PROJETO MEIO AMBIENTE E EDUCAÇÃO
 
PROJETO MEIO AMBIENTE E EDUCAÇÃO
 


KARLA GISELY MACIEL GUEDES
MARIA APARECIDA VIEIRIA DE MELO

PROJETO
MEIO AMBIENTE E EDUCAÇÃO

GARANHUNS-PE
2009

INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA

A preocupação com as questões ambientais vem se intensificando nas ultimas décadas, como resultado da conscientização da sociedade mundial, que passou a cobrar uma postura responsável nos gestos mais simples de todos os cidadãos e, sobretudo, daqueles que atuam na exploração e no uso dos recursos naturais.
Atualmente é visível que a educação ambiental está cada vês mais restrita a escola, uma vez que as crianças, os jovens e os adultos, estão aptos para receber conhecimentos que irão intervir não apenas na sua formação profissional, mas também na sua qualidade de vida.
Por esta razão o projeto volta-se ao publico que por não ter muito acesso a orientações educacionais voltada para as questões ambientais, apontando propostas pedagógicas centradas na conscientização e na mudança de comportamento por partes dos educando.
A concretização deste objetivo, através da conscientização, poderá ser gerador de hábitos de mudanças consideravelmente importantes para o bem-estar dos seres humanos e do nosso planeta.

OBJETIVO

OBJETIVO GERAL:
Refletir sobre a importância e o papel da educação ambiental, não só como ferramenta de compreensão e reflexão sobre o mundo, mas, acima de tudo, v como conscientização de uma forma critica comunitária em que a qualidade de vida e a harmonia entre os seres humanos e o meio ambiente, sejam sempre umas metas a ser alcançada.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

? Entender a importância do meio ambiente para a sobrevivência dos seres vivos e do planeta.
? Conhecer algumas modificações que o homem faz no ambiente e suas conseqüências.
? Incentivar os alunos a preservar e conservar o ambiente em que vive.
? Promover atitudes de conservação do meio ambiente, sobretudo aquelas que os próprios podem ter em seu dia-a-dia.


METODOLOGIA

Para alcançar os objetivos propostos neste projeto serão utilizados 4h de aula, na qual a introdução do tema e seus conteúdos serão feitos de forma abrangente para que todos possam participar e consequentemente venham a praticar ações de conservação e preservação do meio ambiente.
Para isso será feito:
§ Dinâmica da teia;
§ Exercício oral: o que você entende sobre Meio Ambiente;
§ Imagens para reflexão (através de vídeo educativo), narrando os danos que o homem vem causando no meio ambiente.
§ Atividade desafiadora: exercício oral ( com a participação de fantoches);
§ Distribuição de sementes para o plantel de arvores, como forma de reflorestamento.

RECURSOS PEDAGÓGICOS:
? Data show (ilustração da temática) para ilustração das imagens causadas pelos impactos ambientais como: desmatamento, poluição, mudanças climáticas, e outros casos que contribui para que ocorram os impactos ambientais.
? Fantoches
? Vídeo educativo

AVALIAÇÃO:
? Observação do professor durante todo o percurso da aula.
Participação dos alunos.
? Exercício oral e pergunta o que você entende sobre meio ambiente, abordar para a consideração do conhecimento prévio de cada.
? Questionário antes e depois da aula considerando que será o mesmo para avaliarmos o nível de percepção de cada aluno.


