

Contudo, esta postura veio a ser refutada pelos autores de linha progressista, que entendiam que se a velhice é uma crise, deve ser enfrentada e não aceitá-la é adaptar-se a ela. Eles acreditam que somente enfrentando o real as pessoas poderão dar continuidade a esta realidade.

O fato é que, independente da abordagem do assunto, o processo de envelhecimento de cada indivíduo dependerá da maneira como a pessoa age ou está condicionada a agir, enfrentando ou adaptando-se à realidade. A cada nova situação o indivíduo tem que encontrar uma maneira nova de agir para responder ao que está acontecendo. Diante desta visão, e dos termos postos por Meireles (1989, p. 90), considera-se uma das funções do Serviço Social garantir os direitos do homem, além de desencadear um processo de promoção, capacitação e valorização do homem, com vistas a sua plena integração e participação na sociedade.

Nas sociedades antigas e até há algumas décadas, o regime patriarcal reservava aos velhos não só o papel de aglutinadores dos clãs familiares, como também impunha-lhes a função de conselheiros, dos quais a prole e seus descendentes não ousavam prescindir. Em face dessa realidade, qualquer ato que pudesse ser caracterizado como ausência de cuidados da família para com seus anciãos, era implacavelmente, rejeitado e considerado abominável pela sociedade. (GAIARSA, 1996, p. 56)

A demanda por melhores oportunidades no mercado de trabalho entretanto, acabou por dissolver as antigas e as macro-estruturas familiares e hoje, a tradicional figura do idoso transformou-se na de um adulto que, sem nenhum acanhamento, vai em busca de cuidados específicos que lhe proporcionem uma existência dinâmica e de perspectivas.

Ainda assim, não obstante o aumento considerável do número de idosos no mundo, o processo do envelhecimento é cercado de idéias, tabus ou de alguma forma de temor, não tanto, pela maior proximidade da finitude terrena a que estamos sujeitos, mas, sobretudo, pela desagregação progressiva do corpo e da alma.    Diante de um fato que é comum a todos os seres vivos, de maneira singular à criatura humana, bem como, das referências que nos apontam comportamentos adversos ante esta realidade, uma visão mais acurada da velhice e de seus fatores determinantes trazem-nos à luz alguns importantes aspectos que não podem ser desconsiderados. Por um lado, a ocorrência da decadência física, não só, provocada pelas constantes enfermidades que costumam acometer o corpo idoso, como também, pelo próprio abandono que este freqüentemente, lhe impõe, determinariam em maior ou menor grau, as relações do indiví­duo com ele mesmo, de movimentar-se que, embora considerada como direito fundamental do ser humano, estaria comprometida em razão das dimensões do próprio corpo, em geral aumentadas significativamente, pelo sedentarismo da idade.

Outro aspecto diz respeito às relações do idoso com o futuro, onde a falta de perspectiva pela redução do tempo de que ainda dispõe seria determinante no processo, ou ainda, a utilização de mecanismos artificiais ou próteses que dificultam a interação social poderiam, igualmente, constituir-se em razões que justificariam o fenômeno do envelhecimento.

Motivos como esses, ainda que possam ser comuns, não se aplicam a todos os idosos, uma vez que o complexo fenômeno do envelhecimento é multiforme e totalmente subordinado às diferenças individuais, fato que impede, portanto, a adoção de julgamentos prévios ou de caráter genérico.

Assim, este projeto está direcionado ao trabalho desenvolvido pelo CRAS, dentro de uma instituição Assistência Social, situado à Praça Luís Eduardo Magalhães em Ribeirão do Largo-Ba, contudo, pretende-se aqui ofertar à comunidade de idosos do Projeto Bem estar do CRAS de Ribeirão do Largo-Ba, com o nosso Projeto “Viver bem na melhor idade” uma oportunidade maior de cuidar da saúde bio-psico-social dos idosos através da participação em grupos de novas atividades multidisciplinares, ações essas que busquem a melhoria da qualidade de vida dos idosos, com ênfase à proteção à saúde, à educação, à melhoria das relações familiares e intergeracionais e às práticas de sociabilidade, esse trabalho  será realizado no Colégio Estadual Antônio Gonçalves.

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  1. 3.   OBJETIVOS

 

3.1        OBJETIVO GERAL

 

  • Ofertar à comunidade de idosos de Ribeirão do Largo-Ba, a oportunidade de cuidar de sua saúde bio-psico-social, através da participação em grupos de novas atividades multidisciplinares, ações essas que busquem a melhoria da qualidade de vida dos idosos, com ênfase à proteção à saúde, à educação, à melhoria das relações familiares e intergeracionais e às práticas de sociabilidade.

 

3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

  • Levantar o perfil sócio-econômico-demográfico e epidemiológico dos idosos envolvidos no projeto do CRAS, no sentido de identificar as suas reais necessidades relacionadas ao processo saúde-doença no envelhecimento, além de promover ações que sensibilizem os idosos enquanto agentes ativos de sua própria vida;
  • Sensibilizar a população de Ribeirão do Largo acerca do tema do Projeto “Qualidade de vida na melhor idade”, para subsidiar ofertas futuras de programas e atividades que visem atender esta faixa etária da população;
  • Validar o conjunto de conhecimentos teórico/metodológico do programa multidisciplinar do CRAS, como uma proposta de atividades mais regulares e dinâmicas, frequentes e sistemáticas para pessoas acima dos 50 anos de idade;
  • Resgatar a autoestima, autoimagem e autoconceito dos idosos de Ribeirão do Largo, oportunizando rodas de leitura, culinária, alimentação saudável, cinema, palestras, sessão de fotos, apresentações musicais, teatrais e recitais de poesias;
  • Oferecer jogos de mesa: bingo, dama, dominó, como lazer e diversão para os idosos;
  • Contribuir para a superação dos preconceitos e estereótipos presentes na sociedade que atinge a população idosa;
  • Instituir práticas de solidariedade com idosos através de ações lúdico-pedagógicas;

 

  1. 4.   PÚBLICO ALVO

 

A comunidade idosa de Ribeirão do Largo atendida pelo CRAS.

 

 

  1. 5.   METODOLOGIA

 

Os estudos para a efetivação das produções didático-pedagógicas e implementação terão como base a pesquisa-ação que pode ser definida como (Thiollent, 1985, apud Gil, 1996, p. 60)

...um tipo de pesquisa com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problemas coletivo e no qual os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou  participativo.

Desta forma, consideramos importante utilizar este método de pesquisa, considerando que o pesquisador faz parte do grupo de pesquisa e parte de uma situação problema de uma instituição para a elaboração do presente projeto de intervenção.

Apesar de seu planejamento ser flexível, ocorrendo um ir e vir entre as fases, próprio do grupo de pesquisa em seu relacionamento com o tema proposto e as discussões, procuraremos prever algumas ações a serem desenvolvidas pelo pesquisador, como: O Levantamento de Literatura que será realizado para obtenção de documentos a fim de avaliar a disponibilidade de material que subsidiará o tema do trabalho de pesquisa. Este levantamento será realizado junto às bibliotecas ou serviços de informações existentes no CRAS. As atividades serão executadas no primeiro momento com um diagnóstico com visitas, registro de documentos, observação, fichas de cadastro e entrevistas, em seguida uma avaliação do espaço, das atividades, dos profissionais, do tempo de execução das reuniões e atividades. O projeto pretende dar subsídios de dar uma nova roupagem ao trabalho já realizado pelo CRAS, contudo, pretendemos ações mais significativas e intensificadas.

 

 

  1. 6.   RECURSOS HUMANOS

 

  • Equipe da Pós Graduação
  • Coordenação Geral: CRAS
  • Equipe Técnica: Composta por 10 pessoas
  •  Profissional da área de assistência social, psicológica e pedagógica e educadores
  • 01 DJ
  • Técnica de enfermagem
  • Nutricionista
  • Oficineiros: Pintura, artesanato, salão de beleza.
  • 01 Músico
  • Grupo de teatro da Primeira Igreja Batista Bíblica de Ribeirão do Largo
  • Grupo de teatro da Creche Escola Antônio Monteiro

 

 

  1. 7.   PARCEIROS OU INSTITUIÇÕES APOIADORAS

 

  • Secretaria de Assistência Social
  • Secretaria Municipal de Educação
  • Secretaria Municipal de Saúde
  • Comércio Local
  • Comunidade Ribeirense
  • Colégio Estadual Antônio Gonçalves

 

 

 

 

 

 

  1. 8.   AVALIAÇÃO

 

O levantamento e a avaliação dos resultados foram realizados no decorrer desta proposta de trabalho, através de registros escritos sobre as observações, as pesquisas e reflexões, no formato de portfólio. Foram avaliados todos os momentos, desde o diagnóstico, elaboração do projeto de intervenção no CRAS, que primou pela produção didático-pedagógica e multidisciplinar e uma implementação de um projeto voltado à intervenção até a produção do desse trabalho realizado no Colégio Estadual Antônio Gonçalves (culminância), tudo foi anexado ao exercício futuro no CRAS. O primeiro contato com a instituição com a apresentação da proposta de estágio foi dia 28 de novembro de 2011, aproveitamos para fazer a observação diagnóstica da instituição, a entrevista à assistente social e ao coordenador do Projeto Bem Estar e levantamento da necessidade da realidade Institucional que se estendeu até dia 30 de novembro de 2011. A elaboração do Projeto de Intervenção e a preparação de materiais para a intervenção se deu nos dias 01, 02, 05 e 12 de dezembro de 2011. A culminância do projeto foi nos dias 12, 13 e 14 de dezembro de 2011 no Colégio Estadual Antônio Gonçalves das 08h30min às 18h00min.