O MEIO AMBIENTE E A EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A preocupação com as questões ambientais vem se intensificando nas últimas décadas, como resultado da conscientização da sociedade mundial, que passou a cobrar uma postura responsável nos gestos mais simples de todos os cidadãos e, sobretudo, daqueles que atuam na exploração e no uso dos recursos naturais. Projeto Meio Ambiente, RCN (1998):
[... O tempo muda e conhecemos estas mudanças, através de nossas matas, nossos animais, nossos rios...]
Atualmente é visível que a EA esta cada vez mais associada à escola, uma vez que as crianças, os jovens e os adultos, estão aptos para receber conhecimentos que irão intervir não apenas na sua formação profissional, mas também na sua qualidade de vida.
Jacobi (2003, p 12) salienta que:
"O papel do educador ambiental tomado desde uma perspectiva hermenêutica poderia ser pensado como o de um intérprete dos nexos que produzem os diferentes sentidos do ambiente em nossa sociedade, em outras palavras um intérprete das interpretações socialmente construídas".
O trabalho com a temática do meio ambiente deve ser desenvolvido nas escolas, com a participação coletiva. PCNS (1997, p. 57):
"O professor deve ser mediador, pois possui o papel principal na conscientização dos estudantes para que os mesmos possam assumir de forma independente e autônoma, atitudes e valores voltados à preservação e conservação do meio ambiente, uma vez que a questão ambiental centra-se principalmente no desenvolvimento de valores, atitudes e posturas éticas e no domínio de procedimento, mais do que na aprendizagem de conceitos."
A escola pode oferecer meios para que os estudantes compreendam os fatos naturais a respeito das questões ambientais. Diante disso, esses estudantes passam a desenvolver suas potencialidades aliadas ao processo de postura pessoal e comportamental para uma relação construtivista consigo e com seu meio, colaborando assim para uma sociedade ambientalmente sustentável.
É importante ressaltar que a educação implica em receber a informação trabalhá-la, agir, e nesse processo de conscientização ambiental, a necessidade de educar para agir que é o ponto chave para que se tornem viáveis as expectativas dos educadores que estão à frente desta questão. Em razão disto a necessidade do trabalho de conscientização de forma coletiva é uma alternativa para o controle dos impactos ambientais. O reflorestamento surge como forma de controle a essas degradações por isso o trabalho pedagógico nas escolas de educação ambiental é fundamental para a construção de novos conceitos relacionados ao meio ambiente.
Jacobi (2004, p. 1) conceitua:
"A educação ambiental aponta para propostas pedagógicas centradas na conscientização, mudança de comportamento, desenvolvimento de competências dos educandos."
Ainda nessa linha conceitual afirma:
[... A ambientalização do conhecimento terá mais condições de ocorrer na sua própria medida em que se promova uma reestruturação de conteúdos, em função da dinâmica da sua própria complexidade e da complexidade ambiental, em todas as suas manifestações: sociais, econômicas, políticas e culturais"]
Desse modo o conceito sobre meio ambiente, torna-se abrangente em relação aos alunos, pais e o meio social onde estão inseridos. Para isso é necessário saber o que os alunos sabem e pensam a respeito de sua postura em relação ao meio ambiente, para que se possam articular métodos para o processo de reeducação ambiental no universo escolar e circundante. É por isso que a importância do saber e do conhecer a percepção dos estudantes sobre essa temática é importante para que haja desencadeamento de ações voltadas em prol do meio ambiente.
Através das ações que o homem desenvolve em seu meio ambiente os problemas ambientais são visíveis em varias situações, como poluição dos rios e nascentes, falta de saneamento básico, enchentes, lixões, uso indiscriminado de agrotóxicos nas lavouras, doenças provocadas pelo mau uso da água e desflorestamento. Este, por sua vez, é caracterizado pela prática de corte, capina ou queimada (por fogo ou produtos químicos), que leva a retirada da cobertura vegetal existente em determinada área, para fins de pecuária, agricultura ou expansão urbana. É importante salientar que o desflorestamento é um dos problemas ambientais mais acentuados devido à transformação causada no meio ambiente, descaracterizando o habitat natural.
Para se ter uma idéia, nos últimos quarto anos, a Floresta Amazônica sofreu um impacto ambiental, onde o desmatamento e as queimadas chegaram a atingir 77 mil km², uma área um pouco maior que os estados do Rio Grande do Norte e Sergipe junto. Outro dado alarmante é que, nas últimas duas décadas, a contribuição da Amazônia na produção de toda a madeira utilizada no Brasil aumentou de 14% para 85%. De acordo com dados oficiais 80% dessa madeira são de origem ilegal. Os técnicos florestais estimam que o desflorestamento em todo território seja superior a 300 milhões de hectares de matas.
Já na Mata Atlântica, a situação é de intensa fragmentação e destruição. Atualmente, estima-se que em toda extensão da Mata Atlântica pertencente ao território brasileiro, 90% está totalmente destruída, e do que restou , acredita-se que 75% está sob risco de extinção total. A Constituição Federal de1988 colocou a Mata Atlântica como patrimônio nacional, mesmo assim entre 1990 e 1995, cerca de 500.000 hectares dessa área foram destruídas, fazendo dela a segunda floresta mais ameaçada do território brasileiro, segundo (Redação do Ambiente Brasil|).
A Caatinga também destaca-se entre os patrimônios, pois é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico não pode ser encontrado em qualquer outro lugar do planeta. Porém, com uma área de quase 734.478 km², cerca de 11% do território nacional, este patrimônio encontra-se ameaçado. A exploração é feita de forma extrativista pela população local de cada região, desde a ocupação do semi-árido, que tem levado a uma rápida degradação ambiental. Segundo estimativas, cerca de 70% da caatinga já se encontra alterada pelo homem, e somente 0,28% de sua área encontra-se protegida em unidades de conservação. Estes números conferem à caatinga a condição de ecossistema menos preservado e um dos mais degradados do meio ambiente.
Diante deste quadro, a questão do desflorestamento constitui inúmeras preocupações, pois muito se fala sobre desflorestamento e pouco sobre reflorestamento. Atrelado ao desflorestamento, a extração da madeira é algo preocupante, pois a mesma esta relacionada diretamente e indiretamente a todos nós, refletindo bastante na manutenção da biodiversidade animal e vegetal, na estabilidade climática, sociais, econômicas e culturais da população. Dessa forma a sustentabilidade ambiental depende da consciência do ser humano, o que significa a verdadeira sustentabilidade vital.
Franco (2009) afirma que:
"Com o passar do tempo, de geração em geração, o homem vem usando a natureza a seu favor sem a menor preocupação na sua preservação seja por ignorância, por descaso ou pela busca incessante por lucro."
Assim a EA está se tornando cada vez mais importante para a qualidade de vida da sociedade. Segundo Martins (2007, p.14): "atualmente percebe-se que a relação do homem com o meio ambiente é o ponto chave não só para a qualidade de vida, mas para a própria sobrevivência."
A questão da EA esta relacionada ao Meio Ambiente em seus diversos aspectos, isto significa que o ser humano necessita não apenas conhecer, mas compreender sua própria relação frente às questões ambientais, principalmente quando se tratam de atitudes e conceitos que possam intervir na formação de novos cidadãos conscientes e aptos a atuar na realidade socioambiental, comprometidos com a vida, com o bem-estar de cada um, da sociedade local, regional e global.
Assim, este estudo procura conhecer a percepção das crianças e dos jovens sobre o Meio Ambiente; considerando que a escola é o lugar onde ocorre grande parte do aprendizado que se estende por toda a vida. Desta, forma, a educação por ter forte influência nesse desenvolvimento, é a principal ferramenta de conscientização das crianças, jovens e adultos, frente às necessidades de preservação e conservação do Meio Ambiente.
Ainda sobre esse conceito os PCNs, relacionando a EA como tema transversal (2007, v 9, p.46) reforça que "os seres humanos não são intrinsecamente bons, mas são capazes tanto de grandes gestos construtivos de generosidade, quanto de egoísmo e de destruição."
Neste contexto de EA, a ação do homem sobre o espaço físico, biológico e sociocultural, desenvolve ações, em que o mesmo é o agente transformador e conservador do ambiente. Martins (2007, p.21) salienta que:
"No caso do ser humano, ao espaço físico e biológico soma-se o espaço sociocultural. Interagindo com os elementos de seu ambiente a humanidade provoca tipos de modificações que se transformam com o passar da história. E ao transformar o ambiente, o homem também muda sua própria visão a respeito da natureza e do meio em que vive."
Neistadt (2002, p.511) considera que "o aprendizado pode ser definido como uma "alteração relativa permanente no comportamento, ou na potencialidade de comportamento, que resulta da experiência."