O primeiro dia do evento contou com a participação do DJ Samuel (colaborador do projeto) que fez a abertura com muita música e dando as boas vindas a todos os presentes às 08h30min. Logo em seguida, houve uma dinâmica de aquecimento com a componente da equipe Azilma Luz. A programação seguiu-se a mensagem em vídeo “A diferença do idoso e do velho” com Elizabeth Santana (componente) que prosseguiu com o relato da caminha do homem e a velhice e a música “Amigo” de Roberto Carlos. Novamente Azilma retoma juntamente com Mnoel Campos (colaborador) e encena uma peça teatral o “Ser humano e o envelhecimento”, tirando risos da platéia. Renata Martins (componente) ler uma mensagem sobre “Superação”. O evento continua com a oficina de saúde com a colaboradora Elisângela Moreira, aferindo a pressão e glicose dos idosos. Segue-se com um intervalo de 15 minutos para o lanche. O evento pela manhã conta ainda com uma passeata pelo centro da cidade e finaliza às 12h00min. No período da tarde, o encontro se inicia às 14h00min, os idosos são pontuais e se encontravam animados e ansiosos em participar da etapa seguinte do projeto. A abertura se faz com uma dinâmica de aquecimento por Azilma Luz e Elizabeth Santana prossegue com os agradecimentos a todos os presentes (idosos, apoiadores, direção do colégio e comunidade ribeirense), Renata ler uma mensagem musical e contextualiza à realidade dos idosos. Azilma Luz faz uma palestra sobre “Envelhecer sem ficar velho”, se faz um intervalo de 15 minutos para o lanche. A tarde continua com muitas emoções, são sorteados vários brindes doados pelo comércio local. Em seguida uma oficina de jogos, uma mensagem final e um forró “arrasta pé” para finalizar, às 18h00min conclui a tarde do primeiro dia do projeto.

O segundo dia do projeto, recomeça às 08h30min com a mesma animação do primeiro dia. Elizabeth Santana inicia o evento com boas vindas, uma mensagem e o informativo do dia. Renata Martins continua com uma mensagem reflexiva e Elizabeth Santana retoma com uma dinâmica de alongamento e fala da importância do envelhecer com saúde e entusiasmo, Azilma Luz continua com uma dinâmica com sorteios e brincadeiras. O evento ainda contou com a participação de uma peça teatral sobre “Jesus e o Natal” com as colaboradoras da Creche Escola Antônio Monteiro. Em seguida, com um intervalo é servido um lanche para todos e para a alegria dos idosos o colaborador, o professor de História do Colégio Estadual Antônio Gonçalves, Jeovane Azevedo tira risos da platéia com “contos e causos”.  O evento é encerrado com “chave de ouro” nessa manhã com um foro “arrasta pé”, seguindo a risco o pedido dos idosos. Logo mais à tarde a partir das 14h00min a equipe o Projeto “Viver bem na melhor idade” dar prosseguimento ao evento, com uma mensagem de Renata Martins, uma dinâmica com Elizabeth Santana, o aquecimento animou ainda mais os idosos para a oficina de beleza que contava com a participação de muitos apoiadores (cabeleireiros, maquiadores, manicure e pedicure), o evento conta ainda com uma sessão de fotos e desfile dos idosos já transformados, e a tarde encerrou-se às 17h30min.

O terceiro e último dia do projeto contava ainda contava com muitas emoções. Logo pela manhã às 08h30min Elizabeth Santana começa o dia com as boas vindas, os agradecimentos e uma mensagem de reflexão, continua com uma dinâmica de aquecimento e alongamento para deixar os participantes mais relaxados o que anima ainda mais os idosos. Azilma Luz dar prosseguimento com uma dinâmica dos “crachás”, testando a memória dos idosos. Logo após inicia a sessão cinema com o filme “A voz do coração” e o evento se encerra às 12h00min. A tarde inicia às 14h00min, os idosos sempre chegam mais cedo, ansiosos pelo evento, o que nos deixou muito satisfeitas. Azilma Luz dar as boas vindas e explica a temática do filme visto na parte da manhã, o que nos surpreendeu, pois os idosos contribuem com discussões sobre o tema “superação e desafio” e muitos relatam experiências, se mostrando bastante desinibidos ao microfone. Logo após a contribuição de Azilma (voz) e Heitor (teclado). Houve um intervalo de 15 minutos com um lanche servido a todos os presentes, em seguida, uma dinâmica com Elizabeth Santana e a entrega de lembranças por todas as componentes da equipe aos idosos. Para finalizar o projeto muitas fotos e agradecimento da equipe aos idosos e vice-versa. Como não podia faltar, um forró “arrasta pé” para encerrar o evento.

Toda proposta, por mais fundamentada que possa estar, trás uma série de surpresas que só nos deparamos no dia a dia do processo, contudo, em particular ao nosso caso, excelentes surpresas. Para entender, este universo, reuniões diárias com toda a equipe de trabalho foram de fundamental importância para analisar e avaliar o desenvolvimento do projeto. Importante destacar que tudo com relação ao trabalho de cada um foi claramente colocado e exaustivamente analisado e discutido por todos os membros da equipe. Acreditamos que parte do êxito de nosso trabalho ocorreu, devido à adoção de uma proposta norteadora de um programa multidisciplinar, em que incluímos o aluno/idoso como sujeito igualmente responsável pela construção e consolidação da proposta. Oferecemos algumas possibilidades ao mesmo tempo em que abrimos espaços para que eles mesmos coordenassem outras atividades de seu interesse.  Assim, o “velho indivíduo” passou a sujeito, pois saiu da condição de participante para a condição de “pertencente”, dançaram, contaram “causos”, piadas, riram e interagiram com tudo que foi proposto. Observamos que dentro da oferta multidisciplinar, todas as atividades destacaram-se de forma significativa no que tange o desenvolvimento de hábitos saudáveis com relação à saúde bio-psico-social de idosos.

Acreditamos que uma das maiores contribuições do nosso trabalho com relação às atividades que poderão ser posteriores no CRAS, é o destaque ao processo psicopedagógico que fizemos questão de focar, que permeou os planejamentos de atividades multidisciplinares para todos os idosos, sem exceção.  Os programas multidisciplinares ofereceram uma variedade de estímulos, que contribuíram de forma significativa para garantir uma vida autônoma e com qualidade no presente e futuro desses indivíduos, acreditamos que eles aprenderam muito nessa jornada de três dias consecutivos. Sabe-se também, que no âmbito da pesquisa científica, estes programas oferecem um universo de possibilidades de investigações, em cada uma das áreas ofertadas. Tomamos como referência os conhecimentos adquiridos no curso de Pós Graduação em Psicopedagogia Institucional com Ênfase em RH e as propostas multidisciplinares pesquisadas ao longo de nosso trabalho e sugerimos investimentos em programas no CRAS desta natureza, no sentido de oportunizar a um número maior de pessoas a oportunidade de experimentar um passar do tempo com mais qualidade de vida e autonomia.

Como indicadores de resultados das ações desenvolvidas no Projeto “Viver Bem na Melhor Idade”, observamos uma mudança de atitudes e práticas pessoais entre os idosos atendidos pelo CRAS de Ribeirão do Largo-BA, em relação a si mesmo e à sociedade; por exemplo: Revalorização desta fase do desenvolvimento humano; e dos procedimentos de resgate da cidadania fomentados pela Política Nacional do Idoso (Lei nº 8.842, de 4 de janeiro de 1994 e o Decreto nº 1.948, de 3 de julho de 1996, apresentada pelo Ministério da Justiça no cumprimento dos direitos e deveres individuais e coletivos. Os idosos transformaram-se em defensores dos conhecimentos e informações obtidos no Projeto “Viver Bem na Melhor Idade”, nesses poucos dias nas atividades interdisciplinares, ao longo do desenvolvimento do trabalho, entre os filhos e netos, como também entre os vizinhos e nossos colaboradores; levando à revalorização da auto-estima do idoso e do seu  papel como ator social com a quebra de estereótipos, e preconceitos sociais negativos que antes talvez os inibiam a participarem e organizarem  uma estrutura de grupo onde se poderia e deveria ser  expostos problemas de interesse próprios dos idosos, por exemplo: aposentadoria, doenças características do envelhecimento, lazer na terceira idade, repouso, exercícios físicos para um envelhecimento saudável, organização grupal para enfrentamento da vulnerabilidade social a que estão expostos;  discussão de questões as mais variadas e da melhor forma de conduta  e encaminhamento aos setores competentes da administração pública para as necessárias providencias a fim de revigorar todas as atividades realizadas no CRAS, tudo isso, a partir da dinâmica do trabalho realizado por nossa equipe.