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

A madeira manejada. Disponível em HTTP://www.florestavivaamazonas.org.br/madeiramanejada.phd acesso em 22 de maio, 2009. 13:20.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Meio Ambiente e Saúde. Brasília: MEC/Secretaria de Educação Fundamental, p. 14, 46. 2007.

CARVALHO, Isabel Cristina de Moura. Agroecologia e Desenvolvimento rural Sustentável. Porto Alegre, V. 2, n.2, Abr/Jun. 2001. Disponível em HTTP://www.agroecologia.inf.br/biblioteca/educação%ambiental acesso em 30 abril, 2009. 18:40.

FRANCO, Paulo. Responsabilidade ecológica versus responsabilidade social. Redação do Ambiente Brasil. Disponível em HTTP://www.ambientes.ambientebrasil.com.br//.../desmatamento.html acesso em 14 abril, 2009, 15h30min.

GIL, Antônio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 5 ed. São Paulo: Atlas, 1999.

GOWDAK. Demétrio. Aprendendo Ciências. São Paulo: FTD, 1992.
JACOBI, Pedro. LUZZI, Daniel. Educação e Meio Ambiente ? Um diálogo em ação. São Paulo. Disponível em acesso em 14 maio, 2009. 13h30min.

MARTINS, Débora Toledo. A percepção dos adolescentes da Região Leste do Paraná sobre saúde e meio ambiente. UNIVILLE: Joimville, 2007. Disponível em HTTP://www.community.univille.edu.br/...saúde_meioambiente. Acesso em 21 set, 2008. 18h40min.

OKAMOTO, Jun. Percepção Ambiental e Comportamento. São Paulo: Editora Mackenzie, 2002.

Projeto Meio Ambiente: Vamos cuidar de Canhotinho com as escolas!. Secretaria de Educação/ACENE, 2004. p. 12.

RAMOS, Aretuza Brito. BRAGA, Dan Vitor Vieira. Caatinga: Conhecer para preservar. Chesf/DMA, 2005. p. 05, 13.

SAMPAIO, Francisco Azevedo de Arruda. CARVALHO, Aloma Fernandes. Caminhos da Ciência: Uma abordagem socioconstrutivista. São Paulo: IBEP, 2000.

TREVISOL, Joviles Vitório. Os professores e a Educação Ambiental: Um estudo de representações sociais em docentes das séries iniciais do Ensino Fundamental. Santa Catarina, março/dezembro, 2003. Disponível em
NEISTADT, Maureen E. CREPEAU, Elizabeth Blesedell. Introdução à Terapia ocupacional I. In: Neistadt, Maureen E. CREPEAU, Elizabeth Blessedell II. Terapia ocupacional Williard e Spackman. 9 ed. Rio de Janeiro: Guanabara. Koagan, 2002. p. 3 ? 9.













 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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