Durante este período de planejamento e execução do projeto percebemos que existe uma grande importância em se trabalhar com o idoso, por acreditar que se trata de um tema que permite diversas maneiras de interação e muita recompensa, ficamos muito felizes e eles também. Através de músicas, histórias, danças, cinema, artes em geral, ginástica, brincadeiras, cuidados com a beleza e o corpo, palestras, teatro e outras formas de arte buscamos trabalhar o tempo ocioso do idoso possibilitando trocas e novas experiências. Tal gama de experimentações pôde compreender aspectos tanto psicológicos quanto cognitivos, auxiliando na saúde geral do idoso, fazendo com que ganhe uma nova camada, indo além de um espaço de criação artística como era feito antes no CRAS, os idosos participavam mais de artesanatos e pinturas, esquecendo de outras atividades mais significativas e descontraídas. A partir das experiências que vieram com os trabalhos práticos, nossas atividades estarão sempre abertas a adaptações, para que o CRAS também possa trabalhar da melhor maneira possível de acordo com as necessidades que possam surgir.

O projeto foi realizado no Colégio Estadual Antônio Gonçalves nos dias 12, 13 e 14 de dezembro de 2011 (conforme os apêndices e anexos) utilizamos o pátio da escola e ainda contamos com outras instalações (banheiros, cozinha e suas utilidades, laboratórios de informática), a direção da escola foi muito parceira conosco, nos cedendo também, som e data show. Esse evento foi realizado de 08h30min às 18h00min com atividades multidisciplinares que atenderam às necessidades de uma clientela que exige bastante cuidados e atenção, passeatas, palestras, ginástica, dinâmicas, mensagens, brincadeiras,depoimentos, discussão, “causos”, artes, oficinas de beleza, pintura e culinária, música, danças enfim,  muito forró . Contamos com alguns colaboradores para esse evento (cabeleireiros, manicure e pedicura, músico, DJ, alunos da FTC – E a D) que se dispuseram a nos auxiliar nas oficinas que propusemos, entregamos certificados com carga horária; a comunidade também participou, assistindo às atividades e nos prestigiando, colaborando também nas discussões, foi gratificante realizar esse projeto; acreditamos que fizemos nossa parte enquanto cidadão e ser humano, principalmente. Presenciar a emoção e felicidade na carinha desses idosos, realmente não tem preço, representa um grande avanço para nós. Esperamos que essas atividades propostas em nosso projeto, tenham continuidade através da equipe do CRAS e que possam vir a melhorar ainda mais e mais para a satisfação dos nossos idosos.

 

  1. 9.   CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

 

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

CARGA HORÁRIA

28/

11

30/

11

01/

12

02/

12

05/

12

12/

12

13/

12

14/

12

16/

12

17/

12

1. Contato com a instituição – apresentação da proposta de estágio

02

X

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2. Entrevista com a Direção da Instituição

02

X

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3. Observação diagnóstica da instituição

02

X

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4. Entrevistas a coordenação ou Direção da instituição

02

X

X

 

 

 

 

 

 

 

 

5. Levantamento de necessidade da realidade Institucional

02

X

X

 

 

 

 

 

 

 

 

Elaboração do projeto de Intervenção

08

 

X

X

 

 

 

 

 

 

 

Preparação de materiais para a intervenção

14

 

X

X

X

X

 

 

 

 

 

Desenvolvimento do Projeto (1ª etapa)

13

 

 

 

 

 

X

 

 

 

 

Desenvolvimento do Projeto (2ª etapa)

11

 

 

 

 

 

 

X

X

 

 

Supervisão do estágio

25

X

X

X

X

X

X

X

X

 

 

Elaboração do Relatório Final

10

 

 

 

 

 

 

 

X

X

 

Encerramento do estágio e agradecimentos a Instituição

08

 

 

 

 

 

 

 

X

 

 

Entrega do Relatório

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

X

 

Total

 

99 Horas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  1. 10.          BIBLIOGRAFIA REFERENCIADA

 

 

BEAUVOIR, Simone de. A Velhice.  São Paulo: Zahaar, 1985.

 

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Sobre este autor(a)
Nasci em 20 de Julho de 1972, na cidade de Itapetinga-Ba, sou graduada em Pedagogia, pós graduada em Magistério Superior (IBPEX) e Psicopedagogia Institucional com Ênfase em RH (IDHESP), também sou especialista no Ensino de Química (UESB) e graduanda em MBA Logística. Atuei como professora na Ed. In...
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